domingo, 20 de abril de 2014

"A poeira II"

Vasco Pulido Valente(VPV), "não compreende a realidade que se vive em Portugal, mas não será por isso que ela desaparecerá". Ou compreende mas tenta passar uma esponja pelas suas partes. O que parece que ele quer, no seu desabafo bafiento e a precisar de naftalina, que o Público nos dá a ler em "opinião", é que para V.P.V. o melhor para nós, povo entalado, é que nos acomodemos, que aceitemos este mal pois outro qualquer será pior - Que a nossa mansidão resista até cair de podre. V.P.V é um "bon vivant", imagino eu, que deve gostar de escrever perto de uma estante com uísque em cima, tal como Vinícius de Moraes o fazia no seu piano e noutro tom. Mas cada um faz como quer, pode e lhe apetece. A ele, pelo que escreve na sua crónica ofensiva, provocadora como é habitual, gostará, que o país continue na cepa torta, e que o povo se resigne, e açaimado. Ao povo cabe apenas e só, escutar os "guias sensatos" como o V.P.V. que sabe tudo e nos aconselha, que é preferível o certo ao duvidoso. E o certo, é o que nos chega vindo de fora, e que nós lá pusemos e temos de continuar a por, com juros de sangue, enquanto o duvidoso, é a esquerda política que promete distribuir logo que regresse ao poder, aonde nunca esteve verdadeiramente a governar com inteligência, de facto. O resto é, para o escriba conceituado de direita, um bando de demagogos falhados que prometem ferro e fogo, que dizem distribuir apenas ouro, depois de retirado das cinzas que cobrem o país desde há 40 anos, mais os anteriores herdados da Era em que V.P.V. já comia e bebia como um abade, e até estudava. Coisa de rico. Esquece-se o autor que levanta "a poeira", de que ainda há gente que prefere comer o pão(com "m")que o diabo amassou, e que de tanto habituado a isso, já só vê uma solução na actual situação. É, a ter de sofrer como está, mandar a direita e a troika que a sustenta para o inferno(com "c"), mas saber que com essa luta, a austeridade não se eterniza como está garantido acontecerá, e que os nossos filhos não herdarão só as cinzas nem o pão duro e incerto ou a conta-côdeas, que esta direita interna e externa, promete acentuar, e que não há nenhum papão para além dos que já existem nos "poderes instalados", que nos meta medo de mudar, porque "mudar é preciso". Até de VPV(s).Só assim se tomará novas qualidades, e que a Liberdade só deixará de ser privilégio exclusivo dos que falam de barriga cheia e dela até abusam. Mesmo se em nome próprio ou com pseudónimo.

-(resposta a vasco pulido valente/ler artigo "A poeira" em Público/"opinião" de 20/04/2014)
   

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