segunda-feira, 18 de maio de 2020

Em calções!



- Marcelo de Sousa, actual PR. faz de tudo e até se for preciso andar em cuecas, só para se bater a uma marca que o incomoda. Marcelo não se vai recandidatar a novo mandato na governança no papel de P.da República, e marcar a agenda do que vier a acontecer, apenas porque está interessado na boa gestão no deve-haver das contas públicas e do comportamento do país, e no estado vegetativo em que vive o povo. Rebelo de Sousa está numa suave maratona, interessado em ganhar as Eleições para a cadeira do poder em Belém, apenas para ganhar a pole-position em número de votos, de modo a apagar a marca de Mário Soares, que o venceu em tudo quanto os opôs. Marcelo, actual PR, é vaidoso com discrição acentuada mas bem palreada, e não quer abandonar o lugar sem vincar nas páginas da história dos factos, e da arrogância, e por isso é que vai apostar numa vitória retumbante e esmagadora de modo a criar uma dificuldade a quem vier numa próxima votação para tal cargo. É deste modo que ele se desdobra desde Belém esteja a arder o país, ou no sossego das morgues dos asilos, embora ainda dispense um tempo para morder um pastel de belém e dar duas beijocas entre uma velha saudável e uma jovem sorridente que lhe peça uma selfie. Marcelo de Sousa tem a escola toda, e ninguém lhe ensina ou lhe dá uma dica para ele chegar ao topo que tanto o faz dormir mal. O alvo dele, é alcançar o máximo de votos para as presidenciais, de modo a fazer esquecer todas as que o antecederam nas urnas com o mesmo fim. É da sua personalidade e táctica, que ele retira dos mil livros que compra à vista de todos para impressionar, que depois os oferece para a sua biblioteca em terras de Basto, a que junta alguma publicidade. De Marcelo, só vem surpresa para os distraídos e outros a ele atrelados pois ele detém os tachos da ração a distribuir. Alguns já estão a perfilar-se para continuar junto à gamela que hoje guardam e vigiam com mais olhos do que boca. Só falta a data do tiro de partida que ele em calções já está, para chegar à meta e a contar com os ombros amigos que lhe são fiéis por tais contra partidas garantidas!

                                                 

  
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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Desinfecção em corropio

- Não há creche nem Jardim de infância que não afirme que está tudo desinfectado e preparado para receber as crianças com a idade apropriada.Todas já lavaram e relavaram com os produtos mais indicados que o Comércio vende e agradece a compra. Já passaram esfregona, vassoura e pano crú, serapilheira e algodão, para verem aprovados os seus espaços em tempo recomendado e até forçado, e dependuraram balões à entrada para contentar a criançada, que irá dar que fazer aos educadores e preocupar os pais. A Infância vai assim dentro de dias ficar exposta ao que vier acontecer e sob a protecção do que Deus quiser. As inspecções a tais instalações só teoricamente estão preparadas, para que os pais corram a colocar os filhos dentro das medidas e dos mil cuidados exigidos. Porém sabemos que também pela Páscoa toda a gente se preocupa em lavar a frente da casa para receber o Senhor, mas passada a festa e o cortejo, tudo volta ao princípio. As ruas voltam a encher-se de lixo e de água putrefacta e mal cheirosa. A retirar o côdeo acumulado. Lá se espaçam as limpezas, até que voltam passados dias e meses. Lá se vão os desinfectantes porque a verba está confinada a uns meros trocos e já não dá para mais lixívia nem sabão. Renovam-se protestos. Depois voltam os despejos dos penicos, não na calçada, mas nas sanitas mais disponíveis para qualquer rabiosque se servir. Com ou sem vigilância que por lá ande à solta e mais atenta. Estamos em Portugal, não se esqueçam, que gosta de "fachadas" limpas para impressionar inocentes, velhos e de tenra idade! *

-*(DNotícias-19.05.020)

                                 

quarta-feira, 13 de maio de 2020

A Miséria e o Crime


- A miséria em Portugal tem gestão criminosa. São muitos os casos de violência em família, que os "técnicos das seguranças sociais" aonde levam boa vida, referenciam de famílias desestruturadas, aonde acontecem os crimes mais macabros. E depois lá voltam os psicólogos e especialistas dos mais conceituados, para proferirem palestras e teorias das mais refinadas, que nunca servem senão para encher programa de tv e enganar o pobre em jeito de consolo com sabor a côdea azeda, e adiá-lo na sua condição até à notícia da morte do abandonado e faminto. Crimes tenebrosos, praticados por familiares. Pai e mãe, que também carecem de apoios desde que vieram ao mundo da demagogia e do paleio fino, e que se move em carro de luxo, e com bom rendimento. Há crimes contra crianças inocentes, e mulheres indefesas, cuja autoria devia ser imputada a tais administradores das Instituições aonde se recriam a fazer que fazem por tais necessitados. Cheios de conversa com que iludem e exploram o miserável e doente, o adiam em tal condição até ao confinamento, tais "técnicos superiores", que a cada fim de mês embolsam chorudo salário, e "arriscam-se em protesto" de mais exigência e melhores ordenados, para poderem "dar qualidade de vida" àqueles que poucas garantias já têm de a levar por diante, porque o nó na garganta vem apertado desde a nascença. Gente pobre que cresce na violência, e vivem vizinhos do pão que o diabo amassa, e daí até explodirem de revolta, vai um passo, e é por isso que a transmitem no seu seio familiar, como se tem constatado no dia a dia. De tal modo que até o cão se estiver por perto leva um pontapé. Famílias sem eira nem beira desde tempos históricos, sem esperança e desafortunados, de olhar sempre apagado e de lágrima reservada, usam da raiva  e do desespero a fim de aliviar a dor que os consome e esmaga, até ao gesto indevido, fútil, condenável, que os incriminará e os conduzirá à única solução que os aliviará da condenação de terem de viver em humilhante situação - a prisão. E aqui sim. Ficam à guarda do Estado que os condenou, e aonde sempre garantirão ganhar a côdea melhorada e certa! *

-*(JN.13-05)

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Os mascarilhas indecisos!


Chegam notícias a cada segundo até fazerem horas. Contraditórias, imprecisas, confusas, que baralham os que lhes prestam atenção e depois que as transmitem ainda mais defeituosas. Vem uma ministra e diz qualquer coisa. Vem um secretário de Estado e lê uma recomendação. Vem um médico e um especialista e recarrega nos decibéis discursivo. E nós lá vamos, enchendo o nosso percurso, rodeado desta  virulência, e sem saber para onde nos virar. Até hoje ninguém disse claro ou por essa luminosidade, o que devemos fazer e que indicações seguir em segurança ou sequer precaução. Uma diz para por máscara, outra contraria. Uma sugere andar de máscara, logo de seguida de técnico especialista do mal que trota mundo, para alertar para não senhor. Que não por isto e mais aquilo. Apresentam indicações e contra indicações. Eu por mim já decidi. Vou andar só com uma luva descartável, e embora não estejamos em período carnavalesco, escolhi colocar, sempre que me desloco a algures cá dentro, uma máscara de Veneza. São lindas e encantam os que das janelas aplaudem a homenagear-me por arrojado adereço. Comigo levo uma pandeireta ou um "brinquinho",para os convocar e animar a descerem das janelas para se juntarem ao cortejo, para darem brilho à "festança" com que parece alguns fazem comunicados, e até exibem logo a seguir aos caixões que vão a enterrar, as brincadeiras feitas em família, filmadas por câmaras, que são o último grito da tecnologia. É a festa no seu esplendor, enquanto os caixões baixam à cova por todo o descampado, que em cemitérios já não cabem os mortos!-*

-*(JN-27ABR.020)
                                           

terça-feira, 5 de maio de 2020

Um homem adaptado!

- Quase toda a gente sabe que o presidente da República, Marcelo Rebelo, vem de um tempo velho, que foi necessário sufocá-lo. No caso datado, por acção militar. Marcelo, esperto como um alho, soube interpretar bem os novos tempos que se iriam abrir e levantar, mais as tempestades que surgiriam. Não sendo um intelectual nem operário, mas tão somente um académico de ensino, insurgiu-se, ou manifestou um certo desapreço pela manifestação do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, levado a campo por meia dúzia de gatos vermelhos. Com uma linguagem própria, o que não nos admira. Também sabemos de onde vem e que nunca foi um homem de Abril com cravo na lapela, e por ele ambas as manifestações deveriam realizar-se hoje como actos simbólicos, em salão também simbólico, de olhos bem fechados, e nunca com povo de bandeira e palavras de ordem, ao alto, espalhadas em praça ou jardim público. Para Marcelo, ainda nos dias de hoje, os acontecimentos de Abril de 74 que permitiu ao povo festejar o 1º de Maio em Liberdade, 46 anos depois, tais manifes, provocam-lhe alguns engulhos e uma certa azia. Daí até compará-las  com um alargado acto religioso, que enche uma praça muito maior, faça sol ou chuva, foi um passo de uma fé que se arrasta até de joelhos. Nisso não vê mal nenhum, até porque lida com um povo que tem muito treino em andar de joelhos, e bico calado, que quando muito, sussurra entre dentes uma reza, julgando-a salvadora e de limpeza de pecados e de idênticos vírus. Marcelo Rebelo, só engana alguns, mas não encanta todos. Para o presidente actual do país, basta-lhe exibir-se junto a uma qualquer livraria, para dar a ideia que está ali um sábio que habita em Belém, nas horas vagas, e nas outras distribui demagogia e arruma os livros que não lê metade. Foi bem treinado, e bom aluno aprendeu depressa. Mas em verdade, em verdade vos digo, que começa a cansar, e vai ter de escolher entre 3 práticas enquanto governante. Ou exerce o posto de 1º ministro ou o de presidente da República, ou ainda o de distribuidor de lanches sob nuvem ou pela noite negra e miserável. A miscelânea em que anda sempre metido, é que não se ajusta às necessidades do país;

                                           

sábado, 2 de maio de 2020

"Tem Graça"

- Graça Freitas, Marta Temido e outros covid-ados a pronunciar-se sobre o número de afectados e infectados pelo novo corona-vírus, mas sobretudo sobre os que da epidemia morrem, juntam à causa da morte, a idade do finado e os males colaterais de que eles padeciam. Mas batem se possível na tecla da, idade. Parece-nos que esta táctica e técnica de fazer comunicados e estatísticas, está "trabalhada", para que os mortos não contem para o número dos que morrem da epidemia, mas sim da causa que já os acompanhava desde longe. Dizem sem rebuço, que eram hipertensos, doentes crónicos, sofriam de comichão, entre males como diabetes, cancros, corações em falência, e afins. Mas sobretudo da idade. Os falecidos já tinham sessenta ou mais anos. Ou seja, eram velhos, e estavam na linha da partida para o azul mais negro que envolve o homem e a vida. Mas é engraçado, que tais pessoas que não aguentaram a ultrapassagem do vírus assassino que nos apanha mesmo mantendo-o afastado a mais de dois metros, estejamos nós asilados na precariedade, hospital, cama improvisado, lar asfixiante, ou a espreitar para dentro do contentor do lixo, é considerado, velho e só por isso, morreu. Não foi das hemorróides. No entanto, quando ele pediu a reforma aos 60, 62, 64, 66, 67 anos, foi-lhes dito e repetido que ainda eram novos demais para a obter, E assim foram obrigados a esperar pelos tostões miseráveis até aos 67 anos e mais uns meses para se irem adaptando ao que lhes ia acontecer. Agora após as repetidas declarações, das duas e mais en-graça-das e temidas comunicadoras "afectas ao governo e DGS/SNS e respectivo ministério" sobre os estado da nação que os pariu, e os registou após a nascença, ficamos a saber que tais idades já são referentes a gente velha, e nesta situação ou condição, se metessem os papéis exigidos para obterem a reforma, talvez esta lhes seria dada e ainda os apanharia com saúde suficiente para a gozarem durante algum tempo, e não num asilo, mas talvez, uns  em Ibiza outros na Florida, ou aqui por mais perto. Mas tal pensão foi-lhes sempre negada por causa da sua demasiada juventude. De qualquer maneira, tal pensão não lhes daria sequer para irem espreitar o mar do Algarve, Estoril ou irem conhecer a ilha formosa da Madeira. Como são "en-Graça-dos e des-Temidos", os nossos governantes. Têm sempre uma explicação absurda, para deturpar os números menos satisfatórios, e as causas mais objectivas, e assentá-los na prateleira das conveniências. É à portuguesa. País velho e trapaceiro!