segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Já a formiga tem catarro"



O ministro Miguel Macedo, ministro das forças em parada, disse aí por um desses lugares vazios, de um país que marca passo, sofre e se queixa, de que Portugal "era um país de muitas cigarras e poucas formigas". É provável. Mas quem são as verdadeiras cigarras e quem são as formigas, dito de outro modo, quem são e quantos são os parasitas, e quem são os que trabalham e carregam os sacrifícios às costas? Comecemos pela Assembleia da República, uma lura onde se alojam despesistas bem pagos, e onde o número de deputados "eleitos pelos partidos", depois de sacarem o voto ao povo, são dispensáveis, e o nº dos que fazem que fazem, é demasiado. Se a estes juntarmos as formigas, que a governação manda para o desemprego, por via das políticas erradas, viciadas, contestadas,  e que lhes roubam o pão, temos que a ala das cigarras aumenta exponencialmente. Todas as médias, pequenas e microempresas, que devido à forreta austeridade, encerram diáriamente,"trabalham"para que a comunidade de cigarras cresça, e formem um imenso coro, um batalhão de gritos, que embora desarmados, são capazes de se mobilizarem e marcharem até s.bento, com o propósito de exigirem a demissão dos parasitas, piores que térmitas, provocadores da situação que se vive actualmente. E como a perspectiva política cinzenta, é de agravamento das condições de vida destes "insectos mutantes", que agora são formigas e amanhã são cigarras, que ora trabalham ora protestam, dependendo do nível de eusocialidade em que se movem, o ministro MM, que de vez em quando sai do seu "subterrâneo", vem à superfície, lembrar-nos com a sua ladaínha estéril, de quanto está a mais nos destinos da coisa pública, e se constitui anti-operário e anti-soldado. Um larva, autêntica.

 

                                 

Sem comentários:

Enviar um comentário