"Expressa-se" por aí, uma História de Portugal, distribuída em
nove tranches ou volumes, que tem suscitado muito e vivo debate, e polémica
q.b. neste jornal ímpar - Público. Na minha situação de iletrado, leigo, e afastado da
arena desses profundos assuntos, que, parece-me, correspondem ao "período
jurássico moderno"(!), tenho seguido com a maior atenção e o máximo respeito,
tão aceso confronto, entre especialistas na Era da matéria escalpelizada. Uns,
esgrimem argumentos com que pretendem provar, que a "sua" História, é
que é boa. Outro, grita que a "dele" é a melhor e mais fiel. E colhem apoios. Quase
empatam, à direita e à esquerda. Entre os apoiantes, destacam-se uns curiosos
intrometidos, que hà muito se acham, "tudólogos", como é o caso, de
um jornalista despromovido, um sociólogo bem-retirado, um cronista periódico e
provocador, e uma Mónica sem aura nem prestígio, que não é aquela da B.D, mas
antes aquela, que nem sequer é capaz de uma boa legenda ou um "balão"
numa tira. Sobre esta personagem em especial, parece-me contudo, que há
unanimidade, em proclamá-la, malcriada - é o que ressalta de todas as
exposições publicadas, pelos autores, de barba rija na cara, e de conhecimento
científico, maior. No entanto, os tais leigos como eu, interrogam-se, afinal
por qual História se digladiam eles? Daquela que nos empobreceu, reprimiu,
encarcerou, mobilizou para a guerra e matou, atrasou, estupidificou, e que os
historiadores de Direita, usando reagentes espumosos, tentam lavar, agora nesta
edição aos bocados, ou, da História actual que nos traz pobres e aflitos, cada
vez mais, mas com direito a protestar, sem correr riscos de ir parar ao
Limoeiro, Caxias, Peniche, ou ao Tarrafal? E em que medida(nova pergunta), a
pesquisa dos assentos antigos e alguns de má memória, nos pode ajudar, a
ultrapassar com dignidade e sucesso, esta história de maldição que hoje
vivemos, e que tem como protagonistas no governo, uns líderes, que não eram
sequer nascidos no tempo do "não-fascismo" ou “fascismo-light”,
segundo os pró-ramos e anti-loffs? E será mais importante saber, quem ganha ou
perde, nesta contenda, entre estesdoutores-dos-acontecimentos-passados, ou
saber, quem está a ser derrotado no dia-a-dia pelo que acontece e faz a
História actual dos portugueses, erguida pelos falsos doutores recém-eleitos,
que nos "iluminam" e nos conduzem de novo ao "jurássico
cavernoso"? Eu, um leigo histórico, aguardo que os historiadores clássicos,
os do velho e os do novo, regime, se manifestem com o mesmo ardor, para que nós
possamos compreender, porque estamos em pior estado e com menos Estado, como
saír disto e desta condição de mexilhão, e deixem lá os afonsinhos salazarentos,
com cheiro a môfo, que pela realidade, diáriamente, são desmentidos.

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