quinta-feira, 28 de junho de 2012

Azar a dobrar


                                       

Um azar nunca vem só. Os ucranianos depois de falharem, mal é verdade, o apuramento para a fase seguinte no Euro 2012, que se realiza no seu país, em parceria com outro mais ao lado, decidiram apoiar a selecção das quinas, por paixão, desilusão, raiva, pelo frango de churrasco, simpatia de facto, ou simplesmente por que ninguém mais precisasse do seu apoio. Apostados em encostarem-se à equipa que lhes parecia agora mais capaz de os vingar, os pobres "ucranigueses", não demoraram a sofrer novo revés. Em Opalenica e em Donetsk, à míngua de adeptos lusos, que por falta de euros suficientes não marcaram presença como fizeram até os gregos ou irlandeses, os "ucranigueses", vestidos a rigor de palhaço com as cores substitutas, correspondentes ao seu plano B das aderências, tal como os nossos adeptos de ecrâ gigante nas praças ou largos das vilas e cidades principais deste portugal, saíram duplamente eliminados após o desaire em Dunbass Arena contra os espanhóis, que mais uma vez nos apressaram o regresso com o rabo entre as pernas. Ao apostarem no cavalo errado, os ucranianos, terão agora de embrulharem todos os seus adereços nacionais, junto aos símbolos da selecção adoptada como sua, mas que prometem eternizar a passagem de tão despesista embaixada, gravando na pedra, o nome de portugal numa das suas artérias. Esta solidariedade entre desgraçados, acaba por nos despedaçar ainda mais, e obriga-nos a ter para com eles, enquanto imigrantes a trabalharem por cá maior respeito e atitude mais solidária. Quanto aos lusos que estão de volta, embrulhados na desilusão antiga, aconselha-se que ao chegarem a casa, e depois de guardarem o cachecol no baú da treta e do folclore, abram a caixa do correio e desatem o expediente que entretanto ou na sua ausência deu entrada, e para não perderem embalagem corram a pagar as dívidas à segurança social, a prestação ao banco, a renda ao senhorio, a reparação à oficina, o seguro do veículo, o carregamento do celular, etc,etc, que as cartas não param de se acumularem. O país agradece esta solidariedade, também.
                                         

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Paleio é com eles


Os Governantes da Nação, não dizem outra coisa desde hà pelo menos quinze anos; - que não fazem mais nada senão contribuir para o melhoramento da vida dos portugueses - Se o discurso sobre tal prática fosse verdadeiro, se alguma coisa então fizeram com substância, por que razão chegamos ao estado de vida reles, sem quaisquer direito a fugazes momentos de felicidade e à leveza que só ela dá? A esta interrogação, simples já se vê, atropelam-se os "especialistas" em socorro deles, e respondem repetindo-se, segundo o acordo da fidelidade que os une;- que todos gastamos acima das nossas possibilidades, que levamos durante um ciclo de muitos anos uma vida farta, e a viver à grande e à francesa, com uma qualidade que só se experimenta noutros lugares, lá onde o trabalho compensa e a vida aproveita - Ou eu sou de vistas curtas e não observo com olhos de ver, o País real, ou sou injusto que nem Judas e cretino que nem Pilatos. Todos os dias, ouço o povo contorcer-se, e lamentar-se por mais horas que o tempo de antena dedicado ao futebol rico e ao Euro da bola de ouro em particular, como se neste anestesiante esteja a solução dos males que nos afligem, e que negam completamente os tão misericordiosos contributos, que a classe política proclama dar de norte a sul. O Presidente da República é um deles. Em Guimarães, e depois de ouvir sonoros apupos de tão canora e sofrida gente, comentou por onde é costume comentar, o microfone, que vivemos numa Democracia, e por isso se deve compreender o comportamento dos presentes e ruidosos manifestantes. Pois é, senhor Presidente, mas como dizia um cartaz exibido lá bem no alto, a Democracia para quem vive com 10 000euros bastante regalados e que diz que é pouco, é diferente da democracia em que vegetam os que só se governam com 300euros e menos por mês. Uns podem comprar flores e enfeitar melhor a vida, outros arranham-se com os espinhos e curam as chagas entre copos e a corda ao pescoço, ou outro tipo de violência. A Democracia é mãe de uns quantos bem- falantes, e madrasta de muitas famílias que não se alimentam só de paleio, mas de trabalho e de pão sobretudo. Por isso me junto agora ao coro dos assobios. É este o meu contributo.

                                        

sábado, 23 de junho de 2012

Eleições à porta



Tudo não passa de intenções, projectos e mais projectos. Não faltaram os "ilustres" que aparecem sempre nestas ocasiões, a carimbar pontos no cartão das presenças para mais tarde levantar o prémio. Luís Filipe Menezes, autarca de Gaia, com o olho de cima na Câmara da baixa do Porto, sabe como incomodar Rui Rio, e não passa noite sem dormir, que não invente pontes pelo ar, túneis por baixo, teleféricos suspensos, museus e congressos temáticos, prémios para animar, "movimentos pendulares",etc.etc, com o fito de atravessar o rio douro, e não do rui, pela certa e sem se molhar. O rol da fantasia não tem fim. Como é que o anúncio de tanta obra por fazer, tanto entulho para arrumar, e que por ora é só promessa, irrealizável a curto e médio prazo, pode mobilizar tanto "ilustre"(rotula o JN)? E que fazem estes "ilustres" na vida boa que levam, que contribua no dia-a-dia para o bem-estar do povo a que dizem pertencer? Dá-lhes emprego, consultas de saúde e pareceres jurídicos de borla, auxílio ás famílias necessitadas, ajuda a alunos carenciados sem dinheiro para pagar propinas? Não! só comparecem normalmente para o repasto e a foto do costume - e esse é o grande projecto deles. Pôr o povo a pagar as megalomanias sonhadas e a que se querem colar logo no início e para ficar lavrado em registo oficial. Assim vai a gaia toda de Portugal. O Xanana Gusmão não prometia mais, nem nada melhor. "Seja Deus louvado".

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A "ERC" do Magno



Sempre me pareceu, que Carlos Magno, o presidente da ERC, era um pantomineiro. Já quando tecia comentários na TSF, quer quando era solicitado a comentar na TV com aquele ar de sabichão, impressionava-me pela banalidade com que abordava os mais variados temas que ele esvaziava com a aridez de Pitonisa falhada. Nunca percebi(problema meu,já sei) a importância que lhe dão ou reconhecem, pois poucos em Portugal têm consciência da "especialidade" do seu trabalho ou sequer da sua existência. E é isto que o deve incomodar seriamente. Este ex-jornalista ou comentador esporádico, foi reabilitado agora pelo partido no Poder, e com a missão bem definida e programada, que se descobre agora, quando se procede às conclusões saídas do inquérito que opôs uma jornalista do jornal Público ao ministro Relvas da comunicação subversiva, do mesmo Partido do Magno. Outra coisa que se descobre, é que além de ser um "bocas" é mentiroso ou emprenha pelos ouvidos, o que sempre suspeitei. Admirador confesso do professor Marcelo, Carlos Magno, de frustração em frustração, nunca lhe chegou aos calcanhares e daí a necessidade que denunciou sempre que se pronunciava de citar o professor especulador, que percorre os canais televisivos desde que lhe paguem, e com o mesmo à vontade. A ideia com que se fica, depois deste episódio-folhetim e político-jornalístico, é que o presidente da ERC muito carlos e pouco magno, não passa de um lambe-botas "que não serve para nada", nem sequer fazem sentido as suas intervenções.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O César e a Mulher



Atentem neste rendilhado artesanal, que a Auditoria do Tribunal de Contas teceu, sobre as irregularidades no pagamento de todas as despesas de deslocação ao Canadá, por parte da mulher do Presidente do Governo Regional dos Açores, à custa do Zé pagode, e a convite de não sabemos quantas(!) Mulheres Portuguesas de Manitoba(vá-se lá saber onde isso fica e como foram lá parar)- " falta de formalização do cabimento..." e continua - "...assumidos compromissos para as quais(despesas) não existia dotação(verba) diponível". A Auditoria podia, simplificando, concluír que "a César e à mulher de César não basta serem sérios..." e serem do Partido Socialista. Será preciso muito mais, como pagar do bolso deles as " vacaciones" turísticas camufladas, no valor de milhares de Euros.

E não há quem lhes "Bata"


No hemiciclo de s.bento, não faltam treinadores na bancada da maioria parlamentar, a discorrerem acerca da táctica e do bom caminho, por onde Portugal está a ser conduzido, no que respeita à aplicação das políticas e das medidas de austeridade impostas de fora, e inflacionadas cá dentro. No entanto, as notícias diárias da realidade, contra-atacam, informando que o desemprego sobe num "silêncio aflito", e o número de cartões exibidos são mais alaranjados que amarelos. Agora, e antes do apito de partida, a República Checa, fundadora da empresa de calçado Bata, e se calhar de botas desportivas, já nos está a prejudicar. O jogo ainda não começou, e já estamos a perder com 146 trabalhadores expulsos, que operavam nas lojas daquela marca, que encerra os seus 26 estabelecimentos, espalhados pelo terreno árido português. As melhorias económicas de que fala o "capitão" do governo, da luz ao fundo do túnel das finanças e da economia, que o nosso Presidente consegue ver, aí estão de novo comprovadas e a piscar, com mais umas dezenas de desempregados, que vão tomar banho mais cedo ou para a rua descalços, sem saberem como dar a volta ao resultado. A "Bata" em Portugal já fez estragos na nossa defesa do trabalho. Esperemos que no próximo conflito e noutro relvado, Portugal "bata" a República Checa, para ver se não perdemos em tudo.

                                          

terça-feira, 19 de junho de 2012

A desConstituição


A Constitucionalidade das leis fundamentais ou específicas, que pretendem regular a sociedade portuguesa, dependem na conjuntura actual, das carecterísticas pessoais e da estratégia do Órgão responsabilizado, que chama a si ou a quem se recorre, para verificar se as Leis aprovadas e a vigorar, ferem ou não a Constituição da República. Se tal função cabe ao presidente da República, temos de considerar que a análise, por sua vez, fica dependente ou refém do seu estado de espírito e da cor partidária a que o dito presidente jurou fidelidade, bem antes de jurar cumprir e fazer cumprir a Constituição, aquando na tomada de posse ou da investidura. Pelo contrário, se a legislação aprovada pela maioria parlamentar, for submetida a apreciação das forças sujeitadas à sua aplicação, tais leis são inconstitucionais e devem sofrer alteração. O zé povinho, que está sempre entalado nesta sanduíche de interesses, e por isso apelidado de mexilhão, quer saber ou nunca fica a saber, quem é o Órgão superior ou Conselho de sábios, que destrinça com a distância científica, técnica e moral fundamental, o preto do branco, o bem do mal, o céu de uns e o inferno de outros, que é preparado para trazer felizes os "carnívoros" e tramar ainda mais a vida aos "ossívoros". É que o povo português, apesar de ter a boca mal tratada e com maus dentes, também é capaz de demonstrar " maus fígados" e levantar-se contra o "rancho" a que está obrigado a comer, e a calar, as promulgações cozinhadas ao sabor dos poderosos, com bocas e unhas de luxo.

                                         

sábado, 16 de junho de 2012

A perversão da Democracia


Nestas semanas que antecedem as eleições na grande Grécia, uma data de "notáveis", com altos cargos nas Administrações ligadas à Política e às Finanças Internacionais, e outros, até mais domésticos, surgiram a discursar por tudo quanto é Fórum, Congresso, debates em canais televisivos, e por todos os meios que produza som, eco, onda e chicote, no "sentido" de enviar uma "imposição" aos Gregos, disfarçado de "apelo ou conselho", qual deve ser o sentido do seu voto. A ladaínha académica e filosófica dos poderosos contabilistas, e não dos mineiros asturianos, vai sempre acompanhada de velada ameaça - "ou votam correctinho no Partido que lhes indicamos, ou vão levar com mais dias difíceis, que vos condenará à travessia do braseiro infernal, aonde a fome e a penúria por que hoje passais vos há-de parecer algodão-doce"- e isto é o que eu penso que eles disseram uns aos outros. Eles só querem dos gregos bons ventos e bons votos, para colherem bons lucros. A Democracia actual, luxo herdado dos helenos, está eivada do mais perverso e imoral, e da maior falta de respeito pelo Homem, que deve haver nas sociedades modernas, que tanto custaram a estruturar, e que tantas vidas simples e mais relevantes sacrificou, ao empunharem ideais e bandeiras, e ao marcharem contra as ofensas criminosas. O recado da Política Capitalista que tem governada a Europa, sobretudo, é simples de descodificar. Assim os portugueses quando forem chamados nas próximas eleições, antes de votarem por exemplo em Garcia Pereira ou até nos grupos parlamentares consequentes e da oposição, pensem duas vezes, se querem azedar ainda mais o pão que o diabo nos tem dado amassado, a comer, e escutem primeiro as vozes que chegam das instâncias do BCE, FMI, do Deutsch Bank e do Bundestag, com o "apelo em jeito de conselho" de qual deve ser a cor da urna onde devem depositar o voto unipessoal, intransmissível e secreto. Vá, portem-se direitinhos, que a fome é negra, e a côdea será garantida; - está bem?- e isto aconselho eu agora.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

a táctica


Chegou o momento de agradecer a Manuel José, Carlos Queirós, a Luís Figo e a Rui Costa, agentes desportivos com grande "mediatismo", que disseram o que qualquer um de nós disse, mas que são levados mais a sério e com outra ressonância. As suas declarações e as análises críticas feitas a tempo e horas, ao comportamento de todo o staff durante o estágio, e à prestação e entrega no jogo com a Alemanha no Campeonato Europeu de Futebol, provocaram uma onda tal, que foram necessários vários especialistas para averiguarem os seus efeitos de norte a sul do país. Desconfia-se porém, que Paulo-o seleccionador, e não o polvo, contava com o contributo deles, e aproveitou bem o know-how de tais intervenientes, para o introduzir na táctica aplicada contra a Dinamarca. O conhecimento desta ciência, que é o futebol, revelada por tais ex-personagens de topo no mundo da bola, ao provocarem a equipa das quinas, funcionou como incentivo, levou-a a níveis de entrosamento, de entusiasmo e de raiva, consideráveis, que os obrigou neste confronto decisivo contra os viking´s, a comerem a relva até ao apito final, e a almejada vitória foi conseguida. Esta táctica que contraria os prognósticos de qualquer bicho de campo ou de mar, está provado, é para ser levada com rigor e posta em prática nos próximos encontros que o futuro reserva aos audazes. E se ela dá como deu, resultado, que paralizou a Nação valente e desempregada, diante dos ecrâs, erguidos e pregados por tudo quanto é Praça nas cidades e vilas, vamos lá dizer agora alto e bom som, que Ronaldo-o Crente, e não um cristiano qualquer, é o pior jogador da nossa Selecção, para ver se ele reage à provocação, de modo a contrariar esta análise, encher-se de brios, e tornar-se então num jogador de quem se espera melhor actuação, maior rendimento, pois que até aqui, ele só tem sido apenas cartaz de propaganda e marketing, demasiado poster, mas de eficácia confrangedora em exibições apagadas.

domingo, 10 de junho de 2012

Em Lviv e ao vivo

 

Em Lviv, na Ucrânia, a selecção de Portugal não foi capaz de arrancar um resultado tão luxuoso, quanto prometia, a avaliar pelos sinais exteriores de riqueza, exibidos durante o estágio espectacular, a pé e com muitos cavalos.
Muitos comentadores dos “media”, e até leitores não gostam que se critique o que se passou ali em Óbidos, onde se instalou o "circo", e até ao célebre tratamento por "você" ao "comandante da Nação", disparado no palácio de s.bento pelo nosso melhor artilheiro e capitão da esquadra verde rubra. Todos preferem unanimismo patriótico, mesmo que se envergue um equipamento de disfarce e hipocrisia, sem que se possa ter direito a opinião à revelação do exagero nacional. Mas não seria aconselhável, elementar, prudente, que os jogadores lusos só se exibissem com os seu belos "espadas", as suas belas modelos de mulheres, no final do campeonato da europa, e só depois de alcançarem belos feitos nos jogos, e então sim, a hora de desfilar com a vaidade e alguma sobranceria, ganhava mais brilho e menos reprovação, pois tinha suporte, mais apoio, e era bem aceite por todos, e a resposta plena era dada. Deitar foguetes e iluminar o céu com fogo-fátuo ou tolo, nunca deu nem dará bons resultados, mas as faíscas, essas, não faltarão por tais comportamentos fora de tempo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Um rapaz (do) passado

 
 
O rapaz é novo, não pensa, e por isso diz o que lhe vem á cabeça no meio da euforia da festa. Mas nada disso o impediu de chegar a 1º ministro. Ele sabe que a mediocridade neste país, sai triunfante, permite notoriedade porque ocupa sempre posição de relevo, até pelas asneiras que faz, e é bem paga. Mas nem toda a gente está disposta a aparar-lhe o pião, a aturá-lo. D. januário Torgal Ferreira é um deles. Este Bispo, de quem não se sabe a "cor", e não pode ser apelidado de "vermelho", para já, falou e disse da sua justiça, e o que disse calou bem fundo nas almas de santos e pecadores, e levantou mais ondas que qualquer grito sindicalista ou reparo político, do correcto líder da oposição.
Do discurso de Passos Coelho, relevou o bispo, as semelhanças das palavras sentimentais, do actual chefe do Governo, com as do antigo condutor do Estado Novo, que durou mais de meio século, com os resultados que todos sentimos, e que nos trouxe até hoje com a resignação paralizadora, o atraso, a submissão, que faz de nós um povo menor e obediente, deslocado e eternamente pobre. O bispo não esteve com meias medidas. Apelou com a voz da serena revolta, à luta nas ruas abandonadas de vida, sem tumultos, mas para injectar força e frescura à Democracia, que Abril desenterrou, mas que o presente governo golpeia forte e feio, com medidas perversas e repetidas, que a asfixiam e fazem recuar o país ao antigamente, acompanhado de "propaganda tipo União Nacional" sobre o comportamento "tão dócil e tão bem amestrado" do povo português, que "nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas" ou de mostrar qualquer indignação - que só sofre, se lamenta, mas parece gostar. Para quando o "coice" colectivo que está a tardar, e que tem a benção do bispado, e que há muiiiito é reclamado por Guerra Junqueiro?




sábado, 2 de junho de 2012

O atleta e o homem


O jornal de língua francesa "le matin", na sua edição de hoje, 02/06, reproduz uma queixa e uma carta, enviada ao desportivo nacional "Record" pelo pai de uma criança, onde dá conta que o craque da Madeira, Cristiano Ronaldo, em estágio na Selecção, recusou dar um autógrafo à sua filha de 10 anos, quando esta se lhe dirigiu a pedir tal rabisco, só porque esta envergava uma camiseta do Barcelona. Por esta atitude se pode aquilatar da grandeza e da pobreza do atleta, verificar o seu "pedigree", e da sua evolução enquanto pessoa. Na descrição publicada, o pai ferido, da menina magoada, acrescenta como tudo se passou e como encontrou a sua filha triste e infeliz, pelo gesto reprovável e também infeliz da estrela madrilena. Demasiado bajulado pela nossa imprensa, sobretudo, que teima em fazer dele o maior atleta entre atletas, mas que não passa afinal, do mais pequeno do mundo, a merecer já expulsão, mesmo antes de entrar a jogar, da "sociedade-dos-homens-de-bom-senso-e-de-verdadeiros-desportistas". É que por vezes o dinheiro e a fama, só faz monstros.

                                        Joaquim A. Moura - Penafiel