SÁBADO, 19 DE NOVEMBRO DE 2016
Opinião: É Taça, caraças!
O FCP, sempre que não ganha os duelos ou provas em que se vê inscrito e nelas promete dar o seu melhor e ganhá-las, levanta um sururu, um alarido, por não as vencer, ou delas sair pela porta pequena derrotado. E a sua primeira preocupação é protestar de que foi prejudicado pela arbitragem ou por factores estranhos que se intrometem no seu sucesso ambicionado.
Ganhar tudo o que há para ganhar é o seu lema. Mas as coisas são como são. No Futebol Clube do Porto, quando não se sai vitorioso da contenda que disputa, vem sempre à praça pública e em parangonas nos jornais e tê vês, vociferar que foi derrotado pelas más arbitragens, que não marcaram meia dúzia de penaltis, que não expulsaram dois ou três jogadores, encontrando aqui a explicação para o desastre nas provas em que participa.
O FCP, já deu nota há muito de que gosta de jogar contra dez ou menos, e ganhar a partir de grandes penalidades. Isto é discurso velho, e bem conhecido de há 20 anos, pelo menos. Do tempo em que dominava os apitos. O jogo de futebol, ganha-se antes de tudo com a bola nos pés, de quem sabe, de preferência.
Joga-se no colectivo encontrado com classe, muita técnica, boa dinâmica, e melhor orientação. De pé para pé, cabeça tronco e fôlego. De bola corrida e com bom domínio sobre ela. As partidas de futebol, não são para serem decididas e a contar serem ganhas com penaltis polémicos quase sempre, e com expulsões do adversário, após, assim, fragilizados.
Mas o FCP aposta nesta solução, quando não chega à vitória através da superioridade revelada em campo. Este género de desculpas é arrancado do buraco negro e mal cheiroso, para justificar o fracasso rotundo dos seus intervenientes nas áreas em que são responsáveis. E isto passa por todos os jogadores, equipa técnica, dirigentes, que dispensam a humildade, para aceitarem os resultados medíocres.
Não passa pela desculpa primária, de teimarem em repetir que o falhanço rola na cabeça dos árbitros e de quem os nomeia. Agarrarem-se a isto, é evidenciar incompetência, levantar poeira, suspeições, etc. É sobretudo acender fogueiras e criar confusão. É urgente ter no Futebol quem saiba ser desportista e saber ganhar e perder com elegância, respeito e educação.
O Futebol agradece e o público aplaudirá!
Joaquim A. Moura (Penafiel)
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