sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
O Dirigente dos Azuis à Porto
Relatam os jornais de hoje, dia 28/12/2012, com maior destaque no JN, diário que ele domina, de que Jorge Nuno Pinto da Costa , com Lima lá pelo meio, faz anos - 75. Conta o tal jornal do Porto, que ele domestica, que o Jorge, herdou da mãe o sentido de humor. O mesmo é dizer, de que herdou da mãe, o tesão na língua. Extrai-se do seu currículo, que só teve êxito no futebol, ou seja, no mundo da trapaça e da espertice, e até alguma azeiteirice. Acrescentam, que estudou(!) no "Caldinhas" de stº tirso, santo que não lhe valeu de muito, já que não foi bom aluno. Nota-se. Por isso é que só sabe(!) declamar dois poetas menores: José Régio e António Nobre. O homem é demais, carago!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A "coisa" em baixo
Em Portugal, o número de velhos continua a crescer, mais do que muito,
enquanto o número dos recém-gerados e que chegam à vida, com cabeça, tronco e
membros, é menos do que o desejável e até necessário. A causa para esta
situação, está diagnosticada, difundida, e apreendida pela camada social mais
limitada da população, há já alguns anos - o medo da pobreza continuada - gerada pelo país pobre e incapaz de dar
trabalho, para ganhar o sustento da vida, e embrulhado mesmo, nas maiores
dificuldades para saír de tal défice, lastimável. As autoridades políticas e
até religiosas, repetem os apelos a todos os casais, para que façam aumentar a
família. Mas sem estimulantes que entusiasmem, a coisa, não dará resultados. A
Economia e o Emprego, estão pelas ruas da amargura, em baixo, e este drama que
pulsa no vermelho, vai persistir por longa noite, com repercussões que amolecem
relações, entre lençóis. Este cenário de falência e estado de flacidez em que
se vive, não traz ninguém animado, e a cabeça, parte superior por onde tudo
passa e a corrente sanguínia provoca vontades, não funciona, nem comunica como
deve ser. E quando a cabeça não está metida no sítio certo, não cria. A
manter-se o frio económico que nos encolhe, que não nos excita, que não permite
que se erga a vontade ou a virilidade procriadora de mais braços e de maior
riqueza, dentro de poucos anos só teremos velhos, ou casais em que o filho(a)
mais novo(a) terá sessenta anos, com pais a passar dos oitenta anos. Reunidos
agora debaixo do mesmo tecto, por imposição das dificuldades surgidas e por
regresso, cada vez mais, de uns quantos à casa paterna porque perderam a sua,
teremos assim dois casais juntos, um de reformados e outro a caminho da
aposentação, se a ela tiver direito quando lá chegar. Se não há nascimentos não
há renovação das gerações, que garantam e sustentem um futuro com assistência
social adequada aos que lá chegam, e por esta causalidade, o número de
"velhos" dentro de uma casa, sobe considerávelmente. Às dificuldades
que isso acarreta, somam-se as da escassez dos proventos, as doenças que se
multiplicam, e o desfecho natural vai-se aproximando e acontece - a morte. Quer
isto dizer, que dentro de alguns anos, as famílias são constituídas só por
idosos, que não farão outra coisa senão funerais, no curto período de vida
carunchosa que se lhes perspectiva. Pela "ordem natural das coisas",
partem à frente os pais octogenários, seguidos dos filhos, filhas, genros e
noras, que envelhecem e morrem sem deixar descendentes. É que isto de fazer
filhos nos tempos que correm, é roubar-lhes o amor que eles merecem, porque é
fazê-los, para serem mão d´obra barata e escravos dos senhores dos dinheiros.
Portugal, a partir daqui e com tanto funeral, uns atrás de outros, não será
mais, um jardim, mas apenas e só um grande cemitério à beira-mar enterrado. Os
"coveiros" estão devidamente identificados.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
"Silent Night"
O Natal está à porta, mas cada vez mais, de gente sem casa. No tempo que
corre, pesaroso, o "lar", sem a lareira do costume, está a
transformar-se em caixa de cartão à luz duma montra, ou numa enxerga, sob um
túnel ventilado, ungido de urina de vagabundo e de ratazana, na companhia do
esterco. Aproximamos-nos da noite mais triste do ano. "A noite da ceia de
natal", a que os poderosos e os seus acólitos, evangelizadores e
políticos, tentam hà séculos fazer passar por "noite mágica ou
luminosa", não é mais, hoje, para a maioria dos portugueses, a "noite
do apagão e do pão ázimo". A de amanhã, a prometida, a abençoada por Deus,
logo se saberá. Os corações estão vazios, tal como os sentidos e as algibeiras
estão vazias, e assim será a mesa, manchada de negro, e que não reclama sequer
uma toalha com motivos a pretexto. Nenhum rosto velho e novo se abrirá como em
noites antigas, nenhum sorriso será descansado, e os olhos não luzirão de
alegria, mas de lágrima. Nessa noite, que será a menos bela do ano, não haverá
quem se disfarce de Pai Natal, para quando soar a meia-noite, distribua prendas
consoladoras de famílias, destroçadas. Ainda porque, entre todos, só há
magricelas, escanzinados, ou sem proeminente barriga, incapazes para
desempenharem tal papel. Olhos enterrados em olheiras como grutas, não
faltarão. Quem montou este actual presépio de cacos humanos, retirou-nos da
vida, como quem afasta animais que faziam a tradição feliz, com filhos em
volta, depois de nos ter negado ou retirado o emprego, o ensino apoiado, as
reformas dignas, a saúde mais acalmada, a velhice mais sustentada. Na anunciada
"noite de natal", muitos de nós, só vão querer adormecer, bem antes
da hora do galo cantar. E se acordar, acordar para quê? Para regressar de novo
ao dia velho e gasto na fila da fome, o da sopa do desespero e da vergonha, ou
ao frio do medo, que o amanhã, já prometido ser melhor, tarde ou nunca se
revelará?
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Palavra contra palavra
Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia e de outros destinos, mulher
que parece ser de "antes quebrar que torcer", diz que enviou
informação ou deu conhecimento “sobre”, à santa madre igreja, e D. José
Policarpo refere, que não recebeu nada. Se ambos falam verdade, algum grão de
areia ou pedregulho maior,se intrometeu, durante o percurso que fez - a
denúncia. Tendo a igreja uma presença próxima e privilegiada com Deus, não
poderá o cardeal de Lisboa e de mais além, desasossegar ou desenvolver as
diligências que urgem, contactar com o mistério que bloqueou a chegada até ele,
da denúncia, sobre os casos de pedofilia levados a cabo, pelos servidores de
Deus e consoladores das almas terrestres e frágeis? Aonde parou a notícia, que
dava conta da prática hedionda, perversa, e pecado sem perdão, que agentes da
fé religiosa entremeada de lascívia, que debaixo do campanário aconteceu? Se
Catalina não pestaneja naquilo que diz, reforça a sua credibilidade, ou se não
fala verdade, deve ser responsabilizada por levantar um véu de suspeitas
falsas. Mas se o chefe da igreja lusa, nega, só para defender os seus apóstolos
de batina, implicados nas graves ofensas aos jovens, deve também ele, prestar
contas, não só a Deus, mas ainda aos Homens que nele e no credo que ele
representa e propaga, confiam.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Viva Portugal!
Portugal está a ficar forte, bonito e saudável. Já há menos doentes a
entrar à pressa nas urgências, já não precisam tanto das farmácias a toda a
hora, dispensam cada vez mais os postos de saúde, e nem se submetem ao
dentista. Os dentes, aliás, são um luxo dispensável, que só quem tem dinheiro é
que os tratam e os conservam, e quem não os tem também não precisa deles, pois
há pouco que trincar, e isso é benéfico porque não engordamos como vinha
acontecendo até aqui, o que se estava a tornar uma epidemia e ameaça para as
estatísticas sobre a obesidade. As medidas severas de austeridade, têm um
efeito bastante positivo. Fazem diminuir o consumo de medicamentos, diminuem as
horas extras dos profissionais da saúde, baixam o número de exames que utilizam
sofisticado e caro equipamento, os custos com a energia despendida baixam
também. O lucro terá que aparecer forçosamente, e os sinais de riqueza por
tanta poupança hão-de surgir, a montante ou a jusante, como agora se diz.
Estamos a dar "passos" certos e seguros, no sentido de uma sociedade
perfeita. Fica apenas a faltar o remédio para a morte, mas isso com o tempo e
com os actuais governantes, resolve-se. Somos governados no maior conforto,
podem crer. Não nos falta o aquecimento a gás ou eléctrico nesta época de
natal, que se quer frio e humilde, como é retratado em alguns postais. Nas
actuais condições, podemos considerar que temos as costas quentes. O Natal vai
ser com certeza um sucesso de luz e cor, e não vai haver coração que não se
acenda de felicidade. Só há um senão. À porta dos supermercados, estão lá uns
teimosos e renitentes voluntários, a recolher cada vez mais pão de Deus
abençoado, para distribuír por cada vez mais gente, vinda sabe-se lá de onde.
Mas isto deve ser uma brincadeira, ou ocupação de tempos livres para os
desempregados ou gente de férias. Espalhem a notícia. Portugal é um país
recomendável, onde não há dengue que nos pegue. Devemos estar contentes e
sentirmos-nos orgulhosos por todo o passado e presente. Viva Portugal e quem cá
ficar, que eu vou emigrar - e é já!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
"nem bacalhau nem Coelho"
Em minha casa, nunca tivemos um Natal folgado, porque o dinheiro que
precisávamos para o enfeitar e fazê-lo mais luminoso, apagava-se logo no início
da época escolar. A obrigatoriedade de comprar os materiais exigidos, no
arranque das aulas, levava-nos à penúria, de tal maneira, que o Natal
impunha-se sempre soturno e numa atmosfera de desconforto que só o vazio
provoca. As montras da abundância e do luxo, que se acendem e movem angústias
nesta época, aos nossos olhos luziam como ofensas. No conjunto de três filhos
que tenho, número que passou de moda, esfolaram-me cerca de 26 500euros, em
equipamento, sem nunca lhes ter dado artigos de marca, durante os anos de
ensino obrigatório, e sem que nesse montante aplicado, entrassem despesas com
vestuário, calçado, alimentação, transportes e saúde. Equipados com lápis de merceeiro,
mochilas de feira, estojos de irmão para irmão, cadernos de supermercado,
aguças do chinês, etc. os três filhos lá foram "cantando e rindo"
como podiam, agarrados à côdea, vencendo a tormenta do ensino público, mas
necessário. Agora, (parece que não tão, agora), vem o ministro, que dizem, ocupa
o lugar de primeiro no governo, à frente de Gaspar, e de Portas mais atrás,
alertar, que as despesas do ensino obrigatório, terão de ser
"repartidas", entre o Estado e os cidadãos, pondo deste modo em causa,
a gratuitidade da escolaridade oficial. A pergunta que a minha angústia
levanta, é esta; - quando foi que o Estado sustentou, suportou, apoiou os meus
filhos, durante os anos que os amarrou à formação académica básica e
secundária, que a Constituição da República, declara ser universal, gratuita e um
direito para todos, para vir agora (parece que já não),dizer que as custas com
o financiamento nessa juvenil formação, devem ser "repartidas", se
até hoje só houve um investidor, os pais, que fazem das tripas coração e das
sardinhas, bifes, para que eles chegassem ao fim da etapa instituída na lei,
com sucesso, neste país sem trabalho nem futuro? E se mandássemos este
ministro, dar uma volta ao bilhar grande ou à caça de gambusinos nas próximas
eleições? Um governante imberbe, que hoje dá o dito por não dito, que o que é
carne hoje, amanhã é peixe, que se contraria repetidamente, querendo fazer de
nós intérpretes tontos, que anda cá a fazer? ONG´s de que já não se lembra?
Enquanto isso não acontece, nós lá por casa, procuramos por entre a escuridão,
que se alojou faz tempo, não chocar uns com os outros, e a tentar encontrar a
porta de saída para dias com mais Sol.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Quem ri por último é...
Já sei que algúem, e não um qualquer, tentará explicar o inexplicável, e
justificar com seriedade de ocasião, o desaire no augusto Axa de Braga. A
teoria está montada. O FCP, jogou com as "reservas", e poupou os
craques para o "match da champions" e assim ganhar a "pole
position" na série. Todavia, ninguém gosta de perder mesmo que seja a
feijões, o que não era o caso, uma vez que estamos a considerar, da 2ª prova do
campeonato de Portugal. Ninguém aprecia esbanjar a possibilidade, de
acrescentar mais um título ao palmarés já conquistados, e à vista no museu dos
troféus, em luzidios vitrais, nem a nível do currículo pessoal. O treinador do
F. Clube do Porto, especialista em dar risadas a seco, para adepto se
embevececer, mas parecendo-se, como aqueles putos travessos, que tossem sem
vontade, só para chamarem atenção, engole agora a imprudência ridícula, por troçar
da tabela salarial, onde o técnico do clube rival exerce igual ofício, mas onde
recebe maquia de nível internacional. Vítor Pereira, não percebe, que um clube
rico, é como um país mais rico. Este pode pagar melhor aos seus trabalhadores
do que pode um país pobre, para além de que o trabalhador em causa tem um
histórico, quer como técnico quer com jogador, mais rico também. Isto de rir sem
vontade, para lá de patético, traduz mau carácter, ressabiamento, mau perder. É
sabido da limitada expressão/comunicação do treinador, como se sabe que é pela
boca que morre o peixe. E isso foi o que aconteceu ao "mister" dos dragões -
bicho, que como é sabido também, cospe fogo pela boca e morde com certeza. Um
desaire destes em vésperas de Natal, prenuncia que o "Jesus", está a
chegar, tem via aberta para deitar a mão ao "caneco desejado", e ser
ele a fazer a festa, e a rir melhor porque ri no fim.
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