Ser português é isso mesmo o que nos mostraram as imagens na tv, e que correm
no "iútube". Por onde quer que um português ande, a sua pegada, o seu
estilo, educação, força de trabalho e de talento sempre se faz sentir. Não é
senhor de deixar marca por via de crimes estrondosos capazes de se tornarem
fita de cinema ou sequer de se tornarem célebres por via de romance, mas sabem
afirmar-se no mundo do trabalho, e quase sempre louvados pela seu estóico
esforço, humildade e honestidade, excepto quando lhe chegam com um archote a
arder junto dos "tomates" ou a mostarda ao nariz. A prova está, se
caso fosse preciso provar, numa reacção de Toni, enquanto treinador por terras
da arábia durante uma conferência de imprensa, e agora na atitude de Vitor
Pereira, ex-técnico do FCP, também durante um flash-interview num cenário
teatral muçulmano, após um jogo de futebol lá por aquelas bandas. Quer o
ex-jogador e treinador do Benfica, quer o ex-treinador dos Dragões,
demonstraram que é preciso quatro pessoas no mínimo para enterrrar um
português, mesmo depois do desastre de Alcácer-Quibir, que se deveu apenas a
erros de juventude e imbecialidade a mais, de um rei, que se sentava no trono
como suplente e que reinava em fora de jogo. Se com Toni, foi lançada a
primeira pedra sinalizadora da nossa afirmação, com Vitor Pereira foi colocado
mais um padrão magalítico a atestar a nossa presença, personalidade e assunção
da liberdade. Além disso, espalhamos por terras de areia e de camelos, a fé que
temos em nós, e erguemos a voz para dizer que não é qualquer um que veste saia
ou saiote, ainda que cheire a petróleo, cobre e pague em dólares, que dá ordens
e determine a um português como se de um refém se tratasse, sobre o que este
deve ou não pronunciar-se numa ou outra entrevista, e em matéria que só ele
sabe e pela qual responde, e que o árabe entende supervisionar, como dono e
senhor do mundo, armado em bom, ou em bomba. Aos dois magníficos lusitanos,
obrigado por me terem representado.
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