Diz um jornal, o "Público", que Luís Fazenda e Pacheco
Pereira, foram convidados por outro jornal, este de Angola, a visitar a sua
Redacção, para perceberem como se faz ali, um espaço de criação e de
"liberdade como poucos existem". Estes dois escribas, que se insurgem
a partir da notícia de outro jornal, o semanário Expresso, numa espécie de,
diz-se diz-se, ou como quem mete a foice em seara alheia armados em
especialistas da má língua, tricotam, palavra a palavra coladas umas às outras,
até que dali saia um têxto estruturado, que resvala para a ofensa. Estes dois,
um "opinion maker" e dissidente, de direita, e que já foi
esquerdista, e outro, parlamentar e político do quadrante de choque, arvoram-se
como críticos de uma comunicação social, que lhes é estranha, longínqua,
debitam à distância, comentários, que assentam no que ouvem ou lêem na nossa(!)
imprensa suspeita, hoje muito dependente e hipotecada "aos poderes",
com raras excepções, descaradamente no espaço que lhes concedem, tecem críticas
ao editorial do jornal africano, e como diz o seu director, "são prova da
hipersensibilidade que atravessa hoje as elites portuguesas e mostram que hà
muita gente desactualizada em relação à nova realidade angolana", quando
numa banca lusa, perto deles, se encontram jornais, cujos editoriais estão hà muito
sob vigilância, dos leitores pelo menos, sem que tenham reagido. Agora, só nos
resta verificar da coragem deles, em aceitar o convite ou desafio sensato, que
lhes foi lançado pelo Jornal de Angola, e pelo seu director, José Ribeiro, em
bom português, ou se eles não passam de dois bem falantes com discursos da
treta. Aguardemos que eles tragam a verdade.
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