terça-feira, 5 de maio de 2020

Um homem adaptado!

- Quase toda a gente sabe que o presidente da República, Marcelo Rebelo, vem de um tempo velho, que foi necessário sufocá-lo. No caso datado, por acção militar. Marcelo, esperto como um alho, soube interpretar bem os novos tempos que se iriam abrir e levantar, mais as tempestades que surgiriam. Não sendo um intelectual nem operário, mas tão somente um académico de ensino, insurgiu-se, ou manifestou um certo desapreço pela manifestação do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, levado a campo por meia dúzia de gatos vermelhos. Com uma linguagem própria, o que não nos admira. Também sabemos de onde vem e que nunca foi um homem de Abril com cravo na lapela, e por ele ambas as manifestações deveriam realizar-se hoje como actos simbólicos, em salão também simbólico, de olhos bem fechados, e nunca com povo de bandeira e palavras de ordem, ao alto, espalhadas em praça ou jardim público. Para Marcelo, ainda nos dias de hoje, os acontecimentos de Abril de 74 que permitiu ao povo festejar o 1º de Maio em Liberdade, 46 anos depois, tais manifes, provocam-lhe alguns engulhos e uma certa azia. Daí até compará-las  com um alargado acto religioso, que enche uma praça muito maior, faça sol ou chuva, foi um passo de uma fé que se arrasta até de joelhos. Nisso não vê mal nenhum, até porque lida com um povo que tem muito treino em andar de joelhos, e bico calado, que quando muito, sussurra entre dentes uma reza, julgando-a salvadora e de limpeza de pecados e de idênticos vírus. Marcelo Rebelo, só engana alguns, mas não encanta todos. Para o presidente actual do país, basta-lhe exibir-se junto a uma qualquer livraria, para dar a ideia que está ali um sábio que habita em Belém, nas horas vagas, e nas outras distribui demagogia e arruma os livros que não lê metade. Foi bem treinado, e bom aluno aprendeu depressa. Mas em verdade, em verdade vos digo, que começa a cansar, e vai ter de escolher entre 3 práticas enquanto governante. Ou exerce o posto de 1º ministro ou o de presidente da República, ou ainda o de distribuidor de lanches sob nuvem ou pela noite negra e miserável. A miscelânea em que anda sempre metido, é que não se ajusta às necessidades do país;

                                           

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