- Portugal é um país abençoado, apesar de todos os males que lhe fazem ou o fracturam. E são os homens que nele nascem e se fazem gente, que o maltratam ou não o cuidam devidamente. A maioria nem olha para ele quando por ele passa, o pisa e o abandona. Servem-se dele enquanto dele pinga lucro e vantagens diversas e duradouras. Em Portugal, há um clima atractivo, equilibrado, ameno grande parte do tempo, e por isso atrai cada vez mais estrangeiros, que nele se fixam e nele enriquecem. Tem sol quanto baste, e chuva aos potes e grossa, mas que não é guardada ou preservada como se pede e a necessidade exige. A água, esse maior bem que a Natureza fornece quando se quer e não quer, mas que jorra desde os morros e vinda do céu, não é estimada pelos que dela se servem e nela depositam esperança e vida. A água que é vital, imprescindível, os homens, não a sabem guardar para a ter nas horas de aflição. Protesta-se muito, quando ela abunda e é de mais, mas logo a amaldiçoamos quando ela nos invade a casa e a praça. Em Portugal tem chovido que se veja e sinta, mas há zonas territoriais aonde ela é escassa, não corre, e as populações que nelas habitam e tiram sustento, reclamam que as colheitas, o pasto, o seu gado sedento, todo o fruto do seu trabalho vai por água abaixo. Expressão que cada vez mais cai em desuso, pelo contra-senso que ela encerra. Este cenário ocorre e agrava-se, porque o país não se arma de infraestruturas para a reter quando Deus a dá em fartura, e a liberta quando a terra a reclama. O país não constrói, diques, albufeiras, barragens, lagoas, etc. suficientes, para quando houver a sua falta, despejá-la por onde é necessária como pão para a boca. Sim. Porque água é pão e é vida. Portugal ergue mais depressa colóquios, congressos, cimeiras sobre a Água, fala muito sobre o assunto, mas não levanta uma pedra sobre outra, até construir uma dessas infraestruturas tão reclamadas e reconhecidamente urgentes. Os homens que governam, os políticos de vozeirão de campanha eleitoral, as Organizações encabeçadas por "sócios viciados" em delas fazerem parte anos após anos, não levam a água ao moinho, como prometem. Graças a Deus, a água por sorte divina ainda vai caindo, embora se perdendo pelo caminho. Tanta é a inacção de todos eles - dos bem-falantes e sempre cheirosos à saída do banho de sais, alguns tropicais, com que inundam parlamentos e o lodo vem à tona!*
-(DTK. 17-01)
-(DN.Mrª19-01)
-(SÁBDº.23-01)
-(JN-14.02/ ("E assim vai a água por água abaixo") |
Sem comentários:
Enviar um comentário