“Todo o mundo é feito de mudança”, mas será que os tempos
que vivemos também se mudam? E as vontades? Observemos os últimos
acontecimentos depois de o governo demitido e em gestão sob efeito de
indigestão e a precisar de alka seltzer. Olhemos as caras dos oradores
políticos da direita derrotada e aquilo que já aconteceu nas escadarias da
Assembleia da República com a deputada do PS, Isabel Moreira, quando
inocentemente ousou por lá se expor e foi vítima de ofensas dos peritos em
tomar medidas e provocações salazaristas. Verifiquemos os cartazes já por aí
emparedados com cola de cariz fascista. Registemos já o fogo intimidatório à
porta da sede do Partido Socialista. Atentemos nos discursos rancorosos do
ex-1º ministro, do ex-2º e do ex-3º e até ao último. Que exprimem eles se não
promessa de confronto desesperado, salivado de raiva e de adiada vingança?
Vejam as faces dos irresponsáveis governantes, e dos maus sinais enviados às
Economias e às Praças financeiras, enquanto tentavam justificar o seu
despedimento por maus serviços prestados à nação, que foram à pressa vender a
preço de saldo, a maior companhia aérea e importante empresa exportadora da
imagem de uma bandeira que cruza os céus do planeta. O que é que deles se pode
vir a esperar que não seja outra coisa que não incendiar o país, e “cristalizar
as noites” dos que por vontade própria e esperança num futuro melhor, pregaram
no boletim de voto o seu desejo de mudança, como uma estrela libertada do céu?
Quanta mais metralha está encomendada e escondida nos submarinos suspeitos, nos
“pandur” ou por detrás dos sobreiros derrubados, para fazer palpitar o inferno
prometido? Será que tudo isto “é só fumaça”? Fiquemos de guarda, pelo sim pelo
não!
Sem comentários:
Enviar um comentário