sábado, 2 de maio de 2020

"Tem Graça"

- Graça Freitas, Marta Temido e outros covid-ados a pronunciar-se sobre o número de afectados e infectados pelo novo corona-vírus, mas sobretudo sobre os que da epidemia morrem, juntam à causa da morte, a idade do finado e os males colaterais de que eles padeciam. Mas batem se possível na tecla da, idade. Parece-nos que esta táctica e técnica de fazer comunicados e estatísticas, está "trabalhada", para que os mortos não contem para o número dos que morrem da epidemia, mas sim da causa que já os acompanhava desde longe. Dizem sem rebuço, que eram hipertensos, doentes crónicos, sofriam de comichão, entre males como diabetes, cancros, corações em falência, e afins. Mas sobretudo da idade. Os falecidos já tinham sessenta ou mais anos. Ou seja, eram velhos, e estavam na linha da partida para o azul mais negro que envolve o homem e a vida. Mas é engraçado, que tais pessoas que não aguentaram a ultrapassagem do vírus assassino que nos apanha mesmo mantendo-o afastado a mais de dois metros, estejamos nós asilados na precariedade, hospital, cama improvisado, lar asfixiante, ou a espreitar para dentro do contentor do lixo, é considerado, velho e só por isso, morreu. Não foi das hemorróides. No entanto, quando ele pediu a reforma aos 60, 62, 64, 66, 67 anos, foi-lhes dito e repetido que ainda eram novos demais para a obter, E assim foram obrigados a esperar pelos tostões miseráveis até aos 67 anos e mais uns meses para se irem adaptando ao que lhes ia acontecer. Agora após as repetidas declarações, das duas e mais en-graça-das e temidas comunicadoras "afectas ao governo e DGS/SNS e respectivo ministério" sobre os estado da nação que os pariu, e os registou após a nascença, ficamos a saber que tais idades já são referentes a gente velha, e nesta situação ou condição, se metessem os papéis exigidos para obterem a reforma, talvez esta lhes seria dada e ainda os apanharia com saúde suficiente para a gozarem durante algum tempo, e não num asilo, mas talvez, uns  em Ibiza outros na Florida, ou aqui por mais perto. Mas tal pensão foi-lhes sempre negada por causa da sua demasiada juventude. De qualquer maneira, tal pensão não lhes daria sequer para irem espreitar o mar do Algarve, Estoril ou irem conhecer a ilha formosa da Madeira. Como são "en-Graça-dos e des-Temidos", os nossos governantes. Têm sempre uma explicação absurda, para deturpar os números menos satisfatórios, e as causas mais objectivas, e assentá-los na prateleira das conveniências. É à portuguesa. País velho e trapaceiro!

                                          

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