sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Palavra contra palavra


Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia e de outros destinos, mulher que parece ser de "antes quebrar que torcer", diz que enviou informação ou deu conhecimento “sobre”, à santa madre igreja, e D. José Policarpo refere, que não recebeu nada. Se ambos falam verdade, algum grão de areia ou pedregulho maior,se intrometeu, durante o percurso que fez - a denúncia. Tendo a igreja uma presença próxima e privilegiada com Deus, não poderá o cardeal de Lisboa e de mais além, desasossegar ou desenvolver as diligências que urgem, contactar com o mistério que bloqueou a chegada até ele, da denúncia, sobre os casos de pedofilia levados a cabo, pelos servidores de Deus e consoladores das almas terrestres e frágeis? Aonde parou a notícia, que dava conta da prática hedionda, perversa, e pecado sem perdão, que agentes da fé religiosa entremeada de lascívia, que debaixo do campanário aconteceu? Se Catalina não pestaneja naquilo que diz, reforça a sua credibilidade, ou se não fala verdade, deve ser responsabilizada por levantar um véu de suspeitas falsas. Mas se o chefe da igreja lusa, nega, só para defender os seus apóstolos de batina, implicados nas graves ofensas aos jovens, deve também ele, prestar contas, não só a Deus, mas ainda aos Homens que nele e no credo que ele representa e propaga, confiam.

                               

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