terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Paulo pulou

E agora? Será que temos que confiar na decisão do centrista rolante Paulo Portas, que pulou fora do CDS/PP, que sabendo-se da firmeza sua e da voz grossa com que entoa qualquer comunicado, embrulhado de agressividade, na mistura aonde se mete sempre, ganha desta vez seriedade? Jamais será uma decisão irrevogável, e que não mais imitará o movimento do caranguejo, neste acto de abandono e de fuga, provocado pelo apagamento em que a derrota de 4 de outubro de 2015, o fez cair? Será que o líder da direita com representatividade indecifrável em eleições nacionais, constitui mais uma vitória de António Costa, ou que ele sentiu o seu esvaziamento e até apagamento dentro do parlamento, uma vez regressado à condição de terceiro plano enquanto deputado de uma bancada parlamentar, sem visibilidade, já que o seu antigo parceiro político, Passos Coelho, disso tratou ou viria a tratar, e Portas, conhecendo-o nós, não interiorizaria tal representação ou papel de figurante na Assembleia que lhe haveria sempre de parecer uma casa de comédia e de exílio, e ele feito boneco na prateleira até ao fim da legislatura do actual Executivo? A desculpa de 16 anos de reinado é suficiente para explicar ao mundo cristão-democrata que são suficientes, fatigantes, e que justificam a fuga anunciada, quando julgamos nós que o seu real fracasso/frustração, de acordo com a sua ambição, é nunca ter atingido o patamar maior como 1º ministro e ter a certeza que nunca tal acontecerá? E que trunfos tem na manga, para no day after que ele ele sempre esconde, vai pôr a andar por aí? Ou saberá ele que vai ter à perna uma Justiça que quererá por certo ver esclarecidas algumas suas intervenções na governança das pastas que arrastou consigo, enquanto ministro das fotocópias sobre negócios? Nós povo, teremos ou não razões para levantar tais interrogações, sobre este homem pouco fiável, mas um artista na contorção do verbo, quer enquanto jornalista maldizente, quer como político na chico-espertice e do oportunismo na hora certa, e com o parceiro vencedor mais à mão? Questões que só o tempo virá a responder, e nos dará razão, ou fará de nós um comentador pior do que ele foi, quando vendia banha-da-cobra por tudo quanto é sítio, jornal, ou feira de bonés.

                                                                       

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A pena sem rosto

Uma expressão muito usada, que de certo modo propõem por água na fervura, e dar uma certa acalmia, numa qualquer questão maior ou menor, é- “ a mim já nada me surpreende”. No entanto no JN, há por lá uma mão escondida, que não sendo a de Deus, mete golo maradonesco quando puxa da pena e ajeita no Espaço do Leitor, as “cartas/opinião” que lhe são enviadas com a intenção de terem aprovação e publicação no jornal de âmbito abrangente de norte a sul do país. Sem as desfazer nem roubar-lhes a alma toda, que o autor bem intencionado lhe quis dar, fazê-la correr e a saber ao próximo, a tal pena sem rosto intromete-se, e obedecendo ao critério da síntese e da estética(!), provavelmente, elimina ou encurta aquilo que extravasa a originalidade primeira, e formata-as e molda-as ao seu gosto, aligeirando-as. Não se poderá falar de tesoura, ou de lápis azul, o que essa pena sem rosto anda a fazer por dentro da redacção e naquele Espaço de Opinião popular. Mais cedo, ou mais tarde para “desespero nosso”, elas lá vão sendo estampadas no jornal, e nós embevecidos como crianças que acabam de receber uma prenda em dia especial, sentimos, e reflectimos se a operação a que o “texto” enviado foi sujeito, perdeu ou ganhou nesse jogo que terá que obedecer ao regulamento que desobriga a qualquer explicação por parte de quem manda no jornal. E se umas vezes tal intervenção é por nós aplaudida, outra há em que sentimos invasão de propriedade e violação. Porém, e para grande alegria minha, sempre concluímos que afinal ainda há coisas que nos surpreendem, pois de forma geral nunca a nossa opinião foi severamente desvirtuada, e quantas vezes ela até ganhou melhor cara e mereceu longínquos e anónimos elogios, que devem ser partilhados entre nós e a estranha “pena sem rosto”, que se oferece sem aviso prévio, para lhes dar um corpinho mais encaixável no Espaço que lhe está reservado. E isto não é um piropo ao JN, já que a partir da legislação que entrou em vigor, estou proibido de o fazer!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A FIFA fofa

Não consta, e o próprio afirma, de que Blatter seja “profeta” e ao que sabemos também Michel Platini não é mágico. Mas que ambos são alquimistas, disso, ninguém terá dúvidas. Agora que os Comités de Ética(!) da FIFA e da UEFA, que funcionavam como laboratórios de transformação de Futebol em Euros aos milhões, que entravam nos bolsos de cada um deles mais rápido que um golo numa final internacional ganha em sorteio por concorrente suspeito, estão suspensos, faltará provar como é que a alquimia funcionou durante tantos anos e com que essências colaboracionistas entraram na fórmula. Para já o que se sabe é que os milhões de euros que faziam as delícias e até punham Blatter a fazer uns passos de dança ao imitar os nós de pernas de CR7, e Platini a pegar numa enxada a mostrar-nos como se faz um buraco aonde enterrar a honestidade e o comportamento ao nível de uma gestão responsável, e com um sorriso CEO à Zeinal Bava, estão prestes a ter que correr por fora até chegarem a tribunal e aí provarem a sua inocência e a não cumplicidade que os unia. Enquanto viveram por dentro de tais Organismos que fazem mover fluxos financeiros de meter medo à Rússia, e enquanto não foram reveladas as actividades sujas alegadamente praticadas por ambos e demais colaboradores de 2ª divisão na hierarquia, tudo os tornava em figuras respeitáveis até por governos de nações permissivas a aceitar golpadas. As avultadas quantias que ambos os intervenientes “abicharam” nas suas intervenções concertadas, eram de tal modo significativas, que somadas as verbas de que dispõem clubes de futebol de segundo e terceiro plano em Portugal, e até noutros países em pior estádio, não passam de trocos e é com esses cêntimos que terão de gerir o seu futebol e as suas estruturas. Quer isto e mais aquilo, dizer, que vivemos tempos em que anda meio mundo a sacar e a saquear o mais que pode por entre práticas e regulamentos que não obedecem a qualquer ética, enquanto a bola vai ao centro e de baliza a baliza, e de instituição em instituição que mexa com “altos cargos e muito pilim”. Quer também mostrar-nos como todos nós espectadores, estamos sempre fora de jogo, e nunca vemos o crime a ser validado pela inércia de quem tem o poder, disto tudo arbitrar, e supervisionar. Que nunca nos falte a bandeira e o cachecol, pelo menos!

domingo, 13 de dezembro de 2015

O Natal difícil

Em cada ano um outro Natal. Uns chamam-lhe novo, outros, evento religioso(!), que se repete. As ruas tentam dar-nos música celestial até que os anjos acordem e nos incitem ao caminho do consumo. As montras das lojas animam-se de brilho e de invenções, exibindo luzes e vestindo-se de cores renovadas, que já antes por lá passaram. O povo hesita mas lá acaba por sair à rua. Conta os trocos antes de bater com a porta, olha à sua volta e conta também quantos são os que esperam qualquer coisa que dê significado à festa. E lá seguem todos numa romaria da preocupação, que no regresso já sabem que vai seguir-se a da amargura por afinal os gastos terem ultrapassado o previsto e o orçamento, que já vinha derrapando faz tempo. Mas o natal tem este condão. O de fazer com que pobres e ricos, se misturem, quase se irmanem. Uns mais à larga nas despesas puxando de notas gordas, outros com mais furos no cinto desafinado para fazer logo que o último bocado de bolo-rei tenha passado garganta abaixo, e que, mais magros de carteira vão continuar, no fim. Uns mais animados festejam ladeados de Dom Pérignon, outros de um qualquer espumante de tostão comprado na mercearia do bairro, para não ficar atrás. De imitações também vive o homem. As autarquias esmeram-se para o tornar eufórico e bastante comercial. A música persistente e a iluminação intermitente, municipal, que vai desde a rotunda até ao zimbório da capela, vão adormecendo e anestesiando a razão sem se dar por isso. O comerciante já não vem tanto à porta a ver quem passa. Tem artigo à venda que ainda irá sobrar para fazer felizes outros natais que hão de vir. O povo passa numa correria com os sacos a abanar, e ainda tem muito para espreitar. Pelo caminho vai fazendo uma revisão da lista mental, sobre quem falta e quem este ano não leva nada. Contenção e austeridade é preciso, e ele já foi bombardeado vezes sem conta com este discurso. Tem o saco cheio destes  avisos, já que de cofres em bom estado, não é com ele. A noite acender se à com a alegria de muitos putos bem tratados, e a fé que o terço das contas põe nas mãos das famílias humildes, acompanhará a esperança de que dias melhores virão para que estas possam mais tarde, também fazerem felizes as suas crianças que se contentam com pouco ou contrariadas. O Natal tem destas Orações. Difíceis de soletrar!




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Presidenciais vs Sondagens

-Presidenciais vs sondagens
(- declaração)
Considerando os badalados resultados divulgados das sondagens sobre quem se posiciona com mais fortes possibilidades de ganhar as Eleições para ocupar o posto do mais elevado representante do país, ou à 1.ª ou na 2.ª volta, e os apoios ou cobertura já claramente desnudada dos órgãos que os publicam, eu eleitor identificado e não devedor de qualquer favor a nenhum candidato revelado na corrida para ocupar tal soberba cadeira, declaro por minha honra de que não votarei em nenhum Marcelo Beppe Rebelo Grillo de Sousa, mas num qualquer Sampaio Maria da "Névoa" de Belém. Tenho dito!
(publicado no PÚBLICO em 12/12/2015)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Já não há Natal

O Natal está aí à porta, mas não à porta de todos os portugueses. O Velho, trajado de cor circense, que se mete ao caminho idílico num trenó escorregadio, parecido com o Karl Marx, dono do “Capital” mal investido, não sabe da “existência” do TGV que “liga Lisboa a Madrid”, aproveitá-lo, e com isso ajudar a promovê-lo. Idealizado a alta velocidade, e posto a rolar no tempo das promessas que os carris políticos põem a acelerar na época eleitoral, para levar à boleia o povo eleito, primeiro, e a pagar, bem, logo na 2ª estação os passageiros iludidos com tanto progresso retido no papel e na cera dos gabinetes, não trará com ele coisa que valha a pena a deslocação e a despesa com o desgaste no transporte e nas renas, e o cansaço a que se submeterá. Arrisca até, chegado cá, gripado, a recorrer ao Serviço Nacional de Saúde e a ter consulta só lá para o próximo advento, como acontece comigo que estou há um ano à espera de consulta para determinação de cirurgia a uma hérnia inguinal, e até hoje, toma lá nada. E nada, é o que esperam do Pai Natal todos os necessitados que em Portugal dormem debaixo do tecto com um frio de rachar, igual ao que sentiriam se na rua gemessem embrulhados no papelão, como os marginalizados, abandonados, desprezados, silenciados e sempre presos à côdea na noite estrelada, embora umas senhoras e meninas à mistura com disponível caridade, os acorde de vez em quando com uma sopa fumegante de “desamor”, e é se a recolha à porta do capital do supermercado tiver sido um sucesso – o que tem sido, haja Deus e sacos para encher. Dentro de dias se saberá, se nós portugueses desafortunados ou abonados, tristes e alegres, bem ou mal acomodados, que faz de cada dedo da mão enrugada um cano apontado à cabeça, se o Natal está à porta de cada um, ou se ficamos à porta do Natal, como é tradição, com as mãos trementes e vazias, o coração encharcado nas lágrimas, a estremecer de raiva ou conformismo, ainda com vontade de rebentar com as luzes que nos cegam, e que fazem de alguns de nós adereços pendurados numa árvore a que chamam, pinheirinho, muito lúdico e ornamental, e outros vão ser dispostos com ternura infantil num presépio de entretenimento para o pagode que discursa e que arrota de felicidade por tanta fartura melada. É que o Natal, já não vai de porta em porta como quando eu era do tamanho do Menino Jesus. Eu hoje exijo ser mais que simples adorno, e não mais pessoa sempre adiada!
                                                                            


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Uma questão de "crédito"

Mal soube da notícia, fui a correr à mercearia do senhor Pedro para cancelar o “asa branca”, que tinha com a antecedência necessária, encomendado para o Natal - acontecimento que nos faz perder algum senso - logo que o desmentido da devolução da sobretaxa do IRS que estava  na salgadeira das promessas do PàF, propriedade da Casa Coelho-Portas & Cª. Empresa de  importação e exportação, que tinha prometido devolver nas vésperas dos dias das vésperas eleitorais, o anunciou às postas. Não sei, e temo se vou a tempo, pois estes compromissos entre Homens de boa-fé, o cliente e o merceeiro, são matéria séria, palavra para honrar. Expus-lhe o problema em que me via, e ele a par da situação, parece ter compreendido e logo ali em cima do balcão, junto à balança que pesa o pagamento, concordamos em reduzir a encomenda para apenas uma badana e um rabo do costume. Agradeci a sua generosidade no conserto do negócio. Assim, talvez me seja mais fácil eu cumprir parte do pedido então feito, quando acreditei no “crédito fiscal” que o Coelho e a Maria dos cofres a abarrotar repetiam de que iriam-me premiar com 35% da sobretaxa do IRS, e eu feliz e contente o aplicaria no “Asa Branca da Noruega”. Como a mentira triunfou e veio à tona, eu e o sr. Pedro da Casa do Bacalhau, especial e importado, lá temos que continuar reduzidos a uns “badanas” e ficar com o “rabo” a assar. O costume!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"As Guerras"

As guerras não são feitas de pólvora. São gizadas por homens carregados de egoísmos, e que financiam políticas feitas de canos de morte como de esgotos, por onde circula ganâncias e fragâncias, jazidas de ouro e petróleo, roubados dos corações dos esqueletos e da flor na lapela dos que sobrevivem colados à pele das vítimas que já não podem protestar contra todos os enganos e mentiras que arranham o céu. As guerras são fabricadas à mesa polida nos palacetes aonde se reúnem secretos ópios e concertos que terminam em apertos de mãos assassinas. As guerras desfraldam bandeiras multicolores, e levantam altos muros farpados de injustiça, de venenos vários, e de muita loucura. As guerras pintam rostos e culturas. Vestem e despem num travesti mediático para consumo nos bairros da ignorância, e na miséria por onde o rato passeia, se esconde e se diverte enquanto pode, ao som do rap e do reggae perseguido e em fuga para dentro da marginalidade, sempre cada vez mais funda e mais perto das grades e da sepultura. As guerras não são feitas de bombas. São feitas de homens que já só se salvam por uns dias, fazendo-se explodir perdida a esperança, por entre a multidão, que os financiou com tudo até ao último tic-tac, menos com compreensão e solidariedade para com a sua forma de vida e pelo seu jeito de amar. As guerras são criadas pela crueldade da gravata e do colarinho branco que rege o mundo-cão, que não pressente a presença da dor e o odor dos cadáveres espalhados pelo chão da podridão desta sociedade por si erguida.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Tempos das Flores pelo chão"

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Será que mudam-se os tempos?

“Todo o mundo é feito de mudança”, mas será que os tempos que vivemos também se mudam? E as vontades? Observemos os últimos acontecimentos depois de o governo demitido e em gestão sob efeito de indigestão e a precisar de alka seltzer. Olhemos as caras dos oradores políticos da direita derrotada e aquilo que já aconteceu nas escadarias da Assembleia da República com a deputada do PS, Isabel Moreira, quando inocentemente ousou por lá se expor e foi vítima de ofensas dos peritos em tomar medidas e provocações salazaristas. Verifiquemos os cartazes já por aí emparedados com cola de cariz fascista. Registemos já o fogo intimidatório à porta da sede do Partido Socialista. Atentemos nos discursos rancorosos do ex-1º ministro, do ex-2º e do ex-3º e até ao último. Que exprimem eles se não promessa de confronto desesperado, salivado de raiva e de adiada vingança? Vejam as faces dos irresponsáveis governantes, e dos maus sinais enviados às Economias e às Praças financeiras, enquanto tentavam justificar o seu despedimento por maus serviços prestados à nação, que foram à pressa vender a preço de saldo, a maior companhia aérea e importante empresa exportadora da imagem de uma bandeira que cruza os céus do planeta. O que é que deles se pode vir a esperar que não seja outra coisa que não incendiar o país, e “cristalizar as noites” dos que por vontade própria e esperança num futuro melhor, pregaram no boletim de voto o seu desejo de mudança, como uma estrela libertada do céu? Quanta mais metralha está encomendada e escondida nos submarinos suspeitos, nos “pandur” ou por detrás dos sobreiros derrubados, para fazer palpitar o inferno prometido? Será que tudo isto “é só fumaça”? Fiquemos de guarda, pelo sim pelo não!



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Os "patriotas" azedados

O “patriotismo da Direita política que saliva vingança”, e a ter que se conformar a partir de agora num coma esperançoso, de que o feitiço se vire contra o feiticeiro mais cedo do que tarde, promete partir em tournée pelo país a dar explicações sobre a maldição que sobre eles caiu. O ex-1º pegajoso e o vice-revogável, pretendem ir em missão de norte a sul e até Meca se for preciso, e junto do seu povo provocar levantamentos populares para denunciar uma ilegalidade onde a legalidade imperou. Tal intenção ficou plasmada em duas estudadas frases próprias de chicos-perdedores, a que os jornais nacionais deram relevo. A do ex-ministro, “despedido com justa causa”, PPC(Perdedor Para Costa), fez questão de deixar claro no discurso do arrumar das papeletas, de que - “Quem votar pelo derrube do governo legítimo não tem legitimidade para mais tarde vir reclamar sentido de responsabilidade”. A secundá-lo como sempre o fez sem grande jeito, ou ao jeito de pajem, PP(Personagem do Passado), num outro tom mas idêntico registo, disse - “Se mais adiante não conseguir gerir a pressão exclusiva da demagogia entre o Bloco e o PCP, não venha depois pedir socorro” . Fica assim claro e demonstrado de que estes dois ex-governantes responsáveis e socorristas com validade prescrita, enraivecidos com a Democracia que os oxigenou principescamente desde os bancos da escola, tem o conceito, de que “Patriotismo” só existe com eles no poder, e até também é conhecido por - “Rancorismo”. O País vai felizmente passar bem sem eles, graças aos trabalhadores esforçados e esfarrapados por eles, e aos novos governantes nomeados de boa-fé, abrigados pelo voto convicto e pela Constituição da República, que a Direita portuguesa desrespeitou com o aval do maior responsável que jurou cumprir e fazê-la cumprir. Viva o 25 de abril de 74 e Portugal de 2015!
                 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O Emblema

Ignoro qual a marca do casaco que enverga o ex-1ºministro da Direita desoladora, e cosido de raiva. Para além desta insignificante incerteza, creio que posso afirmar que ele é feito do melhor tecido e de bom corte saído das mãos e da tesoura de um bom artífice. Mas a minha grande dúvida é saber qual o fim de tal indumentária e o destino do Emblema que a lapela exibiu durante o tempo de representação por dentro e por fora do país, e os danos causados na entretela que enforma a banda do dito casaco. Pregada ou de outro modo enfiada, aquela bandeirinha armilar, verde e rubra como o rosto de alguns seus correligionários, com ordem de despejo no 4 de outubro, que não se fartou de nos alfinetar no dia-a-dia, em sessões de dor numa imitação maléfica de acupunctura de vão de escada, sem sortir efeito que não fosse pôr-nos mais enfraquecidos, aonde irá repousar?. A nossa imaginação sobressalta-nos e diz-nos que aquela bandeirinha talvez venha a ser oferecida como se medalha valiosa fosse, como o fez um atleta da NBA, de grande competição e igual envergadura, a uma criança pobre que lhe saia ao caminho e que nos traga à memória o rapaz da mocidade portuguesa. Coisas com pesos e ternuras diferentes mas ambas de relevo, com significados distantes, e que tornam orgulhosos quem dá e quem recebe tal “troféu”. Mas uma vez esburacada a lapela esquerda do casaco do ex-1ºministro de direita, despedido a toque do parlamento agora mais nobre, que irá ele colocar em sua substituição para disfarçar o defeito ali cravado, embora saibamos que ele é um artista na arte de bem disfarçar e cavalgar sobre a miséria dos portugueses pisados e ostracizados nestes últimos 4 anos do seu mandato arrogante? Um remendo como ele bem sabe costurar? Um outro emblema de um clube afecto à “Tecnoforma”, ou umas setas laranja apontadas ao céu aonde não pode prometer que não mexe nos impostos e subsídios de Natal? Uma adenda, ou até mesmo uma das suas grossas mentiras a que nos habituou aqui na terra ou nesta pátria, que se diz também cemitério ou porto e cais de partida? Irá pôr tudo no prego sujeito ao mercado negro e da compra do ouro comprometido e penhorado das famílias enrascadas, em que ele transformou Portugal? Depois do que ouvi e li no Parlamento, não sei se devo começar a “rir ou a chorar a bandeiras despregadas”

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Há Leitão ou há Coelho?

Dizem os “leitãoeiros” que se reúnem na Mealhada para um repasto que já está ameaçado de adiamento, que o projecto do Grande Acordo entre as “esquerdas partidárias constitui uma ameaça ao bem-estar dos portugueses”(!). Para ele, Ricardo Gonçalves, e para os cerca de 400 já inscritos de acordo com a sua exagerada boca, o BE e o PCP, não lhe dão garantias de sucesso, e nós achamos que ele tem razão. Com certeza que dificilmente cretinos como ele  regressarão à cadeira que já ocupou, e isso ele já percebeu. Entre os dinamizadores da festança que promete entalar o PS e António Costa mais concretamente, destaca-se um dos comensais e ex-deputado pelo círculo aonde mais se opera no mundo do crime, Braga, que é um, mais o Beleza, dos que pretende alumiar a conduta do líder do PS nesta tarefa do difícil Acordo de governo para uma Legislatura que aparenta necessidade de remoção de muita pedra até chegar firme e seguro ao Parlamento. O amarantino Assis também carrega o bombo de S. Gonçalo e ribomba o que pode mas sempre por detrás da cortina do “santo” que ocupa o lugar cimeiro no partido aonde ele faz questão de ser protagonista e ausente ao mesmo tempo quando é chamado à disputa da liderança, escondendo os foguetes que virá a deitar mais tarde num dia mais alegre de que saberá tirar vantagem.  Diz o “aconselhado” Ricardo Gonçalves após aviso do “Grande Promotor” filho do Tâmega, que “o PCP e o BE não são de confiança. Numa primeira oportunidade deitam tudo abaixo”. Estas pitonisas são os primeiros, eles sim, a esconjurar sobre o que ainda está para se provar que aconteça, e são eles isso sim, os primeiros a deitar abaixo a estrutura que ainda só vai no desenho optimista e com traços de esperança. Este género de críticos militantes da rosa pitoresca, são aqueles com que nunca se pode contar para coisa nenhuma a não ser para os ouvir dizer “agarrem-me senão eu avanço”. E ficam-se só para o tacho. Acabam sempre a bater palmas, a ensacar o vencimento que o cargo oferece, e a apanhar foguetes no fim do festim com o arroto na boca com cheiro a leitão com laranja. Mas sobretudo mostram para que lado pulsa o seu coração e a sua adaptável e cómoda ideologia.

                                                                

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"O Homem Liquidado"

Sem necessidade de citar John Rawles e Espinosa, mas trazê-los no livro de bolso e convocá-los na hora para iluminar as mentes presentes e animadas, e saber-se de antemão que se é ouvido atentamente por uma plateia preenchida de proximidade e cadeiras ocupadas por amizade confortável, Sócrates em Vila Velha de Ródão falou e disse à “cidade nova que roda”, sem parar, dos abusos sobre ele cometidos por quem deve ser o primeiro a respeitar e o último a ofender. As palmas em suspensão breve estavam destinadas também a estalar e a serem ouvidas durante toda a sua intervenção, que ganhou estilo e forma de Lição académica, em que abordou a Justiça sobretudo, a política conexa, o abuso, a humilhação, a falta de solidariedade, e os poderes ocultos. Tudo questões relevantes que a filosofia descompõe, de que o Homem se serve e a trata sem pudor. Então o que é que disse Sócrates na “Vila Velha”  que não seja tão verdade quanto questionável na “cidade nova”? De tudo se queixou o pensador de Paris e ex-inquilino do 44 de Évora e livre à condição, mas com nada surpreendeu. A amargura comandou o tempo abordado, mas temos que confessar que em pelo menos num ponto somos cativados a concordar com “o homem liquidado”. Não o de Papini, mas o de Carlos Alexandre e de Rosário Teixeira, apesar de ele prometer regressar imaculado com todos os seus direitos políticos e exercê-los com garantia, e esse ponto de concordância é o que diz do comportamento da imprensa e do jornalismo que se faz na comunicação social diversa nas redacções sobre o país. Coisa séria que os leitores e espectadores esclarecidos e críticos atentos já o sabem há muito. Nos jornais, a maioria dos que neles intervêm afinam pelo conservadorismo político e partidário, não permitindo vozes escritas que não se inscrevam no Amen oficial e no tom editorial e são por isso banidos ou sujeitos à tesoura azul após o lápis censurador. Nos canais de Tv pululam um enxame de comentadores e pivôs que entre o frete e o esforço, tentam reeducar à Direita o povo que os escuta e os vê como sábios orientadores de práticas e de vontades, e sem que os meçam como servidores de interesses ocultos sob o peso do emblema disfarçado. Sócrates não precisou de citar Hobbes embora dele se tenha servido, para ter razão, e só por isso mereceu ser aplaudido. De pé, mas não só por isso!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A decisão "inábil"!

A "inabilidade" ou a má fé continuada de Cavaco Silva, Presidente da República(PR) de uma larga faixa dos eleitores portugueses, e de uma franja de elite acompanhada de uma pretensiosa camada de sonhadores que nela quer entrar ou pertencer, veio toda à tona na noite mais noite em que anunciou ao país e ao mundo da euro-especulação que nomeava o actual 1º ministro para formar o próximo governo e assim mantê-lo 1º ministro por mais outra legislatura. Nomeação "votada" ao fracasso, como todos sabem. Cavaco Silva não surpreendeu. Apenas confirmou aquilo que todos suspeitavam iria acontecer, já que ele veste o agoiro desde há muito, embora se lhe apresentasse uma alternativa com menos fato e gravata, que ele hoje como ontem demonstrou não ser adepto, e no seu jeito de boca seca provou que até lhe custa ter de mastigar e engolir os resultados desta democracia. O ainda inquilino de Belém e PR no Palácio do Povo, morada e cargo que ele deve à Revolução dos Cravos, também anterior ex-1º ministro, e ainda mais ex-do-antigamente, tem vindo ao longo do seu reinado a impor a sua retrógrada vontade ao povo que o sustenta e a satisfazer políticas dos sectores revanchistas da sociedade portuguesa e interesses externos, com medidas que denunciam a sua nostalgia. A decisão agora tomada de nomear Passos Coelho contra o sentido da maioria dos eleitores lusos, e as consequências que dela advirão no imediato e nos obscuros dias seguintes, a ele, e só a ele deverão ser atribuídas e ele delas vir a ser responsabilizado, com consequências, e não com discursos de "o que está feito feito está, não há mais nada a fazer". O mal, é que esta prática como se fosse boa regra de conduta, é que tem feito caminho no pobre e tomado Portugal de Abril, e por isso estamos como não devíamos estar - reféns presos nas calças remendadas!


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Só por vezes as flores

                                                - As flores só por vezes são belas!
                                                     Mas por quê falar de flores
                                                     quando a hora é um vazio
                                                     num dia que perdeu a cor
                                                 e o perfume delas já se evaporou?

 E dizer que o céu é azul
se o nosso olhar se apagou
num imenso mar de tristeza?
Afinal as flores também fenecem
e a sua cor esmorece
tal qual uma estrela
que só por vezes brilhou
no céu que lhe deu berço.
Então porquê exaltar as flores
se a hora é de morte
e o dia é de tristeza?
E de que serve correr atrás delas
para decorar o Amor
ou louvar a Felicidade
se um cai no Inferno
e outra se julga no Céu
por uma hora ou um dia,
se é no Eterno
que mora a incerteza
depois de na Terra
se ter criado a fantasia
entre festas e cortejos
ou outra ilusão sem destino
presente na marcha do funeral!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Quando o telefone toca

O baile parecia não ter fim, até que o telefone tocou. Do lado de lá da linha vinha o recado de que estava a fazer-se tarde repor a ordem natural das coisas. E as coisas eram nem mais nem menos meter nos eixos o senhor Costa que estava a ter um protagonismo que extravasava os resultados obtidos na eleição para o comando da coisa pública. Mal o triiim soou, Coelho apressou-se a levantar o auscultador e ouviu com atenção o que de Belém lhe recomendava para se impor e o que havia de dizer. A voz com sotaque algarvio, muito funda, quase roufenha foi no entanto perceptível. Pedro Coelho todo-sim-chefe-é-para-já, interiorizou, consentiu, e como bom aluno e bem comportado prometeu reunir os media e tornar tudo mais claro. O senhor Costa não podia andar a fazer de conta que era o vencedor da dança de salão e falar com os bolsos cheios de exigências e ameaças. Pedro de facto tinha-se deixado ultrapassar, e agora queria recuperar o pé e a cabeça que adormecera no impasse criado pelos resultados de tal eleição, e que o trazia baralhado. Com algum nervosismo, lá reagiu frente aos microfones àquilo que agora lhe parecia uma chantagem e que punha em causa a verdade e o seu lugar sobretudo à frente de todos os destinos ambicionados e traçados embora sem um programa conhecido e claro mas que se adivinha pleno de malfeitorias. O tempo escolhido não apagou o ridículo que se lhe colou por não ter percebido antes que estava a ser repasto do líder perdedor, mas mesmo assim animou-se e falou com ar de zangado e até acabou por deixar um ultimato. Farto das duas vezes que se reuniu com o senhor Costa sem qualquer avanço para os consensos que Belém reclama, disse que não queria bailar mais ao som da música que lhe andava a dar o dançarino do Largo do Rato, e que o maestro e inquilino a prazo no palácio de Belém por telefone na calada da noite, que é quando estes recados são dados, também queria suspender pois também o andavam a pôr nervoso, o que se reflecte no rosto tenso, carregado, que apresenta. Perante estas faltas de vontade de encontrar a solução tão desejada mas às avessas dentro do desespero, o país ao que tudo indica, vai continuar à espera sentado e de mão estendida. À falta de contibutos para formar uma estabilidade governativa, o país e o mexilhão vão seguir para um prolongamento, tipo, "os cavalos também se abatem", até à nota imprevisível ou um novo triiim, que ponha termo a tanta agonia. "E ponto final"!


domingo, 11 de outubro de 2015

Vai acima,vai abaixo...

Ele não é homem para se deixar andar no anonimato. Vai daí aparece a querer dar nas vistas e a querer tornar-se notícia. A gente já ouvira falar muito de Marcelo de Sousa e do que ele ocupa nos "media". Mas quem é Sousa Pinto? De Pinto de Sousa, já eu e até o juíz Carlos Alexandre estamos carecas de saber quem é. Mas deste jurista e deputado do PS a gente interroga-se de onde emerge este pouco sóbrio tribuno, que de vez em quando se acha importante e imprescindível na vida democrática do país. País que ainda não lhe reconheceu os grandes serviços que ele por certo se acha com direito a tal. Porém nós, gente distraída, ignora quanto e o quê é que lhe deve. Que feito grandioso ou obra meritória apresentada por ele, esteja por lhe pagar com reconhecimento ou gratidão? De repente as TêVês e o resto que faz ruído, que não é pouco, atiram para dentro das nossas casas o nome do Sérgio, talvez com o intuito de sombrear o Marcelo que só por si fala mais que todos os demais e pelos cotovelos, e apagar o da Nóvoa que não faz tantas ondas e não ameaça coisa nenhuma. Que bicho mordeu neste despromissor e adiado líder, que corre atrás de protagonismo e no entanto nós damos connosco a perguntar - mas quem é este? O que é que ele quer ou anda atrás? Já não lhe basta as borbulhas que ele, Sérgio Sousa Pinto, levantou no hemiciclo de s.Bento no tempo do primeiro ministro Sócrates Pinto de Sousa, quando zurzia sob as palmas e a risota da sua bancada o Bloco de Esquerda, com cabeça quente pelo elixir que aquece a alma em marés de pouco calor mas de muita procupação como as de agora em que o PS precisa do BE e até dialogam para um possível entendimento e muita concertação com fins de governaçâo? Ah! mas é por isto mesmo que o Sérgio se insurge e levanta-se do seu conforto, posto em sossego faz tempo, e julgando-se valer alguma coisa importante, dentro do seu partido e na sociedade em geral, berra em jeito de protesto contra esta aproximação, demite-se da nulidade em que tem vivido, e dá sinal de vida. Que ingratos nós somos por tanto o ostracizarmos. E é pena, porque de “empatas” assim é que nós e o país, estamos precisados!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pôr os acentos nos és


O FCP recebeu e bateu o SLB. Dito de maneira citadina - o Porto bateu por 1-0 o Lisboa. Tal feito foi festejado como se metade do campeonato estivesse já ganho, e este tipo de manifestação, é típico entre os clubes que logo que ganhem ao SLB já se realizaram. Ou seja, para eles o seu campeonato está conseguido. Alguns clubes rejubilam de tal modo que nem que desçam de escalão entendem que a sua prioridade será sempre alcançar a vitória sobre o clube maior de Portugal. Veja-se o que a imprensa teceu logo a seguir ao desafio que opôs dragões e águias e a elevação ao altar do atleta que levou a equipa azul e branca ao triunfo. André André, assim se chama o filho do pai, também este ex-atleta e ex-técnico adjunto do clube que hoje serve de pedestal ao badalado rapaz. A imprensa não fez outra coisa senão puxar para título e assunto principal o feito pela marcação do único golo nos minutos finais do encontro entre tripeiros e alfacinhas. Toda a semana correram na aldeia do nosso futebol, entrevistas, reportagens, biografias, poster´s, estórias de família e origens para a história. Uma semana durou o folhetim. Até ao jogo seguinte. Como tudo, todas as estórias têm um fim ou pelo menos um abrandamento. No caso chegou um travão, logo no jogo com o Moreirense. Após este jogo, o André André não foi ouvido nem achado, e parece ter caído no anonimato, foi esquecido. A exibição do pimpolho do velho André não foi matéria de relevo, nem foi chamado às primeiras páginas dos jornais e as câmaras das TV´s não abriram as objectivas que fazem e desfazem um personagem. Que a elevam e a deitam por terra no take seguinte. Admirável contudo foi o esquecimento que eclipsou por completo, os jogadores que fizeram os golos ao FCP que perdeu dois pontos para o SLB em Moreira de Cónegos, e que provocou o aparecimento de todas as críticas duras ao técnico e aos atletas azuis e brancos. Deles ninguém foi ouvi-los, fotografá-los, tecer-lhes os maiores elogios, apesar deles também terem estórias para contar. Nenhum jornal viu nos golos motivo de eleição dos atletas moreirenses, coisa digna de relevo, feito tão louvável ou mais, atendendo às dimensões dos clubes, quanto o do jogador de dragão ao peito. Com uma comunicação social assim, o que é que podemos esperar dela enquanto órgãos de informação, de esclarecimento, formação de opinião com imparcialidade, objectividade, e veículo de cultura? Só um país e um povo no estado em que se encontra. De nada vão valer as outras Eleições. Mas cada qual tem aquilo que merece!
               

sábado, 26 de setembro de 2015

Redacção

As aulas já se iniciaram e este é o meu 1º TPC cujo tema o professor indicou no quadro da sala - " o que gostarias de ser quando fores grande". A partir dos comentários que oiço à mesa, mais de estar do que de comer, e anotados os comentários que rodopiavam à sua volta que os mais velhos iam largando, escrevi a redacção que a escola exigia para avaliação. Assim, entendo que quando for grande, gostava de arranjar um emprego mas daqueles que não me dessem trabalho. Um emprego do género de CEO de grandes grupos económicos, de telecomunicações extensas, de gigantes laboratórios da farmacologia, de fortes constructores de aviões, ou de automóveis com marca bem implantada no mercado mundial. Um emprego que permitisse, mesmo em caso de meter água, levá-la ao fundo ou levantar gás poluente, e até pusesse em risco a sua viabilidade, dela receber fabulosa indemnização por causa descoberta e à vista de muitos e para mal de todos, no acto de apresentar a demissão. Portanto, por alínea já prevenida e prevista no contrato milionário que une administrador que erra, e gigante da indústria que premeia mesmo quando sai colossalmente prejudicada por ter tal gestor à cabeça. Um cargo do género, presidente Martin da VW, da Banca, Seguradoras, da PT, da TAP, etc. Um Emprego, que não vem anunciado nas páginas dos jornais e no caderno do "procura-se, precisa-se de...para..." que só os operários consultam. Sei que é um pouco difícil pois tais nomeações são dispensadas aos mesmos boys de sempre. Mas já pensei no plano B que me bastava. Quando for grande candidato-me a um lugar na política através d´um partido, que me dê acesso a tomar posse como Executivo superior que sabe deitar a mão aos fundos comunitários, de presidente no parlamento que sabe aposentar-se a tempo e horas, a uma pasta governamental, ou ainda como autarca bem relacionado no meio empresarial, e que ao fim de meia dúzia de anos nessa actividade me proporcione uma choruda reforma, a que juntaria as outras regalias conquistadas pelo meio. Será que vou ter hipóteses quando for grande, se eu mantiver este infantil perfil que não integra um dispositivo abafado ou um software secreto que anule as emissões provocadas pelos compadrios que intoxicam e falseiam as competências e o meio...o meio ambiente na globalidade? Dava-me cá um jeitaço..!


terça-feira, 22 de setembro de 2015

A partir de ti...

Se eu soubesse escrever,
a partir de ti
eu encontrava a palavra certa.
Talvez que desse encontro
nascesse um poema
que se pudesse ler
e fosse uma janela aberta
por onde entrasses
como brisa amena.
E com o teu olhar de deusa,
criadora desta terna ilusão
eu pudesse então dizer
que tinha valido a pena
abrir-te o meu coração;
E nessa feliz descoberta
dar connosco a viver
sem medos, e de mão-na-mão,
longe do silêncio rude
que nos separa, cala e desconserta
para cá e p´ra lá do Marão.
Por não saber escrever
a Partir de Ti nasceu este poema,
que foi quanto pude
ou fui capaz de fazer
por não ter encontrado a luz,
a palavra Amor...a palavra certa!
(22/09/2015)


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

E agora, PP&PP?

E agora? Pedro Passos(PP) e Paulo Portas(PP) e todos os pêpês da partidocracia social cristã, são os seres mais inteligentes do Planeta e de todos os géneros humanos, e então os gregos não passam de Homos Naledis a caminho da sua evolução por aquele archipélagos. Atentemos nos resultados saídos das eleições helénicas neste domingo de um tempo de maior crise que se vive naqueles rochedos à beira mar e também desde as falésias algarvias em queda até para lá do Marão. De que valeram os conselhos(!), avisos e ameaças dos nossos actuais governantes, que não tiveram eco mesmo se mil vezes repetidos desde s. Bento ao Partenon, e que não fizeram com que o povo grego os escutasse e emendasse a mão, mudasse o seu sentido de voto, numa de obediência e recomendação ao que Bruxelas desejava? Será que os nossos PP e PP, que todos os dias nos atemorizam com a revisitação do terror se não votarmos neles, pois é neles que se encontra o homo futuris e não um qualquer hominídeo socialista, que tal como eles, anseia por voltar ao leme da jangada lusa, sabendo-se eles filhos renascidos do passado cavaquista e daí julgarem-se mandantes naturais? E agora que vão eles soletrar contra o reeleito e reforçado Tsipras, legitimado 1ºministro de uma nação orgulhosa e com maior história que a dominada pelos afonsinhos deste condado subserviente e "mendigo de si próprio"? E porque não dizem eles que quando chegaram ao poder encontraram um país melhor que aquele que Tsipras recebeu depois de ser governado por gente do calibre e da cor com que eles, Passos e Portas, se familiarizam? Ou será que foi Sócrates quem governou a Grécia até à véspera da vitória do Syriza? Com que lata e sobretudo com que autoridade moral, os nossos PêPês vão encarar Alex Tsipras se se vierem a encontrar nos fóruns onde se reúnem os homo sapiens sapiens? Aguardemos que eles nos ajudem a sair desta jaula da nossa ignorância!


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

...ai ai, Jesus!

Mais importante, relativamente, do que os debates na tv e na rádio, e de saber quem é que ganhou entre os políticos intervenientes, foi o embate entre os Leões de Alvalade e as "lokomotivas" moscovitas, vulgares. A primeira conclusão que se tira é que o "jorgiano" Jesus continua a dar alegria aos benfiquistas. Não são idênticas às que dava durante o seu consulado na Luz enquanto ali tecnicou, mas também não são assim tão diferentes. Quando Jesus pisa terrenos da Europa uefeira, o sermão não lhe sai fluente nem vencedor dos confrontos nem das massas. Em Jesus há um antes e um depois. Primeiro dá-lhe para o intelectual, depois para os tiques "amadorenses". O umbigo dele apresenta-se inchado no primeiro tempo, e acaba deprimido no final do tempo regulamentar. Aqui reaparece um vencedor e reforçado rival. A malta benfiquista apreciou o resultado obtido de 1 a 3 favorável aos russos, nesta 5ª feira na circular de alterne, e como é habitual já sabe até que ponto é que o ex-mister dos encarnados é capaz de avançar. Sabem que ele não vai longe apesar do discurso próprio dos empatas. O seu actual clube pintado a renovada esperança, estava destinado a voos mais altos, mas segundo ele e a sua entourage, foi abatido pelas arbitragens e mandado para uma prova de segunda divisão mas que se haverá de transformar lá mais para o fim numa verdadeira "Champions", aonde, ao que se queixam, também os apitos não lhe vão favoráveis. Isto se lá chegar, como é sua convicção, embora vá adiantando que a sua prioridade seja o Campeonato, que visto agora é mais o plano B. Aqui na Liga Europa, o Pinheiro de Jesus, siô Jorge, mal assim caído, se afirmou candidato entre os candidatos a vencer uma prova bem mais ajustada ao seu chinelo, que a bota estava-lhe a apertar, e daqui até ao Natal logo saberemos se não descarrilhará de tal modo mais, que as batatas com polvo ou bacalhau, serão já comidas na Amadora junto da família natural, e com caracóis e lagartos ao largo a tecer-lhe pragas como membros desavindos, estragando a ceia e o presépio que se afiguravam festivos e cheios de luz - como nunca se houvera visto.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Duas quadras

(ao Tio Afonso)

NO RESFRIAR DA RIMA
É AO LONGE QUE MEÇO;
CABERÁ A DESPEDIDA
NO TAMANHO DE UM VERSO?

A SAUDADE SEMPRE TARDIA
VISTA DAQUI NÃO MENTE,
PARA O TIO, UM ABRAÇO...
PARA O POETA, UM ATÉ SEMPRE.

-( do sobrinho-neto - Luís Moura - ARGENTINA 2015)

Afonso Leal - o Poeta

Morreu o poeta popular,
penafidelense de gema,
sempre em verso a enquadrar
a sua terra - seu mor emblema;
Rimas de saber e cheias de graça,
o Afonso Leal tudo cantava,
"Faz-Tudo" seu apelido na praça
dessa herança não se livrava;
Homem pequeno, grande na arte
do balcão de vendas até à escrita
coleccionador do todo e da parte
adepto azul e branco - portista;
Douto noutros saberes                     
no jogo também actuava
parceiro presente nos deveres
às obrigações nunca faltava;
O tempo marcou-lhe o dia
que o havia de convocar,
Levou atrás muitos amigos
na hora em que foi a enterrar;
A tempestade fez-se presente
chuva e vento a protestar,
O Poeta chamou a gente
para dele sempre se recordar.