quarta-feira, 4 de julho de 2012

Paraíso versus Inferno


Não sei o que é um Paraíso, mas desconfio que seja qualquer coisa ou lugar, que pode chamar-se de várias maneiras, até de, Fiscal, e ser apreciado de acordo com os personagens que para lá enviam ou depositam as suas perfomances em negócios, poupanças luxuosas, burlas ocultas ou até mesmo a sua fé. É com certeza um sítio com assinalável procura, mas com entrada limitada, que selecciona os clientes tipo clube VIP afortunado, e para gente com sucesso no mundo da trapaça. A mim, que não possuo licenciatura tirada num ano nem em dez, que só frequento o Inferno, criado e mantido incendiado, pelos governos terrenos, e pelos "gaspares" monocórdicos e monosilábicos, que só me convidam sem modos, a chegar-me à frente, e sob ameaça de penhora da sanita, caso demore a fazê-lo junto aos balcões do fisco, e não do BPN por exemplo, causa-me uma confusão e uma insolvência tal, que não sobra nenhum euro para iniciar um tratamento médico, com receita legal, e passada em meu nome por médico ainda no activo. Mas a confusão aumenta, quando preciso de ser reembolsado do IRS, até agora negado, por não pagar as duas prestações em atraso à Segurança Social, reembolso que permitiria pagar as propinas dos filhos que frequentam o Superior, que não têm direito a bolsa por não liquidar a pendente dívida ao Estado, e cortado que foi o abono, enquanto os "deposi(tra)tantes" nos offshores, que fogem ao pagamento de impostos sob a orientação de sociedades gestoras, especializadas em desvios de capitais dessas excelências, para tais paraísos, vêm a sua estratégia, lucrativa, ser perdoada ou até compensada como se tudo não passe de luvas em negócio de submarinos, pelo mesmo governo que nos persegue, se e ainda, por não se ter declarado uma lata de lixívia ou outro produto que tire as nódoas. Concluo, que Paraíso é qualquer coisa ou lugar bem longe, com ou sem palmeiras, onde haja bunga-bunga contabilístico, que não incomoda, dá sossego, e que dá vantagens sem pagar impostos. Um oásis para administradores, empresários, artistas da bola e outros que entregam a ganância sob a gestão de grupos económicos. Percebo que na minha condição, Paraíso, é um lugar onde não entro por falta de sorte ou melhor fortuna. Um dia escreverei só do Inferno, que esse conheço bem desde pequenino, e que foi berço da maioria dos portugueses, que não escapam às obrigações fiscais.

                                     

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