Portugal nação valente, com a actual governação é um país subserviente,
e na hora de se pôr de cócoras ou de joelhos a lamber os tacões da Merkel, da
coroa inglesa, ou os botins do Soba, aí está ele em todo o seu esplendor. Já
não bastavam os crimes dos polícias arquivados ou escondidos nas secretarias
dos quartéis à espera de absolvição e arquivamento ou prescrição pelos
tribunais, as fraudes VIP, etc. agora acrescenta-lhe a decisão assente num real
artifício encontrado, para reabrir o processo do desaparecimento da rapariga
Madeleine, a garota turista abandonada à sua sorte no All Garve, enquanto os
pais abancavam e se recriavam num restaurante confortável. Mas se isto não
arrepia o suficiente, vem agora novo e tão real artifício quanto o anterior e
com contornos a que nem o Sepp Blatter, presidente da FIFA resistia a parodiar.
A "Justiça Superior" portuguesa submetida às pressões do governo de
angola através do seu jornal oficial e porta voz do timoneiro e grande irmão
naquela nação africana, demonstra toda a sua veia contorcionista quando a
mandam subir para os pratos da balança de olhos vendados, no contencioso sério
em que se transformou o relacionamento entre os dois países acerca dos casos
mal explicados que envolve gente séria e outra que quer parecer ser. A lição
que se pode tirar para já, enquanto não for explicado à luz da verdade tudo à
opinião pública, é que Portugal nação valente, claudicou na defesa
intransigente dos seus valores e independência como país soberano(!) e mais uma
vez ridicularizou-nos perante a dependência do mais forte, que como é normal,
venceu. A Procuradora Geral da República, que se adivinha também sofreu pressões,
manchando a memória do seu pai, de voz grossa passou a piar mais fino ou nem
piou mais, e mandou arquivar o luso-afro e polémico processo, que já vinha "ma(n)chetado"
e manchado mas que agora é negro e constitui uma nódoa na história da Justiça portuguesa.
Blatter já tem mais um motivo forte para "aFInFAr" no modo de ser e
de estar dos portugueses e divertir-se à grande e à angolana.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Más-línguas
Dizem as línguas soltas, que Oliveira Salazar deixou um país pobre e
atrasado, sem estradas que unissem o todo nacional, às escuras, mas com os
cofres a luzir cheios de ouro. Agora, outras línguas de palmo e meio dizem, que
vivemos em Democracia, que estamos numa época de modernidade e de amplas
liberdades, de que já temos vias novas, auto-estradas, asfaltadas de euros
vertiginosos e de suores sangrados, mas que ligam ao deserto e ao fracasso
económico, por onde não passam trabalhadores, nem viaturas, nem sequer animais
de estimação ou espécies protegidos. E se dantes Portugal, era povoado de
pobres históricos e infelizes de continuação que chegavam de longe, hoje temos
mais de 17,8% de desempregados, o que nos faz perder 3900 milhões de euros por ano,
como repete Bagão Félix - e se não fosse ele seria o Bélix Fagão que dava no
mesmo - a que se juntam todos os dias mais e mais, velhos e novos a dar com um
pau. Se no tempo do Ditador de santa comba dão, o povo era analfabeto, e na
falta da saúde tinha por remédio tomar dois ou três copos de tinto, e esfregava
um bagaço nas pernas para as dores, hoje de pouco serve à população ser mais
letrada e culta, formada e doutorada, já que a única saída para tanta
competência só dá para preencher papéis de desempregado, para participar em
filas para a sopa misericordiosa ou para emigrar, e até os que respiram saúde
recorrem mais ao suicídio e praticam a violência doméstica com maior
facilidade. Mais. Por razões de trabalho, emigrava-se, mas ganhava-se com
sofrimento o pão que cá não havia, que hoje volta a falhar, e enviava-se algum
para a família que ficava, com que mascaravam a fome, e ainda se depositava na
banca outra parte com que se fazia a casa e educava o filho. Hoje parte este e
aquele com a mesma intenção e objectivo apurado, mas na actual crise europeia e
de desconfiança latente, " o operário, o académico e o erudito"
emigrante, já não manda para cá nenhum euro que se veja, e não ajuda a família
como outros o fizeram, o que aumenta por cá o número de pobres dependentes e
interrompe os estudos de quem com eles sonhou. E se no “antigamente” se
estudava à luz de lâmpadas de 25 “velas”, hoje regressamos às sombras dentro de
casa, à luz da vela e ao candeeiro a petróleo. É isto, desenvolvimento? A este
diabólico cenário, criado por novos políticos dirigentes, que nunca governaram
coisa alguma com lucro para o país, que esvaziaram os cofres públicos e
hipotecaram o ouro herdado, chama-se evolução ou trapaça? Evolução não é com
certeza, pois Salazar ainda é recordado e apetecido...! – Porque será que tal
“desenvolvimento”(!) no Estado Moderno, não faz apagar da memória e enterrar de
vez o regime do Estado Novo? Porque será?
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
O comentador sob encomenda
Tomando o povo por uma massa idiota tipo tolinhos da silva, o comentador
avençado principescamente da TVI, tomou-se de dores por Cavaco Silva, o
presidente alinhado mais com o PSD e o governo do que com a República, e numa
cambalhota de chico esperto respondeu de soslaio ao ataque e à acusação feita
por Mário Soares, esse soldado experiente, ex-presidente e afiado democrata,
neste país de velhos sem abono e de emigrantes de destinos incertos. E na
tentativa de salvar Cavaco do ataque lançado pelo antigo pai e mentor(!) da
Democracia, "desenha"(está na moda dizer) uma comparação, estabelece
um paralelismo com a prática do actual Presidente da República no caso da sua
"jogada" e da sua ligação por detrás do biombo, no BPN e à SLN,
relembrando-nos, um ou outro episódio que fez correr tinta, de modo a esvaziar
a importância da acusação e exigência ímpar feita por Mário Soares, para que o
detentor do cargo supremo da nação no presente seja julgado no caso que o
hipoteca, o envolve e à família na SLN fraudulenta, que a nós pareceu uma
missão sob encomenda para o auxiliar ou limpar. Que comparação se pode
estabelecer entre uma prática de má governação/condução nos dossier polémicos
mencionados pelo professor, como provocação - Melancia, Macau, Descolonização -
com uma prática baça ou de aproveitamento privilegiado num negócio que hoje sai
roubo aos bolsos e à vida dos portugueses? Marcelo Rebelo de Sousa, armado em
má-língua e como quem não quer a coisa, pensa que é o mais inteligente dos
"canais TDT"(T-odos D-evem T-er), mas não passa de banal ex-líder
fraco, ex-político sem brilho, embora beneficiando de apoios herdados do
passado, e da demagogia bem aceite no presente-pimba.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O ministro que faz Ma(n)chete
Já tudo ou quase tudo foi dito sobre o Rui Machete, o MNE de Portugal, e
a sua actuação desastrada enquanto "elefante dentro de um armazém de loiça
delicada" e com motivos africanos. Este ministro, recuperado de uma
prateleira ou de um álbum do passado, beneficia mesmo assim da protecção e do
estranho apoio, dos que têm a obrigação e o dever de salvar o regime e o bom
nome do país, e não de contribuir para a acentuação da humilhação e da sua
gente. Mas a condenação generalizada sobre o comportamento do Ministro Machete,
não terá efeitos a curto prazo, como é do costume por cá. E o costume, é irem
embora, demitirem-se, mas só ao fim de muito empurrão e com contas bem feitas a
seu favor. Noutros países, idênticos incidentes graves ou abusivas ingerências
cometidas por parte de um membro do governo, não ultrapassariam as 24horas para
o levar a apresentar a sua demissão ou ser demitido e sem louvor. Tal medida
seria tomada noutros países e não aqui. Jorge Jesus será dispensado do Benfica
mais cedo e por menor responsabilidade. Mas isso são outros desportos e com
interesses menos sérios e abrangentes. A questão que nos leva a pronunciar
também sobre esta diplomacia sem tacto, feita com os pés e subserviente, é o
insulto feito a Portugal a partir de "O Jornal de Angola" pela pena
de um jornalista subserviente à recomendação dada. Ao contrário do que diz o
comentador mor, Marcelo Rebelo de Sousa, que o "Jornal de Angola" não
é o governo angolano, pensamos que tal jornal, constituíu-se um órgão de defesa
do ministro luso, e constitui-se porta- voz do interesse político angolano.
Mais grave ainda, quando dispara a calúnia negra e ofende o M.P e a P.G.R, sindicatos
da classe e o que mais se verá, exigindo até uma forma de actuação da nossa
Justiça, para esta "tramóia", como eles consideram, contra figuras ou
figurões do Regime de Angola, feita pelas Leis do Estado português. Seria bom
perguntar ao jornalista-assessor e ao director do "Jornal do regime do
eterno presidente de Angola", o que aconteceria se idêntica
"tramóia" se passasse em Luanda e nos seus tribunais, entidades ou
instituições da Justiça, visando cidadãos lusos de relevo ou não, ou se só teríamos
conhecimento da "estória" quando fossem enfiados numa cela de um
musseque secreto da periferia da sua capital e se denunciado por um jornalista
local, dissidente e perseguido?
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A Juíza Fora da Lei
Uma juíza de Mamarrosa e de má consciência, faz ouvidos de mercador a
uma sentença proferida por um Tribunal de Justiça do Estado português, num dia
simbólico nos idos de um março inconsequente, já lá vai um tempo longo. A juíza
Joaquina, com idade para assumir responsabilidades e ter juízo, filha do
assassino do seu ex-marido e advogado jovem, opõe-se à decisão do Tribunal e
recusa a entrega periódica da menina, filha sua e do pai assassinado pelas
costas a tiro, aos avós paternos de respeitável idade. A juíza que não respeita
nada, nem a decisão judicial e muito menos o direito dos ex-sogros enlutados, é
“cúmplice” numa barbárie e comete teimosamente um conjunto de ilegalidades,
comportando-se como dona e senhora da Justiça que outros juízes deste Estado de
Direito determinaram aplicar, mas que não conseguem fazê-la cumprir, fazendo
antes parecer uma cumplicidade alargada. O que falta para que a prepotente cidadã
Ana Joaquina, filha de um assassino condenado, avô materno mas de traiçoeiro
colo onde escondia uma pistola, seja obrigado a obedecer à determinação do
Tribunal, ou será preciso dizer, que se tal situação se desenrolasse no seio de
outra família com outros genes, com outros avós privados do contacto com a neta
querida, e mais práticos na "solução" destes assuntos graves, a má
juíza de Mamarrosa, já tinha sido submetida à “acção directa” e levado com um
dos pratos da balança (simbólica), que procura não ter dois pesos e duas
medidas ao julgar o conflito, que nos devia envergonhar, e que a ela passaria a
dar fortes dores de cabeça, sentindo dessa forma o “peso” da justiça verdadeira
e eficaz. Esta seria uma justa sentença, que acabaria com o "quero, posso
e mando" revelado por uma juíza e mãe(!) de uma criança orfã e vítima, do
seu avô assassino do seu pai à queima-roupa num dia que se queria fosse de
afecto, de partilha e amor.
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