domingo, 29 de maio de 2011

"Guardiolas"


Um dia se eu puder, quero ter um campo cheio de “guardiolas”. A “guardiola” é uma flor única, raríssima que só existe na Catalunha, embora tenha as suas raízes no país da raínha dos Tudor. Esta flor é constituída no mínimo por um jardineiro delicado e dedicado que lhe dá o nome, e onze pétalas, qual delas a mais afinada e colorida, mas a nº 10, quem conta de trás para a frente, é aquela que  revela todo o perfume como nunca houve outro em reino algum. Existem muitos relvados por todo o mundo onde se teima ou aposta em fazer nascer flores assim, tambem elas com igual nº de pétalas, mas como as guardiolas, é impossível, porque falta-lhes sempre o perfume mágico que só as “guardiolas”têm e espalham por relvados onde se exibem e brilham quando a isso estão obrigadas. Foi precisamente no relvado do país da velha monarca, em Wembley, que as guardiolas deram o maior espectáculo que os vivos espantados, puderam assistir e devem recordar para o resto da sua vida, e foi ali que presentearam a equipa da casa com um resultado minguado mas significativo e histórico, para secar aquele pretenso jardim, e todas as pretensiosas flores do “ramo inglês” que ousou enfrentar com mérito, a rara beleza e beber do perfume mais inebriante que há memória desde que nasceu tal espectáculo que se confunde com baile quando executado por aquele superior conjunto ou “sagrada família”, que nos leva a pensar que a partir daqui não há mais nada para ver nessa modalidade, mesmo para os que passaram a ver melhor e que teimavam em ser mais madridistas cá que os de Madrid. Os nossos “media” e comentadores de tv são disso lamentável exemplo. Viva o Barça, berço do encanto. A “champions” e o mais belo jarrão, é blaugrana.

                                                                                              Joaquim Moura – Penafiel
                                                                            

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