domingo, 31 de agosto de 2014

"Quem tem NATO, tem medo!

Até que enfim o presidente russo, Vladimir, mostrou que não é um filho da "putin". Falou à cidade e ao mundo, e falou grosso e firme, sem tibieza ou tremura como só um Homem deve falar. Estamos habituados a ouvir sintonizados só a voz monstruosa da América na onda comprida do - quero, posso e mando, a trocar recados e ameaças também ao mundo, lançar invasões e apoios diversos, desde alinhamentos com ditaduras latinas, afroasiáticas, árabes e hebreus, regimes irrecomendáveis, armamento e financiamento de forças rebeldes, a terroristas úteis que lhe dão jeito em territórios estratégicos em determinados países contra "governos" que lhes não convém e à sua política imperialista, dentro da estratégia que tem traçada para se impor e fazer obedecer e lucrar. Putin disse -"não se metam com a Rússia...a Rússia é uma potência nuclear e está pronta para repelir qualquer acto de agressão...que o melhor é os parceiros pensarem duas vezes antes de se meterem em assados com ela". Quem não tremeu também ao ouvir tais recomendações, foram Passos Coelho(PC), Aguiar Branco(A) e Paulo Portas(PP)- trio que muito dá que pensar. Desconfiamos nós que assim tenha sido o seu pestanejar. Portas e AB reagiram até junto de PC, lembrando-lhe o nosso sofisticado armamento armazenado, desde as máscaras de gás adquiridas para suportar o mau cheiro da nossa política interna, os Pandur enferrujados, os helicópteros secretos e de combate aos fogos suspeitos, e os polémicos submarinos adquiridos por processos claros como a água do encobrimento, que os tribunais não decifram, e a precisarem de serem ensaiados, postos à prova num teatro de operações mesmo a sério. Putin não reflectiu sobre esta ameaça lusa. O presidente Russo ignora a nossa História e o número de mortos que Portugal já sacrificou e deixou a apodrecer nas trincheiras e no mato, desde Aljubarrota, S.Mamede até La Lys, e do rasto de sangue que deixamos pela India e em África. Desconhece o "czar" de Moscovo, que nós somos uma nação valente e imortal, " por isso invencível, e ”que quem se meter connosco...leva". Os E.U. sempre solidários, mesmo quando armavam e apoiavam "os turras" das ex-colónias para nos matarem no capim africano, podem contar com os nossos ofícios e o apoio incondicional de Coelho, Portas e Aguiar Branco. A nós ninguém mete medo ou dá ordens, que nós de tão magros já nem cú temos, daí não sermos vistos nem achados. Somos independentes de qualquer "tio" mesmo que ele apareça pintado de índio ou feito cowboy. Fazemos boas parcerias e sempre prontos com as calças na mão ou pelos joelhos para disfarçar. Venham eles, que nós cá alinhamos de arma às costas e a assobiar para o lado na lama das asneiras sucessivas e dos milhares de mortos que a C.E. e os E.U. provocam no planeta, e hoje casa-a-casa nos decapitam. NATOralmente!


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"A grande entrevista"

Há uma jornalista de um canal de TV, que após ter-se retirado por motivo de desgraça acontecida no seio familiar, o que se lamenta, regressou ao ecrã e com ela trouxe uma “grande entrevista”  para nos apresentar e com que julgava cativar e surpreender a audiência. E surpreendeu! Não pela qualidade da, e interesse na apresentadora, nem pela personagem escolhida a entrevistar. A surpresa encontra-se na mediocridade das perguntas feitas ao convidado, conhecido e afamado nos meios desportivos e das revistas do social-corriqueiro. E como não podia deixar de ser, a presença do "colunável" jogador de bola merengue, suscitou de imediato a convocação ao estúdio, de outro "colunável" da mesma área, que presta serviço e dá brilho num clube rival e que o torna tanto ou mais famoso que o convidado da fragilizada jornalista, e feito ali ou por isso mesmo, rival também. Chama-se esse ímpar jogador, Leo Messi. Jogador argentino, só podendo ser comparável ao deus Diego Maradona, com prejuízo para este. Para quem anda distraído neste tipo de espectáculo, convém aqui enaltecer, que no Festival de Veneza a realizar a 6 de setembro  próximo, num dos certames mais importantes da 7ª Arte em todo o mundo, irá ser exibido pelo prestigioso cineasta Alex de la Iglesia, fora de Concurso, um filme rodado em Rosario, Buenos Aires e na Barcelona de Gaudi, sobre a vida e obra do magnífico e único, jogador dos blaugrana que encanta o planeta com a sua magia, e que se converteu no melhor de sempre após anos de trabalho e preparação no F.C.Barcelona. A nacional-jornalista ignorando tudo isto, pergunta, no seu estado diminuído, ao craque nacional-madeirense se "não achava que Messi, o tal rapaz criado em La Masía, estava a ser levado ao colo", querendo com tal pergunta provocar ou levantar a dúvida sobre quem era o melhor futebolista do mundo. A entrevista para mim começa e acaba aqui. O ridículo tomou lugar quando a entrevistadora ensaiou, em confusão e transtorno ali à nossa frente, a entrevista, que teve o mérito de nos esclarecer de que ela não regressou ao trabalho na melhor forma nem nas melhores condições de sanidade, o que deve preocupar o tal canal. Por nós, entendemos que a pivot deslocada do seu norte, merece mais uns dias de repouso, relax, e de reflexão. É que uma desgraça nunca vem só!


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Imagens da Guerra

Nestes últimos dias, as capas dos jornais não param de nos revelar fotos com imagens terríveis, monstruosas, que deviam pertencer a um mundo inexistente, ou apenas ao imaginário. Duas fotos ganham relevo e rebentam pelo impacto que contêm, ao mostrar-nos a perda da vida de duas pessoas, por entre milhões de mortes executadas pela estupidez e na loucura dos homens e da guerra permanente em que vivem e fazem disso profissão até. Os atentados, os massacres, o genocídio levado a cabo por homens contra homens através da bala, do punhal, da bomba e do míssil sofisticado e teledirigido contra o zé, o manel, a maria com criança ao peito, levam sempre na "embalagem a bula das explicações" que pretende justificar o acto da matança. O jornal Público, em dois dias seguidos encapou com duas fotos a história contemporânea e o seu miserável percurso. Num destes dias dá-nos a imagem violenta, quase indescritível, de uma mulher e mãe ucraniana deseperada, que destroçada chora envolta nos braços de um homem meio civil meio soldado. E no meio da calçada destruída, "jaz morta e arrefece" a sua filha descalça, desfeita, esborrachada pela metralha assassina que outros homens fardados e camuflados, disparam. Que dor tamanha nos faz e nos consome o coração! No outro dia o jornal não nos poupa, e espeta-nos com nova foto, desta vez a de um jornalista/repórter à beira da decapitação, indefeso e impotente, tendo por sombra o carrasco do deserto. De joelhos como penitente, com túnica laranja e a mão inimiga por cima do seu ombro, como espada ceifeira, prometida e cumpridora da hedionda sentença, fria e calculada. O Público quer-nos dar testemunho do que vai pelo Mundo. O jornal cumpre a sua função e o jornalista, quer o do deserto onde é refém quer o da redacção livre, não têm culpa de que a história se escreva desta forma e vá por este caminho. A mulher que sofre e chora sangue pela sua filha desfeita à frente dos seus olhos, e o freelancer decapitado também não. Apenas uma diferença os separa. Aquela mãe e filha não procuraram estar por dentro da guerra e dela queriam fugir. Já o repórter assassinado era voluntário. Foi para aquele teatro negro e reles em serviço por uma causa forte e de superior interesse para o mundo. Ele só queria informar-nos, dar notícia daquilo de que são capazes os homens, que em vez de amarem como aquela mãe ucraniana, caída e apertada nos braços protectores do filho consolador, matam num abrir e fechar de olhos, mesmo quem nunca sobre eles disparou senão a máquina fotográfica ou quem só quer encontrar o pão da sobrevivência. Mas a guerra é assim mesmo. A revelação da estupidez e da loucura dos homens. Eles sim, são um cancro dia(e)bolizado e incurável. Afinal a culpa será de nós todos!
                         

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Soweto dos EUA

Os E.U são um barril de pólvora com mecha ensarilhada que a torna curta. E são por esticadas e repetidas razões, cheias de variantes estendidas desde Fergunson a Washington ou desde Nova Orleães a Nova Iorque, e todas assentes em traumas históricos, sociais, racistas, descriminações a preto e branco espremidas e encolhidas entre as imensas caixas de papelão que abrigam o pé descalço sob o néon da fantasia, da precaridade e da injustiça. O saco da rebelião que milhões carregam desde os subúrbios, os bairros pobres e marginalizados, está a transbordar. Só não rebentou ainda porque o pesado Estado Policial está de armas e de olhos postos permanentemente, pois todos sabem o terreno que pisam. E é terreno minado, embora contido, por enquanto. O Poder está vigilante e actua ao mínimo sinal de inquietação, adiando a fogueira. Até um dia. Mas esse tal dia de braseiro está na forja, e a América acordará já com o pesadelo do "levantamento sowetano" nas ruas por onde a marcha e o canto incendiário se fará e alargará. A Casa Branca poderá, nesse tal dia que será sangrento, passar a chamar-se "Mausoléu da Vergonha". Escrito a negro, é claro!



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Já(z) morta vai Dóris

A Dóris já não escreve mais sobre a obra do "embedded" Miguel Sousa Tavares (MST), o Senhor Todo Poderoso (STP) acarinhado e temido dos e pelos media(!) à semelhança do DDT, o Senhor Ricardo Salgado (SRS) que lhe é próximo, quase familiar por linhas travessas. São dois tipos com influentes activos em circuitos e círculos misteriosos. Um, avô nos media e na política com biombo da intriga, que se move como sombra entre o Expresso, a SIC, outros Títulos e Folhetos. O outro, avô na alta finança fraudulenta e no "crédito desbaratado" e criminoso. Porém, a morte da Dóris tem graça, porque mesmo na condição em que decidiu agora "estar" por estes dias, ela vem-nos alertar, em jeito de crítica literária, coisa que ela sabia fazer muito bem, para o ano da publicação do livro "Rio Das Flores". Livro que ela na sua condição de especialista, entendera então ser, um rio de mediocridade cheio de pétalas sem vigor e pálidas, como que saído do punho de um adolescente afogado na iniciação. Com muita lábia, alguma imaginação, polemizador q.b. e bem relacionado na praça - alfacinha sobretudo. De tal modo influente e orientado, que o Expresso e até o jornal Público se recusaram em tempos publicar um trabalho de análise literária sobre a obra do MST/STP, para o proteger. A Dóris mesmo morta, fez-nos reflectir sobre quem é quem em determinados meios, a força que exibem e a importância de tais "jeitosos" que são protegidos nas Direcções e Redacções dos jornais e por canais de TV, por onde ganham palco e recolhem avenças. A Dóris Graça-Dias, não era a Lady Di nem na figura nem no comportamento. Era uma Mulher com M grande, inteligente, que nos ajudou e fez saber mesmo agora já(z) morta, porque é que uma "carta do leitor aos jornais" deverá ser publicada, se uma “crítica literária” com a qualidade com que a Mestre Dóris registava a sua opinião, não o foi. O proteccionismo funciona assim mesmo - por tentáculos. Não nos devemos surpreender. É pena e surpreendente, isso sim, que um jornal como o Público, do qual a gente gosta, esteja "embutido" também com o acontecido no ano de 2008. Mágoa que partiu quase em segredo com a Dóris Graça-Dias. Que esteja na paz do maior e único Senhor!
       

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

BES, sem Vantagem CR

Há campanhas publicitárias com o propósito de nos vender um produto que são um desastre absoluto. É o caso da "Vantagem CR100 (sem Rendimento)" que o BES lançou, contratando dois personagens oriundos de palcos diferentes. Ambos evidenciaram apenas o lado ridículo e a comicidade implícita, mas bem paga, certamente. Isto de um Banco de referência usar como imagem de sucesso um tipo que anda por aí colado ou distribuído por todos os cantos já de tanga ou em cuecas, não prenunciava nada de bom ou de atraente, embora a intenção fosse exactamente fazer-nos acreditar que estávamos na presença dos "pés melhores do mundo". Mesmo que fosse a Dona Inércia desnudada e em pose teatral, a "vantagem" ou o lucro seria insignificante para qualquer candidato a cliente ou investidor. A prova de que usar como porta-voz de vantagens em mudar de Banco, uma dupla bizarra e sem estatuto e nenhum pedigree, mas popularucha, está à vista e badalada com estrondo, e que deu no que deu. Da "Vantagem CR sem Rendimento" que o diga a Selecção Nacional de Futebol, que após prometer uma grande prestação no Mundial Brasil 2014 através do mesmo porta-voz que serviu agora ao Banco falido, regressou a casa de bolsos vazios e sem cotação no mercado, mas com o ridículo valorizado, imagem agravada, e sem mercado para novos spot´s publicitários. Em um e outro cenário, o projecto propagandeado não podia ter corrido pior. A prestação da D. Inércia também não é recomendável, pois se se tivesse mantido fiel e firme na concorrência, não tinha sido arrastada para a taxa zero em que se vê agora enfiada. A imagem de um em cuecas, já era deplorável, mas imporem-nos logo dois, valha-nos Deus, pois que o Espírito Santo deixou de acudir e saiu-nos um flop de bradar aos céus. Uma campanha assim tão desatrosa revelou um "infeliz encontro entre três personagens" para iludir ou iludibriar o pagode. É "tanga" a mais e a um juro elevado!