Vasco Pulido Valente(VPV), "não
compreende a realidade que se vive em Portugal, mas não será por isso que ela
desaparecerá". Ou compreende mas tenta passar uma esponja pelas suas
partes. O que parece que ele quer, no seu desabafo bafiento e a precisar de
naftalina, que o Público nos dá a ler em "opinião", é que para V.P.V.
o melhor para nós, povo entalado, é que nos acomodemos, que aceitemos este mal
pois outro qualquer será pior - Que a nossa mansidão resista até cair de podre.
V.P.V é um "bon vivant", imagino eu, que deve gostar de escrever
perto de uma estante com uísque em cima, tal como Vinícius de Moraes o fazia no
seu piano e noutro tom. Mas cada um faz como quer, pode e lhe apetece. A ele,
pelo que escreve na sua crónica ofensiva, provocadora como é habitual, gostará,
que o país continue na cepa torta, e que o povo se resigne, e açaimado. Ao povo
cabe apenas e só, escutar os "guias sensatos" como o V.P.V. que sabe
tudo e nos aconselha, que é preferível o certo ao duvidoso. E o certo, é o que
nos chega vindo de fora, e que nós lá pusemos e temos de continuar a por, com
juros de sangue, enquanto o duvidoso, é a esquerda política que promete
distribuir logo que regresse ao poder, aonde nunca esteve verdadeiramente a
governar com inteligência, de facto. O resto é, para o escriba conceituado de
direita, um bando de demagogos falhados que prometem ferro e fogo, que dizem
distribuir apenas ouro, depois de retirado das cinzas que cobrem o país desde
há 40 anos, mais os anteriores herdados da Era em que V.P.V. já comia e bebia
como um abade, e até estudava. Coisa de rico. Esquece-se o autor que levanta
"a poeira", de que ainda há gente que prefere comer o pão(com
"m")que o diabo amassou, e que de tanto habituado a isso, já só vê
uma solução na actual situação. É, a ter de sofrer como está, mandar a direita
e a troika que a sustenta para o inferno(com "c"), mas saber que com
essa luta, a austeridade não se eterniza como está garantido acontecerá, e que
os nossos filhos não herdarão só as cinzas nem o pão duro e incerto ou a
conta-côdeas, que esta direita interna e externa, promete acentuar, e que não
há nenhum papão para além dos que já existem nos "poderes
instalados", que nos meta medo de mudar, porque "mudar é
preciso". Até de VPV(s).Só assim se tomará novas qualidades, e que a
Liberdade só deixará de ser privilégio exclusivo dos que falam de barriga cheia
e dela até abusam. Mesmo se em nome próprio ou com pseudónimo.
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