Mal soube da notícia, fui a correr à mercearia do senhor
Pedro para cancelar o “asa branca”, que tinha com a antecedência necessária,
encomendado para o Natal - acontecimento que nos faz perder algum senso - logo que
o desmentido da devolução da sobretaxa do IRS que estava na salgadeira das promessas do PàF,
propriedade da Casa Coelho-Portas & Cª. Empresa de importação e exportação, que tinha prometido
devolver nas vésperas dos dias das vésperas eleitorais, o anunciou às postas.
Não sei, e temo se vou a tempo, pois estes compromissos entre Homens de boa-fé,
o cliente e o merceeiro, são matéria séria, palavra para honrar. Expus-lhe o
problema em que me via, e ele a par da situação, parece ter compreendido e logo
ali em cima do balcão, junto à balança que pesa o pagamento, concordamos em
reduzir a encomenda para apenas uma badana
e um rabo do costume. Agradeci a sua generosidade no conserto do negócio.
Assim, talvez me seja mais fácil eu cumprir parte do pedido então feito, quando
acreditei no “crédito fiscal” que o Coelho e a Maria dos cofres a abarrotar
repetiam de que iriam-me premiar com 35% da sobretaxa do IRS, e eu feliz e
contente o aplicaria no “Asa Branca da Noruega”. Como a mentira triunfou e veio
à tona, eu e o sr. Pedro da Casa do Bacalhau, especial e importado, lá temos
que continuar reduzidos a uns “badanas” e ficar com o “rabo” a assar. O
costume!
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
"As Guerras"
As guerras não são feitas de pólvora. São gizadas por homens
carregados de egoísmos, e que financiam políticas feitas de canos de morte como
de esgotos, por onde circula ganâncias e fragâncias, jazidas de ouro e petróleo,
roubados dos corações dos esqueletos e da flor na lapela dos que sobrevivem
colados à pele das vítimas que já não podem protestar contra todos os enganos e
mentiras que arranham o céu. As guerras são fabricadas à mesa polida nos
palacetes aonde se reúnem secretos ópios e concertos que terminam em apertos de
mãos assassinas. As guerras desfraldam bandeiras multicolores, e levantam altos
muros farpados de injustiça, de venenos vários, e de muita loucura. As guerras
pintam rostos e culturas. Vestem e despem num travesti mediático para consumo
nos bairros da ignorância, e na miséria por onde o rato passeia, se esconde e
se diverte enquanto pode, ao som do rap e do reggae perseguido e em fuga para
dentro da marginalidade, sempre cada vez mais funda e mais perto das grades e da
sepultura. As guerras não são feitas de bombas. São feitas de homens que já só
se salvam por uns dias, fazendo-se explodir perdida a esperança, por entre a
multidão, que os financiou com tudo até ao último tic-tac, menos com
compreensão e solidariedade para com a sua forma de vida e pelo seu jeito de
amar. As guerras são criadas pela crueldade da gravata e do colarinho branco que
rege o mundo-cão, que não pressente a presença da dor e o odor dos cadáveres
espalhados pelo chão da podridão desta sociedade por si erguida.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
"Tempos das Flores pelo chão"
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Será que mudam-se os tempos?
“Todo o mundo é feito de mudança”, mas será que os tempos
que vivemos também se mudam? E as vontades? Observemos os últimos
acontecimentos depois de o governo demitido e em gestão sob efeito de
indigestão e a precisar de alka seltzer. Olhemos as caras dos oradores
políticos da direita derrotada e aquilo que já aconteceu nas escadarias da
Assembleia da República com a deputada do PS, Isabel Moreira, quando
inocentemente ousou por lá se expor e foi vítima de ofensas dos peritos em
tomar medidas e provocações salazaristas. Verifiquemos os cartazes já por aí
emparedados com cola de cariz fascista. Registemos já o fogo intimidatório à
porta da sede do Partido Socialista. Atentemos nos discursos rancorosos do
ex-1º ministro, do ex-2º e do ex-3º e até ao último. Que exprimem eles se não
promessa de confronto desesperado, salivado de raiva e de adiada vingança?
Vejam as faces dos irresponsáveis governantes, e dos maus sinais enviados às
Economias e às Praças financeiras, enquanto tentavam justificar o seu
despedimento por maus serviços prestados à nação, que foram à pressa vender a
preço de saldo, a maior companhia aérea e importante empresa exportadora da
imagem de uma bandeira que cruza os céus do planeta. O que é que deles se pode
vir a esperar que não seja outra coisa que não incendiar o país, e “cristalizar
as noites” dos que por vontade própria e esperança num futuro melhor, pregaram
no boletim de voto o seu desejo de mudança, como uma estrela libertada do céu?
Quanta mais metralha está encomendada e escondida nos submarinos suspeitos, nos
“pandur” ou por detrás dos sobreiros derrubados, para fazer palpitar o inferno
prometido? Será que tudo isto “é só fumaça”? Fiquemos de guarda, pelo sim pelo
não!
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Os "patriotas" azedados
O “patriotismo da Direita política que saliva vingança”, e a
ter que se conformar a partir de agora num coma esperançoso, de que o feitiço
se vire contra o feiticeiro mais cedo do que tarde, promete partir em tournée pelo país a dar explicações
sobre a maldição que sobre eles caiu. O ex-1º pegajoso e o vice-revogável, pretendem
ir em missão de norte a sul e até Meca se for preciso, e junto do seu povo
provocar levantamentos populares para denunciar uma ilegalidade onde a
legalidade imperou. Tal intenção ficou plasmada em duas estudadas frases
próprias de chicos-perdedores, a que os jornais nacionais deram relevo. A do
ex-ministro, “despedido com justa causa”, PPC(Perdedor Para Costa), fez questão de deixar claro no discurso do
arrumar das papeletas, de que - “Quem
votar pelo derrube do governo legítimo não tem legitimidade para mais tarde vir
reclamar sentido de responsabilidade”.
A secundá-lo como sempre o fez sem grande jeito, ou ao jeito de pajem, PP(Personagem do Passado), num outro tom
mas idêntico registo, disse - “Se mais
adiante não conseguir gerir a pressão exclusiva da demagogia entre o Bloco e o
PCP, não venha depois pedir socorro” . Fica assim claro e demonstrado de
que estes dois ex-governantes
responsáveis e socorristas com validade prescrita, enraivecidos com a
Democracia que os oxigenou principescamente desde os bancos da escola, tem o
conceito, de que “Patriotismo” só existe com eles no poder, e até também é
conhecido por - “Rancorismo”. O País vai felizmente passar bem sem eles, graças
aos trabalhadores esforçados e esfarrapados por eles, e aos novos governantes
nomeados de boa-fé, abrigados pelo voto convicto e pela Constituição da
República, que a Direita portuguesa desrespeitou com o aval do maior
responsável que jurou cumprir e fazê-la cumprir. Viva o 25 de abril de 74 e Portugal
de 2015!
terça-feira, 10 de novembro de 2015
O Emblema
Ignoro qual a marca do casaco que enverga o ex-1ºministro da
Direita desoladora, e cosido de raiva. Para além desta insignificante
incerteza, creio que posso afirmar que ele é feito do melhor tecido e de bom
corte saído das mãos e da tesoura de um bom artífice. Mas a minha grande dúvida
é saber qual o fim de tal indumentária e o destino do Emblema que a lapela
exibiu durante o tempo de representação por dentro e por fora do país, e os
danos causados na entretela que enforma a banda do dito casaco. Pregada ou de
outro modo enfiada, aquela bandeirinha armilar, verde e rubra como o rosto de
alguns seus correligionários, com ordem de despejo no 4 de outubro, que não se
fartou de nos alfinetar no dia-a-dia, em sessões de dor numa imitação maléfica
de acupunctura de vão de escada, sem sortir efeito que não fosse pôr-nos mais
enfraquecidos, aonde irá repousar?. A nossa imaginação sobressalta-nos e
diz-nos que aquela bandeirinha talvez venha a ser oferecida como se medalha
valiosa fosse, como o fez um atleta da NBA, de grande competição e igual
envergadura, a uma criança pobre que lhe saia ao caminho e que nos traga à
memória o rapaz da mocidade portuguesa. Coisas com pesos e ternuras diferentes
mas ambas de relevo, com significados distantes, e que tornam orgulhosos quem
dá e quem recebe tal “troféu”. Mas uma vez esburacada a lapela esquerda do casaco
do ex-1ºministro de direita, despedido a toque do parlamento agora mais nobre,
que irá ele colocar em sua substituição para disfarçar o defeito ali cravado,
embora saibamos que ele é um artista na arte de bem disfarçar e cavalgar sobre
a miséria dos portugueses pisados e ostracizados nestes últimos 4 anos do seu
mandato arrogante? Um remendo como ele bem sabe costurar? Um outro emblema de
um clube afecto à “Tecnoforma”, ou umas setas laranja apontadas ao céu aonde
não pode prometer que não mexe nos impostos e subsídios de Natal? Uma adenda,
ou até mesmo uma das suas grossas mentiras a que nos habituou aqui na terra ou
nesta pátria, que se diz também cemitério ou porto e cais de partida? Irá pôr
tudo no prego sujeito ao mercado negro e da compra do ouro comprometido e
penhorado das famílias enrascadas, em que ele transformou Portugal? Depois do
que ouvi e li no Parlamento, não sei se devo começar a “rir ou a chorar a
bandeiras despregadas”
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Há Leitão ou há Coelho?
Dizem os “leitãoeiros” que se reúnem na Mealhada para um
repasto que já está ameaçado de adiamento, que o projecto do Grande Acordo
entre as “esquerdas partidárias constitui
uma ameaça ao bem-estar dos
portugueses”(!). Para ele, Ricardo Gonçalves, e para os cerca de 400 já
inscritos de acordo com a sua exagerada boca, o BE e o PCP, não lhe dão
garantias de sucesso, e nós achamos que ele tem razão. Com certeza que dificilmente
cretinos como ele regressarão à cadeira
que já ocupou, e isso ele já percebeu. Entre os dinamizadores da festança que
promete entalar o PS e António Costa mais concretamente, destaca-se um dos
comensais e ex-deputado pelo círculo aonde mais se opera no mundo do crime,
Braga, que é um, mais o Beleza, dos que pretende alumiar a conduta do líder do
PS nesta tarefa do difícil Acordo de governo para uma Legislatura que aparenta
necessidade de remoção de muita pedra até chegar firme e seguro ao Parlamento.
O amarantino Assis também carrega o bombo de S. Gonçalo e ribomba o que pode
mas sempre por detrás da cortina do “santo”
que ocupa o lugar cimeiro no partido aonde ele faz questão de ser protagonista
e ausente ao mesmo tempo quando é chamado à disputa da liderança, escondendo os
foguetes que virá a deitar mais tarde num dia mais alegre de que saberá tirar
vantagem. Diz o “aconselhado” Ricardo
Gonçalves após aviso do “Grande Promotor” filho do Tâmega, que “o PCP e o BE não são de confiança. Numa
primeira oportunidade deitam tudo abaixo”.
Estas pitonisas são os primeiros, eles sim, a esconjurar sobre o que ainda está
para se provar que aconteça, e são eles isso sim, os primeiros a deitar abaixo
a estrutura que ainda só vai no desenho optimista e com traços de esperança.
Este género de críticos militantes da rosa pitoresca, são aqueles com que nunca
se pode contar para coisa nenhuma a não ser para os ouvir dizer “agarrem-me senão eu avanço”. E ficam-se
só para o tacho. Acabam sempre a bater palmas, a ensacar o vencimento que o
cargo oferece, e a apanhar foguetes no fim do festim com o arroto na boca com
cheiro a leitão com laranja. Mas sobretudo
mostram para que lado pulsa o seu coração e a sua adaptável e cómoda ideologia.
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