quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Uma questão de "crédito"

Mal soube da notícia, fui a correr à mercearia do senhor Pedro para cancelar o “asa branca”, que tinha com a antecedência necessária, encomendado para o Natal - acontecimento que nos faz perder algum senso - logo que o desmentido da devolução da sobretaxa do IRS que estava  na salgadeira das promessas do PàF, propriedade da Casa Coelho-Portas & Cª. Empresa de  importação e exportação, que tinha prometido devolver nas vésperas dos dias das vésperas eleitorais, o anunciou às postas. Não sei, e temo se vou a tempo, pois estes compromissos entre Homens de boa-fé, o cliente e o merceeiro, são matéria séria, palavra para honrar. Expus-lhe o problema em que me via, e ele a par da situação, parece ter compreendido e logo ali em cima do balcão, junto à balança que pesa o pagamento, concordamos em reduzir a encomenda para apenas uma badana e um rabo do costume. Agradeci a sua generosidade no conserto do negócio. Assim, talvez me seja mais fácil eu cumprir parte do pedido então feito, quando acreditei no “crédito fiscal” que o Coelho e a Maria dos cofres a abarrotar repetiam de que iriam-me premiar com 35% da sobretaxa do IRS, e eu feliz e contente o aplicaria no “Asa Branca da Noruega”. Como a mentira triunfou e veio à tona, eu e o sr. Pedro da Casa do Bacalhau, especial e importado, lá temos que continuar reduzidos a uns “badanas” e ficar com o “rabo” a assar. O costume!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"As Guerras"

As guerras não são feitas de pólvora. São gizadas por homens carregados de egoísmos, e que financiam políticas feitas de canos de morte como de esgotos, por onde circula ganâncias e fragâncias, jazidas de ouro e petróleo, roubados dos corações dos esqueletos e da flor na lapela dos que sobrevivem colados à pele das vítimas que já não podem protestar contra todos os enganos e mentiras que arranham o céu. As guerras são fabricadas à mesa polida nos palacetes aonde se reúnem secretos ópios e concertos que terminam em apertos de mãos assassinas. As guerras desfraldam bandeiras multicolores, e levantam altos muros farpados de injustiça, de venenos vários, e de muita loucura. As guerras pintam rostos e culturas. Vestem e despem num travesti mediático para consumo nos bairros da ignorância, e na miséria por onde o rato passeia, se esconde e se diverte enquanto pode, ao som do rap e do reggae perseguido e em fuga para dentro da marginalidade, sempre cada vez mais funda e mais perto das grades e da sepultura. As guerras não são feitas de bombas. São feitas de homens que já só se salvam por uns dias, fazendo-se explodir perdida a esperança, por entre a multidão, que os financiou com tudo até ao último tic-tac, menos com compreensão e solidariedade para com a sua forma de vida e pelo seu jeito de amar. As guerras são criadas pela crueldade da gravata e do colarinho branco que rege o mundo-cão, que não pressente a presença da dor e o odor dos cadáveres espalhados pelo chão da podridão desta sociedade por si erguida.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Tempos das Flores pelo chão"

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Será que mudam-se os tempos?

“Todo o mundo é feito de mudança”, mas será que os tempos que vivemos também se mudam? E as vontades? Observemos os últimos acontecimentos depois de o governo demitido e em gestão sob efeito de indigestão e a precisar de alka seltzer. Olhemos as caras dos oradores políticos da direita derrotada e aquilo que já aconteceu nas escadarias da Assembleia da República com a deputada do PS, Isabel Moreira, quando inocentemente ousou por lá se expor e foi vítima de ofensas dos peritos em tomar medidas e provocações salazaristas. Verifiquemos os cartazes já por aí emparedados com cola de cariz fascista. Registemos já o fogo intimidatório à porta da sede do Partido Socialista. Atentemos nos discursos rancorosos do ex-1º ministro, do ex-2º e do ex-3º e até ao último. Que exprimem eles se não promessa de confronto desesperado, salivado de raiva e de adiada vingança? Vejam as faces dos irresponsáveis governantes, e dos maus sinais enviados às Economias e às Praças financeiras, enquanto tentavam justificar o seu despedimento por maus serviços prestados à nação, que foram à pressa vender a preço de saldo, a maior companhia aérea e importante empresa exportadora da imagem de uma bandeira que cruza os céus do planeta. O que é que deles se pode vir a esperar que não seja outra coisa que não incendiar o país, e “cristalizar as noites” dos que por vontade própria e esperança num futuro melhor, pregaram no boletim de voto o seu desejo de mudança, como uma estrela libertada do céu? Quanta mais metralha está encomendada e escondida nos submarinos suspeitos, nos “pandur” ou por detrás dos sobreiros derrubados, para fazer palpitar o inferno prometido? Será que tudo isto “é só fumaça”? Fiquemos de guarda, pelo sim pelo não!



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Os "patriotas" azedados

O “patriotismo da Direita política que saliva vingança”, e a ter que se conformar a partir de agora num coma esperançoso, de que o feitiço se vire contra o feiticeiro mais cedo do que tarde, promete partir em tournée pelo país a dar explicações sobre a maldição que sobre eles caiu. O ex-1º pegajoso e o vice-revogável, pretendem ir em missão de norte a sul e até Meca se for preciso, e junto do seu povo provocar levantamentos populares para denunciar uma ilegalidade onde a legalidade imperou. Tal intenção ficou plasmada em duas estudadas frases próprias de chicos-perdedores, a que os jornais nacionais deram relevo. A do ex-ministro, “despedido com justa causa”, PPC(Perdedor Para Costa), fez questão de deixar claro no discurso do arrumar das papeletas, de que - “Quem votar pelo derrube do governo legítimo não tem legitimidade para mais tarde vir reclamar sentido de responsabilidade”. A secundá-lo como sempre o fez sem grande jeito, ou ao jeito de pajem, PP(Personagem do Passado), num outro tom mas idêntico registo, disse - “Se mais adiante não conseguir gerir a pressão exclusiva da demagogia entre o Bloco e o PCP, não venha depois pedir socorro” . Fica assim claro e demonstrado de que estes dois ex-governantes responsáveis e socorristas com validade prescrita, enraivecidos com a Democracia que os oxigenou principescamente desde os bancos da escola, tem o conceito, de que “Patriotismo” só existe com eles no poder, e até também é conhecido por - “Rancorismo”. O País vai felizmente passar bem sem eles, graças aos trabalhadores esforçados e esfarrapados por eles, e aos novos governantes nomeados de boa-fé, abrigados pelo voto convicto e pela Constituição da República, que a Direita portuguesa desrespeitou com o aval do maior responsável que jurou cumprir e fazê-la cumprir. Viva o 25 de abril de 74 e Portugal de 2015!
                 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O Emblema

Ignoro qual a marca do casaco que enverga o ex-1ºministro da Direita desoladora, e cosido de raiva. Para além desta insignificante incerteza, creio que posso afirmar que ele é feito do melhor tecido e de bom corte saído das mãos e da tesoura de um bom artífice. Mas a minha grande dúvida é saber qual o fim de tal indumentária e o destino do Emblema que a lapela exibiu durante o tempo de representação por dentro e por fora do país, e os danos causados na entretela que enforma a banda do dito casaco. Pregada ou de outro modo enfiada, aquela bandeirinha armilar, verde e rubra como o rosto de alguns seus correligionários, com ordem de despejo no 4 de outubro, que não se fartou de nos alfinetar no dia-a-dia, em sessões de dor numa imitação maléfica de acupunctura de vão de escada, sem sortir efeito que não fosse pôr-nos mais enfraquecidos, aonde irá repousar?. A nossa imaginação sobressalta-nos e diz-nos que aquela bandeirinha talvez venha a ser oferecida como se medalha valiosa fosse, como o fez um atleta da NBA, de grande competição e igual envergadura, a uma criança pobre que lhe saia ao caminho e que nos traga à memória o rapaz da mocidade portuguesa. Coisas com pesos e ternuras diferentes mas ambas de relevo, com significados distantes, e que tornam orgulhosos quem dá e quem recebe tal “troféu”. Mas uma vez esburacada a lapela esquerda do casaco do ex-1ºministro de direita, despedido a toque do parlamento agora mais nobre, que irá ele colocar em sua substituição para disfarçar o defeito ali cravado, embora saibamos que ele é um artista na arte de bem disfarçar e cavalgar sobre a miséria dos portugueses pisados e ostracizados nestes últimos 4 anos do seu mandato arrogante? Um remendo como ele bem sabe costurar? Um outro emblema de um clube afecto à “Tecnoforma”, ou umas setas laranja apontadas ao céu aonde não pode prometer que não mexe nos impostos e subsídios de Natal? Uma adenda, ou até mesmo uma das suas grossas mentiras a que nos habituou aqui na terra ou nesta pátria, que se diz também cemitério ou porto e cais de partida? Irá pôr tudo no prego sujeito ao mercado negro e da compra do ouro comprometido e penhorado das famílias enrascadas, em que ele transformou Portugal? Depois do que ouvi e li no Parlamento, não sei se devo começar a “rir ou a chorar a bandeiras despregadas”

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Há Leitão ou há Coelho?

Dizem os “leitãoeiros” que se reúnem na Mealhada para um repasto que já está ameaçado de adiamento, que o projecto do Grande Acordo entre as “esquerdas partidárias constitui uma ameaça ao bem-estar dos portugueses”(!). Para ele, Ricardo Gonçalves, e para os cerca de 400 já inscritos de acordo com a sua exagerada boca, o BE e o PCP, não lhe dão garantias de sucesso, e nós achamos que ele tem razão. Com certeza que dificilmente cretinos como ele  regressarão à cadeira que já ocupou, e isso ele já percebeu. Entre os dinamizadores da festança que promete entalar o PS e António Costa mais concretamente, destaca-se um dos comensais e ex-deputado pelo círculo aonde mais se opera no mundo do crime, Braga, que é um, mais o Beleza, dos que pretende alumiar a conduta do líder do PS nesta tarefa do difícil Acordo de governo para uma Legislatura que aparenta necessidade de remoção de muita pedra até chegar firme e seguro ao Parlamento. O amarantino Assis também carrega o bombo de S. Gonçalo e ribomba o que pode mas sempre por detrás da cortina do “santo” que ocupa o lugar cimeiro no partido aonde ele faz questão de ser protagonista e ausente ao mesmo tempo quando é chamado à disputa da liderança, escondendo os foguetes que virá a deitar mais tarde num dia mais alegre de que saberá tirar vantagem.  Diz o “aconselhado” Ricardo Gonçalves após aviso do “Grande Promotor” filho do Tâmega, que “o PCP e o BE não são de confiança. Numa primeira oportunidade deitam tudo abaixo”. Estas pitonisas são os primeiros, eles sim, a esconjurar sobre o que ainda está para se provar que aconteça, e são eles isso sim, os primeiros a deitar abaixo a estrutura que ainda só vai no desenho optimista e com traços de esperança. Este género de críticos militantes da rosa pitoresca, são aqueles com que nunca se pode contar para coisa nenhuma a não ser para os ouvir dizer “agarrem-me senão eu avanço”. E ficam-se só para o tacho. Acabam sempre a bater palmas, a ensacar o vencimento que o cargo oferece, e a apanhar foguetes no fim do festim com o arroto na boca com cheiro a leitão com laranja. Mas sobretudo mostram para que lado pulsa o seu coração e a sua adaptável e cómoda ideologia.