terça-feira, 13 de novembro de 2012

e ao 12º dia D.José, diz...


Talvez lembrando-se, de que quem mais contribui para a caixa das esmolas da igreja, sejam os pobres que enchem o Templo do Senhor, no silêncio, no credo e em recolhimento, D. José Policarpo, sob a protecção da Virgem, em Fátima, falou e disse, que afinal os manifestantes têm razão de existir, e quando saiem às ruas a protestar, por pão menos amargo, trabalho e Vida mais suave, são por ele hoje compreendidos e respeitados. Seria bom saber, se o Cardeal-patriarca da secular religião que une ainda muitos fiéis, exprimiu-se em nome da Igreja, como chefe D.José Policarpo, ou se como homem e banal, José. Sabemos, de acordo com as "orações" e outros comentários, que os jornais registam, que o cardeal gosta de mandar umas bocas, entre fumaradas, sobre o estado da nação e a tormenta por que passa o povo, sempre no dia 12. Tamanha atracção por este número, só pode ser uma aparição da santa trupe que se sentou à mesa, onde não faltou o pão nem o vinho, (milagre, que hoje falta em muitas casas) e que ficou para a história como, a Ceia dos Apóstolos, que eram doze. O bispo, neste seu "actualizado sermão", espreita a possibilidade de ver na crise uma oportunidade para aumentar a clientela e filiação, para evangelizar, sendo talvez, esta a fórmula intencional, que encontra para mitigar a fome aos mais desfavorecidos que estão a sofrer e a penar, mas ao mesmo tempo, a quererem "governar a partir da rua" quando a ela saiem a protestar, e que já mereceu da sua parte, reprovação. Que raio de luz iluminou agora o "cata-vento que encima a torre da nossa igreja"?

                

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