E agora? Será que temos que confiar na decisão do centrista rolante
Paulo Portas, que pulou fora do CDS/PP, que sabendo-se da firmeza sua e
da voz grossa com que entoa qualquer comunicado, embrulhado de agressividade,
na mistura aonde se mete sempre, ganha desta vez seriedade? Jamais será uma
decisão irrevogável, e que não mais imitará o movimento do caranguejo, neste
acto de abandono e de fuga, provocado pelo apagamento em que a derrota de 4 de
outubro de 2015, o fez cair? Será que o líder da direita com representatividade
indecifrável em eleições nacionais, constitui mais uma vitória de António
Costa, ou que ele sentiu o seu esvaziamento e até apagamento dentro do
parlamento, uma vez regressado à condição de terceiro plano enquanto deputado
de uma bancada parlamentar, sem visibilidade, já que o seu antigo parceiro
político, Passos Coelho, disso tratou ou viria a tratar, e Portas, conhecendo-o
nós, não interiorizaria tal representação ou papel de figurante na Assembleia
que lhe haveria sempre de parecer uma casa de comédia e de exílio, e ele feito
boneco na prateleira até ao fim da legislatura do actual Executivo? A desculpa
de 16 anos de reinado é suficiente para explicar ao mundo cristão-democrata
que são suficientes, fatigantes, e que justificam a fuga anunciada, quando
julgamos nós que o seu real fracasso/frustração, de acordo com a sua ambição, é
nunca ter atingido o patamar maior como 1º ministro e ter a certeza que nunca
tal acontecerá? E que trunfos tem na manga, para no day after que ele
ele sempre esconde, vai pôr a andar por aí? Ou saberá ele que vai ter à perna
uma Justiça que quererá por certo ver esclarecidas algumas suas intervenções na
governança das pastas que arrastou consigo, enquanto ministro das fotocópias
sobre negócios? Nós povo, teremos ou não razões para levantar tais
interrogações, sobre este homem pouco fiável, mas um artista na contorção do
verbo, quer enquanto jornalista maldizente, quer como político na
chico-espertice e do oportunismo na hora certa, e com o parceiro vencedor mais
à mão? Questões que só o tempo virá a responder, e nos dará razão, ou fará de
nós um comentador pior do que ele foi, quando vendia banha-da-cobra por tudo
quanto é sítio, jornal, ou feira de bonés.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
A pena sem rosto
Uma expressão muito usada, que de certo modo propõem por
água na fervura, e dar uma certa acalmia, numa qualquer questão maior ou menor,
é- “ a mim já nada me surpreende”. No
entanto no JN, há por lá uma mão escondida, que não sendo a de Deus, mete golo maradonesco quando puxa da pena e
ajeita no Espaço do Leitor, as “cartas/opinião” que lhe são enviadas com a
intenção de terem aprovação e publicação no jornal de âmbito abrangente de
norte a sul do país. Sem as desfazer nem roubar-lhes a alma toda, que o autor bem intencionado lhe quis dar, fazê-la
correr e a saber ao próximo, a tal pena
sem rosto intromete-se, e obedecendo ao critério da síntese e da
estética(!), provavelmente, elimina ou encurta aquilo que extravasa a
originalidade primeira, e formata-as e molda-as ao seu gosto, aligeirando-as.
Não se poderá falar de tesoura, ou de lápis azul, o que essa pena sem rosto anda a fazer por dentro
da redacção e naquele Espaço de Opinião popular. Mais cedo, ou mais tarde para “desespero
nosso”, elas lá vão sendo estampadas no jornal, e nós embevecidos como crianças
que acabam de receber uma prenda em dia especial, sentimos, e reflectimos se a
operação a que o “texto” enviado foi sujeito, perdeu ou ganhou nesse jogo que
terá que obedecer ao regulamento que desobriga a qualquer explicação por parte
de quem manda no jornal. E se umas vezes tal intervenção é por nós aplaudida,
outra há em que sentimos invasão de propriedade e violação. Porém, e para grande alegria minha, sempre concluímos
que afinal ainda há coisas que nos
surpreendem, pois de forma geral nunca a nossa opinião foi severamente
desvirtuada, e quantas vezes ela até ganhou melhor cara e mereceu longínquos e
anónimos elogios, que devem ser partilhados entre nós e a estranha “pena sem rosto”, que se oferece sem aviso prévio, para lhes dar
um corpinho mais encaixável no Espaço que lhe está reservado. E isto não é um piropo ao JN, já que a partir da
legislação que entrou em vigor, estou proibido de o fazer!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
A FIFA fofa
Não consta, e o próprio afirma, de que Blatter seja
“profeta” e ao que sabemos também Michel Platini não é mágico. Mas que ambos
são alquimistas, disso, ninguém terá dúvidas. Agora que os Comités de Ética(!) da
FIFA e da UEFA, que funcionavam como laboratórios de transformação de Futebol
em Euros aos milhões, que entravam nos bolsos de cada um deles mais rápido que
um golo numa final internacional ganha em sorteio por concorrente suspeito,
estão suspensos, faltará provar como é que a alquimia funcionou durante tantos
anos e com que essências colaboracionistas entraram na fórmula. Para já o que
se sabe é que os milhões de euros que faziam as delícias e até punham Blatter a
fazer uns passos de dança ao imitar os nós de pernas de CR7, e Platini a pegar
numa enxada a mostrar-nos como se faz um buraco aonde enterrar a honestidade e
o comportamento ao nível de uma gestão responsável, e com um sorriso CEO à
Zeinal Bava, estão prestes a ter que correr por fora até chegarem a tribunal e
aí provarem a sua inocência e a não cumplicidade que os unia. Enquanto viveram
por dentro de tais Organismos que fazem mover fluxos financeiros de meter medo
à Rússia, e enquanto não foram reveladas as actividades sujas alegadamente praticadas
por ambos e demais colaboradores de 2ª divisão na hierarquia, tudo os tornava
em figuras respeitáveis até por governos de nações permissivas a aceitar golpadas.
As avultadas quantias que ambos os intervenientes “abicharam” nas suas
intervenções concertadas, eram de tal modo significativas, que somadas as
verbas de que dispõem clubes de futebol de segundo e terceiro plano em Portugal,
e até noutros países em pior estádio, não passam de trocos e é com esses
cêntimos que terão de gerir o seu futebol e as suas estruturas. Quer isto e
mais aquilo, dizer, que vivemos tempos em que anda meio mundo a sacar e a
saquear o mais que pode por entre práticas e regulamentos que não obedecem a
qualquer ética, enquanto a bola vai ao centro e de baliza a baliza, e de instituição
em instituição que mexa com “altos cargos e muito pilim”. Quer também
mostrar-nos como todos nós espectadores, estamos sempre fora de jogo, e nunca
vemos o crime a ser validado pela inércia de quem tem o poder, disto tudo
arbitrar, e supervisionar. Que nunca nos falte a bandeira e o cachecol, pelo
menos!
domingo, 13 de dezembro de 2015
O Natal difícil
Em cada ano um outro Natal. Uns chamam-lhe novo, outros,
evento religioso(!), que se repete. As ruas tentam dar-nos música celestial até
que os anjos acordem e nos incitem ao caminho do consumo. As montras das lojas
animam-se de brilho e de invenções, exibindo luzes e vestindo-se de cores
renovadas, que já antes por lá passaram. O povo hesita mas lá acaba por sair à
rua. Conta os trocos antes de bater com a porta, olha à sua volta e conta
também quantos são os que esperam qualquer coisa que dê significado à festa. E
lá seguem todos numa romaria da preocupação, que no regresso já sabem que vai
seguir-se a da amargura por afinal os gastos terem ultrapassado o previsto e o
orçamento, que já vinha derrapando faz tempo. Mas o natal tem este condão. O de
fazer com que pobres e ricos, se misturem, quase se irmanem. Uns mais à larga
nas despesas puxando de notas gordas, outros com mais furos no cinto desafinado
para fazer logo que o último bocado de bolo-rei tenha passado garganta abaixo,
e que, mais magros de carteira vão continuar, no fim. Uns mais animados
festejam ladeados de Dom Pérignon, outros de um qualquer espumante de tostão
comprado na mercearia do bairro, para não ficar atrás. De imitações também vive
o homem. As autarquias esmeram-se para o tornar eufórico e bastante comercial.
A música persistente e a iluminação intermitente, municipal, que vai desde a
rotunda até ao zimbório da capela, vão adormecendo e anestesiando a razão sem
se dar por isso. O comerciante já não vem tanto à porta a ver quem passa. Tem
artigo à venda que ainda irá sobrar para fazer felizes outros natais que hão de
vir. O povo passa numa correria com os sacos a abanar, e ainda tem muito para
espreitar. Pelo caminho vai fazendo uma revisão da lista mental, sobre quem
falta e quem este ano não leva nada. Contenção e austeridade é preciso, e ele
já foi bombardeado vezes sem conta com este discurso. Tem o saco cheio
destes avisos, já que de cofres em bom
estado, não é com ele. A noite acender se à com a alegria de muitos putos bem
tratados, e a fé que o terço das contas
põe nas mãos das famílias humildes, acompanhará a esperança de que dias
melhores virão para que estas possam mais tarde, também fazerem felizes as suas
crianças que se contentam com pouco ou contrariadas. O Natal tem destas
Orações. Difíceis de soletrar!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Presidenciais vs Sondagens
-Presidenciais vs sondagens
(- declaração)
Considerando os badalados resultados divulgados das sondagens sobre quem se posiciona com mais fortes possibilidades de ganhar as Eleições para ocupar o posto do mais elevado representante do país, ou à 1.ª ou na 2.ª volta, e os apoios ou cobertura já claramente desnudada dos órgãos que os publicam, eu eleitor identificado e não devedor de qualquer favor a nenhum candidato revelado na corrida para ocupar tal soberba cadeira, declaro por minha honra de que não votarei em nenhum Marcelo Beppe Rebelo Grillo de Sousa, mas num qualquer Sampaio Maria da "Névoa" de Belém. Tenho dito!
(publicado no PÚBLICO em 12/12/2015)
(- declaração)
Considerando os badalados resultados divulgados das sondagens sobre quem se posiciona com mais fortes possibilidades de ganhar as Eleições para ocupar o posto do mais elevado representante do país, ou à 1.ª ou na 2.ª volta, e os apoios ou cobertura já claramente desnudada dos órgãos que os publicam, eu eleitor identificado e não devedor de qualquer favor a nenhum candidato revelado na corrida para ocupar tal soberba cadeira, declaro por minha honra de que não votarei em nenhum Marcelo Beppe Rebelo Grillo de Sousa, mas num qualquer Sampaio Maria da "Névoa" de Belém. Tenho dito!
(publicado no PÚBLICO em 12/12/2015)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Já não há Natal
O Natal está aí à porta, mas não à porta de todos os
portugueses. O Velho, trajado de cor circense, que se mete ao caminho idílico
num trenó escorregadio, parecido com o Karl Marx, dono do “Capital” mal
investido, não sabe da “existência” do
TGV que “liga Lisboa a Madrid”,
aproveitá-lo, e com isso ajudar a promovê-lo. Idealizado a alta velocidade, e
posto a rolar no tempo das promessas que os carris políticos põem a acelerar na
época eleitoral, para levar à boleia o povo eleito, primeiro, e a pagar, bem,
logo na 2ª estação os passageiros iludidos com tanto progresso retido no papel
e na cera dos gabinetes, não trará com ele
coisa que valha a pena a deslocação e a despesa com o desgaste no transporte e
nas renas, e o cansaço a que se submeterá. Arrisca até, chegado cá, gripado, a
recorrer ao Serviço Nacional de Saúde e a ter consulta só lá para o próximo
advento, como acontece comigo que estou há um ano à espera de consulta para
determinação de cirurgia a uma hérnia inguinal, e até hoje, toma lá nada. E
nada, é o que esperam do Pai Natal todos os necessitados que em Portugal dormem
debaixo do tecto com um frio de rachar, igual ao que sentiriam se na rua
gemessem embrulhados no papelão, como os marginalizados, abandonados,
desprezados, silenciados e sempre presos à côdea na noite estrelada, embora
umas senhoras e meninas à mistura com disponível caridade, os acorde de vez em
quando com uma sopa fumegante de “desamor”, e é se a recolha à porta do capital do supermercado tiver sido um
sucesso – o que tem sido, haja Deus e sacos para encher. Dentro de dias se
saberá, se nós portugueses desafortunados ou abonados, tristes e alegres, bem
ou mal acomodados, que faz de cada dedo da mão enrugada um cano apontado à
cabeça, se o Natal está à porta de cada um, ou se ficamos à porta do Natal,
como é tradição, com as mãos trementes e vazias, o coração encharcado nas
lágrimas, a estremecer de raiva ou conformismo, ainda com vontade de rebentar
com as luzes que nos cegam, e que fazem de alguns de nós adereços pendurados
numa árvore a que chamam, pinheirinho,
muito lúdico e ornamental, e outros vão ser dispostos com ternura infantil num
presépio de entretenimento para o pagode que discursa e que arrota de felicidade
por tanta fartura melada. É que o Natal, já não vai de porta em porta como
quando eu era do tamanho do Menino Jesus. Eu hoje exijo ser mais que simples
adorno, e não mais pessoa sempre
adiada!
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Uma questão de "crédito"
Mal soube da notícia, fui a correr à mercearia do senhor
Pedro para cancelar o “asa branca”, que tinha com a antecedência necessária,
encomendado para o Natal - acontecimento que nos faz perder algum senso - logo que
o desmentido da devolução da sobretaxa do IRS que estava na salgadeira das promessas do PàF,
propriedade da Casa Coelho-Portas & Cª. Empresa de importação e exportação, que tinha prometido
devolver nas vésperas dos dias das vésperas eleitorais, o anunciou às postas.
Não sei, e temo se vou a tempo, pois estes compromissos entre Homens de boa-fé,
o cliente e o merceeiro, são matéria séria, palavra para honrar. Expus-lhe o
problema em que me via, e ele a par da situação, parece ter compreendido e logo
ali em cima do balcão, junto à balança que pesa o pagamento, concordamos em
reduzir a encomenda para apenas uma badana
e um rabo do costume. Agradeci a sua generosidade no conserto do negócio.
Assim, talvez me seja mais fácil eu cumprir parte do pedido então feito, quando
acreditei no “crédito fiscal” que o Coelho e a Maria dos cofres a abarrotar
repetiam de que iriam-me premiar com 35% da sobretaxa do IRS, e eu feliz e
contente o aplicaria no “Asa Branca da Noruega”. Como a mentira triunfou e veio
à tona, eu e o sr. Pedro da Casa do Bacalhau, especial e importado, lá temos
que continuar reduzidos a uns “badanas” e ficar com o “rabo” a assar. O
costume!
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
"As Guerras"
As guerras não são feitas de pólvora. São gizadas por homens
carregados de egoísmos, e que financiam políticas feitas de canos de morte como
de esgotos, por onde circula ganâncias e fragâncias, jazidas de ouro e petróleo,
roubados dos corações dos esqueletos e da flor na lapela dos que sobrevivem
colados à pele das vítimas que já não podem protestar contra todos os enganos e
mentiras que arranham o céu. As guerras são fabricadas à mesa polida nos
palacetes aonde se reúnem secretos ópios e concertos que terminam em apertos de
mãos assassinas. As guerras desfraldam bandeiras multicolores, e levantam altos
muros farpados de injustiça, de venenos vários, e de muita loucura. As guerras
pintam rostos e culturas. Vestem e despem num travesti mediático para consumo
nos bairros da ignorância, e na miséria por onde o rato passeia, se esconde e
se diverte enquanto pode, ao som do rap e do reggae perseguido e em fuga para
dentro da marginalidade, sempre cada vez mais funda e mais perto das grades e da
sepultura. As guerras não são feitas de bombas. São feitas de homens que já só
se salvam por uns dias, fazendo-se explodir perdida a esperança, por entre a
multidão, que os financiou com tudo até ao último tic-tac, menos com
compreensão e solidariedade para com a sua forma de vida e pelo seu jeito de
amar. As guerras são criadas pela crueldade da gravata e do colarinho branco que
rege o mundo-cão, que não pressente a presença da dor e o odor dos cadáveres
espalhados pelo chão da podridão desta sociedade por si erguida.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
"Tempos das Flores pelo chão"
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Será que mudam-se os tempos?
“Todo o mundo é feito de mudança”, mas será que os tempos
que vivemos também se mudam? E as vontades? Observemos os últimos
acontecimentos depois de o governo demitido e em gestão sob efeito de
indigestão e a precisar de alka seltzer. Olhemos as caras dos oradores
políticos da direita derrotada e aquilo que já aconteceu nas escadarias da
Assembleia da República com a deputada do PS, Isabel Moreira, quando
inocentemente ousou por lá se expor e foi vítima de ofensas dos peritos em
tomar medidas e provocações salazaristas. Verifiquemos os cartazes já por aí
emparedados com cola de cariz fascista. Registemos já o fogo intimidatório à
porta da sede do Partido Socialista. Atentemos nos discursos rancorosos do
ex-1º ministro, do ex-2º e do ex-3º e até ao último. Que exprimem eles se não
promessa de confronto desesperado, salivado de raiva e de adiada vingança?
Vejam as faces dos irresponsáveis governantes, e dos maus sinais enviados às
Economias e às Praças financeiras, enquanto tentavam justificar o seu
despedimento por maus serviços prestados à nação, que foram à pressa vender a
preço de saldo, a maior companhia aérea e importante empresa exportadora da
imagem de uma bandeira que cruza os céus do planeta. O que é que deles se pode
vir a esperar que não seja outra coisa que não incendiar o país, e “cristalizar
as noites” dos que por vontade própria e esperança num futuro melhor, pregaram
no boletim de voto o seu desejo de mudança, como uma estrela libertada do céu?
Quanta mais metralha está encomendada e escondida nos submarinos suspeitos, nos
“pandur” ou por detrás dos sobreiros derrubados, para fazer palpitar o inferno
prometido? Será que tudo isto “é só fumaça”? Fiquemos de guarda, pelo sim pelo
não!
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Os "patriotas" azedados
O “patriotismo da Direita política que saliva vingança”, e a
ter que se conformar a partir de agora num coma esperançoso, de que o feitiço
se vire contra o feiticeiro mais cedo do que tarde, promete partir em tournée pelo país a dar explicações
sobre a maldição que sobre eles caiu. O ex-1º pegajoso e o vice-revogável, pretendem
ir em missão de norte a sul e até Meca se for preciso, e junto do seu povo
provocar levantamentos populares para denunciar uma ilegalidade onde a
legalidade imperou. Tal intenção ficou plasmada em duas estudadas frases
próprias de chicos-perdedores, a que os jornais nacionais deram relevo. A do
ex-ministro, “despedido com justa causa”, PPC(Perdedor Para Costa), fez questão de deixar claro no discurso do
arrumar das papeletas, de que - “Quem
votar pelo derrube do governo legítimo não tem legitimidade para mais tarde vir
reclamar sentido de responsabilidade”.
A secundá-lo como sempre o fez sem grande jeito, ou ao jeito de pajem, PP(Personagem do Passado), num outro tom
mas idêntico registo, disse - “Se mais
adiante não conseguir gerir a pressão exclusiva da demagogia entre o Bloco e o
PCP, não venha depois pedir socorro” . Fica assim claro e demonstrado de
que estes dois ex-governantes
responsáveis e socorristas com validade prescrita, enraivecidos com a
Democracia que os oxigenou principescamente desde os bancos da escola, tem o
conceito, de que “Patriotismo” só existe com eles no poder, e até também é
conhecido por - “Rancorismo”. O País vai felizmente passar bem sem eles, graças
aos trabalhadores esforçados e esfarrapados por eles, e aos novos governantes
nomeados de boa-fé, abrigados pelo voto convicto e pela Constituição da
República, que a Direita portuguesa desrespeitou com o aval do maior
responsável que jurou cumprir e fazê-la cumprir. Viva o 25 de abril de 74 e Portugal
de 2015!
terça-feira, 10 de novembro de 2015
O Emblema
Ignoro qual a marca do casaco que enverga o ex-1ºministro da
Direita desoladora, e cosido de raiva. Para além desta insignificante
incerteza, creio que posso afirmar que ele é feito do melhor tecido e de bom
corte saído das mãos e da tesoura de um bom artífice. Mas a minha grande dúvida
é saber qual o fim de tal indumentária e o destino do Emblema que a lapela
exibiu durante o tempo de representação por dentro e por fora do país, e os
danos causados na entretela que enforma a banda do dito casaco. Pregada ou de
outro modo enfiada, aquela bandeirinha armilar, verde e rubra como o rosto de
alguns seus correligionários, com ordem de despejo no 4 de outubro, que não se
fartou de nos alfinetar no dia-a-dia, em sessões de dor numa imitação maléfica
de acupunctura de vão de escada, sem sortir efeito que não fosse pôr-nos mais
enfraquecidos, aonde irá repousar?. A nossa imaginação sobressalta-nos e
diz-nos que aquela bandeirinha talvez venha a ser oferecida como se medalha
valiosa fosse, como o fez um atleta da NBA, de grande competição e igual
envergadura, a uma criança pobre que lhe saia ao caminho e que nos traga à
memória o rapaz da mocidade portuguesa. Coisas com pesos e ternuras diferentes
mas ambas de relevo, com significados distantes, e que tornam orgulhosos quem
dá e quem recebe tal “troféu”. Mas uma vez esburacada a lapela esquerda do casaco
do ex-1ºministro de direita, despedido a toque do parlamento agora mais nobre,
que irá ele colocar em sua substituição para disfarçar o defeito ali cravado,
embora saibamos que ele é um artista na arte de bem disfarçar e cavalgar sobre
a miséria dos portugueses pisados e ostracizados nestes últimos 4 anos do seu
mandato arrogante? Um remendo como ele bem sabe costurar? Um outro emblema de
um clube afecto à “Tecnoforma”, ou umas setas laranja apontadas ao céu aonde
não pode prometer que não mexe nos impostos e subsídios de Natal? Uma adenda,
ou até mesmo uma das suas grossas mentiras a que nos habituou aqui na terra ou
nesta pátria, que se diz também cemitério ou porto e cais de partida? Irá pôr
tudo no prego sujeito ao mercado negro e da compra do ouro comprometido e
penhorado das famílias enrascadas, em que ele transformou Portugal? Depois do
que ouvi e li no Parlamento, não sei se devo começar a “rir ou a chorar a
bandeiras despregadas”
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Há Leitão ou há Coelho?
Dizem os “leitãoeiros” que se reúnem na Mealhada para um
repasto que já está ameaçado de adiamento, que o projecto do Grande Acordo
entre as “esquerdas partidárias constitui
uma ameaça ao bem-estar dos
portugueses”(!). Para ele, Ricardo Gonçalves, e para os cerca de 400 já
inscritos de acordo com a sua exagerada boca, o BE e o PCP, não lhe dão
garantias de sucesso, e nós achamos que ele tem razão. Com certeza que dificilmente
cretinos como ele regressarão à cadeira
que já ocupou, e isso ele já percebeu. Entre os dinamizadores da festança que
promete entalar o PS e António Costa mais concretamente, destaca-se um dos
comensais e ex-deputado pelo círculo aonde mais se opera no mundo do crime,
Braga, que é um, mais o Beleza, dos que pretende alumiar a conduta do líder do
PS nesta tarefa do difícil Acordo de governo para uma Legislatura que aparenta
necessidade de remoção de muita pedra até chegar firme e seguro ao Parlamento.
O amarantino Assis também carrega o bombo de S. Gonçalo e ribomba o que pode
mas sempre por detrás da cortina do “santo”
que ocupa o lugar cimeiro no partido aonde ele faz questão de ser protagonista
e ausente ao mesmo tempo quando é chamado à disputa da liderança, escondendo os
foguetes que virá a deitar mais tarde num dia mais alegre de que saberá tirar
vantagem. Diz o “aconselhado” Ricardo
Gonçalves após aviso do “Grande Promotor” filho do Tâmega, que “o PCP e o BE não são de confiança. Numa
primeira oportunidade deitam tudo abaixo”.
Estas pitonisas são os primeiros, eles sim, a esconjurar sobre o que ainda está
para se provar que aconteça, e são eles isso sim, os primeiros a deitar abaixo
a estrutura que ainda só vai no desenho optimista e com traços de esperança.
Este género de críticos militantes da rosa pitoresca, são aqueles com que nunca
se pode contar para coisa nenhuma a não ser para os ouvir dizer “agarrem-me senão eu avanço”. E ficam-se
só para o tacho. Acabam sempre a bater palmas, a ensacar o vencimento que o
cargo oferece, e a apanhar foguetes no fim do festim com o arroto na boca com
cheiro a leitão com laranja. Mas sobretudo
mostram para que lado pulsa o seu coração e a sua adaptável e cómoda ideologia.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
"O Homem Liquidado"
Sem necessidade de citar John Rawles e Espinosa, mas
trazê-los no livro de bolso e convocá-los na hora para iluminar as mentes
presentes e animadas, e saber-se de antemão que se é ouvido atentamente por uma
plateia preenchida de proximidade e cadeiras ocupadas por amizade confortável,
Sócrates em Vila Velha de Ródão falou e disse à “cidade nova que roda”, sem
parar, dos abusos sobre ele cometidos por quem deve ser o primeiro a respeitar
e o último a ofender. As palmas em suspensão breve estavam destinadas também a
estalar e a serem ouvidas durante toda a sua intervenção, que ganhou estilo e
forma de Lição académica, em que abordou a Justiça sobretudo, a política
conexa, o abuso, a humilhação, a falta de solidariedade, e os poderes ocultos.
Tudo questões relevantes que a filosofia descompõe, de que o Homem se serve e a
trata sem pudor. Então o que é que disse Sócrates na “Vila Velha” que não seja tão verdade quanto questionável
na “cidade nova”? De tudo se queixou o pensador
de Paris e ex-inquilino do 44 de Évora e livre à condição, mas com nada
surpreendeu. A amargura comandou o tempo abordado, mas temos que confessar que
em pelo menos num ponto somos cativados a concordar com “o homem liquidado”. Não
o de Papini, mas o de Carlos Alexandre e de Rosário Teixeira, apesar de ele
prometer regressar imaculado com todos os seus direitos políticos e exercê-los
com garantia, e esse ponto de concordância é o que diz do comportamento da
imprensa e do jornalismo que se faz na comunicação social diversa nas redacções
sobre o país. Coisa séria que os leitores e espectadores esclarecidos e
críticos atentos já o sabem há muito. Nos jornais, a maioria dos que neles
intervêm afinam pelo conservadorismo político e partidário, não permitindo
vozes escritas que não se inscrevam no Amen oficial e no tom editorial e são
por isso banidos ou sujeitos à tesoura azul após o lápis censurador. Nos canais
de Tv pululam um enxame de comentadores e pivôs que entre o frete e o esforço,
tentam reeducar à Direita o povo que os escuta e os vê como sábios orientadores
de práticas e de vontades, e sem que os meçam como servidores de interesses
ocultos sob o peso do emblema disfarçado. Sócrates não precisou de citar Hobbes
embora dele se tenha servido, para ter razão, e só por isso mereceu ser
aplaudido. De pé, mas não só por isso!
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
A decisão "inábil"!
A "inabilidade" ou a má fé continuada de Cavaco Silva,
Presidente da República(PR) de uma larga faixa dos eleitores portugueses, e de
uma franja de elite acompanhada de uma pretensiosa camada de sonhadores que
nela quer entrar ou pertencer, veio toda à tona na noite mais noite em que
anunciou ao país e ao mundo da euro-especulação que nomeava o actual 1º
ministro para formar o próximo governo e assim mantê-lo 1º ministro por mais
outra legislatura. Nomeação "votada" ao fracasso, como todos sabem.
Cavaco Silva não surpreendeu. Apenas confirmou aquilo que todos suspeitavam
iria acontecer, já que ele veste o agoiro desde há muito, embora se lhe
apresentasse uma alternativa com menos fato e gravata, que ele hoje como ontem
demonstrou não ser adepto, e no seu jeito de boca seca provou que até lhe custa
ter de mastigar e engolir os resultados desta democracia. O ainda inquilino de
Belém e PR no Palácio do Povo, morada e cargo que ele deve à Revolução dos
Cravos, também anterior ex-1º ministro, e ainda mais ex-do-antigamente, tem
vindo ao longo do seu reinado a impor a sua retrógrada vontade ao povo que o
sustenta e a satisfazer políticas dos sectores revanchistas da sociedade
portuguesa e interesses externos, com medidas que denunciam a sua nostalgia. A
decisão agora tomada de nomear Passos Coelho contra o sentido da maioria dos
eleitores lusos, e as consequências que dela advirão no imediato e nos obscuros
dias seguintes, a ele, e só a ele deverão ser atribuídas e ele delas vir a ser
responsabilizado, com consequências, e não com discursos de "o que está
feito feito está, não há mais nada a fazer". O mal, é que esta prática
como se fosse boa regra de conduta, é que tem feito caminho no pobre e tomado
Portugal de Abril, e por isso estamos como não devíamos estar - reféns presos
nas calças remendadas!
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Só por vezes as flores
- As flores só por vezes são belas!
Mas por quê falar de flores
quando a hora é um vazio
num dia que perdeu a cor
e o perfume delas já se evaporou?
E dizer que o céu é azul
se o nosso olhar se apagou
num imenso mar de tristeza?
Afinal as flores também fenecem
e a sua cor esmorece
tal qual uma estrela
que só por vezes brilhou
no céu que lhe deu berço.
Então porquê exaltar as flores
se a hora é de morte
e o dia é de tristeza?
E de que serve correr atrás delas
para decorar o Amor
ou louvar a Felicidade
se um cai no Inferno
e outra se julga no Céu
por uma hora ou um dia,
se é no Eterno
que mora a incerteza
depois de na Terra
se ter criado a fantasia
entre festas e cortejos
ou outra ilusão sem destino
presente na marcha do funeral!
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Quando o telefone toca
O baile parecia não ter fim, até que o telefone tocou. Do lado de lá da
linha vinha o recado de que estava a fazer-se tarde repor a ordem natural das
coisas. E as coisas eram nem mais nem menos meter nos eixos o senhor Costa que
estava a ter um protagonismo que extravasava os resultados obtidos na eleição
para o comando da coisa pública. Mal o triiim soou, Coelho apressou-se a
levantar o auscultador e ouviu com atenção o que de Belém lhe recomendava para
se impor e o que havia de dizer. A voz com sotaque algarvio, muito funda, quase
roufenha foi no entanto perceptível. Pedro Coelho todo-sim-chefe-é-para-já,
interiorizou, consentiu, e como bom aluno e bem comportado prometeu reunir os media
e tornar tudo mais claro. O senhor Costa não podia andar a fazer de conta que
era o vencedor da dança de salão e falar com os bolsos cheios de exigências e
ameaças. Pedro de facto tinha-se deixado ultrapassar, e agora queria recuperar
o pé e a cabeça que adormecera no impasse criado pelos resultados de tal
eleição, e que o trazia baralhado. Com algum nervosismo, lá reagiu frente aos
microfones àquilo que agora lhe parecia uma chantagem e que punha em causa a
verdade e o seu lugar sobretudo à frente de todos os destinos ambicionados e
traçados embora sem um programa conhecido e claro mas que se adivinha pleno de malfeitorias.
O tempo escolhido não apagou o ridículo que se lhe colou por não ter percebido
antes que estava a ser repasto do líder perdedor, mas mesmo assim animou-se e
falou com ar de zangado e até acabou por deixar um ultimato. Farto das duas
vezes que se reuniu com o senhor Costa sem qualquer avanço para os consensos
que Belém reclama, disse que não queria bailar mais ao som da música que lhe
andava a dar o dançarino do Largo do Rato, e que o maestro e inquilino a prazo
no palácio de Belém por telefone na calada da noite, que é quando estes recados
são dados, também queria suspender pois também o andavam a pôr nervoso, o que
se reflecte no rosto tenso, carregado, que apresenta. Perante estas faltas de
vontade de encontrar a solução tão desejada mas às avessas dentro do desespero,
o país ao que tudo indica, vai continuar à espera sentado e de mão estendida. À
falta de contibutos para formar uma estabilidade governativa, o país e o
mexilhão vão seguir para um prolongamento, tipo, "os cavalos também se
abatem", até à nota imprevisível ou um novo triiim, que ponha termo a
tanta agonia. "E ponto final"!
domingo, 11 de outubro de 2015
Vai acima,vai abaixo...
Ele não é homem para se deixar andar no anonimato. Vai daí aparece a
querer dar nas vistas e a querer tornar-se notícia. A gente já ouvira falar
muito de Marcelo de Sousa e do que ele ocupa nos "media". Mas quem é
Sousa Pinto? De Pinto de Sousa, já eu e até o juíz Carlos Alexandre estamos
carecas de saber quem é. Mas deste jurista e deputado do PS a gente
interroga-se de onde emerge este pouco sóbrio tribuno, que de vez em quando se
acha importante e imprescindível na vida democrática do país. País que ainda
não lhe reconheceu os grandes serviços que ele por certo se acha com direito a
tal. Porém nós, gente distraída, ignora quanto e o quê é que lhe deve. Que
feito grandioso ou obra meritória apresentada por ele, esteja por lhe pagar com
reconhecimento ou gratidão? De repente as TêVês e o resto que faz ruído, que
não é pouco, atiram para dentro das nossas casas o nome do Sérgio, talvez com o
intuito de sombrear o Marcelo que só por si fala mais que todos os demais e
pelos cotovelos, e apagar o da Nóvoa que não faz tantas ondas e não ameaça
coisa nenhuma. Que bicho mordeu neste despromissor e adiado líder,
que corre atrás de protagonismo e no entanto nós damos connosco a perguntar - mas
quem é este? O que é que ele quer ou anda atrás? Já não lhe basta as
borbulhas que ele, Sérgio Sousa Pinto, levantou no hemiciclo de s.Bento no
tempo do primeiro ministro Sócrates Pinto de Sousa, quando zurzia sob as palmas
e a risota da sua bancada o Bloco de Esquerda, com cabeça quente pelo elixir
que aquece a alma em marés de pouco calor mas de muita procupação como as de
agora em que o PS precisa do BE e até dialogam para um possível entendimento e
muita concertação com fins de governaçâo? Ah! mas é por isto mesmo que o Sérgio
se insurge e levanta-se do seu conforto, posto em sossego faz tempo, e
julgando-se valer alguma coisa importante, dentro do seu partido e na sociedade
em geral, berra em jeito de protesto contra esta aproximação, demite-se da
nulidade em que tem vivido, e dá sinal de vida. Que ingratos nós somos por
tanto o ostracizarmos. E é pena, porque de “empatas” assim é que nós e o país,
estamos precisados!
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Pôr os acentos nos és
O FCP recebeu e bateu o SLB. Dito de maneira citadina - o Porto
bateu por 1-0 o Lisboa. Tal feito foi festejado como se metade do campeonato
estivesse já ganho, e este tipo de manifestação, é típico entre os clubes que
logo que ganhem ao SLB já se realizaram. Ou seja, para eles o seu campeonato
está conseguido. Alguns clubes rejubilam de tal modo que nem que desçam de
escalão entendem que a sua prioridade será sempre alcançar a vitória sobre o
clube maior de Portugal. Veja-se o que a imprensa teceu logo a seguir ao
desafio que opôs dragões e águias e a elevação ao altar do atleta que levou a
equipa azul e branca ao triunfo. André André, assim se chama o filho do pai,
também este ex-atleta e ex-técnico adjunto do clube que hoje serve de pedestal
ao badalado rapaz. A imprensa não fez outra coisa senão puxar para título e
assunto principal o feito pela marcação do único golo nos minutos finais do
encontro entre tripeiros e alfacinhas. Toda a semana correram na aldeia do
nosso futebol, entrevistas, reportagens, biografias, poster´s, estórias de
família e origens para a história. Uma semana durou o folhetim. Até ao jogo
seguinte. Como tudo, todas as estórias têm um fim ou pelo menos um
abrandamento. No caso chegou um travão, logo no jogo com o Moreirense. Após
este jogo, o André André não foi ouvido nem achado, e parece ter caído no
anonimato, foi esquecido. A exibição do pimpolho do velho André não foi matéria
de relevo, nem foi chamado às primeiras páginas dos jornais e as câmaras das
TV´s não abriram as objectivas que fazem e desfazem um personagem. Que a elevam
e a deitam por terra no take seguinte. Admirável contudo foi o
esquecimento que eclipsou por completo, os jogadores que fizeram os golos ao
FCP que perdeu dois pontos para o SLB em Moreira de Cónegos, e que provocou o
aparecimento de todas as críticas duras ao técnico e aos atletas azuis e
brancos. Deles ninguém foi ouvi-los, fotografá-los, tecer-lhes os maiores
elogios, apesar deles também terem estórias para contar. Nenhum jornal viu nos
golos motivo de eleição dos atletas moreirenses, coisa digna de relevo, feito
tão louvável ou mais, atendendo às dimensões dos clubes, quanto o do jogador de
dragão ao peito. Com uma comunicação social assim, o que é que podemos esperar
dela enquanto órgãos de informação, de esclarecimento, formação de opinião com
imparcialidade, objectividade, e veículo de cultura? Só um país e um povo no
estado em que se encontra. De nada vão valer as outras Eleições. Mas cada qual
tem aquilo que merece!
sábado, 26 de setembro de 2015
Redacção
As aulas já se iniciaram e este é o meu 1º TPC cujo tema o professor
indicou no quadro da sala - " o que gostarias de ser quando fores
grande". A partir dos comentários que oiço à mesa, mais de estar do
que de comer, e anotados os comentários que rodopiavam à sua volta que os mais
velhos iam largando, escrevi a redacção que a escola exigia para avaliação.
Assim, entendo que quando for grande, gostava de arranjar um emprego mas
daqueles que não me dessem trabalho. Um emprego do género de CEO de grandes
grupos económicos, de telecomunicações extensas, de gigantes laboratórios da
farmacologia, de fortes constructores de aviões, ou de automóveis com marca bem
implantada no mercado mundial. Um emprego que permitisse, mesmo em caso de
meter água, levá-la ao fundo ou levantar gás poluente, e até pusesse em risco a
sua viabilidade, dela receber fabulosa indemnização por causa descoberta e à
vista de muitos e para mal de todos, no acto de apresentar a demissão.
Portanto, por alínea já prevenida e prevista no contrato milionário que une
administrador que erra, e gigante da indústria que premeia mesmo quando sai
colossalmente prejudicada por ter tal gestor à cabeça. Um cargo do género,
presidente Martin da VW, da Banca, Seguradoras, da PT, da TAP, etc. Um Emprego,
que não vem anunciado nas páginas dos jornais e no caderno do "procura-se,
precisa-se de...para..." que só os operários consultam. Sei que é um pouco
difícil pois tais nomeações são dispensadas aos mesmos boys de sempre. Mas já
pensei no plano B que me bastava. Quando for grande candidato-me a um lugar na
política através d´um partido, que me dê acesso a tomar posse como Executivo
superior que sabe deitar a mão aos fundos comunitários, de presidente no
parlamento que sabe aposentar-se a tempo e horas, a uma pasta governamental, ou
ainda como autarca bem relacionado no meio empresarial, e que ao fim de meia
dúzia de anos nessa actividade me proporcione uma choruda reforma, a que
juntaria as outras regalias conquistadas pelo meio. Será que vou ter hipóteses
quando for grande, se eu mantiver este infantil perfil que não integra um
dispositivo abafado ou um software secreto que anule as emissões provocadas
pelos compadrios que intoxicam e falseiam as competências e o meio...o meio
ambiente na globalidade? Dava-me cá um jeitaço..!
terça-feira, 22 de setembro de 2015
A partir de ti...
Se eu soubesse escrever,
a partir de ti
eu encontrava a palavra
certa.
Talvez que desse encontro
nascesse um poema
que se pudesse ler
e fosse uma janela aberta
por onde entrasses
como brisa amena.
E com o teu olhar de
deusa,
criadora desta terna
ilusão
eu pudesse então dizer
que tinha valido a pena
abrir-te o meu coração;
E nessa feliz descoberta
dar connosco a viver
sem medos, e de mão-na-mão,
longe do silêncio rude
que nos separa, cala e
desconserta
para cá e p´ra lá do
Marão.
Por não saber escrever
a Partir de Ti nasceu
este poema,
que foi quanto pude
ou fui capaz de fazer
por não ter encontrado a
luz,
a palavra Amor...a
palavra certa!
(22/09/2015)
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
E agora, PP&PP?
E agora? Pedro Passos(PP) e Paulo Portas(PP) e todos os pêpês da
partidocracia social cristã, são os seres mais inteligentes do Planeta e de
todos os géneros humanos, e então os gregos não passam de Homos Naledis a
caminho da sua evolução por aquele archipélagos. Atentemos nos
resultados saídos das eleições helénicas neste domingo de um tempo de maior
crise que se vive naqueles rochedos à beira mar e também desde as falésias
algarvias em queda até para lá do Marão. De que valeram os conselhos(!), avisos
e ameaças dos nossos actuais governantes, que não tiveram eco mesmo se mil
vezes repetidos desde s. Bento ao Partenon, e que não fizeram com que o povo
grego os escutasse e emendasse a mão, mudasse o seu sentido de voto, numa de
obediência e recomendação ao que Bruxelas desejava? Será que os nossos PP e PP,
que todos os dias nos atemorizam com a revisitação do terror se não votarmos
neles, pois é neles que se encontra o homo futuris e não um qualquer
hominídeo socialista, que tal como eles, anseia por voltar ao leme da jangada
lusa, sabendo-se eles filhos renascidos do passado cavaquista e daí julgarem-se
mandantes naturais? E agora que vão eles soletrar contra o reeleito e reforçado
Tsipras, legitimado 1ºministro de uma nação orgulhosa e com maior história que
a dominada pelos afonsinhos deste condado subserviente e "mendigo de si
próprio"? E porque não dizem eles que quando chegaram ao poder encontraram
um país melhor que aquele que Tsipras recebeu depois de ser governado por gente
do calibre e da cor com que eles, Passos e Portas, se familiarizam? Ou será que
foi Sócrates quem governou a Grécia até à véspera da vitória do Syriza? Com que
lata e sobretudo com que autoridade moral, os nossos PêPês vão encarar Alex
Tsipras se se vierem a encontrar nos fóruns onde se reúnem os homo sapiens
sapiens? Aguardemos que eles nos ajudem a sair desta jaula da nossa
ignorância!
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
...ai ai, Jesus!
Mais importante, relativamente, do que os debates na tv e na rádio, e de
saber quem é que ganhou entre os políticos intervenientes, foi o embate entre
os Leões de Alvalade e as "lokomotivas" moscovitas, vulgares. A
primeira conclusão que se tira é que o "jorgiano" Jesus
continua a dar alegria aos benfiquistas. Não são idênticas às que dava durante
o seu consulado na Luz enquanto ali tecnicou, mas também não são assim
tão diferentes. Quando Jesus pisa terrenos da Europa uefeira, o sermão não lhe
sai fluente nem vencedor dos confrontos nem das massas. Em Jesus há um antes e
um depois. Primeiro dá-lhe para o intelectual, depois para os tiques
"amadorenses". O umbigo dele apresenta-se inchado no primeiro tempo,
e acaba deprimido no final do tempo regulamentar. Aqui reaparece um vencedor e
reforçado rival. A malta benfiquista apreciou o resultado obtido de 1 a 3
favorável aos russos, nesta 5ª feira na circular de alterne, e como é habitual
já sabe até que ponto é que o ex-mister dos encarnados é capaz de avançar.
Sabem que ele não vai longe apesar do discurso próprio dos empatas. O
seu actual clube pintado a renovada esperança, estava destinado a voos mais
altos, mas segundo ele e a sua entourage, foi abatido pelas arbitragens
e mandado para uma prova de segunda divisão mas que se haverá de transformar lá
mais para o fim numa verdadeira "Champions", aonde, ao que se
queixam, também os apitos não lhe vão favoráveis. Isto se lá chegar, como é sua
convicção, embora vá adiantando que a sua prioridade seja o Campeonato, que
visto agora é mais o plano B. Aqui na Liga Europa, o Pinheiro de Jesus, siô
Jorge, mal assim caído, se afirmou candidato entre os candidatos a vencer
uma prova bem mais ajustada ao seu chinelo, que a bota estava-lhe a apertar, e
daqui até ao Natal logo saberemos se não descarrilhará de tal modo mais,
que as batatas com polvo ou bacalhau, serão já comidas na Amadora junto da
família natural, e com caracóis e lagartos ao largo a tecer-lhe pragas como
membros desavindos, estragando a ceia e o presépio que se afiguravam festivos e
cheios de luz - como nunca se houvera visto.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Duas quadras
(ao Tio Afonso)
NO RESFRIAR DA RIMA
NO RESFRIAR DA RIMA
É AO LONGE QUE MEÇO;
CABERÁ A DESPEDIDA
NO TAMANHO DE UM VERSO?
A SAUDADE SEMPRE TARDIA
VISTA DAQUI NÃO MENTE,
PARA O TIO, UM ABRAÇO...
PARA O POETA, UM ATÉ SEMPRE.
-( do sobrinho-neto - Luís Moura - ARGENTINA 2015)
Afonso Leal - o Poeta
Morreu o poeta popular,
penafidelense de gema,
sempre em verso a enquadrar
a sua terra - seu mor emblema;
Rimas de saber e cheias de graça,
o Afonso Leal tudo cantava,
"Faz-Tudo" seu apelido na praça
dessa herança não se livrava;
Homem pequeno, grande na arte
do balcão de vendas até à escrita
coleccionador do todo e da parte
adepto azul e branco - portista;
Douto noutros saberes
no jogo também actuava
parceiro presente nos deveres
às obrigações nunca faltava;
O tempo marcou-lhe o dia
que o havia de convocar,
Levou atrás muitos amigos
na hora em que foi a enterrar;
A tempestade fez-se presente
chuva e vento a protestar,
O Poeta chamou a gente
para dele sempre se recordar.
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