terça-feira, 10 de julho de 2012

Déjà vu


A GNR, vai abrir um inquérito interno, para apurar responsabilidades e as causas que originaram a morte de um rapaz, em Gondomar, no seguimento de fuga. Não seria preciso escrever mais do que isto, para o leitor perceber já, qual vai ser o desfecho de tal inquérito. Vem-nos à memória o caso "Snake". De novo, a GNR vê um carro com ocupantes suspeitos, persegue-os numa correria hollyoodesca, faz uns tiros para o ar, e as balas quando caiem, atingem de morte, "lamentávelmente", um dos fugitivos. O dedo nervoso dos impacientes cívicos que sacam da metralhadora, repete-se, e nós, condutores perigosos que põem em causa a vida alheia quando andamos na estrada, temos que usar capacete, e o colete reflector para além de luminoso deve ser à prova de fogo. Também não é aconselhável trazer qualquer objecto escuro, susceptível de confundir-se com um bastão, por exemplo uma cana de pesca curta. Os polícias activos e justiceiros, não perdoam o transporte de tais "armas letais" sobretudo para os peixes, e pelo sim pelo não, e após uma leitura ajustada dos factos, há que travar tais marginais através de fusilaria a torto e a direito, pelas ruas de modo a evitar vítimas pelo caminho, com a “precisão de tiro” que sempre constatamos e a que nos habituaram. O Major, que comanda aquela tropa, podia ter feito um esforço maior para os desculpabilizar, porque a mentira tem a perna curta, é apanhada com mais facilidade e sem ser preciso usar do nervoso miudinho, que mata em grande velocidade, jovens, que tinham o direito a regenerarem-se, a reintegrarem-se, e a viver a vida.

                             

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