terça-feira, 23 de janeiro de 2018

"Eu fizz, tu fizzeste, ele..."

O caso Orlando versus  Vicente, vai dar em bolota ou em fuba. E o Vicente está a ver tudo à distância, pois este não é o antigo jogador moçambicano dos Belenenses, que este até acabou cego e sem tostão. O ex-Procurador Orlando, tratou de dar segurança ao governante angolano, enquanto tentou fazê-lo desaparecer dos processos judiciais graves que o envolvem, a troco de umas luvas para defesa segura, e a promessa de um bom empreguinho, mais bem remunerado, bastante acima daquele que por cá lhe pagava o Ministério Público, através do Tesouro Nacional. Mas o caso, que nos ata mais do que desata porque incomoda e atrapalha, as relações entre o Estado Angolano e o nosso, promete ter um desenlace bem à vontade de uma das partes e com pouco de vergonha, de outra. A pressão de Angola, que defende o Manuel, vice-poderoso de Luanda, está a produzir os seus efeitos. As ameaças vindas do Presidente de Angola, de verdadeiras retaliações sobre Portugal, já se sentem, a lavrar e a tramitar, nos órgãos da Justiça Suprema portuguesa, que têm os processos entre mãos a escaldar, e que deles se querem livrar. Para isso já puseram a circular nos mídia, como intenção escondida, ao jeito de fuga, e com o propósito de preparar a opinião pública, feita de povinho igual ao da favela, de que não haverão condições objectivas de proceder a acusações sobre os intervenientes, por falta de elementos suficientes e claros, que façam prova indubitável, para elaborar acusação de crimes vários, como os que constam nos processos de corrupção alargada. Angola já não é nossa, e como todo o tempo é feito de mudança, somos nós hoje, a baixar a bolinha e a meter a viola no saco, e a ter que arranjar maneira de sairmos deste jogo sujo, sem darmos parte de fracos. O Manuel Vicente, a fazer dupla com o Orlando Figueira, por entre uma trupe de agentes ilegais - que não pode contar com o saudoso ex-cruz de Cristo, Lucas - vai ser ele quem sairá vitorioso deste folhetim judicial, e com um sorriso para registo na História dos crimes abafados, iludindo o regulamento e a Constituição da República, que impõe que um país soberano não se deve vergar ao infractor. Um caso, em que nem Jesus nos há-de valer, nesta derrota final, mesmo que ponha um submarino do Portas à frente da Assembleia da politiquice rasteira!

-(pucdºno DN.madªde 24.01.018 e peqnºexcerto na"Sábado" de24.01)


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