sábado, 25 de janeiro de 2020

Coisas do coração

- Inspirado pela reportagem do JN, falemos do Coração com coração, e do seu enfraquecimento por entupimento das artérias, também elas demasiado fechadas ao entendimento pelos que dele sofrem. Falemos dos médicos do SNS e da sua incompetência, que mesmo que mandem fazer exames clínicos, tais como electrocardiogramas e ecocardiogramas, assim que o doente os entrega para que eles os descodifiquem, não resulta daí qualquer benefício para o doente. E porquê? Porque a grande parte deles, à excepção, claro, dos cardiologistas, não os sabem interpretar e disso decorre, colocarem os doentes que apresentam calcificação das artérias, sofrerem AVC, enfartes e até morrerem. O doente identificado que arrasta consigo o mal de insuficiência cardíaca(IC), vai carregar a doença mais a incompetência do médico que o assiste no posto público, até que quando sujeito a intervenção de cirurgia. chega à mesa de operação no hospital aonde dá entrada, já chegue por vezes com letal atraso. Há cirurgiões que após esgaçarem o tórax ao paciente para o revascularizar, ficam enrascados por verem tanta artéria calcinada e se interrogam se valerá a pena e o risco de intervirem, trocando as ditas por segmento de veia safena roubada à perna, e bypass, ou agrafarem de novo o tórax, não mexendo nas que já não têm remédio. Uns sobrevivem sem lesões por sorte, e outros desta vida se despedem retalhados. Os que se safaram, recebem após operação bem sucedida, um elogio do cardiologista que detectou a falha do médico do SNS, e o enviou para a cirurgia com urgência para as mãos do cirurgião hospitalar, com uma frase bem eloquente: "você teve muita sorte de não ter sofrido um AVC ou enfarte, pois já devia ter sido operado há mais de alguns anos". Ora a culpa é dos médicos gerais mal formados, e não do doente queixoso amiúde que se submeteu aos conselhos e à ignorância do médico que lhe calhou em sorte no posto médico que lhe impuseram, e por quem o foi assistindo. Ainda bem que há outros que os substituem a tempo de salvar alguns que sofrem do mal do coração, mas resistente afinal, à ignorância de alguns que nos observam só por fora cheios de pressa, para correrem para a sua clínica privada aonde fazem umas horas com melhor lucro. Um obrigado ao cardiologista Dr. Paulo Dias, que me alertou a tempo e ao cirurgião do HSJ-Porto, Dr Vítor Monteiro em 2014, que me remendou as artérias falidas, com os bocados da tripa substituta, com sucesso até à data.*

-*(DN,Mdrª:28.01)

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