Mesmo recebendo o salário na íntegra, por trabalho prestado, que se
pratica por baixo e abusivamente no País e imposto pelas entidades patronais,
não sobra nenhum para comprar sequer um pacote de arroz ou de farinha, para
entregar ao Banco Alimentar num gesto de boa vontade e com a solidariedade que
o coração pede, à saída do super-mercado. Conhecedores do terreno que pisam, e
contando com a impunidade histórica, os patrões nacionais, sem escrúpulos,
formados no entulho das obras menores, não satisfeitos com essa tabela de
espoliação de quem trabalha, e sabendo de cor e salteado o comportamento da
Justiça e das linhas com que esta se cose e se abafa de leis inócuas, atiram-se
aos operários, que se batem por fazer valer os seus direitos e que exigem o
pagamento dos salários em atraso, sequestrando-os e esmurrando-os, segundo as
notícias publicadas. Esta selvajaria e prepotência em pleno século XXI, após
Abril do séc. anterior, é cada vez mais o pão-nosso-de-cada dia, e assume-se
como credo dos patrões prevaricadores, que operam no mundo empresarial, de
trazer por casa. O baixo valor pago hoje, velho e indigno desde ontem, e que já
é imitado, no contrato de mão-de-obra qualificada e a níveis de prestação de
serviços mais elevados, com a complacência dos governantes, tem resultado como
um exemplo de violência, parece pretender dar um sinal à sociedade, de que se
pode fazer o que se quer com o trabalhador, que tem como opção pegar ou largar,
neste tempo conturbado e justificado com a crise, que eles ergueram. Mau sinal,
é claro!
Sem comentários:
Enviar um comentário