quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"Bye bye, Barroso"

Há professores que são colocados no além e a baixo salário em mais do que uma escola para ensinar e não se deixam ir na pandeireta da fórmula “cratolana” aplicada, mas vivem os seus dias preocupados e com os dos seus alunos abandonados, enquanto o (ex-) Presidente da Comissão Europeia Durão Barroso larga tudo, vira as costas ao cargo para que foi eleito e governar o seu país, e vai à babuje agarrar no “tacho dourado” na companhia do mamilo tenro que o segue com sabor a “uva ” e que lhe apontam em Bruxelas, não querendo saber do povo a que pertence(!) para nada. Sabemos infelizmente de casos de portugueses que nos envergonham por terras além-mar, embora também saibamos dos que nos prestigiam e nos orgulham. Não é o caso do homem ex-maoísta que agora é mais ou menos bem visto pelas costas na hora de ser substituído num lugar que o encheu a ele e aos seu correligionários lusos, de vaidade, mas de pouca valia e de maus resultados para toda a Comunidade Internacional. Ele quer acreditar que assim não foi, e por isso nos últimos dias, dias de expiração da presidência, ele discursou à fartazana por tudo quanto foi palco e balcão ilustre, desdobrou-se em gabarolices e auto-elogios, sobre aquilo que não fez, e do que fez referiu com ar triunfante que o mundo está melhor, principalmente a Irlanda e Portugal. Mas a Irlanda sobretudo. Já não bastava a recordação que temos do ex-ministro desertor português, para agora acrestarmos-lhe mais esta desastrosa prestação no cargo que ocupou à frente de uma Comissão Europeia em que não tirou benefício algum para o país que a ele sim tanto beneficiou e lhe proporcionou uma “pipa de massa”. A mediocridade que o acompanhou, quer nos dias de sol em Portugal da austeridade sombria, quer nos dias mais nebulosos de Bruxelas enriquecedores, não se disfarçam embrulhados em nenhuma das línguas escamadas em que ele se expressou, e os exemplos que ele deu como de sucesso são disso bem reveladores. Enaltecer a Irlanda como o país que mais cresceu bastou-lhe para rasgar um sorriso de cherne. Ignorar o que se passa em Portugal e o flagelo do desemprego e da depressão de que padecem os seus indígenas, ficou-lhe a matar naquela boca de peixe mal cheiroso com pouca vergonha e menos reconhecimento. Decididamente Barroso por aonde quer que vá ou solo que pise deixa um rasto de "barro...só... durão" incapaz de moldar um pão que seja, e não acrescentou nem mais uma migalha na mesa dos portugueses(pelo contrário), dele esfomeados e esperançados e de outras soluções relevantes. Mais um português que não fica no álbum gold da Magnum e muito menos até na história do “portugal dos pequenitos”. O ridículo toma várias poses camuflado, e nunca saem do preto por mais que se queiram revelar em grupo G-VIP, e coloridas!

domingo, 12 de outubro de 2014

O joelho de gelo do Ronaldo

Sempre que a Selecção da Federação de Futebol e de alguns de nós(!) entra em campo, percorre-nos a espinha uma dúvida sobre do que ela é capaz de fazer. Ou seja, se vamos assistir a mais do mesmo que é sempre pouco. Não é preciso esperar muito para que a farsa descarada que atira para fora de jogo ou para canto, o ridículo, nos atinja e provoque uma conjuntivite ou uma lesão no cérebro. Sempre que Ronaldo, o tal que é sempre notícia quer faça uma coisa bem quer faça muitas outras mal-(pífias, como lhe chamam os espanhóis)- não dá uma "pr´a caixa" na Selecção de Bola pelo conjunto Luso e é substituído e vai sentar-se no banco mas de modo a não saír do campo da visão, tácitamente logo vem um "ortoterapeuta" colocar-lhe um contentor de gelo no joelho para que as câmaras de TV exibam pingo a pingo aquela lesão transparente para o defender, para proteger a sua imagem, querendo com tal esperteza, propagar ao mundo que o "maior 7" está deficiente, aleijado e por isso não rentável como se espera e desespera. Acontece, é que ele quando joga e atinge o brilho(!) no Real Madrid, e até marca um fartote de golos, quer seja de penalti quer à mama e a passe dos colegas de grande qualidade, como é costume, nunca é substituído e não vai para o banco amarrar um saco de gelo no joelho para disfarçar coisa alguma, sendo que o sítio certo, a fazê-lo, seria na cabeça. Só os parolos convidados e pagos que formam os painéis como comentadores desportivos nos canais nacionais de TV, é que repetem até à exaustão para que passe por verdade, que o "rapaz melhor do mundo não está a 100%", embora ele próprio reafirme que até ultrapassa tal percentagem,e Carlo Ancelotti e Florentino confirmem a versão do madeirense e ícone universal. Tais "especialistas do enrola a bola", não dizem é que para jogar melhor e marcar os golos na Selecção da Federação de Futebol e de alguns de nós(!), tal como CR7 o faz ao serviço dos merengues, tem que ter a seu lado a correr e a jogar por ele, os colegas craques que lhe fazem a papinha toda de modo a que ele apareça só para empurrar e abrir ou fechar o resultado que lhe dá fama. Por cá é o que se vê. Repetidamente é um gelo!


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

HSJ ou no cú da saúde



    HSJ - piso acima piso abaixo

:-(em memória do meu Irmão, Victor António Pinto de Moura que morreu neste Hospital vítima de imprudência e negligência médica mal ali deu entrada, e de meu Pai, António Cândido da Silva Moura que morreu nesta Instituição pouco após, vítima do acidente que o vitimou e do pouco conhecimento técnico-científico, onde faltou sapiência e até dedicação e outros insuficientes meios que ao tempo lhe foram disponibilizados nesta Unidade hospitalar)..


- Falar ou descrever o HSJ, não será preciso mais do que sinceridade, frontalidade, denúncia do que nos parece vai naquele enorme "complexo" errado. Não requer o mínimo de ousadia e sequer de atrevimento. Requer honestidade e não aceitar a resignação. Remédio que faz bem a todos. Esta página, que constituirá um verdadeiro alarme/alerta//choque sobre a verdade do que se passa nos corredores do HSJoão, desde a má gestão de Piso em Piso, no 7 sobretudo - (em tudo diferente do Piso 8 onde prima a excelência e os cuidados intensivos por Técnicos de Qualidade e sempre em cima do acontecimento e sob superior orientação - e aqui desde já um forte agradecimento ao ExmºCirurgião Vítor M. Monteiro) - desde a alimentação pobre, fria, sem talheres adequados e baralhados, dispendiosa e desperdiçada porque intragável, fruta dura e verde que não obedece à normalização nem calibre que o doente rejeita e o Mercado reprova, e própria para a alimentação do gado e por isso sempre devolvida - (aqui adivinha-se que alguém ligado ao aprovisionamento dos géneros e dos víveres alimentares se anda a "governar") - higiene indecente nas copas abandonadas que também servem de estações de paragem de lixo em trânsito, ruído sem medida nas horas que pedem paz e silêncio, movimentação sem lei nem ordem a roçar a feira, ambiente ao deus-dará e sem rei nem roque, desleixo ignorado, tudo à vara larga, equipamento(comandos/botoneiras) de cabeceira junto ao doente, deficientes/fios descarnados e inúteis, uso de luvas polivalentes, colectores de urina acumulados e junto a tabuleiros de alimentação e água, mudas de roupa de cama esquecidas debaixo da armação das camas, colchas reutilizadas cheias de manchas/nódoas, telemóveis e televisores ao sabor do ouvido de cada um, balbúrdia, algazarra, rega-bofe tudo ali acontece em geral, bagunça nos horários de visita que invade a privacidade de quem dela precisa para retemperar a saúde, WC impossíveis de utilizar com lavatórios e sanitas entupidos e  após uso por doentes fragilizados, diminuídos, fragilizados, enfraquecidos, debilitados, de piroca mole, desanimada, e por isso incapazes de mijar no sítio certo e outras necessidades mais básicas, falta de supervisão ou de zelo em cada corredor, falta de autoridade e de responsabilidade de quem está nomeada para ser presente nas áreas a observar, corrigir, e relatar à Administração que ao que parece se isola ou move nesta ignorância, assistência demorada e desesperante. Cada cor de bata determina a que cada funcionária faça só o que lhe apetece, caso contrário torce o nariz ou faz má cara e nem responde.- Como só o que é escrito poderá ser lido, dentro de algum tempo aqui será feita denúncia séria e dura que a toda a sociedade interessará e será útil a todos enquanto contribuintes, beneficiários e utentes do SNS, e à hospitalar em particular. O HSJ que não é um hotel e muito menos se pretende seja o Céu, também não pode caminhar para se tornar um Inferno. Hoje, assemelha-se mais a um manicómio, carregado de escarros, de gente que ressona e ronca sem apoio ou alívio. É mais um albergue de loucos, do que a uma Superior Instituição de Cuidados e de Tratamento de Saúde para quem a ela recorre. De onde se sai mais doente do que se entrou, e aonde se ingressou com a intenção e o projecto de sair mais vivo do que morto. É só aguardar pela minha robustez física e outro ordenamento ao tema para que alguma coisa mexa naquele Edifício com uma sobranceira Faculdade. Mas pode-se desde já afirmar que desde a publicação do livro "Mudar" em 2010 por Passos Coelho que ali no HSJ, e às críticas de Correia de Campos, que nada mudou. É pena, porque lá por dentro é o povo que sofre e de lá sai e vai a enterrar!
                                                      joaquim a. moura - penafiel