Um azar nunca vem só. Os ucranianos depois de falharem, mal é verdade, o
apuramento para a fase seguinte no Euro 2012, que se realiza no seu país, em
parceria com outro mais ao lado, decidiram apoiar a selecção das quinas, por
paixão, desilusão, raiva, pelo frango de churrasco, simpatia de facto, ou
simplesmente por que ninguém mais precisasse do seu apoio. Apostados em
encostarem-se à equipa que lhes parecia agora mais capaz de os vingar, os
pobres "ucranigueses", não demoraram a sofrer novo revés. Em
Opalenica e em Donetsk, à míngua de adeptos lusos, que por falta de euros
suficientes não marcaram presença como fizeram até os gregos ou irlandeses, os
"ucranigueses", vestidos a rigor de palhaço com as cores substitutas,
correspondentes ao seu plano B das aderências, tal como os nossos adeptos de
ecrâ gigante nas praças ou largos das vilas e cidades principais deste
portugal, saíram duplamente eliminados após o desaire em Dunbass Arena contra
os espanhóis, que mais uma vez nos apressaram o regresso com o rabo entre as
pernas. Ao apostarem no cavalo errado, os ucranianos, terão agora de
embrulharem todos os seus adereços nacionais, junto aos símbolos da selecção
adoptada como sua, mas que prometem eternizar a passagem de tão despesista
embaixada, gravando na pedra, o nome de portugal numa das suas artérias. Esta
solidariedade entre desgraçados, acaba por nos despedaçar ainda mais, e
obriga-nos a ter para com eles, enquanto imigrantes a trabalharem por cá maior
respeito e atitude mais solidária. Quanto aos lusos que estão de volta,
embrulhados na desilusão antiga, aconselha-se que ao chegarem a casa, e depois
de guardarem o cachecol no baú da treta e do folclore, abram a caixa do correio
e desatem o expediente que entretanto ou na sua ausência deu entrada, e para
não perderem embalagem corram a pagar as dívidas à segurança social, a
prestação ao banco, a renda ao senhorio, a reparação à oficina, o seguro do
veículo, o carregamento do celular, etc,etc, que as cartas não param de se
acumularem. O país agradece esta solidariedade, também.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Paleio é com eles
Os Governantes da Nação,
não dizem outra coisa desde hà pelo menos quinze anos; - que não fazem mais
nada senão contribuir para o melhoramento da vida dos portugueses - Se o
discurso sobre tal prática fosse verdadeiro, se alguma coisa então fizeram com
substância, por que razão chegamos ao estado de vida reles, sem quaisquer
direito a fugazes momentos de felicidade e à leveza que só ela dá? A esta
interrogação, simples já se vê, atropelam-se os "especialistas" em
socorro deles, e respondem repetindo-se, segundo o acordo da fidelidade que os
une;- que todos gastamos acima das nossas possibilidades, que levamos durante
um ciclo de muitos anos uma vida farta, e a viver à grande e à francesa, com
uma qualidade que só se experimenta noutros lugares, lá onde o trabalho
compensa e a vida aproveita - Ou eu sou de vistas curtas e não observo com
olhos de ver, o País real, ou sou injusto que nem Judas e cretino que nem
Pilatos. Todos os dias, ouço o povo contorcer-se, e lamentar-se por mais horas
que o tempo de antena dedicado ao futebol rico e ao Euro da bola de ouro em
particular, como se neste anestesiante esteja a solução dos males que nos
afligem, e que negam completamente os tão misericordiosos contributos, que a
classe política proclama dar de norte a sul. O Presidente da República é um
deles. Em Guimarães, e depois de ouvir sonoros apupos de tão canora e sofrida
gente, comentou por onde é costume comentar, o microfone, que vivemos numa
Democracia, e por isso se deve compreender o comportamento dos presentes e
ruidosos manifestantes. Pois é, senhor Presidente, mas como dizia um cartaz
exibido lá bem no alto, a Democracia para quem vive com 10 000euros bastante
regalados e que diz que é pouco, é diferente da democracia em que vegetam os
que só se governam com 300euros e menos por mês. Uns podem comprar flores e
enfeitar melhor a vida, outros arranham-se com os espinhos e curam as chagas
entre copos e a corda ao pescoço, ou outro tipo de violência. A Democracia é
mãe de uns quantos bem- falantes, e madrasta de muitas famílias que não se
alimentam só de paleio, mas de trabalho e de pão sobretudo. Por isso me junto
agora ao coro dos assobios. É este o meu contributo.
sábado, 23 de junho de 2012
Eleições à porta
Tudo não passa de intenções, projectos e mais projectos. Não faltaram os "ilustres" que aparecem sempre nestas ocasiões, a carimbar pontos no cartão das presenças para mais tarde levantar o prémio. Luís Filipe Menezes, autarca de Gaia, com o olho de cima na Câmara da baixa do Porto, sabe como incomodar Rui Rio, e não passa noite sem dormir, que não invente pontes pelo ar, túneis por baixo, teleféricos suspensos, museus e congressos temáticos, prémios para animar, "movimentos pendulares",etc.etc, com o fito de atravessar o rio douro, e não do rui, pela certa e sem se molhar. O rol da fantasia não tem fim. Como é que o anúncio de tanta obra por fazer, tanto entulho para arrumar, e que por ora é só promessa, irrealizável a curto e médio prazo, pode mobilizar tanto "ilustre"(rotula o JN)? E que fazem estes "ilustres" na vida boa que levam, que contribua no dia-a-dia para o bem-estar do povo a que dizem pertencer? Dá-lhes emprego, consultas de saúde e pareceres jurídicos de borla, auxílio ás famílias necessitadas, ajuda a alunos carenciados sem dinheiro para pagar propinas? Não! só comparecem normalmente para o repasto e a foto do costume - e esse é o grande projecto deles. Pôr o povo a pagar as megalomanias sonhadas e a que se querem colar logo no início e para ficar lavrado em registo oficial. Assim vai a gaia toda de Portugal. O Xanana Gusmão não prometia mais, nem nada melhor. "Seja Deus louvado".
sexta-feira, 22 de junho de 2012
A "ERC" do Magno
Sempre me pareceu, que Carlos Magno, o presidente da ERC, era um pantomineiro. Já quando tecia comentários na TSF, quer quando era solicitado a comentar na TV com aquele ar de sabichão, impressionava-me pela banalidade com que abordava os mais variados temas que ele esvaziava com a aridez de Pitonisa falhada. Nunca percebi(problema meu,já sei) a importância que lhe dão ou reconhecem, pois poucos em Portugal têm consciência da "especialidade" do seu trabalho ou sequer da sua existência. E é isto que o deve incomodar seriamente. Este ex-jornalista ou comentador esporádico, foi reabilitado agora pelo partido no Poder, e com a missão bem definida e programada, que se descobre agora, quando se procede às conclusões saídas do inquérito que opôs uma jornalista do jornal Público ao ministro Relvas da comunicação subversiva, do mesmo Partido do Magno. Outra coisa que se descobre, é que além de ser um "bocas" é mentiroso ou emprenha pelos ouvidos, o que sempre suspeitei. Admirador confesso do professor Marcelo, Carlos Magno, de frustração em frustração, nunca lhe chegou aos calcanhares e daí a necessidade que denunciou sempre que se pronunciava de citar o professor especulador, que percorre os canais televisivos desde que lhe paguem, e com o mesmo à vontade. A ideia com que se fica, depois deste episódio-folhetim e político-jornalístico, é que o presidente da ERC muito carlos e pouco magno, não passa de um lambe-botas "que não serve para nada", nem sequer fazem sentido as suas intervenções.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
O César e a Mulher
Atentem neste rendilhado artesanal, que a Auditoria do Tribunal de Contas teceu, sobre as irregularidades no pagamento de todas as despesas de deslocação ao Canadá, por parte da mulher do Presidente do Governo Regional dos Açores, à custa do Zé pagode, e a convite de não sabemos quantas(!) Mulheres Portuguesas de Manitoba(vá-se lá saber onde isso fica e como foram lá parar)- " falta de formalização do cabimento..." e continua - "...assumidos compromissos para as quais(despesas) não existia dotação(verba) diponível". A Auditoria podia, simplificando, concluír que "a César e à mulher de César não basta serem sérios..." e serem do Partido Socialista. Será preciso muito mais, como pagar do bolso deles as " vacaciones" turísticas camufladas, no valor de milhares de Euros.
E não há quem lhes "Bata"
No hemiciclo de s.bento,
não faltam treinadores na bancada da maioria parlamentar, a discorrerem acerca
da táctica e do bom caminho, por onde Portugal está a ser conduzido, no que
respeita à aplicação das políticas e das medidas de austeridade impostas de
fora, e inflacionadas cá dentro. No entanto, as notícias diárias da realidade, contra-atacam, informando
que o desemprego sobe num "silêncio aflito", e o número de cartões
exibidos são mais alaranjados que amarelos. Agora, e antes do apito de partida,
a República Checa, fundadora da empresa de calçado Bata, e se calhar de botas
desportivas, já nos está a prejudicar. O jogo ainda não começou, e já estamos a
perder com 146 trabalhadores expulsos, que operavam nas lojas daquela marca,
que encerra os seus 26 estabelecimentos, espalhados pelo terreno árido
português. As melhorias económicas de que fala o "capitão" do
governo, da luz ao fundo do túnel das finanças e da economia, que o nosso
Presidente consegue ver, aí estão de novo comprovadas e a piscar, com mais umas
dezenas de desempregados, que vão tomar banho mais cedo ou para a rua
descalços, sem saberem como dar a volta ao resultado. A "Bata" em
Portugal já fez estragos na nossa defesa do trabalho. Esperemos que no próximo
conflito e noutro relvado, Portugal "bata" a República Checa, para
ver se não perdemos em tudo.
terça-feira, 19 de junho de 2012
A desConstituição
A Constitucionalidade das
leis fundamentais ou específicas, que pretendem regular a sociedade portuguesa,
dependem na conjuntura actual, das carecterísticas pessoais e da estratégia do
Órgão responsabilizado, que chama a si ou a quem se recorre, para verificar se
as Leis aprovadas e a vigorar, ferem ou não a Constituição da República. Se tal
função cabe ao presidente da República, temos de considerar que a análise, por
sua vez, fica dependente ou refém do seu estado de espírito e da cor partidária
a que o dito presidente jurou fidelidade, bem antes de jurar cumprir e fazer
cumprir a Constituição, aquando na tomada de posse ou da investidura. Pelo
contrário, se a legislação aprovada pela maioria parlamentar, for submetida a
apreciação das forças sujeitadas à sua aplicação, tais leis são
inconstitucionais e devem sofrer alteração. O zé povinho, que está sempre
entalado nesta sanduíche de interesses, e por isso apelidado de mexilhão, quer saber ou nunca fica a saber, quem
é o Órgão superior ou Conselho de sábios, que destrinça com a distância
científica, técnica e moral fundamental, o preto do branco, o bem do mal, o céu
de uns e o inferno de outros, que é preparado para trazer felizes os
"carnívoros" e tramar ainda mais a vida aos "ossívoros". É
que o povo português, apesar de ter a boca mal tratada e com maus dentes,
também é capaz de demonstrar " maus fígados" e levantar-se contra o
"rancho" a que está obrigado a comer, e a calar, as promulgações
cozinhadas ao sabor dos poderosos, com bocas e unhas de luxo.
sábado, 16 de junho de 2012
A perversão da Democracia
Nestas semanas que
antecedem as eleições na grande Grécia, uma data de "notáveis", com
altos cargos nas Administrações ligadas à Política e às Finanças
Internacionais, e outros, até mais domésticos, surgiram a discursar por tudo
quanto é Fórum, Congresso, debates em canais televisivos, e por todos os meios
que produza som, eco, onda e chicote, no "sentido" de enviar uma
"imposição" aos Gregos, disfarçado de "apelo ou conselho",
qual deve ser o sentido do seu voto. A ladaínha académica e filosófica dos
poderosos contabilistas, e não dos mineiros asturianos, vai sempre acompanhada
de velada ameaça - "ou votam correctinho no Partido que lhes indicamos, ou
vão levar com mais dias difíceis, que vos condenará à travessia do braseiro
infernal, aonde a fome e a penúria por que hoje passais vos há-de parecer
algodão-doce"- e isto é o que eu penso que eles disseram uns aos outros.
Eles só querem dos gregos bons ventos e bons votos, para colherem bons lucros.
A Democracia actual, luxo herdado dos helenos, está eivada do mais perverso e
imoral, e da maior falta de respeito pelo Homem, que deve haver nas sociedades
modernas, que tanto custaram a estruturar, e que tantas vidas simples e mais
relevantes sacrificou, ao empunharem ideais e bandeiras, e ao marcharem contra
as ofensas criminosas. O recado da Política Capitalista que tem governada a
Europa, sobretudo, é simples de descodificar. Assim os portugueses quando forem
chamados nas próximas eleições, antes de votarem por exemplo em Garcia Pereira
ou até nos grupos parlamentares consequentes e da oposição, pensem duas vezes,
se querem azedar ainda mais o pão que o diabo nos tem dado amassado, a comer, e
escutem primeiro as vozes que chegam das instâncias do BCE, FMI, do Deutsch
Bank e do Bundestag, com o "apelo em jeito de conselho" de qual deve
ser a cor da urna onde devem depositar o voto unipessoal, intransmissível e
secreto. Vá, portem-se direitinhos, que a fome é negra, e a côdea será
garantida; - está bem?- e isto aconselho eu agora.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
a táctica
Chegou o momento de
agradecer a Manuel José, Carlos Queirós, a Luís Figo e a Rui Costa, agentes
desportivos com grande "mediatismo", que disseram o que qualquer um
de nós disse, mas que são levados mais a sério e com outra ressonância. As suas
declarações e as análises críticas feitas a tempo e horas, ao comportamento de
todo o staff durante o estágio, e à prestação e entrega no jogo com a Alemanha
no Campeonato Europeu de Futebol, provocaram uma onda tal, que foram
necessários vários especialistas para averiguarem os seus efeitos de norte a
sul do país. Desconfia-se porém, que Paulo-o seleccionador, e não o polvo,
contava com o contributo deles, e aproveitou bem o know-how de tais
intervenientes, para o introduzir na táctica aplicada contra a Dinamarca. O
conhecimento desta ciência, que é o futebol, revelada por tais ex-personagens
de topo no mundo da bola, ao provocarem a equipa das quinas, funcionou como
incentivo, levou-a a níveis de entrosamento, de entusiasmo e de raiva,
consideráveis, que os obrigou neste confronto decisivo contra os viking´s, a
comerem a relva até ao apito final, e a almejada vitória foi conseguida. Esta
táctica que contraria os prognósticos de qualquer bicho de campo ou de mar,
está provado, é para ser levada com rigor e posta em prática nos próximos
encontros que o futuro reserva aos audazes. E se ela dá como deu, resultado,
que paralizou a Nação valente e desempregada, diante dos ecrâs, erguidos e
pregados por tudo quanto é Praça nas cidades e vilas, vamos lá dizer agora alto
e bom som, que Ronaldo-o Crente, e não um cristiano qualquer, é o pior jogador
da nossa Selecção, para ver se ele reage à provocação, de modo a contrariar
esta análise, encher-se de brios, e tornar-se então num jogador de quem se
espera melhor actuação, maior rendimento, pois que até aqui, ele só tem sido
apenas cartaz de propaganda e marketing, demasiado poster, mas de eficácia confrangedora
em exibições apagadas.
domingo, 10 de junho de 2012
Em Lviv e ao vivo
Em Lviv, na Ucrânia, a
selecção de Portugal não foi capaz de arrancar um resultado tão luxuoso, quanto
prometia, a avaliar pelos sinais exteriores de riqueza, exibidos durante o
estágio espectacular, a pé e com muitos cavalos.
Muitos comentadores dos “media”,
e até leitores não gostam que se critique o que se passou ali em Óbidos, onde
se instalou o "circo", e até ao célebre tratamento por
"você" ao "comandante da Nação", disparado no palácio de
s.bento pelo nosso melhor artilheiro e capitão da esquadra verde rubra. Todos
preferem unanimismo patriótico, mesmo que se envergue um equipamento de
disfarce e hipocrisia, sem que se possa ter direito a opinião à revelação do
exagero nacional. Mas não seria aconselhável, elementar, prudente, que os
jogadores lusos só se exibissem com os seu belos "espadas", as suas
belas modelos de mulheres, no final do campeonato da europa, e só depois de
alcançarem belos feitos nos jogos, e então sim, a hora de desfilar com a
vaidade e alguma sobranceria, ganhava mais brilho e menos reprovação, pois
tinha suporte, mais apoio, e era bem aceite por todos, e a resposta plena era
dada. Deitar foguetes e iluminar o céu com fogo-fátuo ou tolo, nunca deu nem
dará bons resultados, mas as faíscas, essas, não faltarão por tais
comportamentos fora de tempo.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Um rapaz (do) passado
O rapaz é novo, não
pensa, e por isso diz o que lhe vem á cabeça no meio da euforia da festa. Mas
nada disso o impediu de chegar a 1º ministro. Ele sabe que a mediocridade neste
país, sai triunfante, permite notoriedade porque ocupa sempre posição de
relevo, até pelas asneiras que faz, e é bem paga. Mas nem toda a gente está
disposta a aparar-lhe o pião, a aturá-lo. D. januário Torgal Ferreira é um
deles. Este Bispo, de quem não se sabe a "cor", e não pode ser
apelidado de "vermelho", para já, falou e disse da sua justiça, e o
que disse calou bem fundo nas almas de santos e pecadores, e levantou mais
ondas que qualquer grito sindicalista ou reparo político, do correcto líder da
oposição.
Do discurso de Passos Coelho, relevou o bispo, as semelhanças das
palavras sentimentais, do actual chefe do Governo, com as do antigo condutor do
Estado Novo, que durou mais de meio século, com os resultados que todos
sentimos, e que nos trouxe até hoje com a resignação paralizadora, o atraso, a
submissão, que faz de nós um povo menor e obediente, deslocado e eternamente
pobre. O bispo não esteve com meias medidas. Apelou com a voz da serena
revolta, à luta nas ruas abandonadas de vida, sem tumultos, mas para injectar
força e frescura à Democracia, que Abril desenterrou, mas que o presente
governo golpeia forte e feio, com medidas perversas e repetidas, que a asfixiam
e fazem recuar o país ao antigamente, acompanhado de "propaganda tipo
União Nacional" sobre o comportamento "tão dócil e tão bem
amestrado" do povo português, que "nem já com as orelhas é capaz de
sacudir as moscas" ou de mostrar qualquer indignação - que só sofre, se
lamenta, mas parece gostar. Para quando o "coice" colectivo que está
a tardar, e que tem a benção do bispado, e que há muiiiito é reclamado por Guerra Junqueiro?
sábado, 2 de junho de 2012
O atleta e o homem
O jornal de língua
francesa "le matin", na sua edição de hoje, 02/06, reproduz uma
queixa e uma carta, enviada ao desportivo nacional "Record" pelo pai
de uma criança, onde dá conta que o craque da Madeira, Cristiano Ronaldo, em
estágio na Selecção, recusou dar um autógrafo à sua filha de 10 anos, quando esta
se lhe dirigiu a pedir tal rabisco, só porque esta envergava uma camiseta do
Barcelona. Por esta atitude se pode aquilatar da grandeza e da pobreza do
atleta, verificar o seu "pedigree", e da sua evolução enquanto
pessoa. Na descrição publicada, o pai ferido, da menina magoada, acrescenta
como tudo se passou e como encontrou a sua filha triste e infeliz, pelo gesto
reprovável e também infeliz da estrela madrilena. Demasiado bajulado pela nossa
imprensa, sobretudo, que teima em fazer dele o maior atleta entre atletas, mas
que não passa afinal, do mais pequeno do mundo, a merecer já expulsão, mesmo
antes de entrar a jogar, da "sociedade-dos-homens-de-bom-senso-e-de-verdadeiros-desportistas".
É que por vezes o dinheiro e a fama, só faz monstros.
Joaquim A. Moura - Penafiel
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