Na edição de Domingo, 28 de outubro pág.6, noticia o Público, que -
"entre o desvio colossal e TSU, as contas de Victor Gaspar saíram
erradas". Manda a minha ingenuidade, fruto de um coração dos melhores do
mundo, porque é português, segundo a definição do governante, sobre, o melhor
povo do mundo, aconselhar o super-ministro, a ler " La Paloma" de Rafael
Alberti, nome maior da poesia ibérica. Desconheço, se o ministro mais pausado,
que Abril desabrochou, e permitiu formação cara, é um homem dedicado às letras,
e em particular à poesia, ou se só aos números frios e assassinos. É algo
provável, de que Víctor Gaspar prefira mais, ouvir Grândola Vila Morena, cantada
pelos espanhóis lá longe, do que pelos portugueses em frente à Assembleia da
República, agora que as suas previsões, são sempre um equívoco e saiem furadas.
É certo, de que ninguém vive da poesia, e que ela é, um alimento dos que apenas
sonham, mas se ele, enquanto calcula no isolamento ou em má companhia, mais uma
"maratona" de impostos, com que pretende fustigar o tal melhor povo
do mundo, e tiver tempo, propômos-lhe, e se o Público for sensível e encontrar
espaço para publicar esta proposta, que é um conselho, a leitura ou a audição
do poema, também conhecido por " Se equivocó la paloma", cantada por
Joan Manuel Serrat ou Mercedes Sosa, se ele preferir. Para lhe abreviar a
consulta, aqui reproduzo a letra do grande autor espanhol:
"Se equivocó la
Paloma.
Se equivocaba.
Por ir al norte, fue al sur.
Se equivocaba.
Creyó que el mar era el cielo;
que la noche, la mañana.
Se equivocaba.
Que las estrellas,
rocío;Se equivocaba.
Por ir al norte, fue al sur.
Se equivocaba.
Creyó que el mar era el cielo;
que la noche, la mañana.
Se equivocaba.
que la calor, la nevada.
Se equivocaba.
Que tu falda era tu
blusa;
que tu corazón, su casa.
Se equivocaba.
que tu corazón, su casa.
Se equivocaba.
( Ella se durmió en la
orilla.
Tú, en la cumbre de una rama.)”
(Rafael Alberti - "la paloma")






