O ministro Miguel Macedo, ministro das forças em parada, disse aí por um
desses lugares vazios, de um país que marca passo, sofre e se queixa, de que
Portugal "era um país de muitas cigarras e poucas formigas". É
provável. Mas quem são as verdadeiras cigarras e quem são as formigas, dito de
outro modo, quem são e quantos são os parasitas, e quem são os que trabalham e
carregam os sacrifícios às costas? Comecemos pela Assembleia da República, uma
lura onde se alojam despesistas bem pagos, e onde o número de deputados
"eleitos pelos partidos", depois de sacarem o voto ao povo, são
dispensáveis, e o nº dos que fazem que fazem, é demasiado. Se a estes juntarmos
as formigas, que a governação manda para o desemprego, por via das políticas
erradas, viciadas, contestadas, e que
lhes roubam o pão, temos que a ala das cigarras aumenta exponencialmente. Todas
as médias, pequenas e microempresas, que devido à forreta austeridade, encerram
diáriamente,"trabalham"para que a comunidade de cigarras cresça, e
formem um imenso coro, um batalhão de gritos, que embora desarmados, são
capazes de se mobilizarem e marcharem até s.bento, com o propósito de exigirem
a demissão dos parasitas, piores que térmitas, provocadores da situação que se
vive actualmente. E como a perspectiva política cinzenta, é de agravamento das
condições de vida destes "insectos mutantes", que agora são formigas
e amanhã são cigarras, que ora trabalham ora protestam, dependendo do nível de
eusocialidade em que se movem, o ministro MM, que de vez em quando sai do seu
"subterrâneo", vem à superfície, lembrar-nos com a sua ladaínha
estéril, de quanto está a mais nos destinos da coisa pública, e se constitui
anti-operário e anti-soldado. Um larva, autêntica.

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