Mouraria

domingo, 28 de janeiro de 2018

A Mobilidade do Subsídio

A Mobilidade do Subsídio
Relata o jornal, DNoticias, de que o Subsídio Social de Mobilidade, anda às voltas, a esbracejar entre o Continente e as lhas Autónomas - seu destino. Da leitura feita, extraio, de que não anda - está emperrado ou sem rumo. Parece que temos que convocar para desbravar este mar revolto, o velho Gonçalo, o Diogo de Silves, o Zarco, o Perestrelo e TristãoVaz, e ainda perguntar ao Camões se está interessado em cantar a epopeia deste Novo Tempo, com olhos que vejam. A juntar a essa indefinição, está o mau estado em que funcionam as Autoridades policiais e da Justiça, sem culpas no cartório. À pergunta que serve de título à notícia que ilustra o ilustre jornal insular, se deve ser ou não, gerido, pelas Regiões Autónomas ou pelo Estado o encravado Subsídio, para tão paralisada Mobilidade, eu sou apologista de que, sim, devem ser os arquipélagos a fazê-lo. E em contraponto, arrojo-me a perguntar, aqui do meu cesto da gávea, se o Estado centralizado lá por Belém à sombra da Torre, e a espreitar o país do Terreiro do Paço defronte ao Cais das Colunas, se sabe se existem e para que servem exactamente, as Regiões da Madeira e dos Açores, para além da fantasia e do romantismo que elas emprestam, e para turista ver? Se sabem que elas são habitadas por povo que labuta para alcançar melhor vida, com pão à mistura? Então, se sabem, soltem das amarras o lânguido Subsídio, para que a Mobilidade nas ilhas cresça e se afirme sem mais ondas. É claro, que para uns e outros, deve haver fiscalização responsável, pelas Instâncias Superiores, que cumprem e fazem cumprir a Lei, a que se obrigam os governos respeitar, para que não embarquem os piratas nos viciados desvios dos montantes atribuídos, e que requerem exemplar gestão. Se assim não acontecer, cadeia com eles – os que sempre sabem aproveitar-se da coisa pública, e que nem um morabitino deixam na gamela, que permita carregar um telemóvel de serviço, e “desinternetado”, que mais isolamento provoca, a quem só vê mar cantado!*

*-(publcdºhoje 29.01.018.no DN.madª)




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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A poluição labial

A poluição labial
Desconheço quantos beijos e abraços faltam para que Marcelo figure no Guiness dos recordes nesta modalidade, na qualidade de Presidente de um país. Não sei se tal prática é boa ou sequer aconselhável, mas quer-me parecer que tal soma de tantos gestos como aqueles que ele espalha, não dão pão a ninguém, embora anime um povo órfão a encher-se de paciência, carente de afecto, desde que nasce por entre o matagal e os espinhos da vida, até galgar a instrução mais básica, por caminhos nunca dantes endireitados. Nem todos sofrem nestes lugares do demo desta fatalidade, porque desbravaram mares e fronteiras, que lhes garantisse outra qualidade de vida. O Presidente dos afectos, como lhe chamam alguns, os tais que apreciam catalogar personalidades que dão nas vistas, vai a todas e de lá regressa, faça sol ou lua, sem grandes resultados. Se há fogo, ele fala, se não há, ele disserta, como se o lume se avistasse no meio do fumo que ainda esvoaça. Marcelo o Presidente, gosta de dar umas braçadas nas águas calmas do rio internacional, que banha a capital do reino. Em Lisboa não há só fado e vielas, nem só santos e turistas, à procura de colinas para espreitar os bairros típicos e a boémia de marinheiros com ideias feitas e tiradas de um catálogo de má fama. Lisboa tem um rio cheio de história, de onde partiram caravelas e aventuras. Mas Marcelo, o Presidente, até hoje não foi por aquele rio acima, rio igual ao do cantautor Fausto, e verificou com o nariz e os olhos, o estado em que ele se encontra – o de rio comatoso. O Tejo está criminosamente poluído, e nas suas águas já ninguém pode mergulhar em segurança e higiene. Está coberto por um manto de espuma maléfica e mortífera, que nem ave nem peixe, se sente acomodado e feliz, nem tenha areia aonde se enrolar, mesmo que ao fundo se oiça uma varina ou uma guitarra. A poluição à tona da água, talvez tenha origem no bâton que sai dos lábios do viajante beijoqueiro, que ocupa o Palácio de Belém, e não tanto das lágrimas de quem o vê a definhar e quase a morrer por não ter o Presidente por perto a tratar de lhe dar o relevo que ele implora, como dá ao pinhal, que mata do mesmo modo, quem dele tira o sustento para a vida. Marcelo está a tornar-se num fait-divers, a borbulhar no populismo!*

-*(publidºhoje 28.01.018.no DN.madª)



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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

"Eu fizz, tu fizzeste, ele..."

O caso Orlando versus  Vicente, vai dar em bolota ou em fuba. E o Vicente está a ver tudo à distância, pois este não é o antigo jogador moçambicano dos Belenenses, que este até acabou cego e sem tostão. O ex-Procurador Orlando, tratou de dar segurança ao governante angolano, enquanto tentou fazê-lo desaparecer dos processos judiciais graves que o envolvem, a troco de umas luvas para defesa segura, e a promessa de um bom empreguinho, mais bem remunerado, bastante acima daquele que por cá lhe pagava o Ministério Público, através do Tesouro Nacional. Mas o caso, que nos ata mais do que desata porque incomoda e atrapalha, as relações entre o Estado Angolano e o nosso, promete ter um desenlace bem à vontade de uma das partes e com pouco de vergonha, de outra. A pressão de Angola, que defende o Manuel, vice-poderoso de Luanda, está a produzir os seus efeitos. As ameaças vindas do Presidente de Angola, de verdadeiras retaliações sobre Portugal, já se sentem, a lavrar e a tramitar, nos órgãos da Justiça Suprema portuguesa, que têm os processos entre mãos a escaldar, e que deles se querem livrar. Para isso já puseram a circular nos mídia, como intenção escondida, ao jeito de fuga, e com o propósito de preparar a opinião pública, feita de povinho igual ao da favela, de que não haverão condições objectivas de proceder a acusações sobre os intervenientes, por falta de elementos suficientes e claros, que façam prova indubitável, para elaborar acusação de crimes vários, como os que constam nos processos de corrupção alargada. Angola já não é nossa, e como todo o tempo é feito de mudança, somos nós hoje, a baixar a bolinha e a meter a viola no saco, e a ter que arranjar maneira de sairmos deste jogo sujo, sem darmos parte de fracos. O Manuel Vicente, a fazer dupla com o Orlando Figueira, por entre uma trupe de agentes ilegais - que não pode contar com o saudoso ex-cruz de Cristo, Lucas - vai ser ele quem sairá vitorioso deste folhetim judicial, e com um sorriso para registo na História dos crimes abafados, iludindo o regulamento e a Constituição da República, que impõe que um país soberano não se deve vergar ao infractor. Um caso, em que nem Jesus nos há-de valer, nesta derrota final, mesmo que ponha um submarino do Portas à frente da Assembleia da politiquice rasteira!

-(pucdºno DN.madªde 24.01.018 e peqnºexcerto na"Sábado" de24.01)


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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Que será, será?

Que será, será?
- O país sofre de dores provocadas pelas sucessivas tragédias que nos assolam. As razões porque acontecem são desconhecidas. Talvez a explicação esteja na idade avançada que ele acumula. São séculos de abandono, desleixo, desorganização, com uma cultura rural desde o campo à cidade. Sofre ainda por ser um país "pouco abençoado por Deus, embora com alguma beleza natural". No entanto, tem administrações por todo o lado, com mestrados e doutoramentos arrancados nos melhores Institutos e até sacados no Brasil, em dois tempos, ou por uma qualquer Escola Superior que passa diplomas ao domingo, ou através de apresentação de muitos créditos vadios que compram equivalências, que depois se espalham a tomar conta dos nossos destinos. Mas cremos, que também padece da pouca atenção que Deus lhe dá. Deus deve andar zangado connosco, e não aparece em socorro como se espera Dele. Um povo tão agarrado à Fé e à Oração cristã apoiado no terço. Nós, um povo de capelinhas, procissões e tapetes de flores multicoloridas, que atraem turistas de todos os continentes, será que não merece mais e melhor?  Parece que andamos a pagar por pecados cometidos, sem que se saiba quem são os verdadeiros pecadores. Suspeitamos que alguns sentam-se no poder governativo, outros nos partidos, repartições estatais e da coisa pública, na banca, corporações, autarquias, associações, e institutos com vocação para dar e tirar consoante o freguês. Deus não aprecia estas qualidades destes gestores, e vai daí castiga-nos. Submete-nos a viver sob o manto da dor, e obriga-nos à reflexão no frio. Porquê nós, um povo que ainda está na idade do pé-descalço, e sem adequada protecção das diferentes estruturas de comando nas áreas várias e fundamentais? Enumerá-las? Oh meu amigo, você nem parece que é de cá!*

-(publidºinDestak.18.01.018)
-( no DN.madª22.01.018)
- (no JN.19.02.018.pág.31)

                                          


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Canção de embalar!

- Marcelo Rebelo de Sousa, que se construiu metódica e pacientemente Presidente da República, infantiliza o país e o seu povo, que se tornou demasiado previsível o seu comportamento.De tal modo, que alguns de nós, que escapamos às suas beijocas, pieguices e palavras de circunstância, já sabemos hoje, aonde ele vai passar o próximo Carnaval. Seja ele feriado ou não, vai ser a deslocar-se com o biberão na mão e o ombro demagógico e assentador de lamentos, para o local, aonde é notícia uma tragédia, de entre as muitas que nos acompanham e afligem, por dentro de uma máscara de dor medietizada. Isto se até la não sofrer nenhuma recaída. E esta heeem!

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sábado, 13 de janeiro de 2018

A Procuradora Vital!

- Joana Marques Vidal, não é uma Procuradora Geral qualquer. É Procuradora da República e filha de polícia. Mereceu nos últimos dias, muitas atenções, quer da parte de quem a quer ver reconduzida no cargo, e de quem a quer ver pelas costas. Loas e recomendações, elogios e críticas, vieram a terreiro, de vários sectores políticos e até da opinião pública. Uns, que se faziam ler e ouvir, para nos dizerem que a magistrada superior, é um obstáculo para aqueles que não querem a descoberta de verdades por apurar, nos mega-processos-crime, que fazem manchetes. Outros que ela é uma incógnita, e uma competência por confirmar. A direita nacional, com assento no Parlamento, precisa dela no cargo, para fazer valer o ajuste de contas com quem tem contas a ajustar. Teceram-lhe as mais elevadas virtudes e qualidades. Não aceitam o fim do seu mandato. Mas agora que se sabe, que nem tudo o que nela reluz é ouro e sapiência, e surge com as mãos enfarinhadas no caso das ilegais adopções de crianças pela IURD, quem é que vem à praça pública, defendê-la, no mesmo tom, igual ardor e ânimo com que o fez até à véspera de se saber o que se vai sabendo? É que, tal como f. jota marques vai atirando cá para fora e-mail´s do caso, "bola fora", a investigação sobre a sua participação nas adopções obscuras a favor do Reino de Deus, enquanto carecerem de esclarecimento, também serão publicadas às pinguinhas pelos jornais que a investigam pela sua (in)acção ou cegueira, quando esteve no Tribunal de Família e Menores. Ou não fosse ela, também uma, Marques Vidal - sendo que Jota, é agora, o da Joana!*

-*(publidºhoje 15.01-no DN.madª)
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Foi você que falou em assédio?



- É estranho termos a visão de haver um assédio pobre e outro rico. Mesmo muito estranho, pois, que nenhuma actriz de Hollywood, ou de outra fabriqueta de bonecas ambiciosas, com aberturas generosas, se tenha queixado do meu assédio sobre elas. É evidente que eu não sou um personagem influente que as possa encher de brilho e lantejoulas, e com poder de as levar a grandes palcos e fazê-las cartaz em passadeira de luxo, e modelos sexy, de mansão soberba. No entanto, eu em sonhos, não me farto de as assediar e até de as tocar, servindo-me dos poster`s que colei atrás da porta do meu quarto. Tenho as minhas fantasias, como qualquer actor, superior hierárquico, ou simples guarda-roupa. Eu sigo o guião que elas me proporcionarem. Como é que elas não o sentem? Será por apenas uma questão de conta bancária anémica, de que sou titular, que elas não me denunciam? Está visto, que até neste papel colorido, sobressalta, que o tamanho conta!
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A noite mais preta!

                                             1191124 (823×518)
Elas apresentaram-se todas de preto. Chegaram com aspecto vencedor, e coragem para brilharem naquela noite de Gala. Vinham vestidas com traje, que lhes assentava à medida. Talvez a cor quisesse esconder o dia em que elas se despiram diante do Weinstein, para obterem um papel na fita que o gordo produzia. Estiveram em silêncio até agora, mas entretanto beneficiaram do favorzinho arranjado a troco do ensaio no apartamento de luxo, que servia de prova e de entrevista para apreciar o talento a quente e a nu sem grande cerimónia. Na sala, que não era oval, discursaram com a boca e com o prémio na mão pecadora. Armadas de inocência ameaçadora passados tantos anos, como se não se tivessem permitido ceder aos avanços do Produtor de histórias para projectar no ecrã e projectá-las a elas na fama. Arrebatadoras e cheias de glamour, os vestidos remetiam-nos para o dia em que os despiram. Talvez nesse dia a cor não fosse o preto. Talvez a Oprah Winfrey, mulher experiente em abusos desde cedo, nos conte tudo mais certinho, num próximo discurso, e numa outra noite de entrega dos Globos de Ouro. Com estas ou outras arrependidas, agora que já não têm vinte aninhos, idade e corpinho em que se entregaram e se calaram para atingir o sucesso  e o dinheiro. O folclore, desta vez vestiu-se de negro, mas terminou em beleza. Me too!
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A Canção de Ronaldo

                                                      cristiano-ronaldo-portugal-airport-statue.jpg (2560×1707)
Ao que parece, o tempo de Ronaldo, atleta do Real Madrid, está a esgotar-se. Tudo indica, que o último Bota de Ouro, e “the best” para alguns, está com a veia de campeão a secar, e é árvore que já deu figos, e onde outros viram bananas. O atleta aproxima-se da idade de jubilação, ou da entrada na área do ocaso, e o clube merengue que lhe paga choruda soma, quer vê-lo pelas costas. Para isso contactou já alguns tesouros com muitos fundos, como o Manchester United, e o PSG de França, mas segundo Florentino, presidente dos “blancos”, nenhum manifestou interesse no rapaz, senhor de bela história construída com muito teimosia, e uma dose de habilidade esforçada. Ronaldo pelo que se julga saber, quer ser o futebolista mais bem pago do mundo, à frente de Messi e de Neymar e de mais um que anda lá pela Ásia. Mas devido à falta de propostas pelo internacional luso, o Real Madrid, não está a fim de abrir os cordões à bolsa, mais rica e poderosa, que marca a mais universal e aplaudida modalidade desportiva. Sendo assim, o presidente dos merengues, desconfiado de que o rapaz não tem mercado que dê lucro ou respeite a parada, não vê a possibilidade de mexer no contrato do CR7 e melhorá-lo, para que ele não se sinta diminuído e infeliz, em relação aos colegas latino americanos. Ronaldo prometeu, conquistar ainda títulos graúdos, e repetir façanhas de fazer páginas inteiras pelas redacções que depois correm mundo, e aproveitam, desde, ao capital que nele investe, até ao mais ignorado adepto, que até desconhece o que é um paraíso fiscal ou fuga a impostos. O atleta de gabarito, é muito querido pelas forças vivas da nação verde rubra, dá-lhes jeito, pois nele vêem um superior cartaz produtor de fama e de riqueza para o país. Por ele, o turismo no continente e ilhas, cresce a olhos vistos, e até o alojamento local se esbarra para encontrar Lei e lugar estável. De entre as promessas feitas por CR, e porque 7 bruxas o fadaram, são de salientar o número 7 de Bolas de Ouro pretendidas, mais o número 7 de filhos. Todos calçados com 7 Botas de rico metal. Os filhos projectados, adivinham-se ser a tarefa mais fácil. Até podem vir da América sob encomenda, depois de estagiarem em barriga desconhecida e com ar mexicano. Quanto aos outros títulos chorudos, a coisa pia mais fina, pois só se conseguem dentro do campo e jogando em clube capaz de o levar a alcançá-los. Porém, atendendo ao que se lê nos jornais, tais proezas não serão fáceis, já que o Real, não está disposto a renovar o contrato que liga o atleta ao clube, nos termos em que o madeirense de nascimento e português de nacionalidade, quer ou exige. É o que se pode concluir através da leitura do que se escreve, recalcando por cá, e por terras aonde sepultaram Di Stefano. Outro “génio” igual a Eusébio, e todos com direito a estátua. Umas de corpo inteiro, e outras, tipo-passe e bastante polémicas!*

-*(pubcdºno DESTAK.09.01.018)


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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O meu, é maior que o teu!

Dois malucos, separados por tanto mar, que devem ser levados a sério, conduzem os destinos das nações, que lhes passaram para as mãos que tocam o crime, de tão armadas de aço nuclear e de pólvora atómica, já que nas suas cabeças feitas de carvão tóxico, só emitem sinais de loucura ou verdadeira dose de demência preocupante. De uma península do leste asiático, um líder com aspecto semelhante a um infantil insuflável de feira rural, que ameaça rebentar e fazer perigar a paz no mundo a qualquer momento, dispara contra outro líder de um sub continente, sempre empenhado no exercício de homicídios na rua ou em escola, e maior potência militar, e de uma economia esmagadora, que ao mínimo abalo faz tremer o mesmo mundo sob ameaça e dependência, que tem em cima da sua mesa, um botão, que pressionado inicia uma guerra capaz de o destruir. Em reacção a tal ameaça, o maluco louro, de sobretudo escuro e gravata colorida e longa do pescoço à braguilha, e construtor de cenários bélicos idênticos, que usa o twitter para transmitir a febre que o ataca, responde que tem um botão maior e mais preciso, capaz de provocar maiores estragos. O Mundo, assiste da bancada deste manicómio, a toda esta diatribe, e aos sinais de distúrbios da mente destes doentes que chefiam tais nações, sem o direito a manifestar e revelar o tamanho e a importância da sua voz, mais obediente do que afirmativa, de modo a fazer-se ouvir e serenar os dementes que se digladiam e se apresentam anedotas sem graça, com afirmações como – “o meu botão, é maior que o teu”, numa espécie de - ora agora meço eu, ora agora medes tu – em vez de reconhecerem que o manicómio de um, é maior e mais assassino do que o do outro? A quem cabe exigir o internamento psiquiátrico de ambos, antes que a desgraça nos contagie, consuma e destrua? Bom. Mantenhamos-nos sentados a beber Coca-Cola ou chá, até que a bomba alinhada neste caos, rebente e nos apague. Do entulho dos cacos e dos cadáveres sangrentos, alguém sobreviverá para os arrumar, desde a Venezuela até ao Irão, cortando por Jerusalém!

*-(publcdº hoje no Dtk.truncado)
*-(DN.madª.06.01.018- integral)

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O Mágico


O Mágico

03 JAN 2018 / 02:00 H.




    O meu pai, que frequentou a dificuldade da vida, na universidade dos problemas que nela são programa duro, repetia-me com toda a sabedoria adquirida, quando eu tentava inovar: - “rapaz! não te ponhas a inventar, que ainda estragas tudo”. Acertava. Eu tinha a mania de desfazer tudo para saber mais do interior das coisas. Por dentro de Belém, também há por lá um inquilino, que anda sempre por fora a apagar fogos, e a dar consolos, que numa mensagem demagoga, com a flor e o pau na mão de dia primeiro do ano, apela ao sonho. Sabemos, que os sonhos fazem parte do mundo mágico e dos enganos. Deles surgem as desilusões, embora também seja, “por eles que a gente vai, persegue e alcança”. Eu não votei neste Presidente, e por isso estou à vontade para me exprimir sem medo de perder regalias que nunca tive, e sem o pavor dos estabelecidos nos média, e os devedores de vénias. Os correctinhos-políticos, furtam-se às análises inconvenientes, honestas, assumidas, e demitem-se da objectividade no tratamento dos temas sérios, que deles devia ser ofício sempre. O meu pai entrou cedo no superior da aprendizagem, quando com seis anos já andava com um saco enfiado num pau, a pedir de porta em porta e somar esmolas. Era analfabeto, mas muito culto. Dele herdei a facilidade de leitura do comportamento de pessoas. Agora, neste novo ano, ouvi o discurso do “popular” Marcelo, pós intervencionado a cirurgia simples, e verifiquei que teve alta sem perder o fulgor e a dinâmica que o caracteriza. Antevê-se assim, que o homem, regressa a todo o vapor, e refeito após o mergulho no Tejo e na cama do hospital, aonde foi muito apreciado. Talvez tenha prometido lá voltar, como é seu costume fazer por onde passa. Marcelo, porém não consegue fugir ao papel de fala-barato, e cai na demagogia. Extravasa as suas competências e invade espaço para o qual não foi eleito. É por defeito, demasiado fiscal e pouco realizador. Delega e sacode avisos. Faz de alarme e de polícia que anda por perto. Nesta mensagem a iniciar o ano 2018, vem exigir o impossível. Ninguém lhe diz cara a cara esta faceta. Por medo ou por bajulação, aplaudem-no, e todos parecem querer segurar os “tachinhos” ou melhorá-los. E o impossível exigido, é querer que no futuro nada mais falhe, como registou o ano findo, e pede, “reinvenção” de tudo e de mais, que no passado. Volto ao meu pai - “rapaz! não inventes que ainda estragas tudo. Corrige o que fizestes mal, elimina o veneno herdado, e constrói em segurança e rigor o que deve ser feito e esperam os que disso dependem”. Mas Marcelo, aspirante a Jano, deus com dupla cara, quer magia, a partir deste novo ano. Devia saber uma coisa, sem truques, que os governos são constituídos por homens. Uns bons, outros piores. E que o mundo depende das suas capacidades e acções. Umas favoráveis, outras prejudiciais. Não há milagres que operem distribuição só de bonança, e assente em justiça séria. Marcelo, que passou anos a fugir de responsabilidades governativas, enquanto se divertia como académico, político, jornalista e comentador nos média, se entendia que tinha na manga e nos bolsos, as soluções, para os graves problemas da nação e do seu povo, não devia ter adiado por tanto tempo a preparar meticulosamente, com arte e na manha do populismo a régua e esquadro, a sua chegada a Belém, investido no seu sonho desde sempre, e para o qual recebeu a bênção dos seus, de quem nunca se separou. Prejudicou a nação e fragilizou-nos ao ficar no banco de suplentes num jogo com duas partes, segundo ele. Marcelo, sabe de poções mágicas e milagrosas, de muito teatro, mas eu não vou nessa bebida e na sua conversa. Prefiro recordar as palavras do meu pai, que não escondiam pedras!










      






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    pouco exijo da vida, por isso ela nada irá levar que falta faça, mas enquanto cá andar, vou ser muito chatinho.É que quem muito se acomoda, pouco se incomoda.
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