O governo de Portugal,quer pôr dez milhões de indígenas a patrulhar o
comércio da rua e do desenrasca, e a transformá-los em delatores - seu único
objectivo, que se não fosse cómico seria ridículo. Recusando-se a responder a
justificar, com conhecimento do terreno, a razão da obrigatoriedade de ser
passada factura, por se beber uma bica ou comprar um rolo de fita adesiva, num
qualquer estabelecimento, com um volume de vendas anual, inferior a quinze mil
euros, num pomar em meio rural e pobre, que ao mesmo tempo que põe a vaca a
pastar serve ao balcão da quitanda, uma cerveja ou um bagaço, que não possui
equipamento informático ou livro de facturas auto-copiativo que custa mais de
três dezenas de euros, saíndo cada factura a um preço superior ao valor do
artigo comprado pelo cliente, procede ao recrutamento desta mão- de- obra,
faminta e deseperada. Os "técnicos de contas" deste Governo, tão de
contas com as finanças de rastos, devem ter tirado o curso de contabilidade e
administração aos soluços, no esplendor de uma "lusófona relvada", e
querem, através de medidas como esta, aparar o comportamento desleixado do povo,
enganando-o com um rebuçado envenenado para dedução no IRS, de profundidade
irrisória, pois que o universo de pequenos agentes comerciais à margem da Lei, é
inconsequente. O crime económico e a fuga ao pagamento de impostos ao fisco,
começa logo nos amigos dos governantes e nos ex- que foram para as
administrações das super empresas, assim que abandonaram as funções de
governantes. Eles verificarão que a receita recolhida nesse meio, é bem mais significativa.
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