quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A bola da treta


A Bola da Treta

29 Dez 2016 / 02:19 H.




    Depois de Zlatan Ibrahimovic ter dito que se lhe atribuíssem a Bola de Ouro, ele imediatamente correria para a entregar ao único que a merece ganhar, vem agora outro invulgar jogador, David Villa, afirmar que o dito prémio que simboliza o Melhor Jogador, deve ser sempre atribuído a Lionel Messi. Não. Não se trata de lobby, nem coincidência, mas sim de quem sabe da poda e do que diz. No entanto, neste mundo de cegos e de trapaceiros armados em archeiros, e carregados de opiniões estapafúrdias a sair-lhes pelo bico da pena, com as quais tentam acertar nos olhos insubmissos dos que teimam em ver sem distorção óptica, insistem no apoio do método que está em uso para a distinção do Melhor entre os Melhores do mundo do Futebol. E esse Melhor-do-Mundo-De-Todos-os-Tempos, e arredores, tem um NOME - Lionel Messi. E Messi há só um. O argentino do Barça e mais nenhum!
    -(DN.madª)

    terça-feira, 22 de novembro de 2016

    Futebol

    Vamos lá falar do desporto rei e dos intervenientes nas provas europeias e milionárias. Em Lisboa no estádio de Alvalade, defrontaram-se o Sporting Club de Portugal e o Real Madrid. A equipa merengue acabou por ganhar o confronto, mas o SCP deu uma boa réplica mesmo depois de ficar a jogar com menos uma unidade devido à expulsão directa do leão - João Pereira. Mas o rugido dos verde e branco continuou firme, e atemorizou por vezes a equipa líder da La Liga. O Real acabou por ganhar tal como se prognosticava antes da partida começar. Mas há um jogador, que ao que dizem é o melhor do mundo, e eu gostava de saber se tal atleta esteve em campo. É que se esteve, ninguém deu por nada a não ser por, banalidade. Eu desafio um qualquer jornalista, um espectador, quer vissem o jogo em casa ou no estádio, se viu esse publicitado jogador a fazer um chuto, uma cabeçada, a bater um livre com perigo, um drible mágico ou vistoso apenas, ou outra coisa própria de artista tão badalado. Desafio alguém a atestar ou testemunhar, se deu por tal craque a mostrar o talento que lhe colam constantemente nos diários da nossa "aldeia desportiva". Creio que quem se deslocou a Alvalade para ver CR7 a fazer maravilhas saíu de lá frustrado e com o frio da desilusão. O SCP perdeu pela diferença mínima à semelhança do que acontecera em Madrid no jogo da 1ª mão. Os de Alvalade fizeram um bom jogo, mas não somaram os pontos de que necessitava. Enquanto isto, na Dinamarca, o Futebol C. Porto, defrontava o Copenhaga, clube que também precisava de vencer para ultrapassar o FCP, e manter-se na corrida do apuramento para continuar na Champion´s, mas o jogo terminou com um empate sem golos. Usando a linguagem do treinador dos azuis e brancos, a equipa do Porto, pecou no capítulo da finalização, não foi efectivo, ou seja não foi eficaz e isso penalizou-os. O FCP foi bem melhor do que a equipa dinamarquesa, foi mesmo superior, mas não conseguiu chegar ao golo apesar das oportunidades de que dispuseram. Não saíu vencedor de Copenhaga por culpa própria e não por culpa de factores estranhos, como às vezes disso faz discurso à posteriori, para justificar idênticos falhanços. A noite começou fria e tornou-se mais gelada, quando os árbitros deram por terminados os jogos em Lisboa e em Copenhaga, para tristeza dos adeptos lusos. Haja esperança, que não está tudo perdido. Dizem os mais optimistas!


    segunda-feira, 21 de novembro de 2016

    E Passos "pinou" de vez!

    Eu não sou psicólogo, nem para lá caminho, mas aprendi com a vida a saber ler rostos e o que eles nos dizem. A partir deles consigo, sem certezas absolutas, ler as suas almas. Dos desesperados sobretudo. Quando assisto pela têvê às prédicas do deputado preso a um pin, faz tempo, Pedro Passos Coelho (PPC), vejo-lhe no semblante a dor que ele realmente sente, desde que foi afastado do poder ganhando as eleições, estando-lhe gravado a derrota na lapela e no visual. Sou assim uma espécie de Blimunda, com a diferença de que eu faço leituras das imagens com os olhos abertos, e depois revelo-as no coração-estúdio. E é assim que consigo sentir o que vai de frustração, de raiva e de inveja, que o coração de PPC revela também, quando se refere ao governo e às medidas que ele toma ou promete pôr em marcha. Todas as vezes que ele toma a palavra, em frente de alguns desiludidos que se atrevem a ouvi-lo, é sempre para proclamar que o governo em funções, conhecido na praça pública como, geringonça, é mau, que vai no pior caminho, que vai aumentar a desgraça que ele deixou, que trará atrelado o diabo mais lua menos dia, que promete o que não pode, por uma só razão – a de que estamos perto de eleições locais. E na pretensão de as não querer perder, PPC, dá-nos uma lição de sapiência e de matemática, explicando-nos o método de que o governo de Costa se serve para as ganhar. Diz o deputado frustrado, por entre lábios finos mas aonde recolhe o cinismo e liberta a hipocrisia, de que os aumentos aos funcionários públicos e aos reformados, e a integração nos quadros de milhares de outros e de professores, a recibo verde, obedece a uma lógica primária - "ora deixa cá ver. Os funcionários são à volta de seiscentos mil, mais dois milhões e meio de reformados, dá isto... bom! é o nº que precisamos para ganhar as autárquicas". Com este discurso, PPC revelou, agora ele a nós, como calculava as suas demagógicas benesses, com uma fórmula que ele nunca soube aplicar bem, que agora repõe esperança e alguns rendimentos das pessoas e não de os diminuir como ele fez enquanto ocupou a pasta de 1ºministro. Temos que admitir e acreditar que a fórmula denunciada e que aproveita ao actual governo, é boa e verdadeira, pois PPC, líder ainda do PSD, sabe do que fala, ou não tivesse ele acabado aos 34 anos a licenciatura que exibe, em contas de subtrair, mais do que de somar, com a matéria mais fresca, revista e aumentada, e em como não prestar contas ao fisco na data, o que lhe confere uma imagem e estaleca de autoridade técnica e superior competência aritmética, para poder dizer mal das medidas tomadas pelo actual executivo, que só pensa nas próximas eleições,segundo ele, fazendo de todos nós, burros, virados para o quadro que ele pinta teimosamente de negro, como se de castigo e vontade do diabo anunciado. E esta heeem!



    sábado, 19 de novembro de 2016

    ...É Taça caraças!


    SÁBADO, 19 DE NOVEMBRO DE 2016

    Opinião: É Taça, caraças!

    É Taça.jpg
    O FCP, sempre que não ganha os duelos ou provas em que se vê inscrito e nelas promete dar o seu melhor e ganhá-las, levanta um sururu, um alarido, por não as vencer, ou delas sair pela porta pequena derrotado. E a sua primeira preocupação é protestar de que foi prejudicado pela arbitragem ou por factores estranhos que se intrometem no seu sucesso ambicionado.
    Ganhar tudo o que há para ganhar é o seu lema. Mas as coisas são como são. No Futebol Clube do Porto, quando não se sai vitorioso da contenda que disputa, vem sempre à praça pública e em parangonas nos jornais e tê vês, vociferar que foi derrotado pelas más arbitragens, que não marcaram meia dúzia de penaltis, que não expulsaram dois ou três jogadores, encontrando aqui a explicação para o desastre nas provas em que participa.

    O FCP, já deu nota há muito de que gosta de jogar contra dez ou menos, e ganhar a partir de grandes penalidades. Isto é discurso velho, e bem conhecido de há 20 anos, pelo menos. Do tempo em que dominava os apitos. O jogo de futebol, ganha-se antes de tudo com a bola nos pés, de quem sabe, de preferência.
    Joga-se no colectivo encontrado com classe, muita técnica, boa dinâmica, e melhor orientação. De pé para pé, cabeça tronco e fôlego. De bola corrida e com bom domínio sobre ela. As partidas de futebol, não são para serem decididas e a contar serem ganhas com penaltis polémicos quase sempre, e com expulsões do adversário, após, assim, fragilizados.
    Mas o FCP aposta nesta solução, quando não chega à vitória através da superioridade revelada em campo. Este género de desculpas é arrancado do buraco negro e mal cheiroso, para justificar o fracasso rotundo dos seus intervenientes nas áreas em que são responsáveis. E isto passa por todos os jogadores, equipa técnica, dirigentes, que dispensam a humildade, para aceitarem os resultados medíocres.
    Não passa pela desculpa primária, de teimarem em repetir que o falhanço rola na cabeça dos árbitros e de quem os nomeia. Agarrarem-se a isto, é evidenciar incompetência, levantar poeira, suspeições, etc. É sobretudo acender fogueiras e criar confusão. É urgente ter no Futebol quem saiba ser desportista e saber ganhar e perder com elegância, respeito e educação.
    O Futebol agradece e o público aplaudirá!
    Joaquim A. Moura (Penafiel) 

    sexta-feira, 11 de novembro de 2016

    Leonard Cohen

    SÁBADO, 12 DE NOVEMBRO DE 2016

    Opinião: Leonard Cohen foi criador das canções mais amorosas que se podem ouvir

    Leonard Cohen - Cópia.jpg
    Os meus olhos choram como nunca se vira, e o meu coração entristeceu num luto para além da solidão na noite mais sofrida. Olhos e coração que há bem poucos dias brilharam de alegria e cheios de luz, quando foi atribuído a Bob Dylan o Prémio Nobel da Literatura.
    Juntei-os nesse dia como sendo dois ícones para mim a mereceram tal Galardão. Agora a notícia, veio roubar metade dessa luz e desse brilho, ao acordarmos com a morte do grande poeta, escritor, compositor, lendário, único e visionário Homem, criador das canções mais amorosas que se podem ouvir, para sempre recordar. Canções que só podem ter berço de embalar, num construtor da beleza, um arquitecto do amor perfeito e próximo de Deus.

    O mundo não é justo, nunca o foi, como às vezes quer parecer. Depois de Dylan ser reconhecido pelo seu génio de artista maior, eis que o mesmo mundo nos apanha de surpresa, ao anunciar-nos de que Leonard Cohen morreu. Mereces melhor do que eu Leonard, quem te exalte. É quase uma ousadia minha, falar de ti, desenhar o teu perfil, e o teu talento. A tua voz grave, que tanto nos fez reflectir e meditar sobre a obra do Homem e da Natureza, e sobre um Deus misterioso e poderoso que a tua melodia ajudou a eternizar, fez-se agora um rio de lágrimas.
    Tu eras meu pai e meu irmão. Em 21 de setembro, com os teus maravilhosos 82 anos, contados desde Montreal, no Quebec do Canadá, ainda te permitiram dar-nos o 14.º álbum da tua genial inspiração, para que nós possamos sair da escuridão que à nossa volta nos persegue. "You want it Darker", ainda mal escureceu, e nós já não vemos a razão do teu apagamento, quando nós sempre te quisemos lanterna, na frente do caminho que nos mostravas e nós seguíamos, como se fosses a Joana d`Arc. Tu que também te fizestes monge e agora santo.
    Por mim, manterei enquanto Deus quiser e me deixar, a tua chama viva, e estarei sempre à escuta e pronto para respeitar as tuas melodias, os teus poemas, a tua grandeza heróica, como só é possível aos que são eleitos pelo Divino Criador, para fazerem felizes a Humanidade. O teu harmónico silêncio de violino, de harpa e de anjo, eleva os nossos corações enquanto fechamos também os olhos ao som de "Dance to the End of Love...Dance me to your beauty a burning violin...".
    Que Deus te guarde no palco mais iluminado aonde ascendes.
    Aleluia. Aleluia!


    quarta-feira, 9 de novembro de 2016

    E Trump ganhou


    E Trump ganhou!

    10 Nov 2016 / 02:00 H.




      A partir de hoje, não vão faltar os “inteligentes”, que ao jeito de camaleões vão jurar que apostaram todas as fichas em Donald Trump, o candidato dos republicanos à presidência dos EE.UU, e que ele seria o vencedor das eleições que tiveram lugar naquela nação indecifrável. Nação que faz a cobertura do mundo, o ameaça, o destapa, o encobre, o investiga por todos os meios e armas de que dispõe, e ...o persegue e mata se lhe desobedecem. Nação racista, xenófoba, sexista, demolidora de vidas e construtora de marginalidades negras. Tudo lhe é identificado como sendo a Nação do Mal. E é, mas não só. Os países que se ajoelham diante dela, estiveram até à última hora, com o poder estabelecido e com a candidata à cadeira presidencial - Hillary Clinton - mulher do homem que ocupou a Sala Oval com uma estagiária num jogo sem cuecas, que a moral dos “States” repetidamente condenou ao candidato agora eleito, o multimilionário imprevisível Donald, que levou a vida a construir torres de luxo, e casinos aonde rola o dinheiro, sem precisar de grandes discursos e de pop star´s a rodeá-lo e a preparar-lhe a vitória, dita preocupante, perigosa, e a partir de hoje só expectante. Ele é que provou agora que sabe dar música aos que o enxovalharam e o ridicularizaram. Os “media, comentadores vindos de toda a parte, especialistas mais sofisticados, TV´s de todas as cores e formatos, analistas de dentro e de fora com assento e aceitação nas redacções dos diários”, todos capricharam em apoiar a cínica, hipócrita e viciada política, Hillary Clinton. Todos lhe encontraram virtudes, tais como experiência, inteligência, e muito mais outras... ências. Todos perderam, tal como perdeu estrondosamente o ainda presidente negro, Obama e sua mulher, que deram corpo e alma, que arriscaram o seu apoio à medíocre mulher que pertence ao seu aparelho partidário e promissora continuadora dos mesmos objectivos políticos. Trump, sabendo melhor do que todos o que é uma empilhadora, um guindaste, soube usá-los para chegar ao topo da casa mais apetecida- a Casa Branca. Ele saberá ocupá-la com a sua bela mulher Melania, que também dará outra beleza à Sala Oval - a sala dos suspiros. Deixem o homem trabalhar!

      quinta-feira, 13 de outubro de 2016

      Bob Dylan - o Artista Profundo!


      TERÇA-FEIRA, 1 DE NOVEMBRO DE 2016

      Opinião: Bob Dylan - O artista profundo!

      Bob Dylan 2.jpgA esta hora, milhões de mãos, procuram afinar-se ao ritmo do folk, do blue, gospel, e estão a girar em milhares de rotações à procura de centenas de elogios ao mais recente galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, pela Academia Sueca.
      Leu bem. Da Literatura. E o Prémio foi para... Robert Zimmerman. Não sabe quem é? Eu apresento-o - Bob Dylan! Sim esse intérprete de voz nasalada, cabelo aos caracóis vadios, passageiro de comboios de carga e de viola às costas, de boné à cauteleiro ou de vendedor de rua do jornal Washington Post.
      Rapaz multifacetado, nascido no Minnesota, com raízes judias, que cresceu entre a confusão de ser interpretado como contestatário antes de aventureiro político e de intervenção e do reconhecimento de verdadeiro artista genial.

      Janis Joplin não está cá para o poder testemunhar e ficar feliz, ou o será quando lhe chegar a notícia. Este maravilhoso cantautor, com quem a juventude nos anos sessenta aprendeu a cantarolar, Blown`in the Wind, Lay Lady Lay, Mr Tambourine Man, e tantos outros êxitos que o tornaram numa lenda, viva e bem presente.
      Não recordo de entrega de um Nobel da Literatura, que surpreendesse tanto o Mundo, e com excepcional agrado, tenha provocado os seus seguidores e especialistas na área das Artes.
      Por mim, estou encantado, fascinado como nunca, e já penso que o próximo a integrar uma lista ao Prémio da Excelência Maior, possa ser outro grande artista, cantautor e melodioso poeta, o canadiano, Leonard Cohen.
      A Academia Sueca, encontrou o ritmo certo, a nota correcta, ao atribuir o Prémio com grande sabedoria, musicalidade e sentida Poesia, que creio, até Alfred Nobel desejaria de entrar neste coro.

      sexta-feira, 15 de julho de 2016

      Quem atenta e atentou, quem!

      A pergunta é singela, parece provocatória, mas parece-me pertinente fazê-la, até porque ela faz relembrar o mal histórico feito. Antes dos derrubes dos Líderes e das invasões das terras governadas por Sadam Hussein e por Khadafi, e tendo hoje na mira o chefe da Síria, quantos atentados e assassinatos eram cometidos nas ruas e avenidas de França e em outro qualquer lugar em estado de alerta permanente sem qualquer eficácia? Eu não sei se a pergunta está bem formulada, mas sei com a idade que tenho, que os acontecimentos  que têm surgido por cá e junto de nós ocidentais ou europeus, que os terroristas só começaram a deitar a cabeça de fora e as bombas assassinas com estrondo, depois de Bush, Blair, Barroso e Aznar se terem reunido entre beijos e abraços nos Açores. Concluo assim que não é só por uma questão de religiões nem fanatismos com várias explicações feitas por especialistas académicos, historiadores de cá e até vindos do Oriente já não de camelo mas em carros de gama alta, analistas de barriga consolada em conferências floridas, estúdios de têvê com ar condicionado, redacções bem equipadas e com peritos na escrita de adivinhação, mais casa, cama e roupa lavada, que os homens e mulheres que levam a cabo as missões suicidas, se fazem estourar e rebentarem com os outros, entre multidão de preferência. Na minha ingenuidade, muito de habitante da terra selvagem, e detentor de valores como da dignidade, que interpreta, os insultos, ofensas, canalhices de que foram vítimas pelos Ocidentais e sobretudo pelo seu Aliado yank, aqueles povos e seus Líderes, com fins e interesses também diversos e já condenáveis, estes fazem-se explodir, de modo a mandar pelo ar o mundo que os quis ou tornou assim. Sendo também nós vítimas de muita injustiça e cheios de pretextos para nos revoltarmos contra quem nos governa, qual a razão que nos trava e a eles não? Somos nós mais cultos, mais inteligentes ou mais nabos, pertencentes à classe dos "come e cala"? Não estou a fazer apologia do crime nem a animar a qualquer levantamento ou andar de cinto diabólico e infernal. Estou tão somente a lembrar quem foram os culpados dos crimes que amiúde, cada vez mais, e impossíveis de evitar de todo, estiveram na base que se reuniram na Base dos Açores, com o credo na boca e no bolso a fortuna, e que até hoje não foram julgados pelo TPI, e quase só por poucos habitantes da terra, como eu. Pensem nisso e na ineficácia do Vaticano, que discursa desde a janela que pouco vê e menos age, ou é irrelevante, repetidamente. Benção para todos!


      quinta-feira, 14 de julho de 2016

      Linhas Tortas

      No seu espaço habitual no JN, o deputado europeu Nuno Melo escreve. Escreve e quase sempre esforça-se por dizer alguma coisa. O destaque que aquele diário do Porto lhe concede, demonstra a generosidade da Direcção do jornal e da gente do norte. Na sua resenha, "Portugal, que maravilha", o Nuno conduz as palavras a seu gozo e táctica, e remata, com o registo que transcrevemos, de modo a emocionar o leitor que lhe concede também algum tempo de leitura - "Num simples gesto, a natureza de todo um povo. Que maravilha ser português". E isto disse ele, após ter-se servido do exemplo  de uma criança lusofrancesa, que consolou um adepto francês adulto que chorava o seu azar de por a sua selecção de futebol ter perdido a Final em Saint Denis contra a nossa Selecção, como nos foi dado a ver pela têvê, ambos os acontecimentos, e que até correram o mundo. A frase final do Nuno, essa é que não tem direito senão a ser derrotada sem direito a consolação por parte de ninguém. É que ele bem podia ter-se lembrado de nos recordar os feitos gloriosos do seu amigo político, Durão Barroso, e do seu magnânimo gesto em aceitar o lugar na Goldman Sachs, após ser rejeitado como professor(!) em Princeton nos E.U, com o mesmo despudor com que abandonou o governo de Portugal para abocanhar o lugar de presidente da Comissão Europeia, sem pestanejar e nem olhar para trás a ver o lixo que deixava para outros removerem. Por outro lado, o deputado europeu e autor em "Linhas Direitas", podia debruçar-se num têxtozinho idêntico ao agora publicado, a analisar a obra imensa do ex-ministro desertor e implicado nas guerras do Iraque e derivações criminosas desencadeadas, e ainda enquanto esteve à frente da "Comissão Bruxeleante". É que assim confirmava e até nos convencia mais facilmente de que Durão Barroso, com "tais e simples gestos e atitudes sensíveis e saltitantes, demonstrava toda a natureza e maravilha de ser português". O mundo aplaudia, saía à rua feliz a festejar com Nuno Melo à frente a empunhar a bandeira nacional- Temos a certeza disso!


      quarta-feira, 13 de julho de 2016

      País sempre em folga

      Portugal é um país com forte intimidatório desemprego. Território privilegiado, cheio de praias para consumo dos que delas desfrutam, porque sempre em folga subsidiada e de marmita cheia, e a abarrotar de turistas endinheirados e refastelados nas esplanadas de costas para os brexit e espreitar apenas os portugexit. Quem assistiu às milhares de horas de reportagem televisiva sobre a coisas da selecção Nacional e a sua natureza, que entupiram as nossas casas que buscavam agulha em palheiro, ou seja, um canal de TV limpo e desocupado do assunto que fez arrastar até presidentes e ministros da nação, constatou que o país está sem trabalho. Nem todos os que prestam contas apreciaram tal manifestação, excepto aqueles que deviam e devem exercer com responsabilidade e seriedade os destinos do torrão de areia que se estende de norte a sul, e dos seus ameaçados interesses, que se agravam grão a grão. Mas o país é feito de desocupados e por isso têm tempo e tempero no bolso, que lhes permite ir a todos os folclores e embandeirarem em arco com carradas alegóricas e bandeiras desfraldadas, para se entregarem ao gozo que só rende e faz felizes, os que embolsam milhões e aos parasitas que os acompanham enquanto adjuntos de sabe-se lá o quê, mas com nome pomposo - staff. Milhares de pessoas, vindas ao que dizem os comentadores, de todos os lados, corriam como desalmados atrás do descapotável autocarro triunfal, atrás de uns "heróis" com pés de barro e feitos de papel de jornal, após esperarem horas a fio num aeroporto que os manteve longe e ao sol, de que os portugueses tanto apreciam. Não. No avião não vinha nenhum cientista, compositor, artista de renome mundial, nem do FMI. Vinha gente da bola, e dos media. O sol nestas alturas não faz mal. É sol de Portugal e não há cancro que nos vença nem médico nem bronzeador preciso nem lembrado. O cancro do desemprego, também está nestes repetidos dias na prateleira, e não é momento para tão profundas e sérias reflexões sobre as suas causas e efeitos. O fado bem trinado é nosso. Chorem guitarras baixinho que não é hora de ir embora. O que é preciso é fazer girar este folclore. É festa, é correria até cair para o lado. O subsídio e a gasolina hão de chegar e a comparticipação estatal, para curar o mal que daí possa resultar. Preocupar-nos para quê se até o presidente anda também no meio desta confusão? Sanções? O que é isso! Bahh! sejamos patriotas pelos menos de longe a longe. Com pessimismos é que não assustamos ninguém e muito menos as Agências de rating, a Comissão Europeia e os seus ministros que nos ameaçam com martelinhos que fazem doer. Sejamos espertos. Praia e folguedo, pipocas, tremoços e francesinhas, ginginha, umas cervejinhas geladas, caracóis, afagados depois por um chupa-chupa do pirata, é que ficará para sempre na história e na memória de um povo... Valente e imortal!


      segunda-feira, 11 de julho de 2016

      "A Tomada de Posse"

      Agora que terminou o Euro 2016 do chuto na bola, com equipas que desfilaram a sua carteira de milhões gastos com os seus elementos, esperemos que o Senhor Marcelo Rebelo de Sousa, tome posse no cargo para que foi eleito e pare de andar pelas aldeias armado em roberto de feira. Já é tempo de deixar em pista o Falcon, e regressar ao trabalho com concentração e sabedoria. Com grande paixão ou igual paixão com que se apoiou a Selecção das Quinas, por toda a França de Holland e levando pela mão ou por arrasto, o 1º ministro da Nação. É provável que tenhamos tirado desse passatempo, algum lucro, mas duvidamos que só o levantar e descer da aero nave presidencial, gaste em combustível o equivalente a meia nação a andar de BMW. Talvez que nem todos reprovem tal ou tais atitudes que se confundem com apoios a qualquer coisa, que dela saiam dividendos e encha os ex-cofres da Maria Luís. A Maria Albuquerque que disse que com ela a governar as finanças, o país não sofreria sanções da Comissão Europeia. E eu agora estou tentado a acreditar nela, pois ela não cederia as verbas necessárias para atestar o tanque de gasolina extra super aditivada, do Falcon, para que Marcelo andasse por aí a voar como o Ronaldo voa para o golo e voa de seguida para Marrocos. Mas essa despesa do craque sai-lhe do bolso e para seu próprio gozo. Já a do "futuro Presidente, que tomará posse por estes dias", e a começar nesta 2ª feira, pensamos nós, já corre o risco de ser paga(embora ele tenha dito que não) por todos os entusiastas ainda de camiseta lusa enfiada até aos olhos, e os que assistimos aos engraçados bonecos, que andam de feira em feira metidos numa casota verde e vermelha, a fazer de pequeno palco de um teatro diminuto. Os robertos já tiveram melhores dias e o seu regresso não está previsto e em força, como deve estar a tomada de posse a sério, do Presidente da República eleito!


      sábado, 9 de julho de 2016

      O Tal Jogo

      O tal jogo

       
      Joaquim A. Moura
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      Et voilá! tudo se passou em França e na cidade de Lyon. Três países que têm em comum o terem sido ocupados por Romanos. Reunidos no Stade de Lyon, só dois porém é que se confrontaram para vencer e dessa luta nesta Era mais que Moderna, entre filhos de Viriato e Celtas, habitantes de um território fundado no século I a.c. Dois povos que foram ocupados mas que se desenvencilharam do ocupante através do sangue, suor, lágrimas e heroicidade, pois claro. Tanto Lusos como os teimosos e irredutíveis Celtas, resistentes desde Magno Máximo, cristãos valorosos que ousam falar a língua galesa só para nos confundir, mesmo tendo sido derrotados pelo Rei Eduardo I de Inglaterra, voltam a sentir o sabor da derrota. Porém no palco que já foi Stade de Garland, e aonde Portugal já tinha sido em menos de um mês feliz contra húngaros que regressaram a casa mais cedo entre lamentos e lágrimas, os novos “ocupantes” agora chamados de Emigrantes e não Romanos, que ali trabalham e labutam, puderam encher a alma de alegria e de orgulho, e erguerem ao mesmo tempo a bandeira do seu país e fazer do Hino a sua Oração, que os vai levar a S. Denis, com a vitória por 2-0, que preenche mais um capítulo da história deste povo que se espalha e que se junta nos momentos em que a pátria os chama. A diáspora lusa reunida e a uma só voz sai consolada de Lyon, e pronta para o próximo desafio que em Paris acontecerá com uma imprevisibilidade igual ou parecida com a que nos tocou até hoje e desde que começou este Campeonato Europeu. Vitória justa e desta vez merecida e a contrariar todos os pessimismos que é coisa também que nos invade demasiadas vezes. Umas com e outras sem razão, afinal. Domingo logo o saberemos, seja qual for o adversário!
       


      quarta-feira, 6 de julho de 2016

      Passistas e Cristassos

      Qual será a verdadeira razão que move o ex-ministro de pin táctico em funções, e Assunção Cristas, escritora de cartas centristas junkerianas, a juntarem-se às vozes de 2ª fila do coro que exigem que a Comissão Europeia-CE- não aplique sanções a Portugal por causa do incumprimento do défice martelado entre 2011 e 2015, período em que foram governo e tratantes da qualidade dos sacrifícios dos portugueses? Não será para evitar ficarem para a história como os governantes que mais maltrataram as contas das dívidas, e mais mentiram até ao último comício, afirmando mesmo uma ex-ministra, de sua graça, Maria Albuquerque, de que até tinha os cofres a abarrotar de money, money, money, e que todos percebíamos de que esse depósito não era nosso, e muito menos dela, embora estivesse à sua guarda? Por que será que tais vozes comprometidas, fazem coro cá dentro com os de 1ª fila afinada, caso do governo actual e outros especialistas nacionais e da estranja, e quando se rebolam e ajoelham lá fora diante de Shauble e de Dijsselbleom, afinam disfarçadamente pelo discurso destes desassosssegados mandantes que nos querem a rastejar no compasso que eles, Passistas e Cristassos, marcaram nos 4 anos que governaram(!) e deles receberam até louvores de serem "bons alunos"? Não será, para se caso Portugal e António Costa conseguirem que tais sanções não sejam aplicadas, estes ex-exceles ministros saiam branqueados, limpem a folha, e até possam cantar vitória e passarem à 1ª fila do coro, como bons elementos/autores do cante lusitano? Ou porque não estão calados e ocupem a última fila sem pin na lapela,mas com a bandeira nacional empunhada lá bem atrás mas bem visível, como o fazem os ranchos folclóricos do nosso Malhão e Corridindo, e mais agora que a Selecção Nacional está a precisar de todo o apoio e arreganho, para sair vitorioso da contenda nos diferentes cenários em que andamos metidos, e deixavam de se relevarem como primeiros comediantes, na embrulhada teatral que criaram, mas que agora pretendem empurrar, segurando ainda o "velho cavaquinho", a responsabilidade do incumprimento e agravamento do défice de 2015, para o actual governo? Será isto um mistério para Poirot desvendar?

      *-(publicado hoje no "PÚBLICO"-:truncado)


      sexta-feira, 24 de junho de 2016

      O Brexit do bye-bye

      Os 28 países que compõem a União Europeia, vão importar mais cadeiras de rodas, para se deslocarem no Parlamento Europeu, roubando o exclusivo ao ministro das finanças alemão, Wolfgang Shauble, o mesmo que queria sanções aplicadas a Portugal e à Espanha ainda á pouco tempo. Com o voto vencedor com que apoiaram a saída da Inglaterra do Grupo que conduziu a Europa ao estado lamentável e miserável dos seus cidadãos, os Britânicos corajosos, após terem nas urnas manifestado o seu desejo de se  afastarem, em Referendo outrora prometido pelo inábil Cameron, dos 28 países deficientes que em nada contribuiram para tornarem as suas populações mais estáveis e felizes, vão contribuir já, para o aumento de vendas das tais cadeiras iguais às do rígido membro do Reichstag da Frau Merkel, casada por acaso com um joaquim, como eu, e não com um como o da Selecção alemã, que cheira todas as hipóteses de se manter com a Mannshaft sempre em pé e à procura da vitória, mesmo quando lhe cheira a esturro ou coisa pior. A nossa capital do móvel que se ponha já em campo, e entre no mercado dos 28, com propostas irrecusáveis. Os meios justificam os fins!

      quinta-feira, 23 de junho de 2016

      O Jogo da sorte

      O jogo da sorte

      O jogo da sorte
      Foto: Reuters
      A tampa do frasco do ketchup sempre foi removida mas ao mesmo tempo o espaço vazio que ela deixou ao sair, foi de imediato ocupado pela mediocridade. A nossa Selecção constituída por 23 rapazes cheios de talento, que até impossibilitava fazer de caras qual o melhor onze para início de partida, acabou por ter a ajuda da vaca leiteira.

      Todavia o CR7 apareceu a marcar o que era preciso, para que o descalabro não fosse total. Mas se a Hungria tivesse uma vaca que lhes sorrisse, como aquelas dos Açores riem para os Presidentes, mostrando felicidade, os elementos da Selecção magiar também sairiam do Lyon com outra alegria. Bastava para isso que a bola que foi ao poste, entrasse até ao fundo da rede do abandonado Patrício, que garantiu que a derrota não nos saísse em sorte. Já o golo do empate da nossa Selecção, deve-se em parte ao guarda-redes húngaro que ofereceu o lado que o separava do poste direito, de onde Nani desferiu o remate que deu em golo, ainda a uma distância que permitia ao "ceroulas" fazer melhor e manter a sua baliza inviolável por mais tempo. Mas sem dúvida que a vaca sorriu-nos, mesmo tendo em conta as substituições operadas pelo Seleccionador da equipa das Quinas, com o "melhor jogador do mundo" misturado e por vezes zangado com os movimentos errados que se sucediam.

      Não sei de que marca é o ketchup que fez saltar a tampa do CR7, mas devia estar fora de prazo e não chegou para dar um bom sabor nem qualidade ao jogo, que acabou empatado a 3-3 e que nos permitiu ser apurados para continuar em prova tremidamente. Seis golos numa só partida que ficará para a história deste Europeu, que mereceu o maior apoio civil e político de que há memória. Os portugueses são assim. Ninguém os agarra quando é preciso fanfarronar por todo o lado, onde o S.João marque presença, com bombo, martelinho, bandeira e cachecol, desde que por perto nos cheire a sardinha, que quase deu em esturro. P´rá frente é que é o caminho. Força Portugal!

      Autores: Joaquim A. Moura

      quarta-feira, 22 de junho de 2016

      O porno aquartelado

      Não podia faltar. Logo que vem à baila a questão da situação em que vivem os GNR e outros polícias, surge logo como capitão relâmpago, o presidente do sindicato ou associação daquela tropa, o César, a jurar que os comportamentos reprováveis e sujeitos a expulsão da Corporação aonde estão inseridos, se devem aos baixos salários que auferem enquanto agentes, e que por tal, têm necessidade de recorrer a uns trabalhinhos extras que permita matar a fome à família. Ora eu que não ganho um terço do que eles ganham e outro lucro variável, já devo ter a minha prole feita cadáver. Depois de tomarmos conhecimento que um militar da GNR oriundo de uma Unidade de Intervenção onde é preciso "pontinha", e que a põe ao serviço, mal ouve a palavra de ordem -"Acção", nos seus tempos livres, e são muitos, sem que tenha feito casting especial, tira o "pontão" de fora e zás, crava-o e grava-o no cinema porno lusitano. Com sucesso, julgamos nós. O presidente da Associação aonde está por certo filiado o porno actor, sempre de arma apontada ao coração das "operárias do sexo e/ou apanhadas no quarto escuro", não vem dizer-nos que para se compor um salário que ele repete ser baixo, pode-se consegui-lo na construção civil, na agricultura a apanhar morangos com açúcar, framboesa, ou cricas, este tipo de ameixa tão apreciado agora no verão. Não. Para o presidente César do sindicato das Forças da Ordem libidinosas, os seus elementos devem fazer uns trabalhinhos por fora, mas a limpar a arma com as "ronaldas". Nada que pese ou que só eles possam servir de peso, e sairem de cena com o posto de stripper candidatos a cabo. Esta tropa fardada, animou-se nestes últimos tempos a fazerem o que querem, pois sabem que a democracia vai entre uma e outra vez, coxa, e mais coxa. E é por aí que eles se sentem bem e põem a arma erecta, apontada a "portuguesa(e)s sem vergonha", e alguma celulite, que deixam protagonistas destes representarem tais papéis, e deles sairem aliviados sem qualquer sanção, quando submetidos a inquéritos e a julgamentos. É tudo a mesma tropa. E nós um povo que "arde e cora". Que aceita e ri sem problema. Quem é a colega da "pontinha", que não aceitava fazer patrulha com um "actor militar" assim com um pontão deste calibre?


      terça-feira, 21 de junho de 2016

      Somos os Maiores

      Somos os maiores

      Somos os maiores
      Sempre que escrevo um texto com conta, peso e medida, - pronto julgo eu, a ser posto em jogo por jornal generoso do leitor compreensível, e composto por trivelas e passes de letra, - saem-me sempre umas palavras que mal se posicionam, ouve-se logo o apito a anulá-las por fora de jogo. Eu bem as escolho com todo o critério, e até deito mão de olheiros especializados, comentadores e repórteres desportivos espalhados pelos dicionários, têvês e rádios, como se fossem campos e clubes de futebol, mas não recolho, sequer, onze a funcionarem como um órgão mozartiano e que nos façam ouvir até a flauta mágica, que combinadas façam uma boa composição, que explique o desastre que tento dar a conhecer ao público eufórico, do tipo, Maria vai com todos. Ou porque meto um verbo a mais, uma vírgula à defesa, uma interrogação muito tardia e que não dá resposta. O certo é que no final o resultado não agrada nem ao selecionador, nem à redacção para onde envio o conjunto obtido, e logo após terem feito o aquecimento recomendado, nas linhas laterais. Entre as palavras convocadas para fazerem parte do meu texto, não tenho nenhuma em especial, privilegiada, nem melhor do mundo. Todas são precisas e todas valem o que valem, e às vezes não se movimentam nem ocupam o lugar como eu esperava, e quando assim é, sai asneira e da grossa. As palavras chegam para estágio envoltas em pompa e circunstância, cheias de promessas e buzinadelas acaloradas, mas quando tudo começa a sério, elas tresmalham, e não vão além do empate suado, tocado pelo sofrimento. Não tenho mais nenhuma solução, nem no banco nem na algibeira. Substituí-las por outras palavras médias ou mais ofensivas, capazes de furarem as malhas adversárias e as cabeças duras de alguns dirigentes, só pode dar no mesmo. O melhor é teimar na aposta feita e dizer-lhes a frase mais célebre que nem Horácio se lembrou dizer - "Carpe diem" ou "vamos levantar a cabeça" e ir tomar banho antes que se constipem com a tempestade de mediocridade que se anuncia, está por aí a chegar.
      Autores: Joaquim A. Moura - Penafiel

      terça-feira, 14 de junho de 2016

      A Força que os media têm

      A Força que os media têm

       
      Joaquim A. Moura
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      Os media e toda a Comunicação Social têm muita força. Fazem e desfazem milagres, tal como elevam e derrotam personagens com uma velocidade estonteante, e constroem com areia ídolos e os destroem como budas de barro. Desde que começou a viagem para França, aonde a Selecção Nacional Futebol, do circo e da trivela, e do comentário mais entusiasta,  presidencial e republicano na véspera da partida, todos os especialistas na matéria colocaram na grelha dos melhores, um nome e um craque, que normalmente tem uma passagem fugaz no circuito para o qual é escolhido. É ele um mustang, segundo uns, é ele um falhado segundo outros, e ainda um incompreendido segundo os mais cristãos que vão à missa mesmo que chova. Chama-se o craque - Quaresma. Ricardo Quaresma. Toda a imprensa pôs de repente o país e o que dele se estende pela 2ª capital de Portugal, a enaltecê-lo, a gabar-lhe atributos que nós raramente registamos na memória, excepto a sua rebeldia de nómada, e o seu desprazer em colaborar com o colectivo aonde seja inserido. Mas os media são assim. Levam o povinho e o povão, o ministro e o presidente, nessa procissão. De repente levanta-se a preocupação, e tudo quanto era génio, magia, coisa de outro mundo, parece ruir à mínima dor, à menor mazela que ameaça tirar o homem capaz de desequilibrar o adversário que se lhe opõe, e o pânico instala-se nas hostes apoiantes e coloridas, de nacionais no território físico e no território espiritual por onde andam os portugueses animados. Não basta afinal termos o “melhor do mundo”. Falta-nos o seu fornecedor de passes de trivela, para que o golo mortal e vitorioso aconteça, que o outro tira proveito e fama. Que raio de sorte a nossa que nos há de sempre surgir à última hora um desaire, que servirá para justificar o fracasso que possa de tal acidente, advir. E ele terá maior expressão se tais males se estenderem ao atleta bronzeado, que diz ser o melhor jogador do mundo nos últimos 20 anos. Não contando para já com os que fez à vela, em águas calmas, bem ou mal acompanhado por quaresmas em biquini, embora tardiamente chamadas a compor a fotografia por causa das más línguas. Os media têm muita força, não tenhamos dúvidas. Somos os melhores da farra. Viva Portugal!
       

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      Este espaço é destinado à construçăo de ideias e à expressăo de o

      domingo, 12 de junho de 2016

      "Réquiem"

      Hoje é dia de escrever um "réquiem". Não pelo ex-Provedor do jornal selectivo, Público, e  interveniente qualificado e activo em anteriores tarefas por onde vincou presença, de por académicamente estar habilitado a desempenhá-las com dignidade. Não. Não é por ele, mas por causa dele. Hoje e no amanhã, e até aonde a pena não me doer entre os dedos, e a dor no punho permitir, vou continuar a teimar neste "réquiem" a que me propus entoar, mas para "desprestar homenagem" à Bárbara Reis, actual directora do jornal que transforma cartas-de-leitor em lixo, com maior rapidez do que o necessário para que alguém se desfaça de uma diarreia. Directora(!), que, arriscamos apostar, o será por pouco tempo. Primeiro ainda entrará em coma, e após um prolongamento vegetativo na iliteracia camuflada, sucumbirá sem honra nem glória. E será para ela este "réquiem", a que me propus criar. Quanto ao sociólogo, ao académico, professor, ao especialista madeirense, falecido entre a doença e o desalento, o inconformismo e o desânimo, que a Barbara Reis lhe introduziu na alma e nas veias que irrigam o génio, apressando-lhe o doloroso e triste desfecho, apenas direi que lamento se contribuí um pouco que fosse para tal fim. Um Homem assim, querido pelo seu carácter, personalidade e simpatia atraente, amigo e conselheiro enquanto Provedor dos leitores, não merecia que um jornal, fechasse a página que lhe pertencia desta maneira, e com uma "dona de tal edifício de informação", transformada em porteira que bloqueia a entrada aos que ali procuram espaço de liberdade, desafiando, para se protegerem de um certo terrorismo editorial, que ali faz escola, e que o maravilhoso e quase paternal José Manuel Paquete de Oliveira, se opunha, com as armas que o deixaram empunhar e usar. Paz à sua alma, e que descanse na companhia do Senhor, já que a Bárbara não entrou no seu último desejo, nem visão nem chamamento, e nem eu lhe darei a paz que o seu ex-Provedor tanto e tanto merece, como só os Homens Superiores merecem ganhar, e dela serem rodeados no Eterno, entre o Divino e a Luz que o iluminou entre nós, e a sombra fria e densa aonde a Bárbara o mergulhou - ignorando-o!
                                                                            Joaquim A. Moura - Penafiel                                    

      -*eu prometo voltar. "Não te deixarei morrer assim, Bárbara croquete". O diabo mora aqui!

      quinta-feira, 9 de junho de 2016

      A nossa Selecção


      Eu não sei se sou eu que não percebo nada de futebol, ou se são os comentadores que vibram com um exagero fora do razoável de cada vez que um jogador luso faz uma pirueta com a bola ou um número de circo que o acaso ajudou, e foi confundido com um golpe de génio, contra uma equipa que é pior do que a a Académica ou o União da Madeira - equipas que como sabemos desceram de escalão na Liga Portuguesa nesta temporada. Mas a mim parece-me que o jogo de preparação contra a Estónia, disputado no estádio da Luz, serve para nos animar ou para nos enganar e iludir sériamente. Vamos então tentar perceber e procurar a realidade e a verdade do que tivemos e poderemos vir a encontrar que contrarie esta leviandade de entusiasmo, que os repórteres de som e de imagem puseram em jogo por sua livre iniciativa e patriótica vontade.

      Para mim há é muita leviandade e pouco rigor na análise da qualidade exibida pela equipa das quinas, pois para aferi-la com maior entendimento, valorização e aproximação à qualidade que nos será exigida quando o Europeu em França, começar a sério e a doer, não é a partir de jogos com equipas de categoria abaixo de medíocre, que se pode tirar ilações, e extrapolá-las para a competição que nos irá pôr mais a nú e obrigar-nos a mostrar o que valemos de facto. Se é o que mostramos no jogo contra a Inglaterra, que também fez um jogo sofrível contra nós e aonde a Selecção das quinas quase não tocou ba bola, ou se é esta prestação cheia de golos contra um adversário, que coitado, de futebol só percebe aquele que se joga num bilhar com matraquilhos. Esperemos que ninguém embarque neste resultado obtido, que afogou num mar de golos os inocentes estónios, que ainda devem andar traumatizados com os problemas divisionistas e bélicos por que passaram.
      Autores: Joaquim A. Moura - (hoje no Record on-line)

      COMENTÁRIOS

      quinta-feira, 2 de junho de 2016

      128 palavras ou mais

      Antes de começar a escrever esta pretensiosa crónica, devo confessar de que tenho pelos trabalhadores do Jornal de Notícias-(JN), o maior respeito e louvo-os pelo tanto que têm dado a quem a ele recorre para se informar, a lamentar-se, a pedir auxílio, a intervir como agora é minha pretensão. O JN tem servido o melhor que sabe e pode, e disso tem dado provas. Mas eu acredito que ainda poderá fazer mais e prestar um serviço à comunidade, com maior objectividade e solidariedade. Eu se fosse director do jornal, deitar-me-ia na cama ou no sofá, quando a folga na Redacção o permitisse, com bastante preocupação. Um jornal que já teve uma quota de mercado, uma audiência, que foi o dobro da que hoje tem, e que se deixou ultrapassar por outro que nasceu há "dois dias", e que exibe uma marca popularucha que se situa entre o 24 Horas e o Tal&Qual, prenhe de páginas coloridas de socialite e de especulação, que só se vende nas Beiras e no sul próximo de praias e que nessa geografia atinge o dobro das vendas do JN, dá que pensar. Qual a razão para que o JN ao fim de 128 anos de vida e de grande história, feito(a) por Homens e Mulheres de génio e talento, de conhecimento e de cultura, tais como os que hoje lá se encontram, chegou a este decréscimo não de implantação no território, mas na promissora viabilidade saudável? Um jornal que é mais do que isso. É um amigo de cabeceira, companheiro de café, colega de banco de jardim, parceiro de viagem, conjunto de notas e auxiliar da memória. No entanto padece de alguns males. Alguns leitores teimam em participar nele e vêem-se arredados, e às suas "cartas". O espaço que lhes é dado, é substituído por anúncios de encontros de militares, por explº, quando tais informações úteis e nobres podiam muito bem ter o seu próprio espaço, uma vez que o lugar das "cartas" já é escasso e disso têm reclamado muitos leitores que pretendem intervir por esse meio. A conjuntura económica do país não é favorável a "estes vícios" de leitura, e em algum lado se terá que cortar. A cultura é das primeiras a sofrer tais cortes pelos cidadãos que sentem nos bolsos mais cotão do que aquilo com que se compram também os melões. Mas há os lugares públicos, como bibliotecas, cafés, associações, clubes, que também alguns suprimiram a compra do jornal, ou que o trocaram por outro. A verdadeira razão não tem explicação fácil, capaz de fazer primeira página. Por isso, volto ao princípio. Eu se fosse director do Jornal, deitar-me-ia todos os dias preocupado com o caminho por onde vai o "meu jornal", e que medidas devia tomar, que não fosse só por passar em juntar-lhe um "gift" repetitivo até que pareça só pechisbeque. Gente de valor habita a Redacção, de pena de prata e ouro, e de quem gosto muito. Só falta talvez dar mais atenção a quem nele pretende colaborar com informação mais sentida e recolhida na rua e mais próxima da realidade que é feita pelo Homem de carne e osso, com dor e sucesso à mistura, que os olhos vêem e o coração sente. De qualquer modo, parabéns ao JN e a todos os colaboradores, pelos seus 128 anos a servir Portugal. Grande História sobre os ombros de quem o faz!


      *(um especial cumprimento à simpática Inês Cardoso, de quem não perco uma crónica)

      De amarelo vão formosos

      De amarelo vão formosos

       
      Joaquim A. Moura
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      Estou pálido, quase amarelo e ainda não fui capaz de escrever duas linhas sobre o que tantos já escreveram - tratados de comportamento sobre acordos de associação a colégios e outros estabelecimentos de ensino parasitas com argumentos comerciais de permeio, de mão estendida, não em jeito de peditório mas de agiotas e oportunistas, que sacam o que podem ao erário público, com crianças pelo meio ou trazidas e levadas ao colo, com idades de biberão mas já com t-shirts a reivindicar que querem continuar na sua privilegiada escola. Ora eu verifico que tais escolas privadas devem ser mesmo de excelência pois esses bebés de colo ou às cavalitas dos pais, já decoram as vestimentas festivaleiras nos desfiles, com uma idade que eu só depois dos sete anos comecei a aprender na escola da cadela e muito pública. Recordo hoje, que fiz todo o ensino desde o básico até ao essencial para ir para a fila do desemprego, sem que alguma vez o meu pai me fosse levar ou trazer à escola que distava uns quilómetros de casa. Mas isso são estórias de outros tempos em que os progenitores trabalhavam de fio a pavio e sem vagar para apaparicar os seus rebentos, como hoje estes novos pais procedem por sobra de tempo e de subsídio, que lhes chega por várias vias. Subsídios, que lhes sobra, para ainda se passearem de veículo brilhante e confortável, espaçoso, que permite ao filho no regresso a casa fazer os trabalhos escolares no banco trazeiro e ainda fazer caretas a quem passa. Neste cenário tanto infantil quanto injustificável, eu decidi fazer um ultimato ao governo que faz dos nosso dinheiro o que lhe apetece. Caso o Governo da Nação quebre ou ceda no seu propósito de levar por diante o projecto concebido de eliminar os subsídios concedidos pelos anteriores executivos com interesses em tal mamanço com muita fé e terço à mistura, e acabe por no final de toda a contestação por esbanjar verbas fundamentais à melhoria do ensino público, suprimir as falhas para que caibam todos ou devem caber, criar estímulos para que todos se sintam felizes, instalar equipamentos educativos atraentes, dar aos professores motivos de maior aplicação e dedicação, eu joaquim pim-pim com as calças de cotim, sem qualquer benefício estatal a não ser o da dor social, recuso-me a pagar todo e qualquer imposto a que estou obrigado por lei, pois não concordo que o meu dinheiro arrancado da miséria, com as mãos calosas e deformadas, vá parar aos cofres dos colégios e aos bolsos dos pais dos meninos amarelos, e dos representantes do Senhor na Terra, com amigalhaços nos partidos da cor que o sol mais evidencia, e lhes distribuíu tais privilégios, e deles tirou rendimento.