Lígia, Liliana, Elisa, Elsa, Madalena, Rosário, Armando, Elias, bem
podiam ser estes os nomes dos que sofrem
pelos danos causados pelos Tribunais de Menores e pela Segurança Social, pelos
abusos cometidos nas decisões que tomam, quando se decidem a roubar filhos,
aos pais únicos, verdadeiros e insubstituíveis. Está na moda, estas
instituições surripiar crianças sem olhar a outras alternativas, que não lancem
mais miséria à desgraça que vai crescendo em cada agregado, em cada barraca,
numa espécie de casa, ou numa tenda debaixo da ponte, que é aonde vivem muitos
portugueses perseguidos, e em tais condições. O Estado resolve com pouco
esforço e nenhum querer, as situações de pobreza e de desencanto em que se cria
uma família. À precariedade provocada pelo Estado, junta-se-lhe uma socióloga,
um psicólogo, um Juiz, e estes em conjunto decidem sem mais, numa obediência
cega a um relatório infeliz, retirar filhos aos progenitores, sem se interrogarem
sobre a realidade dos factos, que os atiraram para a má vida numa sarjeta de
lodo e vazia de conforto. Nenhum dos verdadeiros responsáveis pelas baixas
condições em que vivem muitos agregados de sangue e de afecto, se dispõe a
resolver os problemas que estão na base das situações degradantes em que vivem
tais agregados. Está na moda este tipo de intervenção dos Órgãos oficiais
carrascos, que em vez de procederem com alma e amor, quando sentenciam do alto
do seu poder abusivo, não notificam o verdadeiro culpado e o convocam para dar
o trabalho e o pão a quem dele precisa, para dar aos filhos - o Estado. É ao
Estado que cabe encontrar a mais digna solução para manter uma família unida
até ao tutano, e não enveredar pela atitude mais simples e menos humana. As
Instituições que se imiscuem com vil e
distante frieza na vida de um pai ou de uma mãe, que são os que podem dar
garantias de perpetuar o amor que a natureza determina, devem ser
responsabilizadas e julgadas pelos males causados, quando levianamente roubam
os filhos da convivência familiar e da paixão que cresce no seu seio, sem que
primeiro arranjem formas de aliviar as dores e o sofrimento que possa existir
em tal pai ou mãe da criança alvo, sem o apoio que lhe é devido. Forneçam às
famílias e aos pais, emprego, salário decente, educação satisfatória, tempo de
lazer para olharem o céu e as estrelas entre risos e brilho nos olhos, que o
carinho e o amor se há-de encarregar de dar a felicidade e os géneros, às
famílias que vivem no desespero. Parem de matar famílias, retirando-lhes
os filhos que transportam a seiva e o sangue que a mãe natureza determinou
segundo o mistério e a vontade de Deus. Eu próprio, que perdi cedo a mãe, e fui
criado com o pai severo porque pobre, mas sempre presente e compreendido, que
levou no pelo o castigo que o pai entendeu aplicar na hora da zanga e da
asneira, ou de pedir contas, não perdoaria aos ladrões de crianças
institucionais, se me tivessem retirado ao convívio dos irmãos e do pai
saudoso, só porque ele não tinha condições para nos criar com mais candura e
outro conforto. Uma palavra, um beijo, uma mão, um abraço, as cavalitas, dado
pelos pais verdadeiros, vale mais que todos os peluches e o tecto de qualquer
abrigo em que metem as crianças roubadas ( e de onde fogem),pelos
agentes frustrados do Estado, para as dar aos anónimos indecifráveis e
estéreis, e sem saberem nada do mal que provocam e da morte que apressam. Parem com a
brincadeira violenta e assassina de famílias que só reclamam por ajuda entre
lágrimas de dor pelos golpes sofridos no meio da Sociedade que se rege e move
na moral hipócrita!
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