terça-feira, 10 de novembro de 2015

O Emblema

Ignoro qual a marca do casaco que enverga o ex-1ºministro da Direita desoladora, e cosido de raiva. Para além desta insignificante incerteza, creio que posso afirmar que ele é feito do melhor tecido e de bom corte saído das mãos e da tesoura de um bom artífice. Mas a minha grande dúvida é saber qual o fim de tal indumentária e o destino do Emblema que a lapela exibiu durante o tempo de representação por dentro e por fora do país, e os danos causados na entretela que enforma a banda do dito casaco. Pregada ou de outro modo enfiada, aquela bandeirinha armilar, verde e rubra como o rosto de alguns seus correligionários, com ordem de despejo no 4 de outubro, que não se fartou de nos alfinetar no dia-a-dia, em sessões de dor numa imitação maléfica de acupunctura de vão de escada, sem sortir efeito que não fosse pôr-nos mais enfraquecidos, aonde irá repousar?. A nossa imaginação sobressalta-nos e diz-nos que aquela bandeirinha talvez venha a ser oferecida como se medalha valiosa fosse, como o fez um atleta da NBA, de grande competição e igual envergadura, a uma criança pobre que lhe saia ao caminho e que nos traga à memória o rapaz da mocidade portuguesa. Coisas com pesos e ternuras diferentes mas ambas de relevo, com significados distantes, e que tornam orgulhosos quem dá e quem recebe tal “troféu”. Mas uma vez esburacada a lapela esquerda do casaco do ex-1ºministro de direita, despedido a toque do parlamento agora mais nobre, que irá ele colocar em sua substituição para disfarçar o defeito ali cravado, embora saibamos que ele é um artista na arte de bem disfarçar e cavalgar sobre a miséria dos portugueses pisados e ostracizados nestes últimos 4 anos do seu mandato arrogante? Um remendo como ele bem sabe costurar? Um outro emblema de um clube afecto à “Tecnoforma”, ou umas setas laranja apontadas ao céu aonde não pode prometer que não mexe nos impostos e subsídios de Natal? Uma adenda, ou até mesmo uma das suas grossas mentiras a que nos habituou aqui na terra ou nesta pátria, que se diz também cemitério ou porto e cais de partida? Irá pôr tudo no prego sujeito ao mercado negro e da compra do ouro comprometido e penhorado das famílias enrascadas, em que ele transformou Portugal? Depois do que ouvi e li no Parlamento, não sei se devo começar a “rir ou a chorar a bandeiras despregadas”

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