Até pode ser coincidência, mas desde o caso polémico e que pôs em
frangalhos a verdade desportiva no futebol nacional que entrou em jogo no
escalão maior em determinada época e perdurou por tempo extra, o FCPorto
resvala em maus relvados depois que os lençóis que acolheram e afagaram a
fruta, sossegaram, e realçam agora, não sei se uma maior pureza e verdade nas
prestações nas provas em que compete. O que se constata, é que de deslize em
fracasso, de despedida de título ao adeus da competição de gabarito em que se
viu envolvido, os dirigentes do Dragão respeitável, lá se vão agarrando ao que
resta do que vai sobrando mesmo que não veja nisso grande prestígio. Assim
perdido o Campeonato caseiro, depois de expulsos da Liga dos Campeões, logo se
apressaram a propagar que uma época bem sucedida seria vencer um título Europeu
ou Internacional e a Liga Europa era o desígnio, o objectivo claro, e quase a consideravam
já no papo. Empurrados com estrondo flamengo, de tal dança andaluza, ao som de
sevilhanas castanholas, para fora de todos os "palcos onde brilha o
futebol europeu", agora ainda lhes resta uma esperança de agarrar o 2º
lugar na Liga portuguesa para voltar a entrar directamente na Europa do Futebol
dos milhões. Entretanto, lá se vão animando dizendo num consolo amarelo para
dentro de portas e para fora das janelas, de que ainda sobram as Taças - a de
Portugal, e c´um caneco, a outra, a tal de que Jorge jesus apreciava e com que
se contentava e a ele parecia confiada, quando tudo perdia, a apelidada
jocosamente pelo FCP de Taça de Folheta. Ora tudo indica no presente inferno
dos dragões, de que tal "lata virou Troféu", e já ganhou para o clube
azul e branco maior brilho e outro estatuto. Como os tempos mudam e as vontades
se acomodam. E já são muitos os portistas que as desejam para as exibirem no
seu cristalino museu. "E esta heem"!
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