Talvez lembrando-se, de que quem mais contribui para a caixa das esmolas
da igreja, sejam os pobres que enchem o Templo do Senhor, no silêncio, no credo
e em recolhimento, D. José Policarpo, sob a protecção da Virgem, em Fátima,
falou e disse, que afinal os manifestantes têm razão de existir, e quando saiem
às ruas a protestar, por pão menos amargo, trabalho e Vida mais suave, são por
ele hoje compreendidos e respeitados. Seria bom saber, se o Cardeal-patriarca
da secular religião que une ainda muitos fiéis, exprimiu-se em nome da Igreja,
como chefe D.José Policarpo, ou se como homem e banal, José. Sabemos, de acordo
com as "orações" e outros comentários, que os jornais registam, que o
cardeal gosta de mandar umas bocas, entre fumaradas, sobre o estado da nação e
a tormenta por que passa o povo, sempre no dia 12. Tamanha atracção por este
número, só pode ser uma aparição da santa trupe que se sentou à mesa, onde não
faltou o pão nem o vinho, (milagre, que hoje falta em muitas casas) e que ficou
para a história como, a Ceia dos Apóstolos, que eram doze. O bispo, neste seu
"actualizado sermão", espreita a possibilidade de ver na crise uma
oportunidade para aumentar a clientela e filiação, para evangelizar, sendo
talvez, esta a fórmula intencional, que encontra para mitigar a fome aos mais
desfavorecidos que estão a sofrer e a penar, mas ao mesmo tempo, a quererem
"governar a partir da rua" quando a ela saiem a protestar, e que já
mereceu da sua parte, reprovação. Que raio de luz iluminou agora o "cata-vento que
encima a torre da nossa igreja"?
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