Desde que os
"retornados" de África, e agora os filhos deles, tomaram
paulatinamente conta, dos destinos e da gestão das rádios, televisões, jornais, bancos,
hospedarias, stands motorizados, e ascenderam ao Poder político e até do
Universitário, logo após largarem a culinária do frango de churrasco e do
caril, à beira da estrada, e a seguir às indemnizações, forçadas em manifestações
vigorosas, nos anos pós-revolução, que o país vai de mal a pior. Portugal,
nunca foi da grandeza com que alguns "saraivas" o pintam, e se o foi
não soube tirar proveito, e por isso chegou a este estado de miséria, e que,
segundo os "Tudor", já era de tal ordem, que nem o Rei luso sequer
tomava banho, deitava-se com os pés todos borrados, quando a água jorrava e não
era taxada. As habilitações académicas envoltas em fraude e favor, arrancadas à
última hora, nas secretarias dos estabelecimentos de ensino colonial, nos anos
de fuga e dos caixotes, das ex-provincias, a troco de pagamento aos
funcionários desesperados, e corruptos, permitiu-lhes, chegados cá ao
"puto", apresentarem-se de modo a ultrapassarem tudo e todos, ter
preferência em vários sectores da vida profissional, apoiados ainda pela
política então em vigor, que os queria amansados, chamando a tal política,
processo de integração. Um processo marcado por dar-lhes todas as facilidades,
para os calar, em condições, que foram negadas aos milhares de militares que
regressavam ao seio familiar, por levas, dispersos, e até hoje abandonados. Com
falsos diplomas, os "retornados" invadiram escolas, tornando-se
professores, funcionários de gabinetes técnicos, redactores, desenhadores,
topógrafos, etc. O Poder não tardou a caír-lhes nas mãos. É só contá-los, para
saber quantos estão na administração pública, organismos vários, ou bem
colocados no governo da nação, e daí o seu silêncio nos dias de hoje. Tudo
isto, resumidamente, para dizer que os destinos do país, entregue que está, a
quem geriu mal, a sua presença por onde andou, não dá garantias de que irá
fazer melhor, nas posições que agora ocupa por cá. Entre esses
"filhos", estão vários ministros do Governo actual do País. São
solidários, protegem-se, favorecem-se, entreajudam-se, como sempre o fizeram, e
sabem como doutorarem-se sem ir à escola. O resultado de tudo isto, está á
vista. Eles governam-se, e o "preto" que aguentou sempre por cá, e
devidamente credenciado, está "lixado", mas ao que parece, "é um
não assunto".

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