sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Será que mudam-se os tempos?

“Todo o mundo é feito de mudança”, mas será que os tempos que vivemos também se mudam? E as vontades? Observemos os últimos acontecimentos depois de o governo demitido e em gestão sob efeito de indigestão e a precisar de alka seltzer. Olhemos as caras dos oradores políticos da direita derrotada e aquilo que já aconteceu nas escadarias da Assembleia da República com a deputada do PS, Isabel Moreira, quando inocentemente ousou por lá se expor e foi vítima de ofensas dos peritos em tomar medidas e provocações salazaristas. Verifiquemos os cartazes já por aí emparedados com cola de cariz fascista. Registemos já o fogo intimidatório à porta da sede do Partido Socialista. Atentemos nos discursos rancorosos do ex-1º ministro, do ex-2º e do ex-3º e até ao último. Que exprimem eles se não promessa de confronto desesperado, salivado de raiva e de adiada vingança? Vejam as faces dos irresponsáveis governantes, e dos maus sinais enviados às Economias e às Praças financeiras, enquanto tentavam justificar o seu despedimento por maus serviços prestados à nação, que foram à pressa vender a preço de saldo, a maior companhia aérea e importante empresa exportadora da imagem de uma bandeira que cruza os céus do planeta. O que é que deles se pode vir a esperar que não seja outra coisa que não incendiar o país, e “cristalizar as noites” dos que por vontade própria e esperança num futuro melhor, pregaram no boletim de voto o seu desejo de mudança, como uma estrela libertada do céu? Quanta mais metralha está encomendada e escondida nos submarinos suspeitos, nos “pandur” ou por detrás dos sobreiros derrubados, para fazer palpitar o inferno prometido? Será que tudo isto “é só fumaça”? Fiquemos de guarda, pelo sim pelo não!



Sem comentários:

Enviar um comentário