quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A Mensagem flutuante

- Ainda não se sabe ao certo, se o jantar e a mensagem de Ano Novo proferida pelo Presidente Marcelo a partir da ilha do Corvo, para cerca de 60 convivas no jantar entre 430 habitantes, constituiu um fracasso ou se revelará um sucesso em todo o país. Mas pelo que nos chega do lado da ilha mais pequena de um Portugal reduzido, é que o Corvo se tornou ainda mais pequena por tão poucos presentes. Os esforços das braçadas que o Presidente repete assim que vê mar ou rio, e lhe mede a temperatura da água, que nem meteorologista, vão convencer o povo,que prefere o calor de uma manta pelos joelhos, do que a água atlântica pelo pescoço. Mas Marcelo acredita no que se mete e no que faz, e atira-se de cabeça, a fim de dar uma refrescadela ao discurso que prepara com tempo, faça chuva ou sol. Assim foi na Ilha do Corvo, onde a população parece não ter vibrado por aí além. Marcelo de Sousa, não desarma nem desiste, e após enxaguar-se, apresenta-se com bom apetite ao jantar, e rega-o com boa pinga, após provar um saboroso licor caseiro de Nêveda do Pico, feito por quem não discursa mas sabe da poda. Licor que o Presidente parece ter apreciado, que até repetiu a dose. Coisa que o faz aonde quer que lhe estendam um copo, que o homem, depois do banho de água salgada, emborca a bebida licorosa como coisa divinal e tradicional. É um bom garfo, e esperamos que mantenha pelo menos, a forma que faça dele um melhor Presidente da República. Para tal, só precisa de ter menos treta e mais mergulhos nos assuntos, que incomodam bastante o povo português, trazido refém na miséria dos seus abrigos e das suas reformas, abaixo de 17,5º do conforto marcado no termómetro de Belém. *

-*(DN.mrª-04.01.2020)
-*(SÁBDO-09-01/rsmº)

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