sexta-feira, 14 de junho de 2013

FAUP em Festa! - CONCERTO (Luís Moura e Hugo Coelho)

O poeta dos HH


O poeta escondido, Herberto Helder, "tem dois tipos de leitores". De modo diferente do que diz o "ípsilon", também eu o afirmo. Há os que conseguem aceder ao livro mal ele é editado, uma elite, os da proximidade e íntimos, e os que anseiam poder obtê-lo, os anónimos, se ele chegasse a estar à venda durante tempo e território suficiente. Até só para ver a capa que fosse. Sendo assim, esta impossibilidade criada de chegar à obra herbertiana, torna-o quase nulo para a maioria. A "faca que corta" o número de livros postos à venda no mercado, funciona como o "fogo" de uma santa inquisição ou capelinha privilegiada, e as exigências, quer do autor quer da editora, que destinam as obras mal estão prontas, para os amigos, são irritantes. A indisponibilidade pré-determinada(!) por ambos intervenientes, torna o poeta proibido, mais afastado do povo que circula por estas leituras e que esbarram repetidamente contra este duplo H, com que as assinam e assassinam logo à nascença, e retiram ao "homem" o direito a um 3º H maior, e ainda o retratam antipático, no mínimo, embora estejamos conscientes do que são opções ou critérios das partes que limitam. Concluímos nós há muito, que todos os livros de H H "são finais, porque não chegam a ninguém, mesmo que venham outros". Esta atitude não o torna numa raridade, no sentido artístico, mas antes num ignorado, pior que incógnito.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Amor à sobrevivência


Os reaccionários não desapareceram, nem reformaram-se ou passaram de moda. Dois leitores do JN de 13/06/2013 pronunciaram-se por carta menor que o jornal publicou na maior, e insurgiram-se contra os sindicatos e o seu método de acção. Supomos que por uma falha de consciência política ou por terem a barriga demasiado cheia que não os deixam pensar. Os leitores Padilha com o Costa a reforçar, não nutrem qualquer "amor ao sindicalismo" e acham que a "sobrevivência da democracia" resolve-se com a eliminação dos sindicatos, e mais concrectamente, com a demissão das "avoilas, dos nogueiras, helenas, nobres", pois entendem que com estes personagens fora das direcções das Centrais, que conjugam medidas e orientam a luta pelos direitos laborais e sociais, dos que trabalham e constroem as vias e assentam as vigas do futuro que se quer mais seguro, o país estaria melhor e seria até um paraíso. Impõe-se perguntar a esses dois "padilhas ou pandilhas" se no regime político do Estado Novo, que trouxe o país até Abril de 74 na pior miséria, pobreza e atraso em todos os segmentos da vida colectiva, em que não era permitido o Sindicalismo como o conhecemos hoje, nem reivindicações por melhores condições de vida, se tal estado de atraso "desse" país se deveu à existência das "avoilas, nogueiras, helenas,nobres" e outros dirigentes sindicais, agora eleitos democráticamente e porque se dispõem presentes, como hoje nos é consentido ter e ver. É nosso entendimento, que leitores frívolos como os mencionados e que se expressaram no JN, nos termos em que o fizeram, é que são prejudiciais e são travão do progresso e só "prejudicam o ritimo do país".


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Luto permanente

Quase todos os dias, são encontrados dentro de suas casas, mortos e a cheirar a podre, portugueses ou outras almas tristes, que escolheram mal ou bem, este país para trabalhar e ser, enquanto existência humana. Não é difícil descobrirem-se em cada dia que passa, tais e mais homens e mulheres, com laços familiares mal atados, precários uns, ostracizados outros, mas sobretudo esquecidos por todos, e que são notícia igual por razões idênticas - Lamentáveis, dói de saber e pior de ver. O número de portugueses "botados" ao desprezo e ao abandono sobe desmesuradamente, e por entre os milhões que somos nós, agonizam muitos, fechados no silêncio da falência sem precedentes. As medidas preventivas, securitárias, de solidariedade social, tomadas pelos organismos estatais e ainda pelas forças esmorecidas da segurança pública e republicanas, revelam-se no quotidiano, um fracasso gritante e com a habitual demagogia que a propaganda ergue e a história regista. O exercício falhado de bater à porta suspeita,da miséria escondida, da dor interiorizada, disfarçada, de facto, está-se a tornar um drama alargado, uma notícia repetida e vergonhosa quanto tem de horror. Este país, não é cada vez mais, nem para velhos nem para ninguém. Revela-se útil, apenas para a canalha oportunista, calculista, que se move nos meandros do poder político e da finança, sempre prontos a recolher os despojos dos perdedores, e na esperança de rendibilizar os restos que ficam, deixados pelos que partem destroçados, desta guerra, para onde somos atirados. Qualquer troféu na actual conjuntura mesmo herdado do defunto é bom, desde que dê lucro!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um milagre adiado

... e o milagre não aconteceu! A nova data santa para celebração do Corpo de Deus, que passou de 5ª feira para domingo, ficou marcada por um conjunto de acontecimentos que no seu todo constituíram um dia aziago para o FCP. Nos Olivais, uns imberbes desportistas, "discutiram" para lá do 90º minuto o título nacional de juniores B, que acabou por sorrir aos juvenis do SLB. As imagens dadas a consumir pela tv´s, e que correm no youtube, mostram-nos que o jogo terminou numa batalha campal, com dois ou três GNR a tentar segurar as rédeas dos "B´s" idiotas de ambas as equipas em fogo, que nas horas vagas se dedicam a jogar(!) futebol. Noutra modalidade, o andebol, que se realizou no Algarve, o FCP voltou a falhar, e mesmo para além do tempo regulamentar em que costuma resolver os jogos a seu favor, não conseguiu oferecer aos seus adeptos a "dobradinha à moda do Porto". Os leões do Sporting repetiram a vitória do ano anterior, e foram para a praia de Tavira festejar. Como não há duas sem três, o FCP voltou a claudicar na sua mais cara prova e rainha para o seu presidente, a seguir ao futebol sénior, onde é tricampeão. Segundo os relatos, nesta final da Liga Europeia em que saíu vencedor o grande rival, o Benfica, no DragãoCaixa que é tão só a casa do inimigo, não houve escaramuça no final para lá da contenda que estalou bem antes do início ameaçado pelos "cordeiros" do costume, e até terminou com abraços entre os atletas. Entre o pasto das razões para este fracasso alargado do FCP, encontra-se a mudança da data dos festejos do Corpus Christi, em que a invencibilidade do mortal Jorge e do seu Dragão, mito de outro reino, que revelam um entrosamento perfeito sobre os seus adversários, que desta vez não permitiu tal continuidade nas arenas em que actuaram. É caso, para que o presidente vitalício do FCP peça a revogação da lei, que impôs aos cristãos os festejos santos fora do seu dia histórico, e provocou a interrupção da procissão de sucessos aos portistas, que num só dia tornava tudo ainda mais azul. "Mas largos dias têm 100 anos"!