Sabem os portugueses há quantos anos o 25 de abril aconteceu? Sabem os
eleitores há quantos anos o arquipélago da Madeira é governado(!) por Alberto
João Jardim e o seu partido político? Pois bem, eu conto-lhes. É desde a pré
história da dita Revolução. Na ilha, por aquelas escarpas e graciosas levadas,
vivem agregados inteiros mas ao mesmo tempo, famílias despedaçadas em condições
desumanas, como não lembra ao diabo tê-las em tal inferno. Eu já recolhi e
revelei em foto tão trágico modo de viver, por aquelas encostas acima, envoltas
em nevoeiro sinuoso e em lágrimas. Água quase tudo. É um tema recorrente. De
vez em quando lá vem à baila o bailinho real que arrasta os ilhéus desde aquela
Era que foi esperança e hoje é desilusão, que os põe a dançar, lhes marca o
passo, e lhes dá música pelas eleições, mas que os mantêm há anos velhos
naquela montanha de pobreza miserável. Quem viu as imagens divulgadas pelos
meios de comunicação, pôde confirmar os efeitos de uma governação(!) também ela
indigna, ao longo e por dentro de tanta democracia(!), de esbanjamento dos
milhões de dinheiros públicos, e que tem um personagem com nome e responsável
pelo estado de abandono e sofrimento em que sobrevive muita gente que habita a
ilha e que foge ou se esconde mal veja uma máquina fotográfica, quando é
apanhada a estender ao sol, bocados de roupa gasta. Alberto João Jardim, assim
se chama o senhor da ilha. É ele e a sua "entourage" política, que
mantém naqueles barracos a cair imundos
como pocilgas, os portugueses da Madeira. Qualquer tenda de feira medieval ou de campo de refugiados, qualquer
rulote ou caravana de passeio, oferece melhores condições para cuidar de uma
família, educar e criar filhos com saúde. Mas o dono da ilha, sempre preferiu cantar no
"chão da lagoa" a canção do bandido, e ofender constantemente o povo
que lhe paga o pão rico e a mesa
luxuosa, e a boa vida num palacete de pasmar. E chamar barraco àquelas
instalações de onde o Daniel quer um dia partir para sempre, é ser-se
mentiroso. O que as imagens mostraram é um chiqueiro aonde o Líder madeirense
devia passar as suas férias, e desse modo sentir que aquele lugar imundo não é
um "porto santo" para se viver com dignidade. E não é de agora nem
foi preciso que tenha acontecido mais um caso de criança desaparecida, para que
o drama em que se "acomodam e confortam na dor" famílias numerosas e
com alma por dentro e fora do Funchal, para que a ilha do Jardim seja (má)
notícia.
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