Morreu o poeta popular,
penafidelense de gema,
sempre em verso a enquadrar
a sua terra - seu mor emblema;
Rimas de saber e cheias de graça,
o Afonso Leal tudo cantava,
"Faz-Tudo" seu apelido na praça
dessa herança não se livrava;
Homem pequeno, grande na arte
do balcão de vendas até à escrita
coleccionador do todo e da parte
adepto azul e branco - portista;
Douto noutros saberes
no jogo também actuava
parceiro presente nos deveres
às obrigações nunca faltava;
O tempo marcou-lhe o dia
que o havia de convocar,
Levou atrás muitos amigos
na hora em que foi a enterrar;
A tempestade fez-se presente
chuva e vento a protestar,
O Poeta chamou a gente
para dele sempre se recordar.
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