quarta-feira, 25 de julho de 2012

A degeneração do Estado


Desde que os "retornados" de África, e agora os filhos deles, tomaram paulatinamente conta, dos destinos e da gestão das rádios, televisões, jornais, bancos, hospedarias, stands motorizados, e ascenderam ao Poder político e até do Universitário, logo após largarem a culinária do frango de churrasco e do caril, à beira da estrada, e a seguir às indemnizações, forçadas em manifestações vigorosas, nos anos pós-revolução, que o país vai de mal a pior. Portugal, nunca foi da grandeza com que alguns "saraivas" o pintam, e se o foi não soube tirar proveito, e por isso chegou a este estado de miséria, e que, segundo os "Tudor", já era de tal ordem, que nem o Rei luso sequer tomava banho, deitava-se com os pés todos borrados, quando a água jorrava e não era taxada. As habilitações académicas envoltas em fraude e favor, arrancadas à última hora, nas secretarias dos estabelecimentos de ensino colonial, nos anos de fuga e dos caixotes, das ex-provincias, a troco de pagamento aos funcionários desesperados, e corruptos, permitiu-lhes, chegados cá ao "puto", apresentarem-se de modo a ultrapassarem tudo e todos, ter preferência em vários sectores da vida profissional, apoiados ainda pela política então em vigor, que os queria amansados, chamando a tal política, processo de integração. Um processo marcado por dar-lhes todas as facilidades, para os calar, em condições, que foram negadas aos milhares de militares que regressavam ao seio familiar, por levas, dispersos, e até hoje abandonados. Com falsos diplomas, os "retornados" invadiram escolas, tornando-se professores, funcionários de gabinetes técnicos, redactores, desenhadores, topógrafos, etc. O Poder não tardou a caír-lhes nas mãos. É só contá-los, para saber quantos estão na administração pública, organismos vários, ou bem colocados no governo da nação, e daí o seu silêncio nos dias de hoje. Tudo isto, resumidamente, para dizer que os destinos do país, entregue que está, a quem geriu mal, a sua presença por onde andou, não dá garantias de que irá fazer melhor, nas posições que agora ocupa por cá. Entre esses "filhos", estão vários ministros do Governo actual do País. São solidários, protegem-se, favorecem-se, entreajudam-se, como sempre o fizeram, e sabem como doutorarem-se sem ir à escola. O resultado de tudo isto, está á vista. Eles governam-se, e o "preto" que aguentou sempre por cá, e devidamente credenciado, está "lixado", mas ao que parece, "é um não assunto".

                               

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

"A Factura da Delação"


O governo de Portugal,quer pôr dez milhões de indígenas a patrulhar o comércio da rua e do desenrasca, e a transformá-los em delatores - seu único objectivo, que se não fosse cómico seria ridículo. Recusando-se a responder a justificar, com conhecimento do terreno, a razão da obrigatoriedade de ser passada factura, por se beber uma bica ou comprar um rolo de fita adesiva, num qualquer estabelecimento, com um volume de vendas anual, inferior a quinze mil euros, num pomar em meio rural e pobre, que ao mesmo tempo que põe a vaca a pastar serve ao balcão da quitanda, uma cerveja ou um bagaço, que não possui equipamento informático ou livro de facturas auto-copiativo que custa mais de três dezenas de euros, saíndo cada factura a um preço superior ao valor do artigo comprado pelo cliente, procede ao recrutamento desta mão- de- obra, faminta e deseperada. Os "técnicos de contas" deste Governo, tão de contas com as finanças de rastos, devem ter tirado o curso de contabilidade e administração aos soluços, no esplendor de uma "lusófona relvada", e querem, através de medidas como esta, aparar o comportamento desleixado do povo, enganando-o com um rebuçado envenenado para dedução no IRS, de profundidade irrisória, pois que o universo de pequenos agentes comerciais à margem da Lei, é inconsequente. O crime económico e a fuga ao pagamento de impostos ao fisco, começa logo nos amigos dos governantes e nos ex- que foram para as administrações das super empresas, assim que abandonaram as funções de governantes. Eles verificarão que a receita recolhida nesse meio, é bem mais significativa.

                   

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"Figura do Dia"


Não sei quem escreve aquela tira "FIGURA DO DIA" na última página do JN, mas parece-nos, que tal farrapito, sombreado para se evidenciar, pregado ao lado do comentário do grande M. A. Pina, não é senão uma encomenda vinda do topo. Enquanto o poeta e escritor, separa o trigo do joio e enaltece a intervenção do Bispo das Forças Armadas, condena o governo abusador, e diz ao mesmo tempo da sua solidariedade para com o povo desarmado e às mãos dos governantes "corruptos", o estreito autor da "tira do dia", descasca, imitando um ministro, no bispo em jeito de interrogação. O disfarce por detrás do sinal ortográfico, não o iliba de ser tomado como parceiro de Aguiar Branco, o tal senhor "tomado de dores por alguns". Um e outro disseram o mesmo sobre o que o padre corajoso disse aos microfones para se ouvir largamente. O JN, ao aliar-se do lado dos hipócritas gestores e exploradores do povo que o bispo condena, não presta um bom serviço. A "cortina" pelos vistos é larga e comprida, e com ela pretende o jornal diminuir e ofuscar o artigo - " o bispo que não se esconde".

                           

sábado, 14 de julho de 2012

"o prometido é devido"- 2ª carta


Zé Luís,
       
                 cá estou como prometi, e com as tais novidades. Durante o teu sono, calmo e profundo, o nosso Glorioso foi a jogo, num Estádio da Suíça, o Tourbillon, mas contra os franceses do Marselha. Eles intitulam-se "Olímpicos". Arrogância deles, coitados, como sabes. O jogo era a feijões, mas teve momentos em que não pareceu, pois o nosso Glorioso leva tudo a sério, e naquele "turbilhão" de Sion, enfiou-lhes duas redondinhas, lá bem no meio das malhas, que se estavam a armar em virgens - não do Céu, mas em virgens da Suíça -Ihihihihih- estás a imaginar? Não sei se por aí os anjos exultaram com a vitória da Águia, mas olha que a nós soube bem. Já temos três pontos. Um dia vamos fazer aí, um jogo, todos vestidos de vermelho, só para assustar os maus que possam haver e que estarão sentados à direita, como já era seu costume cá em baixo. Saudades-a. moura.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"A cadeira de sonho ou do cântico negro"


Pinto da Costa, está a preparar a sua candidatura à presidência da Câmara do Porto. Sinalizou a campanha, tornando público o seu apoio a Filipe Menezes, autarca da cidade de Gaia, e com o objectivo de afastar o maior inimigo do F.C.P, que é o actual presidente da Edilidade. Pinto da Costa, sabe que enquanto Rui Rio estiver à frente dos destinos do Concelho tripeiro, as varandas do palácio dos Aliados, estão-lhe vedadas. Então a táctica do timoneiro do clube azul e branco, é colocar lá o autarca de Gaia, e este se for eleito, durante o mandato, abre-lhe o caminho e as portas do Paço Concelhio, que dão acesso às janelas e varandas majestosas, de onde Pinto da Costa poderá festejar as vitórias de que prova ser capaz, e acenar à "naçom portista" com todo o brilhantismo, distribuíndo sorrisos, lançando piadas e promessas, como é típico dos candidatos a qualquer pódio com relevo. Através do "aliado" de Gaia, inimigo figadal de Rui abaixo Rio acima, quer chegar à "cadeira de sonho", pela qual e até hoje camuflou interesse. O homem e gestor de mérito desportivo, é perito em tácticas de bastidores, de relvados, e de tapetes arraiolos que decoram sumptuosas salas, e sabe receber condignamente, personalidades com poder de alterar destinos e resultados, nem que para os convencer, e à massa simpatizante, tenha de declamar poesia de Régio, como faz naquele poema que indica o caminho ou que o alerta por onde não deve ir. O seu "cântico" alegra os seguidores e faz erguer os dragões, mas há sempre nele, qualquer coisa de mais "negro" do que só azul. Claro!

                                  

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Abril2012-séc.XXI


Mesmo recebendo o salário na íntegra, por trabalho prestado, que se pratica por baixo e abusivamente no País e imposto pelas entidades patronais, não sobra nenhum para comprar sequer um pacote de arroz ou de farinha, para entregar ao Banco Alimentar num gesto de boa vontade e com a solidariedade que o coração pede, à saída do super-mercado. Conhecedores do terreno que pisam, e contando com a impunidade histórica, os patrões nacionais, sem escrúpulos, formados no entulho das obras menores, não satisfeitos com essa tabela de espoliação de quem trabalha, e sabendo de cor e salteado o comportamento da Justiça e das linhas com que esta se cose e se abafa de leis inócuas, atiram-se aos operários, que se batem por fazer valer os seus direitos e que exigem o pagamento dos salários em atraso, sequestrando-os e esmurrando-os, segundo as notícias publicadas. Esta selvajaria e prepotência em pleno século XXI, após Abril do séc. anterior, é cada vez mais o pão-nosso-de-cada dia, e assume-se como credo dos patrões prevaricadores, que operam no mundo empresarial, de trazer por casa. O baixo valor pago hoje, velho e indigno desde ontem, e que já é imitado, no contrato de mão-de-obra qualificada e a níveis de prestação de serviços mais elevados, com a complacência dos governantes, tem resultado como um exemplo de violência, parece pretender dar um sinal à sociedade, de que se pode fazer o que se quer com o trabalhador, que tem como opção pegar ou largar, neste tempo conturbado e justificado com a crise, que eles ergueram. Mau sinal, é claro!

                            

terça-feira, 10 de julho de 2012

Até à vista Zé Luís


Meu caro Zé Luís,
acabo de chegar vindo do teu funeral, e pelo caminho, pensei logo pôr-te a par do que se passou, enquanto te mantinhas naquela quietude estranha, e em que nós não te reconhecemos. Incompreensivelmente, não reagistes como era teu costume, áquela massa humana que tu fizestes deslocar em silêncio sepulcral, só porque decidistes deixar-nos sem mais nem menos. Às 15:16, precisamente, os sinos da Capela simples, como gostavas,repicaram, e a mim, vou-te contar, pareceu, que tocaram com uma força, capaz de acordar céu e inferno ao mesmo tempo, que tu dispensarias se te pedissem conselho. Os teus amigos que eram mais do que muitos, estavam lá todos, e quando tentei contá-los, perdi-me, pois estavam mais do que era suposto estar. Desisti de tal exercício, quando cheguei a um número indomável, que já ultrapassava o valor da dívida externa do País, o mesmo torrão que tu , conscientemente, querias para ti e para todos nós, que fosse melhor. Por isso, tomastes  opções na vida, e ganhastes canseiras que te consumiram tempo e saúde,família e amigos que tu soubestes fazer. Como estava a contar-te, os sinos lá do alto, ouviram-se fortes como nunca se ouviram, a anunciar que as cerimónias caminhavam para o fim, que é como quem diz, a dar início ao teu enterro, verdadeiramente dito. Tu, eu, e os teus-mais-do peito, que sempre ouvimos falar do buraco-negro, e que nunca o pudemos ver a partir dessa teoria, pois acreditamos mais na existência de outros buracos, a saber; financeiros, orçamentais, os de carne e osso, os da "alma", etc, suspeitamos agora, que tal buraco seja aquela cova que abriram dentro das medidas, expressamente, para tu te deitares nela, e repousares como só tu mereces, na esperança que alimentastes e sem cedências, de que alguma coisa mudou ou há-de mudar, porque tu lutastes para que tal acontecesse, e nos deixastes como legado. Obrigado Zé Luís. Quando tiver mais novidades dar-te-ei conhecimento. Fica atento. Um abraço saudoso do amigo abílio moura.
                     

Déjà vu


A GNR, vai abrir um inquérito interno, para apurar responsabilidades e as causas que originaram a morte de um rapaz, em Gondomar, no seguimento de fuga. Não seria preciso escrever mais do que isto, para o leitor perceber já, qual vai ser o desfecho de tal inquérito. Vem-nos à memória o caso "Snake". De novo, a GNR vê um carro com ocupantes suspeitos, persegue-os numa correria hollyoodesca, faz uns tiros para o ar, e as balas quando caiem, atingem de morte, "lamentávelmente", um dos fugitivos. O dedo nervoso dos impacientes cívicos que sacam da metralhadora, repete-se, e nós, condutores perigosos que põem em causa a vida alheia quando andamos na estrada, temos que usar capacete, e o colete reflector para além de luminoso deve ser à prova de fogo. Também não é aconselhável trazer qualquer objecto escuro, susceptível de confundir-se com um bastão, por exemplo uma cana de pesca curta. Os polícias activos e justiceiros, não perdoam o transporte de tais "armas letais" sobretudo para os peixes, e pelo sim pelo não, e após uma leitura ajustada dos factos, há que travar tais marginais através de fusilaria a torto e a direito, pelas ruas de modo a evitar vítimas pelo caminho, com a “precisão de tiro” que sempre constatamos e a que nos habituaram. O Major, que comanda aquela tropa, podia ter feito um esforço maior para os desculpabilizar, porque a mentira tem a perna curta, é apanhada com mais facilidade e sem ser preciso usar do nervoso miudinho, que mata em grande velocidade, jovens, que tinham o direito a regenerarem-se, a reintegrarem-se, e a viver a vida.

                             

segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Créditos" mal parados

Sou prostituta. Exerço esta profissão há mais de vinte anos, mas de cada vez que me encontro por baixo, fico a pensar em tirar uma Licenciatura. Creio que já possuo créditos suficientes e reconhecidos no mundano, capazes de darem a equivalência a coisa digna(!), numa "particular à Bolonhesa". Prostituí-me com tenra idade e macio corpo, por matas onde incendiei paixões, vãos de escadas onde tropecei em baldes de preservativos, cais por onde mergulhei fundo com estivadores, palheiros de onde saí toda mordida,com empresários enganados, por quartéis onde penetrei o inimigo entre avanços e recuos, estaleiros onde levantei a moral dos operários, até repousar em casa de alterne. Conheço a noite mais negra até o dia amanhecer. Toda esta experiência adquirida, dá-me um nunca acabar de "créditos" numa Lusófona ou similar, onde a Licenciatura como Sexóloga, ou equivalente, não poderá ser recusada. Os meus contactos e conhecimentos no meio académico não são os melhores nem os mais recomendáveis, mas tenho quase a certeza que o reitor da Universidade onde o ministro do governo, deste e doutros assuntos, se formou, não exigirá mais provas, nem me pedirá para ir com ele para a cama, para me passar o certificado tão desejado e ilustre, e com dedicatória, a esta "amélia dos olhos doces e grávida de esperança " no canudo superior. Ele sabe que eu sou boa naquilo que faço. 

                                    

sábado, 7 de julho de 2012

Mc Maddie


O caso do desaparecimento de Maddie, filha dos McCann, no All garve, numa noite de maior desleixo e de lazer, e entre duas garfadas num jantar despreocupado, tem que ser enterrado de uma vez por todas. O melhor caminho para encontrar esse fim, é escavar a suspeita levantada, até ao fundo, sem entraves das autoridades nacionais, no quintal de Murat, com a presença dos pais da menina, do princípio ao fim, sem lhes permitir arredar pé, e até à última cavadela, para que não fiquem dúvidas, e para que os progenitores ingleses, a própria Inglaterra e os "especuladores mecânicos sul- africanos", se remetam para sempre ao silêncio ou busquem outras pistas do duro calvário, e deixem de teimar em reabrir feridas que jamais serão curadas, e para que parem de se atirar ás polícias portuguesas, com ar de superioridade. Os culpados por tal maléfico acontecimento, são em primeira e em última análise, sempre, os pais. Chorem eles muito ou pouco, durante o percurso que têm de fazer e sangrar. Ponto final.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Malhas e manhas que Abril teceu


Entre as muitas coisas que Abril abriu e permitiu, para além da liberdade de expressão(!), foi a possibilidade da mediocridade reinar. Portugal tornou-se da velha noite para o novo dia, o país onde a falsidade, a desonestidade, a falcatrua, a burla criminosa, a corrupção, ganhou o estatuto de normalidade com o à vontade de Lei. Incoerente, como não podia deixar de ser, tendo em conta o lamaçal em que se move, incrimina o falso padre que celebrou missas, casamentos, baptizados e até funerais, condena falsos médicos que exercem em clínicas e dão consultas aos aleijadinhos, aprisiona falsos juízes que mandam soltar criminosos, e outros que tentam cobrar por telefone penhoras sob processo pendente, falsos fiscais da segurança social, falsos filhos do Jerónimo Martins que prometem a jogadores da bola multiplicar a sua fortuna, falsas herdeiras da BIC que enrolam industriais abonados, e aceita ao mesmo tempo, com a tal normalidade, as licenciaturas falsas dos ministros, e as decisões de Juízes do Tribunal Constitucional sobre a inconstitucionalidade dos cortes dos subsídios históricos, com explicações estrambólicas a justificarem o despacho que diz, que agora é assim e depois assado. O que está está, logo se verá.  Que diferença há entre o falso padre e o fictício doutor que deu em governante, para que um mereça a pena aplicada e o outro não? Qual a razão que desconsidera as habilitações profissionais do falso clínico, que já tem de prática alguns anos e créditos firmados no mercado, e considera legal e justificado a licenciatura manhosa, que assenta em pressupostos idênticos, do chico-político, que do dia para a noite ou num prazo mais obscuro e subreptício, se certifica, e se apresenta com curso de escola superior, aldrabado? E que devemos nós pensar do curso de formação académica, de um conjunto de juízes de um órgão do Poder, que decide da constitucionalidade de leis da república e de que Universidade são eles oriundos? Quantos e quem são eles, para que se sintam protegidos e intocáveis, ou será que este país é mesmo uma falsidade e quando aparece é só para expor-se ao ridículo e virar anedota? Que moral e transparência nos trouxe Abril?

                                    

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Paraíso versus Inferno


Não sei o que é um Paraíso, mas desconfio que seja qualquer coisa ou lugar, que pode chamar-se de várias maneiras, até de, Fiscal, e ser apreciado de acordo com os personagens que para lá enviam ou depositam as suas perfomances em negócios, poupanças luxuosas, burlas ocultas ou até mesmo a sua fé. É com certeza um sítio com assinalável procura, mas com entrada limitada, que selecciona os clientes tipo clube VIP afortunado, e para gente com sucesso no mundo da trapaça. A mim, que não possuo licenciatura tirada num ano nem em dez, que só frequento o Inferno, criado e mantido incendiado, pelos governos terrenos, e pelos "gaspares" monocórdicos e monosilábicos, que só me convidam sem modos, a chegar-me à frente, e sob ameaça de penhora da sanita, caso demore a fazê-lo junto aos balcões do fisco, e não do BPN por exemplo, causa-me uma confusão e uma insolvência tal, que não sobra nenhum euro para iniciar um tratamento médico, com receita legal, e passada em meu nome por médico ainda no activo. Mas a confusão aumenta, quando preciso de ser reembolsado do IRS, até agora negado, por não pagar as duas prestações em atraso à Segurança Social, reembolso que permitiria pagar as propinas dos filhos que frequentam o Superior, que não têm direito a bolsa por não liquidar a pendente dívida ao Estado, e cortado que foi o abono, enquanto os "deposi(tra)tantes" nos offshores, que fogem ao pagamento de impostos sob a orientação de sociedades gestoras, especializadas em desvios de capitais dessas excelências, para tais paraísos, vêm a sua estratégia, lucrativa, ser perdoada ou até compensada como se tudo não passe de luvas em negócio de submarinos, pelo mesmo governo que nos persegue, se e ainda, por não se ter declarado uma lata de lixívia ou outro produto que tire as nódoas. Concluo, que Paraíso é qualquer coisa ou lugar bem longe, com ou sem palmeiras, onde haja bunga-bunga contabilístico, que não incomoda, dá sossego, e que dá vantagens sem pagar impostos. Um oásis para administradores, empresários, artistas da bola e outros que entregam a ganância sob a gestão de grupos económicos. Percebo que na minha condição, Paraíso, é um lugar onde não entro por falta de sorte ou melhor fortuna. Um dia escreverei só do Inferno, que esse conheço bem desde pequenino, e que foi berço da maioria dos portugueses, que não escapam às obrigações fiscais.

                                     

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Bronze, prata e ouro


Quem passa pelas bancas de revistas e matutinos, e como de costume olha a primeira página, chamada também de capa, parece que não se passou nada em Helsínquia. O jornal Público, não ouviu falar de alta competição a baixo custo, e com brilhante rendimento. Sara, Patrícia e Dulce, todas atletas de bronze, prata e ouro. O jornal de referência, ausentou-se para a Praça Cibeles e nem representante nomeou para estar no aeroporto da capital à espera da chegada à vez, das medalhadas que subiram ao soberbo pódio, e deste modo comportou-se como aqueles adeptos que reflectem um estado mental deplorável, e que na qualidade de beneficiários do rendimento mínimo, não compareceram como o fizeram em grande número, com a treteira Selecção dos ricos "enquinados". Estes "mamões" do RSI, e com disponibilidade, nunca ouviram falar ou não dão a mesma importância a Sara Moreira, Patrícia Mamona e Dulce Félix. O jornal Público também não puxa o feito para a página que o olho primeiro alcança, remete-nos para o seu interior para que nos aconcheguemos na leitura que escapou da frente, que não seduz e não vende. O tratamento dado às atletas de gabarito, trabalhadoras e estudantes de mérito, merecia outro destaque, mas esse é reservado só aos "artistas" endinheirados, que todos os dias são notícia chocha por eles ou por elas, chochas também, que compram mais depressa um porsche do que um livro do autor da"Insustentável Leveza do Ser". Lamentamos mas é verdade.