A tampa do frasco do ketchup sempre foi removida mas ao mesmo tempo o espaço vazio que ela deixou ao sair, foi de imediato ocupado pela mediocridade. A nossa Selecção constituída por 23 rapazes cheios de talento, que até impossibilitava fazer de caras qual o melhor onze para início de partida, acabou por ter a ajuda da vaca leiteira.

Todavia o CR7 apareceu a marcar o que era preciso, para que o descalabro não fosse total. Mas se a Hungria tivesse uma vaca que lhes sorrisse, como aquelas dos Açores riem para os Presidentes, mostrando felicidade, os elementos da Selecção magiar também sairiam do Lyon com outra alegria. Bastava para isso que a bola que foi ao poste, entrasse até ao fundo da rede do abandonado Patrício, que garantiu que a derrota não nos saísse em sorte. Já o golo do empate da nossa Selecção, deve-se em parte ao guarda-redes húngaro que ofereceu o lado que o separava do poste direito, de onde Nani desferiu o remate que deu em golo, ainda a uma distância que permitia ao "ceroulas" fazer melhor e manter a sua baliza inviolável por mais tempo. Mas sem dúvida que a vaca sorriu-nos, mesmo tendo em conta as substituições operadas pelo Seleccionador da equipa das Quinas, com o "melhor jogador do mundo" misturado e por vezes zangado com os movimentos errados que se sucediam.

Não sei de que marca é o ketchup que fez saltar a tampa do CR7, mas devia estar fora de prazo e não chegou para dar um bom sabor nem qualidade ao jogo, que acabou empatado a 3-3 e que nos permitiu ser apurados para continuar em prova tremidamente. Seis golos numa só partida que ficará para a história deste Europeu, que mereceu o maior apoio civil e político de que há memória. Os portugueses são assim. Ninguém os agarra quando é preciso fanfarronar por todo o lado, onde o S.João marque presença, com bombo, martelinho, bandeira e cachecol, desde que por perto nos cheire a sardinha, que quase deu em esturro. P´rá frente é que é o caminho. Força Portugal!

Autores: Joaquim A. Moura