Algumas Democracias, do eixo do
mal do euro ou da má moeda, tal como as elegemos, estão prestes a dar o “peido”
por anos de mau tratamento, conservação incorrecta e gaseificação descontrolada
em “Câmaras e Ministérios” da coisa pública, e agora por imposição das forças
“troikatistas”. Evidência, que a muitos não surpreenderá, tal é o incómodo provocado
pelo cheirete que está no ar e se vem respirando desde há muito. Certos países
estão ameaçados de expulsão do clube da moeda única, e de terem de regressar à
“sua” antiga condição fiduciária, e no caso de Portugal, ao escudo, que será
depois aceite ou não, pelas Economias mais saudáveis, livres de flatulências.
Se assim for, ainda bem que guardei lá por casa, debaixo do colchão, as moedas
do antigamente, que talvez ainda venham a fazer jeito nos primeiros pagamentos,
aos banqueiros alemães e demais credores “atemorizados” por ameaças de não
cumprimento da dívida, e de os mandar ir ao “Totta” logo após estas mal
sucedidas fases, que mais se assemelham a intempestivas fezes, que nos
infectou, e de que maneira.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Wanted
Duarte Lima, “ex-quase-tudo”
quanto se pode ser num Portugal duvidoso,
excepto da acusação que é sobejamente divulgada, é agora procurado e perseguido
a partir de terras “onde judas perdeu as botas”, e esperto como o Alho,
reconhecidamente, vai –se bater com todas as armas para descalçar a bota, antes
de ser atirado ao “tapete”, para ser “julgado” em Portugal, onde tem
consideráveis e bem colocados “fãs”. Ele que não é cabeça de alho chocho,
pôs-se na alheta de acordo com a estratégia planeada, e agora escondido num
buraco que nem Sadam ou khadafi, prepara em território que já foi árabe, a sua
defesa, sabendo de antemão, e nós também, que as possibilidades de ser
absolvido do crime hediondo de que fugiu e está acusado desde o Brasil, pela
“Justiça” portuguesa, são imensas, e à absolvição ainda será anexado um pedido
de desculpas pelo transtorno provocado. Este “conforto táctico” que lhe chega
pela sua passagem e experiência por “áreas de influência”, onde pululam
políticos no activo suspeitos e com processos judiciais, ou outros que estão
sob alçada da Justiça, desde ex-ministros, gestores protegidos, banqueiros,
empresários, vendedores de sobreiros uns, compradores de submarinos outros ,
montes no alentejo, autarcas
fraudulentos, e até presidentes supremos que avisados, se revelaram bons
negociadores na bolsa de valores, e desde que Abril abriu as portas da
ilicitude e da corrupção, que não deixa de fora quase nenhum dos que se sentam,
comprometidos, ou sentaram no parlamento, ocupado por compadres e familiares,
especialistas em maroscas e negociatas, neste país que não tem muita escolha em
Eleições, e é obrigado a eleger os mesmos que sempre se apresentam porque
sempre disponíveis enquanto a figueira der figos, serve agora o foragido na
posse deste conhecimento, para os trazer capturados e com eles se proteger. Desconfiados disto
tudo que não é pouco, as autoridades judiciais brasileiras, parecem não querer
entrar nesse jogo, caír nessa esparrela que o suspeito de crime, mais os seus
advogados, estão a montar em Portugal, e tratam de o exigir de volta ao local
do crime. A ver vamos no que isto vai dar.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
morte em dezembro longe de veneza
Há personagens, com estatuto
social, político e profissional, que andam ou viajam sempre, embrulhados em
alhadas da pior estirpe. Conscientes disso, procuram mascarar todos os seus
movimentos, realizando acções que distraiam, ou participando em Organizações
altruístas, de solidaridade, de benemerência, de voluntariado, nos mais
diversos palcos. Desde que tais iniciativas lhes permitam “lavar” a imagem, ou
os ajude a camuflar os desvios de baixo comportamento, até criminosos, eles aí
estão a dar a cara na primeira fila. Se não forem convidados, eles aparecem à
mesma ou fazem festa por sua iniciativa e convidam outros. Possuem várias
qualidades, são bem falantes, especialistas em teclados e coros angélicos,
fazem-se notados mas não rogados a integrar Comissões, Associações, Direcções,
Fundações, e ainda , vejam só, Conselhos de Ética, para isto mais aquilo. Por
todo este “nobre esforço”, chegam a receber vitaliciamente por “relevantes
serviços prestados à nação”, choruda maquia, assente em princípio legal e fim
moral. Estes especialistas na arte cénica e circense, sabem como ninguém, como
fazer “lavagens” a cérebros, ao dinheiro e ao crime. Não olham a armas e
perseguem a presa obstinadamente, até a deixar de borco na sarjeta da morte.
São ainda bons, a dar música e na prestidigitação, sobretudo bons como
lavadores de tapetes voadores. Sem serem de Caneças, podem ser do Peso da
Régua, o que garante estarmos na presença de gente capaz de criar uma Empresa
de higiene e de branquemento, com sucesso, e sem intermediários São tipos
especiais, dotados de expressivo QI, e bem aceites. Não comem criancinhas ao
pequeno almoço, mas “limpam” no escuro velhinhas com fortuna – tudo certamente
a bem da nação!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
O 7 magnífico
Para justificar as suas más
exibições na selecção das Quinas, “CR7”, repete aos quatro ventos, que não está
bem físicamente, e se entra a jogar é por amor à camisola e a Portugal. Este
aparente patriotismo é de mau pagador, e é desmentido pela sua entrega nos
jogos que disputa na Liga espanhola e ao serviço do seu clube, onde se
arreganha todo para atingir objectivos que o mantenham no topo, e
fundamentalmente, para não perder o prestígio conseguido a favor do
“incomodativo” Messi, seu arqui-rival mesmo se ausente ou se apenas presente
nas “bancadas” que o evocam em coro, só para irritar o madeirense - o que
conseguem. CR7 aplica-se no Real que lhe paga, como não o faz na Selecçao lusa
de onde recebe pagamento, ou por que não tem companhia à altura e largura, ou
por menor vontade, ou receio de saír maltratado do relvado e regressar a Madrid
impossibilitado de vestir a camiseta merengue, com consequências que se podem
traduzir em milhares de euros, ou ainda porque a vaidade o esmaga. Seja o que
for, espanta-nos, é que só esteja lesionado enquanto joga por cá, e logo se
recomponha ao atravessar a “fronteira”, e de imediato se prepara para animar os
espanhóis com mais proezas, atingir marcas históricas, exibições de encher o
olho e de encher mais os bolsos. Por tudo isto, ficamos desconfiados e sem
saber, se a publicitada “lesão”, só reage cá e é conveniente como desculpa para
o seu apagamento, por más prestações ao serviço da sua Selecção, e que logo
desaparece mal entra no santiago barnabéu, ou se existe lesão de facto, em que
zona do seu “magnífico body” ela se manifesta, ou se é só ao nível do seu
azelhado cérebro para adepto calar?
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Os melhores do mundo
Somos os melhores do mundo. Basta
ouvir toda a semana os comentadores ridículos que pululam pelos media desportivos
a analisar as coisas do futebol. No entanto, vá-se lá saber por quê, estamos
sempre dependentes do que se passar no
outro jogo, que se disputa ali mesmo ao
lado. Tudo nos corre mal. Cristiano,que também é o “melhor do mundo”, atira ao
lado. Hoje as coisas não lhe correm bem . A equipa está apática. Mentalmente
está fraca. Noite de sofrimento. Falta um minuto para acabar, mas se ...se
...se, vá-se lá saber por quê uma equipa que é “melhor” que as outras todas
passa por esta provação. Isto não devia valer, o apuramento automático é que
sim. Nós somos afinal os “melhores do mundo” com o coração nas mãos. Basta-nos
o empate, até podemos perder “se”, mas Cristiano atira ao lado desta vez, já
que da outra Ronaldo atirou para os pinheiros. Acabou . Portugal segue para os
play-off. A vaidade, temos a certeza, vai continuar assim como o desemprego. Do
lado de lá não chegou nada que nos tenha favorecido. O resultado é negativo –
como é costume. “Com um resultado destes não se exita”- recolhe-se aos balneários
e vai-se logo tomar banho, que o jogo não deu para hoje se arreganhar a taxa.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O Mundo do Homem de hoje
O Mundo no dia a dia, não passa
de conversa fiada. Os acontecimentos mais escabrosos, tenebrosos, são a matéria
prima para guiões “hollywoodescos” ou para criar através da pena do romancista,
um best-seller. As guerras em geral, os nazi-campos de concentração da dor e
morte, as ocupações de “gazas” e de outras faixas, territórios colonizados, e
de tudo que resulta em fome e matança macabra é motivo principal apenas para
filme, documentário ou tratamento em conferências internacionais, com todos os
líderes refastelados, em pose sorridentes para a fotografia que fará parte de
um álbum, que alguém lhe chamará, histórico, após debitarem muitos lamentos e tecerem
acordos e tomarem medidas que só resultam em nada. As carnificinas ocorridas
até ontem no Mundo,ocupam-nos, ao que parece, mais tempo e provoca maior
preocupação do que as que ocorrem hoje e mais perto de nós por acção dos
“media”, quer no Médio Oriente ou Mundo Árabe(como se de outro “Mundo” se
tratasse), quer da Síria, quer no difícil de roer” Corno de África”, e que se
repetem há muitos e longos anos. Morrem quotidianamente e domesticamente, mais
gente debaixo da força assassina, da bala cobarde e à fome, que somados,
superam a população de algumas Nações, e sem que tal drama mereça mais notícia,
ou que mereça menos notícia que a publicidade ás cuecas do Beckham, ao
baptizado e ás fraldas do CR3.5 – o Ronaldo júnior, e maior contestação no
resto do Mundo ainda em paz. O que se passa na Somália, Etiópia, Eritreia, no
campo de refugiados e da morte de Dadaab, que “aprisiona” uma população que
equivaleria a ser a terceira cidade de Portugal, não provoca nos dias que
nascem a solidaridade que foi erguida no passado para os conflitos dramáticos
nos pós-guerras, e uma reacção enérgica contra os Estados e as políticas
actuais que levam os povos à vida de miséria e à morte miserável. As mecas do
cinema estão atentas, as “câmeras” estão a postos e prontas, os guionistas tomam
notas, mas qualquer “obra artística” que dê em “Espectáculo” com direito a
passerele, sob a direcção de uma ONU da conversa fiada, virá impregnado com o
cheiro a holocausto do tempo moderno e hipócrita.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Mourinho versus Messi
José Mourinho, treinador do
“maior clube” do mundo, devia andar feliz, mas não. Feliz, porque tem terminado
os jogos contra o rival catalão e soberbo, com o maior número de jogadores
tolerados, excepto na “supercopa” de espanha, mas que bem podia ter acabado o
derby com nove se o árbitro não tivesse contemplações com o sarrafeiro sul
americano, Pepe. Mourinho, no entanto, “sigue siempre” triste, pois nem com a
ajuda do “aipode” ele consegue encontrar o sistema táctico que o leve à vitória
contra o Barça do delicado Guardiola. Revelando todo o seu mau feitio,
arrogância “chico- espertista”, não acaba o jogo tambem, sem desferir golpes
baixos ou no sobrolho do adversário, numa imitação reles de um outro sul
americano de seu nome, Scolari. Mourinho, o josé, ainda não percebeu que para
ganhar a Guardiola precisa apenas de um jogador baixinho de tamanho, que mexe
com mestria os pés como se tivesse tantos como centopeia – o super Messi, o
leonel. Com este génio na sua equipa, teria a tão sonhada “dream team”, e os
títulos que arrecadasse não seriam “pequenhitos”, como agora desdenhou deste,
do qual saíu derrotado. O seu mau perder, que se repete, revela que é
malcriado, o que permite antever que quando largar o mundo do futebol, e longe
dos relvados mas então perto das lezírias ao sul e do gado bravo, pode muito
bem ingressar na administração de uma empresa, tipo Megafinance, e partilhar
com “Cohen Pereira, cavaleiro do império britânico, e da Silvia Ramos” todo o
conhecimento acumulado por terras de reis e rainhas, mas onde não aprendeu a
ser nobre de comportamento.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Os melros
“Os melros”
O melro –“ turdus merula”-, foi
excluído da lista das espécies cinegéticas a caçar. Não há nesta determinação
qualquer novidade, pois os “melros” que são sempre notícia e escândalo, já não
são há muito, considerados como caça a abater, pelos juízes e executores de
leis, que quando os apanham no tribunal, logo os soltam, e lhes permitem que
voltem ao “galho ou ninho” onde se governam, onde cantam de galo e exibem as
unhas cuidadas, não fossem eles, hoje como ontem, passarada de “bem” e urbana,
de jardim com piscina, jacuzi, em chalé de luxo. Os “melros” têm pelugem negra,
de cerimónia e a preceito, bico amarelo, ás vezes alaranjado, outras vezes rosa,
etc, dependendo da época eleita e em vigor. Preferentemente, poisam em poleiros
de governação, de administração da coisa pública ou privada, e de instinto
gregário quando é preciso ou se a isso estão obrigados. De reportório vocal
fácil e variado, iludibria quem o escuta, e sai sempre por cima das embrulhadas
em que se mete e das acusações de crime de colarinho branco e engomado que lhe
apontam, sem um único beliscão de pena aplicada ou de sentença adversa
proferida em sede judicial por conflito de corrupção, gestão danosa, desvio de
fundos de um “ninho para outro”, falências fraudulentas ou insolvências
tácticas. Este tipo de “melro” é da espécie que canta bem mas não alegra
ninguém, e por isso é bem caçado se e por quem lhe mande calar o bico, ou por
quem lhe diga de uma vez por todas: “ anda lá meu melrinho que desta vez não
escapas”.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
"Snake"
“Snake”não é cobra não. È negro mas é homem!
O tribunal, “absolveu” por
homicício por negligência a vinte meses de pena suspensa, o polícia “cego”, que
diz, como dizem todos os policiais na hora do salve-se quem puder, que atirou
para o ar, e só depois para os pneus da viatura. Este tiro “rigoroso, feito com
mestria”, alvejou o “rapper” Mc Snake” causando-lhe a morte. Não há provas de
que tenha feito tiro por esta ordem, até por que a lucidez do polícia pela
noite profunda é pouca, e “cego” que estava pela escuridão, ainda agrava mais
as desculpas avançadas, com que pretendeu abonar-se em juízo, tendo em conta
que para atirar para o ar não é preciso grande treino e muita experiencia de
tiro. O sindicato do ramo como é costume, vem de pronto protegê-lo e ilibá-lo,
e com isso todos os demais. Já o dissemos muitas vezes, quase tantas as que são
caladas pelos jornais, que é sempre assim que acaba em tribunal o julgamento
dos policiais, por práticas condenáveis, que se juntam também na injustiça ao
sindicato da classe, que pretende e acha que podem atirar quando querem e para
onde querem, em alvos fixos ou móveis, ganhando deste modo a prática que lhes
falta e ao vivo. Como é norma, só falta agora colocá-lo na secretaria a tratar
de papéis, e até que esqueça, pois filosofia têm eles que chegue para embrulhar
qualquer juíz( a outra classe acima) que quase sempre os atende com solidária
compreensão.
(ex-oficial milº O.E) domingo, 29 de maio de 2011
"Guardiolas"
Um dia se eu puder, quero ter um
campo cheio de “guardiolas”. A “guardiola” é uma flor única, raríssima que só
existe na Catalunha, embora tenha as suas raízes no país da raínha dos Tudor.
Esta flor é constituída no mínimo por um jardineiro delicado e dedicado que lhe
dá o nome, e onze pétalas, qual delas a mais afinada e colorida, mas a nº 10,
quem conta de trás para a frente, é aquela que
revela todo o perfume como nunca houve outro em reino algum. Existem
muitos relvados por todo o mundo onde se teima ou aposta em fazer nascer flores
assim, tambem elas com igual nº de pétalas, mas como as guardiolas, é
impossível, porque falta-lhes sempre o perfume mágico que só as “guardiolas”têm
e espalham por relvados onde se exibem e brilham quando a isso estão obrigadas.
Foi precisamente no relvado do país da velha monarca, em Wembley, que as
guardiolas deram o maior espectáculo que os vivos espantados, puderam assistir
e devem recordar para o resto da sua vida, e foi ali que presentearam a equipa
da casa com um resultado minguado mas significativo e histórico, para secar
aquele pretenso jardim, e todas as pretensiosas flores do “ramo inglês” que
ousou enfrentar com mérito, a rara beleza e beber do perfume mais inebriante
que há memória desde que nasceu tal espectáculo que se confunde com baile
quando executado por aquele superior conjunto ou “sagrada família”, que nos
leva a pensar que a partir daqui não há mais nada para ver nessa modalidade,
mesmo para os que passaram a ver melhor e que teimavam em ser mais madridistas
cá que os de Madrid. Os nossos “media” e comentadores de tv são disso
lamentável exemplo. Viva o Barça, berço do encanto. A “champions” e o mais belo
jarrão, é blaugrana.
Joaquim Moura – Penafiel
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Conversa adiada
Um rapaz amigo com idade que ainda não lhe permitia ser
doutor, não obstante carregar debaixo do braço quatro grossos volumes, entrou
pela minha oficina dentro e com habitual confiança que sabia poder usar e só
depois de dizer bom dia, atirou – ‘’Ò sr. Abílio (nome fictício) diga-me lá,
que eu ando a cismar no sismo (ele sabe que gosto do trocadilho), você que sabe
umas coisas, se o que aconteceu no Haiti tivesse ocorrido por cá, crê você que
estaríamos prontos a responder a idêntico drama com meios mais eficazes? A
pergunta é mais curta do que a resposta que merece, e por isso fiz de conta que
não ouvi bem mas foi só para ganhar tempo para reflectir sobre ela.
Respondi-lhe ou tentei apanhar o melhor jeito para uma possível e clara
explicação. – ‘‘Sabes, por Portugal a que te referes, suponho, tudo é bom desde
que não aconteça, caso contrário estamos feitos. Vê lá tu que basta a época dos
fogos florestais para incendiar os ânimos e alvoroçar as chefias do organismos
responsáveis e a confusão é mais que muita. Ou são os Bombeiros que não chegam,
ou que não têm equipamento adequado a que se lhes junta a crónica falta de
água, os helicópteros que estão em terra inoperantes, a limpeza das matas que
não é feita, os acessos difíceis, etc. No inverno, como sabes, há zonas do país
aonde a neve cai e como sabes também a neve é macia e leve como algodão doce,
que mesmo que nos caia em cima não mata. Mas basta meia dúzia de flocos para
obstruir as vias que logo nos chega a notícia que não há máquinas que os
removam. A partir daqui já ninguém se entende. Ou é o autarca que se ausentou
para o carnaval tropical ou para uma feira de fumeiro lá nas redondezas e os
bombeiros desconheciam. Ou é o governador civil que está incontactável e quando
aparece é de fato e gravata. Não estás a imaginar o gabinete oficial deste
representante equipado com protecção adequada de capacete e galochas e ele de
piquete às portas dos incêndios ou das inundações. Como sabes eles aparecem no
fim prontos para o discurso que leva à recolha dos louros’’.
O jovem mantinha-se atento às minhas reflexões que denunciavam a experiência do tempo vivido e ao mesmo tempo ele dizia – continue. E continuei. ‘’vou-te lembrar ainda as cheias provocados pelos riachos e ribeiros, o lixo que se mistura porque todos sujam e ninguém limpa, os castelos, as muralhas e as fortalezas desmoronadas que desabam à séculos e cujas pedras que lhes pertencem já entraram na construção dos muros das vivendas dos autarcas ou empreiteiros locais.’’
Até aqui o rapaz não tinha interrompido até que – ‘’ Ò sr. Abílio (nome fictício), mas olhe que se nós não somos lestos a construir, também a deitar abaixo (no que somos bons, juntei eu) não resolvemos melhor. Veja só o que se passa com o ‘’prédio Coutinho’’ ali no Minho, que não há terramoto que o deite por terra. Mas aí, disse eu, passa pelas leis dos tribunais o que torna tudo diferente. Agora o que tu queres saber é sobre a nossa capacidade de resposta às catástrofes por cá. Digo-te que não temos meios nem gente capaz. Olha só que sem nos calhar nada parecido com o caos e a miséria do povo caribenho, atenta na fome que graça entre nós. Queres inferno maior do que este só mesmo o que aconteceu naquela ilha que não lhe vale ter por vizinho o país mais rico do mundo mas também desigual quanto baste. Se por lá, pelo Haiti, que não há petróleo nem diamantes e floresta sequer, demora a ajuda e vai demorar, para lá dos meus dias, por cá que é o que queres saber não seria melhor. Ainda por cima o vizinho da fronteira que nos separa não está tão próspero como seria desejável e a ajuda vinda seria a possível. Aqui também não há petróleo como disse aquele dirigente desportivo. E se não havia para ele, para nós muito menos. Como vês, não precisamos de factores naturais para deitar tudo abaixo. Portugal está visto é um país histórico desde há muito e se nos acontecesse uma tragédia semelhante só te digo que tínhamos o inferno a dobrar. Nós somos velhos sobreviventes a catástrofes. Tal como a esses infelizes ilhéus o nosso futuro está também adiado até que a terra nos cubra. Portugal tem muitos górgonas com vocação para Baby Doc que não deixa pedra sobre pedra e por isso este país deu em pedreira. Nisso o nosso vizinho de fronteira é melhor que nós. Como em tudo, disse ele intervindo. Em tudo não, retorqui. Em paleio nós somos bons’’ – e isto podia ter sido dito por qualquer um. ‘’ Mas isto é como tudo, ossos da vida meu caro - Diga antes ‘’destrossos’’ da vida. (eu percebi o trocadilho)
- É, tens razão. No caso estás certo.
Ao rapaz em silêncio já baralhado pelo barulho que as palavras fazem, principalmente as inadequadas, perguntei-lhe se estava cansado e se queria pousar os livros, aonde não está registado este conhecimento que só a vida de muitos anos dá enquanto eu procurava rematar ou concluir o desafio que ele lançou quando aqui entrou e de maneira a que ele saísse confortado com a minha dissertação e apropriada à sua idade que não dava espaço para apreensões nem convinha.
- O que andas a ler, perguntei?
- Neste momento estou com a ‘’Escrava de corda ao pescoço’’ a que se seguirá a ‘’Escrava na corda bamba’.
- E que tal?
- São como a neve e o algodão, macios e leves.
- E essa escrava quem é?
- É Portugal - respondeu seco.
Mas como já se fazia tarde, ele disse: Então até logo, enquanto pegava nos livros.
- Já vais?
- Eu volto. Depois continuamos.
Ele despedia-se e eu voltava também a tentar meter o tempo certo no relógio que uma cliente deixou para arranjo. O tempo tinha parado dentro dele. Deve ser da pilha…deve ser!
O jovem mantinha-se atento às minhas reflexões que denunciavam a experiência do tempo vivido e ao mesmo tempo ele dizia – continue. E continuei. ‘’vou-te lembrar ainda as cheias provocados pelos riachos e ribeiros, o lixo que se mistura porque todos sujam e ninguém limpa, os castelos, as muralhas e as fortalezas desmoronadas que desabam à séculos e cujas pedras que lhes pertencem já entraram na construção dos muros das vivendas dos autarcas ou empreiteiros locais.’’
Até aqui o rapaz não tinha interrompido até que – ‘’ Ò sr. Abílio (nome fictício), mas olhe que se nós não somos lestos a construir, também a deitar abaixo (no que somos bons, juntei eu) não resolvemos melhor. Veja só o que se passa com o ‘’prédio Coutinho’’ ali no Minho, que não há terramoto que o deite por terra. Mas aí, disse eu, passa pelas leis dos tribunais o que torna tudo diferente. Agora o que tu queres saber é sobre a nossa capacidade de resposta às catástrofes por cá. Digo-te que não temos meios nem gente capaz. Olha só que sem nos calhar nada parecido com o caos e a miséria do povo caribenho, atenta na fome que graça entre nós. Queres inferno maior do que este só mesmo o que aconteceu naquela ilha que não lhe vale ter por vizinho o país mais rico do mundo mas também desigual quanto baste. Se por lá, pelo Haiti, que não há petróleo nem diamantes e floresta sequer, demora a ajuda e vai demorar, para lá dos meus dias, por cá que é o que queres saber não seria melhor. Ainda por cima o vizinho da fronteira que nos separa não está tão próspero como seria desejável e a ajuda vinda seria a possível. Aqui também não há petróleo como disse aquele dirigente desportivo. E se não havia para ele, para nós muito menos. Como vês, não precisamos de factores naturais para deitar tudo abaixo. Portugal está visto é um país histórico desde há muito e se nos acontecesse uma tragédia semelhante só te digo que tínhamos o inferno a dobrar. Nós somos velhos sobreviventes a catástrofes. Tal como a esses infelizes ilhéus o nosso futuro está também adiado até que a terra nos cubra. Portugal tem muitos górgonas com vocação para Baby Doc que não deixa pedra sobre pedra e por isso este país deu em pedreira. Nisso o nosso vizinho de fronteira é melhor que nós. Como em tudo, disse ele intervindo. Em tudo não, retorqui. Em paleio nós somos bons’’ – e isto podia ter sido dito por qualquer um. ‘’ Mas isto é como tudo, ossos da vida meu caro - Diga antes ‘’destrossos’’ da vida. (eu percebi o trocadilho)
- É, tens razão. No caso estás certo.
Ao rapaz em silêncio já baralhado pelo barulho que as palavras fazem, principalmente as inadequadas, perguntei-lhe se estava cansado e se queria pousar os livros, aonde não está registado este conhecimento que só a vida de muitos anos dá enquanto eu procurava rematar ou concluir o desafio que ele lançou quando aqui entrou e de maneira a que ele saísse confortado com a minha dissertação e apropriada à sua idade que não dava espaço para apreensões nem convinha.
- O que andas a ler, perguntei?
- Neste momento estou com a ‘’Escrava de corda ao pescoço’’ a que se seguirá a ‘’Escrava na corda bamba’.
- E que tal?
- São como a neve e o algodão, macios e leves.
- E essa escrava quem é?
- É Portugal - respondeu seco.
Mas como já se fazia tarde, ele disse: Então até logo, enquanto pegava nos livros.
- Já vais?
- Eu volto. Depois continuamos.
Ele despedia-se e eu voltava também a tentar meter o tempo certo no relógio que uma cliente deixou para arranjo. O tempo tinha parado dentro dele. Deve ser da pilha…deve ser!
terça-feira, 5 de abril de 2011
A "sueca"
A vida está difícil. Não está para brincadeiras, está mesmo
pela hora da morte. As expressões bem
escutadas, porque repetidas de tão sentidas, são diversas, e no entanto dizem
todas o mesmo. Todos os passos que se dão para fora de casa saiem-nos caros. Os
“tostões” contam-se , recontam-se, e sente-se o engasgue que nos revolta. A
raiva cresce por não sabermos como dar a volta a esta situação. O melhor, é
esquecer os momentos de gozo que o
passado nos proporcionou, e juntarmos-nos à sueca debaixo do arvoredo, no banco
do jardim, no largo da feira, na praça pública que já foi mercado, e não pensar
mais na confusão actual, no lamaçal que nos meteram, que nos angustia e de que
não somos capazes de saír, sem ser através de nos manterem na penúria,
esmagados pela frustração e espremidos pela tristeza. Somos velhos de tenra
idade que vagueiam num túnel curvado e cheio de sombras, tantas quantas as
promessas que nos fazem, dizem uns, estamos velhos e já não há muito para andar,
dizem outros. Por isso estes bancos de ripas gastas, retorcidas, descascadas,
ao ar livre servem para passar o tempo e uma sueca vem mesmo a calhar. Quatro
tristes e um som de violino dispostos em cruz chegam para fazer a festa até que
a tarde se esgote e a hora do caldo apareça a fazer de ceia. Acabaram-se os
gastos nos pequenos prazeres que nos acompanharam desde cedo. Já não há idas ao
cinema, jornais, nem cavaqueiras nos cafés com uma “bica” à mistura. Discute-se
a bola mais pelo que se ouve do que pelo que se vê. Os canais cabo são para os
ricos, e nos estádios não há lugar para nós porque a carteira de bolso está
fora de jogo. Um baralho de cartas sempre é mais barato, e a companhia dos
amigos no infortúnio ainda não paga imposto. Basta a sua disponibilidade, que
se agradece, enquanto ajuda e alivia “o caco”, que é em cacos que o país está
feito e nós também. Agora só há pachorra para a “bisca lambida” e a seco, que
mesmo a água em garrafa custa como combustível fóssil, só trazida da torneira
da casa, que ainda não foi cortada, que a luz já a dispensamos há muito e aqui
com Sol também não é precisa. Vê-se bem o naipe de trunfo que corta o amargo
que sentimos e nos obriga a assistir, senão, somos penalizadoa com quatro
jogos, embora perder é coisa a que estamos habituados. Quatro, são quantos são
precisos para uma partida bem entretida debaixo do arvoredo, á sua sombra,
entre palavras que tentam disfarçar a melancolia que nos cerca, quase sufoca. O
ar está ameno, não é do ar este aperto na garganta, e gravata não uso. O
transistor a pilhas avisa-nos que estão vinte e quatro graus. Suportável. Esta
vida é que já não tanto. A sueca a este preço é que se aguenta ainda, mesmo a precisarmos
de baralho novo que este está muito coçado como colarinhos gastos e fora de
moda, e acossados nós também, mas não podemos fazer nada a não ser
levantarmos-nos de novo sobre quem nos exauriu a vida, a esperança e o sonho de ter um final feliz, mais
descansado, e expulsá-los a todos, privá-los do saque continuado e fazê-los
pagar bem caro por isso. Não sei se temos energia para tal cometimento. Vontade
não falta. Bom! Faz-se tarde e ainda tenho que ir ter com a Ingrid, que
pediu-me a acompanhasse à Segurança social. Bela mulher. A beleza nórdica é o
que nos vai valendo, mas tal como nós deve ter saudades do cinema. Retirou-se.
Ainda tentou de novo a sua inserção, mas sem rendimento, e como nós vive agora
do rendimento mínimo. A vida não está fácil para ninguém.Esta é a última que
jogo. Eu volto mais tarde e continuamos se estiverem por aí, se ainda houver
luz e algum futuro.
terça-feira, 29 de março de 2011
O prémio Pritzker
O meu filho anda a estudar para desempregado. Quer teimosamente ser
arquitecto. Não sabe que este país não é para arquitectos e não escutou
atentamente o último laureado com o prémio maior da especialidade, que o
confirmou e aproveitou para aconselhar os pretendentes à licenciatura, os
futuros arquitectos à rasca, responsáveis por tornar as cidades lindas e dar sentido
ao olhar, para se porem a andar daqui para bem longe, que a crise anda por cá e
nas imediações europeias e sem perspectiva de melhores dias. O meu filho
enquanto "marra" cheio de vontade para alcançar o canudo nessa arte
superior, vai-se entretendo a projectar e a "maquetizar" sobre o
tampo da mesa de jantar casinhas em cartão, com luzinhas de natal por dentro.
Ele que projectava também ganhar um dia o prémio Pritzker. " Parabéns
Souto Moura. Ganhaste a maior flor do Mundo,a partir de um país aonde as flores
não nascem".
sexta-feira, 18 de março de 2011
Os bombeiros
" na guerra, determinação
na derrota, resistência,
na vitória, magnanimidade,
na paz, boa vontade" (Winston Churchil)
A imagem que ainda se retem ou perdura desta Corporação e dos homens
estranhamente voluntários que a constituem, ou seja, dos seus elementos tambem
chamados de soldados da paz, julgo que é reflexo daquela que nos vem da
infância, da idade em que se quer ser com igual fantasia, polìcia, e nos dias
de hoje jogador de futebol. Corporação nada exigente, com recrutamento pouco escrupuloso,
misturando-se um, exemplar, a outro, com registo comportamental pouco
recomendável, que transitou expulso ou "aconselhado" à reforma compulsiva no último ofício exercido, por
simples antecipação à suspensão possível, ou ainda para ocupação dos tempos
livres a troco de algum que dê para uma merenda reforçada. Mas a imagem que
guardamos é a que nos permite agora dissertar, ou tão só discorrer de forma
ligeira e distante, mas com paixão - ressalvo. Sei bem quantos se vão mandar ao
ar, pelo caminho e o jeito que escolhi para falar sobre eles - os Bombeiros. Os
rapazes crescidos que conheci, pobres, rotos, são os mesmos homens tão pobres
hoje que quando meninos, e com os mesmos
anseios e razões que os rapazes pobres, mais bem vestidos hoje têm, que é a de ser bombeiro, apesar da forte
concorrencia da GNR (- nesta Corporação o estatuto e o clarim toca mais alto e
rima com pilim-). Rapazes pouco dados ás letras, mas muito agarrados aos copos,
e que viam como promoção social, maior subida na vida, uma importância e auto -
estima acrescida, se calhasse entrarem na Corporação que era a única com alguma
visibilidade e espectacularidade na terra natal, e que ainda por cima lhes
permitia exibir uma indumentária vistosa e reluzente que não tinham de outra
maneira. Mas ao pobre, qualquer roupita, assenta-lhe de modo estranho que não
lhe tapa a sua origem fria, e uma farda com botões em metal dourado sempre
disfarça um bocado. Mistério! É isso mesmo, é mistério, e não há volta a dar.
Até que ponto se pode falar destes soldados voluntários e da boa vontade, sem
penetrar naquilo que deverá ser a sua real vocação e objectivo que é o sentido
mais profundo - o humanitarismo , a entre-ajuda, a disponibilidade, a prontidão
e eficácia, a sua constante preparação para enfrentar perigos e a guerra entre
chamas por vales e montes, por caminhos do demo e de cabras, e outras loucuras
que o homem carrega e a doença revela, desenvolve e clama e se expressa ás
vezes cruelmente?
Recordo o circo que montavam em alguns locais da cidade, naqueles que ao
Comando lhe parecia ser um obstáculo
ideal para o exercício que se queria ultrapassar e lhes permitia adquirir experiencia,
já que coragem nunca faltava, que lhes vinha da vontade sonhada e de algum
alcool á mistura, que não raramente dava lugar a cenas caricatas, hilariantes,
e promoviam a risota entre a assistencia curiosa e expectante. Mas quando a
sirene ecoava pela terra notas soltas, estridentes, ou mais abafadas chegavam
aos arredores mais próximos, os pobres bombeiros quer estivessem nos telhados,
a trabalhar nas valas ou no buraco em que estavam metidos, nas oficinas, no
campo ou na taberna a jogar á bisca, lá corriam como desalmados numa urgência
em direcção ao quartel, e aí maltrapilhavam-se a rigor e se abotoavam pelo
caminho até que as vestes dissessem, "pronto"! E depois era ver os
carros de combate ou como se dizia, bombas de incêndio, a todo o gaz a badalarem
á passagem para que todo o mundo abrisse espaço e lhes corrigisse a direcção
tomada porque muitas vezes iam para norte e o incêndio era para sul. Ainda não
se sonhava com o GPS - um problema de
direcção portanto. Então quem os comandava, quem os dirigia? Que preparação
tinha o Comando nomeado, que formação tinha a Direcção assumida para o
exercício de tal função? Respondemos nós, que para além da militar que um ou
outro, este ou aquele assimilou porque enfileirou na tropa macaca ou por
hereditariedade, nenhuma outra lhes foi dada. O voluntariado garboso era a
única força que os movia e o exibicionismo apelava, coisas que os desfiles
pelas ruas denunciavam em dias de procissão ou de festa a preceito. Nada mudou
de então para cá? Sim, mudaram os equipamentos através das boas verbas
concedidas, todos os meios de apoio material actualizado, instalações
melhoradas, maior poder reivindicativo, luta interna por posição de destaque,
maior protagonismo cerimonial e oficial, etc. e até bombeiras já há, que se levantam
e se deitam para amaciar as labaredas dos fogos que sobem em qualquer frente ou
á rectaguarda ou num colega mais carenciado e que faz parte de toda aquela
fanfarra onde tambem se misturam elementos que ateiam fogos de verdade, mas
onde tambem há os do Corpo de Intervenção, os das chamas na floresta e dos
acidentes nas estradas, nas derrocadas e na condução dos doentes, e nas
aparições para corpo presente! Será que esta amalgama de homens são hoje
idênticos aos que conheci e recordo, ou estão como se exige mais filtrados,
aptos para melhor serviço, prontos para as novas oportunidades que se lhes
abriram por (in)formação ou decreto, capazes de nos transmitirem uma nova
imagem que apague o registo que a nossa memória teima em manter? Será que
charlot se inspiraria hoje neles para criar um "boneco" com humor e
algum sarcasmo, com o humanismo sempre presente mas sarcástico sempre? Em
tempos modernos presumo que tal projecto não tinha lugar e muito menos
aceitação, pois os bombeiros de agora são conscientes homens que pouco se
assemelham com os pobres mal fardados de machado á cintura que eu conheci e que
tinham o quartel como casa de abrigo com pão e bagaço, e por isso hoje mais
Bombeiros Humanitários, embora mandem a factura a casa por cada serviço prestado
no momento de urgência ao mais indigente - fantasia nossa mais uma vez, é
claro!Heróis á sua medida, corajosos quanto baste e mais abnegnados do que nós
outros e os demais, a eles devemos reconhecimento e total gratidão.
Joaquim Moura - Penafiel
Subscrever:
Comentários (Atom)




