quarta-feira, 11 de julho de 2012

Abril2012-séc.XXI


Mesmo recebendo o salário na íntegra, por trabalho prestado, que se pratica por baixo e abusivamente no País e imposto pelas entidades patronais, não sobra nenhum para comprar sequer um pacote de arroz ou de farinha, para entregar ao Banco Alimentar num gesto de boa vontade e com a solidariedade que o coração pede, à saída do super-mercado. Conhecedores do terreno que pisam, e contando com a impunidade histórica, os patrões nacionais, sem escrúpulos, formados no entulho das obras menores, não satisfeitos com essa tabela de espoliação de quem trabalha, e sabendo de cor e salteado o comportamento da Justiça e das linhas com que esta se cose e se abafa de leis inócuas, atiram-se aos operários, que se batem por fazer valer os seus direitos e que exigem o pagamento dos salários em atraso, sequestrando-os e esmurrando-os, segundo as notícias publicadas. Esta selvajaria e prepotência em pleno século XXI, após Abril do séc. anterior, é cada vez mais o pão-nosso-de-cada dia, e assume-se como credo dos patrões prevaricadores, que operam no mundo empresarial, de trazer por casa. O baixo valor pago hoje, velho e indigno desde ontem, e que já é imitado, no contrato de mão-de-obra qualificada e a níveis de prestação de serviços mais elevados, com a complacência dos governantes, tem resultado como um exemplo de violência, parece pretender dar um sinal à sociedade, de que se pode fazer o que se quer com o trabalhador, que tem como opção pegar ou largar, neste tempo conturbado e justificado com a crise, que eles ergueram. Mau sinal, é claro!

                            

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