Naquele saco de gatos em que se ensarilha o Partido Socialista(PS),
surgem à mínima sacudidela os maiores mios de militantes sonoros. Não é um
exclusivo deste Partido. No PSD, já faz tempo, também os agitadores do costume
que perseguem protagonismo, do mesmo modo procedem. Os resultados alcançados
nas últimas eleições europeias, com a importância que o povo lhes deu num
Portugal que não é ouvido nem achado e de mérito "inconseguido"
na Europa, colocou o líder actual do PS numa situação que não o pôs nem mais
nem menos "seguro", antes mais antónio, e mais à mercê de outro que
por aí apareça. E tal como no PSD, surgia sempre em situação idêntica, um
filipe menezes ou um santana lopes prontos com oitenta ou mais medidas para
salvar o Partido e sacá-lo do sufoco ou do ponto crítico que eles entendiam,
estava mergulhado, e levá-lo ao Poder, num passe de mágica, e que só eles se
achavam capazes de o fazer.Assim é no PS. Neste Partido, portador viciado de
esperanças frustradas, também há por lá um ou outro rapaz "bem
intencionado" que anseia ser titã com força estranha, e chegar mais
longe, depois, e com a fórmula contrafeita da descoberta da pólvora nas mãos. Normalmente
são indivíduos de pouca genialidade registada, mas que se acham merecedores de
reconhecimento, e estão à espera que se lhes peça encarecidamente que avancem e
tomem as rédeas do apertado saco após felinas jogadas, mas que à posteriori se
vêm a revelar um fracasso, e de agilidade bem pior do que a revelada e obtida
pelo seu antecessor. Assim será com António Costa, actual presidente das sete
colinas e do castelo do alvoroço, que depois de avançar duas vezes e fragilizar
outras lideranças, logo que lhe cheire a derrota por falta de apoios, e ainda o
som do murro na mesa que julga ter dado, paira e se dissipa, ele logo apresenta
a desistência ao cargo, que desestabilizou unicamente. São personagens que se
podem classificar de, inquietos, chatos, de aparente confiança, falinhas
mansas, mas especialistas a puxar tapetes e pôr em causa qualquer "Seguro"- no
momento em que se pedia, maior unidade.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
As razões da abstenção
"...se votar mudasse alguma coisa, seria proibido.
- Se querem proibir a abstenção é porque prejudica a classe que nos rouba e engana!"
Não há agora sociólogo, politólogo, comentador encartado e avençado, analista político, militante a recibo verde, etc. que me desautorize a dar também a minha opinião sobre o resultado crítico da "abstenção" nestas Eleições para eleger os mesmos do costume e viciados funcionários partidários. Ao contrário dos referenciados que se achavam únicos especuladores desta questão, vou tentar ser simples até porque não tenho "crédito académico de privada" capaz de rivalizar com as personalidades que se propuseram a ser eleitas e nem jeito tenho para entrar no "saco ou no tacho do oportunismo", carecterística de alguns candidatos e outros intelectuais, que vão ou estão em todas. Hoje, esta segunda-feira a seguir às europeias abre com mais luz. Quem quiser ficar mais iluminado, abra o Público desta data, e leia a entrevista que Sara Dias Oliveira faz ao sociólogo Boaventura Sousa Santos(B.S.S), destacada com a frase;-"Estar na Europa nestas condições é uma prisão". B.S.S é o director do Centro de Estudos Sociais da U.C.- uma excelsa autoridade, reconhecida. Vale a pena tal leitura logo a seguir ao acto que decorreu neste domingo a que um terço dos portugueses correspondeu e fez questão de ser eleitor. Em cada resposta bem estruturada e inteligente à pergunta objectiva e de igual modo inteligente, da jornalista, B.S.S ajuda-nos a perceber, sem que tenha sido essa a intenção, as razões que levam os portugueses a virar costas e a ficar em casa a curar as mágoas, a secar as lágrimas, e entredentes a insultar num sussuro doméstico os que nos governam e ao que nos sujeitam, obrigam, arrastados que estamos por tais governanças de infantis governantes, que nos pedem os votos e para que não fiquemos em casa. B.S.S. acaba com o seu saber acumulado, por fazer-nos ver, lendo essa entrevista dada à Sara, que afinal a "abstenção" nestas Eleições foi "baixíssima". Somando todos os malefícios e malfeitorias levadas a cabo pelos agentes políticos nacionais no governo, na Troika, FMI, BCE, Bruxelas, tutelados pelo “Merkel Bank”, o número de portugueses que se dispuseram a votar perante a tortura a que nos sujeitam, e que B.S.S. de certo modo acusa soberbamente desses maltratos, foi excessivo. Sendo assim, a abstenção, que tanto desgosto parece levantar, podia e devia ser ainda mais elevada, expressiva e mais denunciadora do desprezo por tais governantes e pelas condições impostas pela política europeia que nos consome até aos ossos, e que se "desenha" sob os lustres dos salões de Bruxelas, e geridas cá em s. Bento com apoio de Belém. Todos uns Santos. Boaventura Sousa, homem sábio, assim nos consciencializa enquanto sociólogo de Coimbra, na excelsa entrevista ao Público. Nela não há pergunta menor nem resposta sem elevada qualidade e substância. "O que trouxe a troika? Uma frustração, um insulto..." Eu acrescento que a troika levou-nos foi tudo. Não só os nossos tarecos, sim a "nossa auto-estima", sim a nossa dignidade, que julgamos nossas sempre. Ficamos mais pobres, mais doentes e mais indefesos. Um obrigado à Sara pelo trabalho apresentado e bem dirigido, com perguntas certeiras, que arrancaram respostas a quem sabe, de rara sensibilidade e análise superior, e inatacáveis, onde a preocupação fica mais visível e é acusadora dos carrascos comprometidos e que aparecem nestas datas a apelar ao voto, que dois terços souberam negar. Daí a abstenção!
- Se querem proibir a abstenção é porque prejudica a classe que nos rouba e engana!"
Não há agora sociólogo, politólogo, comentador encartado e avençado, analista político, militante a recibo verde, etc. que me desautorize a dar também a minha opinião sobre o resultado crítico da "abstenção" nestas Eleições para eleger os mesmos do costume e viciados funcionários partidários. Ao contrário dos referenciados que se achavam únicos especuladores desta questão, vou tentar ser simples até porque não tenho "crédito académico de privada" capaz de rivalizar com as personalidades que se propuseram a ser eleitas e nem jeito tenho para entrar no "saco ou no tacho do oportunismo", carecterística de alguns candidatos e outros intelectuais, que vão ou estão em todas. Hoje, esta segunda-feira a seguir às europeias abre com mais luz. Quem quiser ficar mais iluminado, abra o Público desta data, e leia a entrevista que Sara Dias Oliveira faz ao sociólogo Boaventura Sousa Santos(B.S.S), destacada com a frase;-"Estar na Europa nestas condições é uma prisão". B.S.S é o director do Centro de Estudos Sociais da U.C.- uma excelsa autoridade, reconhecida. Vale a pena tal leitura logo a seguir ao acto que decorreu neste domingo a que um terço dos portugueses correspondeu e fez questão de ser eleitor. Em cada resposta bem estruturada e inteligente à pergunta objectiva e de igual modo inteligente, da jornalista, B.S.S ajuda-nos a perceber, sem que tenha sido essa a intenção, as razões que levam os portugueses a virar costas e a ficar em casa a curar as mágoas, a secar as lágrimas, e entredentes a insultar num sussuro doméstico os que nos governam e ao que nos sujeitam, obrigam, arrastados que estamos por tais governanças de infantis governantes, que nos pedem os votos e para que não fiquemos em casa. B.S.S. acaba com o seu saber acumulado, por fazer-nos ver, lendo essa entrevista dada à Sara, que afinal a "abstenção" nestas Eleições foi "baixíssima". Somando todos os malefícios e malfeitorias levadas a cabo pelos agentes políticos nacionais no governo, na Troika, FMI, BCE, Bruxelas, tutelados pelo “Merkel Bank”, o número de portugueses que se dispuseram a votar perante a tortura a que nos sujeitam, e que B.S.S. de certo modo acusa soberbamente desses maltratos, foi excessivo. Sendo assim, a abstenção, que tanto desgosto parece levantar, podia e devia ser ainda mais elevada, expressiva e mais denunciadora do desprezo por tais governantes e pelas condições impostas pela política europeia que nos consome até aos ossos, e que se "desenha" sob os lustres dos salões de Bruxelas, e geridas cá em s. Bento com apoio de Belém. Todos uns Santos. Boaventura Sousa, homem sábio, assim nos consciencializa enquanto sociólogo de Coimbra, na excelsa entrevista ao Público. Nela não há pergunta menor nem resposta sem elevada qualidade e substância. "O que trouxe a troika? Uma frustração, um insulto..." Eu acrescento que a troika levou-nos foi tudo. Não só os nossos tarecos, sim a "nossa auto-estima", sim a nossa dignidade, que julgamos nossas sempre. Ficamos mais pobres, mais doentes e mais indefesos. Um obrigado à Sara pelo trabalho apresentado e bem dirigido, com perguntas certeiras, que arrancaram respostas a quem sabe, de rara sensibilidade e análise superior, e inatacáveis, onde a preocupação fica mais visível e é acusadora dos carrascos comprometidos e que aparecem nestas datas a apelar ao voto, que dois terços souberam negar. Daí a abstenção!
sexta-feira, 23 de maio de 2014
O ridículo por um "Palito"
As polícias do Estado aparecem agora à frente das "objectivas"
com ar ufano, triunfalista e aprumadas na farda nº1 e repleta de penduricalhos,
a dissertar sobre a "captura" de Manuel Baltasar, alcunhado de
"o palito", ainda de "o franzino". Puxaram dos galões além
deles, os ministros daqueles assuntos, tecendo esfarrapados comentários à
estratégia eficaz das forças da ordem, espalhadas aos magotes por aquele
território, que era domínio do foragido, montadas numa despesa louca e que fez
relinchar os cofres da Corporação e que farão mossa nos nossos bolsos. O que
verdadeiramente aconteceu, foi que o "palito" que andava a monte
pelas moitas familiares que ele cultivou e por onde caçou, apareceu pelo seu
próprio pé, ao fim de 34 dias em fuga, gasto e desunhado, e não por efeito do dispendioso dispositivo
montado pelas polícias destacadas para o prender pelos crimes de que ele está
acusado. O ridículo tem várias formas de se assumir, e não tem vergonha de o
expor, quase aceitar e saiu “borrada” da Operação militar. Já o resistente
tropilheiro Manuel Pinto Baltasar, de Valongo dos Azeites, de Trevões, de Vale
de Vila, de S. João da Pesqueira, de Penedono, de Várzea, de "Preocupação da
Aldeia de Cima e de Aldeia de Baixo", apareceu cansado de regresso à casa
assombrada, e pela noite matar a fome negra, tomar banho relaxante e tentar
sair e entregar-se mais limpo desta "estória", do que os das fardas de gala e
gravatas engomadas e purificadoras da ordem pública.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Regresso a ti ZÉ como prometido foi - 3ª carta
...meu Caro Amigo e por demais saudoso Zé Luís. Obedecendo à palavra dada na carta registada, que te foi entregue em mão de Arcanjo, o Anunciador-, nela inscrevi que respeitaria o dito ao jeito do que nos foi transmitido desde tenra idade, desde aquela fase traquina em que aprendemos poucas virtudes e demasiados defeitos, de que o prometido é devido, e por isso aqui estou meio tonto meio zombi, para te tirar do silêncio em que estás envolvido e mergulhado na luz a que só os melhores têm direito, e sobressaltar-te com as últimas notícias esféricas que correm mundo, o espaço galáctico, que tu e eu habitamos, salvo se a teu lado tiver já chegado, numa jogada de antecipação e a mando do Jesus, a claque do SLB e criado igual agitação à tua volta como a que faz por aqui. E não é pouca nem pequena - desde a Praça do Marquês a abarrotar de alegria, passando por Nova Iorque, indo à Crimeia que regressou à pátria vermelha que é cor vencedora como sabes, entrando pelo Dragão desbotado, mafioso e já sem chama nem a máscara do disfarce, onde provocou grande estrondo e instalou maior perturbação. Mas do FCP eu já te falo. De acordo com a luz que te cobre e que referi, ficou claro que uma das virtudes que também enalteci, é ser-se Benfiquista, está bom de ver, e como nós o sabemos desde pequeninos. Quando partistes por entre um até logo, para ires comprar Gitanes ou Gauloises, que tu não és de virar costas a ninguém para sempre, tu melhor que eu, sabias que o nosso Benfica tinha cerca de seis milhões de apoiantes. Pois agora, e aconselho-te desde já a ficar deitado, deve rondar os dez milhões, a que se deve somar os simpatizantes aderentes de última hora, à custa dos últimos acontecimentos e grandiosos feitos, e há ainda os que esperam na fila para preencherem a ficha de adesão ao Clube da Águia abençoada, que tu daí nesse camarote meigo aonde és estrela maior, vês esvoaçar mais de perto e melhor do que nós cá debaixo. Como sabes, o raio da ave armada em drone, voou sempre tão alto e hoje ainda mais, que até toca o céu aonde tu brilhas e como só as estrelas o fazem. Do FCP deixo para daqui a um bocado. Continuemos a debruçarmo-nos sobre o Glorioso. Os tempos cá em baixo correm agitados ou até nem correm de todo, devido ao excesso dos laranjas que combatestes, e que quando comidas a toda a hora dão em caganeira que até aí se há de revelar, sentir e cheirar mal - excepto os que são movidos pelo ânimo gigantesco do nosso Benfica, Clube Maior do Mundo, e que aí chegam perfumados e entoados por milhões de gargantas gritando com paixão - SLB;SLB;SLB; glorioso ésseélbê, glorioso ésseélbê - e o fundo musical do Luís Piçarra a dar voz ao Hino que tu conheces tão bem, e que até os azuis e brancos quando distraídos cantam sem querer - tal é a sua força. Eu que desafino à mínima nota também sou apanhado a cantarolar o raio da Ária que quando vai para o ar os tais azuis e brancos acabam roxos. É aliás este o Hino que mais vezes o Pinto canta à Fernanda quando ela está no WC a dar banho à crica. Tu sabes do que estou a falar. Mas então quais e quantos são os Feitos Gloriosos do SLB? São todos os que constituem uma grandeza inédita na história do Futebol em Portugal. Vê só. O Sport Lisboa e Benfica ganhou tudo o que havia para ganhar e quase sempre a jogar com dez em campo. O peso pesado, Cardozo, não deu uma p´rá caixa após a lesão que sofreu em cima da aselhice. É caso para dizer,- p.q.p. o p. Traduzo-te; puta que pariu o paraguaio. Peço-te que peças perdão aos anjos por mim se os ofendi. Benfica Campeão Nacional 2013/14; Benfica Vencedor da Taça da Liga; Benfica Vencedor da Taça de Portugal; Benfica vice-campeão da Taça da Europa, porque um árbitro ladrão e ao serviço de Lúcifer ou de Platini, assim o quis. Uma Taça que perdemos roubada sem que algum clube nos tivesse ganho! Que tal? Por esta não estavas à espera. A Rádio Club Penafiel sem ti a comentar este pacote de Títulos Grandiosos conquistados pelo Glorioso já não é a mesma. Perdeu a convicção, a energia, o encanto, o glamour que tu punhas no ar. E é chegado o tal momento para te falar do FCP. Não! não é desse que pensastes. É do teu Futebol Clube de Penafiel. Agarra-te bem ou se estavas deitado, levanta-te, caminha e junta-te à multidão rubro-negra que assistiu e aplaudiu o regresso do teu Clube, e aonde equipado a rigor destes uns pontapés na bola, ao escalão maior do Campeonato Nacional, o que lhe permite enfrentar na Época que se segue, 2014/2015, o teu e meu Sport Lisboa e Benfica. Manda-me dizer se tiveres por quem, para qual lado irá cair o teu coração que ainda mantens intacto, porque tu fostes sempre um gajo porreiro, e os corações dos tipos assim, podem mudar de ritmo mas nunca morrem. Continuam "a ter na alma a chama imensa". Saudades do amigo, Abílio Moura!
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