quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Revolução em Marcha


Há uma revolução em marcha, mas ao que parece, poucos ou ninguém lhe está a dar a devida importância. Como não se vêem as metralhadoras G-3 empunhadas e a riscar no ar, e não há tanques pelas ruas, saídos dos quartéis, há contudo, uma canção que volta, saída da casa e da boca de cada um e que a solta como arma, nos alerta como um grito, e nos mobiliza. Em Portugal, que não está só nem orgulhoso, vive-se agora num estado de permanente conflito, de pré-derrocada geral, e o povo move-se e pragueja por todo o lado, e à frente dos governantes, por onde quer que eles apareçam. Tal como os rios, as revoluções começam na gota de água, e por vezes transbordam, são indomáveis, e dão lugar a medidas repressivas, ensaiadas nas mentes perversas dos que não se dão bem com a democracia, e as manifestações populares, e que a partir duma vontade recalcada que vem de Abril, ordenam o avanço das polícias de viseira e capacete, que não são cravos nem rosas, própriamente, para as conter. O hino nacional que nos liberta, no tempo actual, chama-se, Grândola Vila Morena. Uma canção de dor sem lágrimas, que apela à fraternidade e ao direito à felicidade. Quem está no poder, que se cuide, arrepie caminho, pois esta arma que baila na boca do povo, irá persegui-los, até que a paz social, laboral, na saúde, educação, regresse à casa de cada um, tal com o rio que se quer dentro das suas margens. Antes e depois do adeus.

                                     

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Até que enfim!



O homem comum, aquele que procura no dia-adia, uma resposta para a sua frustração, como quem procura alimento no caixote dos desperdícios, para sossegar o corpo e a alma, e pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado, interroga-se por que razão só agora é que a magistrada Cândida Almeida "vai a despacho", com pré-aviso, se ao fim de mais de uma dezena de anos, fartou-se de procurar ser protagonista na área, que requer maior sigilo, discricção, e pouca conversa? Achei sempre que essa personagem, vá-se lá saber porquê, uma vez que sou um néscio na matéria delicada e de élite, como é a área da Justiça, que a digníssima mulher, comportava-se, mais como, almeida do que como cândida, quando lhe apontavam um microfone áqueles lábios de Betty Boop. Vi sempre nela, uma tagarela, que falava pelos cotovêlos, e num misto de ingenuidade e de leviandade, teatral. Sobre ela, repartem-se as opiniões. Uns, que é uma mulher corajosa, por este ou aquele processo que enfrentou, ou deixou prescrever. Outros, que proferia baboseiras, tais como - "em portugal não há corrupção, nem políticos corruptos". Quer-me parecer, que nunca foi isenta, e que, com as costas guardadas pelo seu superior, que também ele durou tempo a mais no cargo, protegeu um ou outro membro do governo anterior. Joana Marques Vidal, esta sim, parece-me uma Juíza com coragem e seriedade, que já deu sinal, e já (lhe) comunicou, que não haverá recondução no cargo, da Magistrada, que manifestava falta de visão, não sem antes a submeter a um inquérito disciplinar. Esta relação estreita entre a Magistrada que está de saída, e o anterior Procurador- Geral, tem similitude, com aquela que há, entre Passos Coelho e Miguel Relvas. O que é que unia aquele par, e que ninguém ainda sabe, e o que é que mantém unidos os actuais dois governantes, que ninguém os desata? Será que há uma estória de "swing" pelo poder, por detrás disto, ou uma simples caminhada académica, suspeita, de ganância teimosa, que legitima a dúvida do homem comum, que procura no caixote da vida incerta, maior justiça e pão para os seus, ou apenas modo de recuperar o que lhe foi roubado, e o atirou para debaixo da ponte, e que vê nestes governantes da coisa pública, os culpados pelo descalabro do país e do empobrecimento do povo? Quem me dera saber, para pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado.

                                  

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

" Pastor da paróquia"



Morreu hoje com 82 anos, o padre Gabriel da Costa Maia, ordenado em 1955 para o exercício de tão "terreno" ministério, e elevado à condição de Monsenhor Gabriel, da paróquia de s. martinho de Penafiel. Este homem sobretudo, e reverendo, não deixa na comunidade, grande saudade em todos os paroquianos, ao que se diz. Aqui e ali se ouviam queixas dele, enquanto esteve a administrar a Igreja Matriz desta cidade,e até onde o seu poder se estendia, e por onde espalhou, polémica Nunca privei com o homem e muito menos com o prelado, mas creio que ele não tinha todos os defeitos de que o acusam, e até me parece, que era um apóstolo preocupado com o rebanho que lhe coube em sorte ou que lhe calhou para pastorear. Prova disso, são os documentos que a seguir reproduzo, provenientes de uma troca de "correspondência" no final do ano 2001. Agora que o homem e padre, partiram, de regresso ao pó que levantaram, faço votos para que a terra lhe seja leve, e que tenha um eterno descanso, junto do seu Mestre e Senhor.


Carta Modelo do Páraco Gabriel:



Resposta Paterna à Carta:
 
 


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

De Papa em Papa


Bento XVI, abdica voluntáriamente do trono papal, tal como o fizera Celestino V no séc.XIII. Outros foram os Papas, depostos por imperadores e mais soberanos, e outros ainda, abdicaram, contra uma compensação financeira vantajosa, tal como alguns políticos de hoje, fizeram, tipo Durão Barroso, e a favor de uma "cadeira" menos missionária, mas mais confortável. O Sumo Pontíficie, demitiu-se por razões de saúde, o que nem sempre aconteceu. Já não tem o vigor exigido, para abençoar a "urbi", e dar a assistência necessária, que cada vez mais, a "orbi" reclama aos gritos. O anúncio da sua demissão, não foi dado a conhecer pelo arcanjo Gabriel, mas pelo seu irmão, Georg Ratzinger. Família, é em qualquer circunstância, família, e deve estar em primeiro. São Malaquias, não previu este desenlace, embora tenha profetizado, que este Papa, será o penúltimo a ocupar o ministério de Pedro. Venha quem vier, e paramentado por interesses vários, que melhoras pode esperar o mundo, já que até hoje, a Igreja de Cristo, só tem arrastado de altar em altar, escândalos atrás de escândalos, que pouco ou nada contribuíram para travar conflitos de toda a ordem - bélicos, étnicos, laborais, sociais, e excepcionais crises comportamentais? A debilidade do Bispo de Roma, espelha a fragilidade da sociedade humana, na actualidade. Com a pobreza que grassa e a aumentar por todas as esquinas, a Casa do Senhor volta a encher-se, e a ter sentados à mesa, os novos famintos, e desempregados em comunhão com o desepero. O próximo e "último" Papa , segundo o bispo S. Malaquias, será eleito pelo processo habitual, dê as voltas que der, o que nos dá a garantia, de que nenhum político e do governo de Portugal, interferirá no acto, nem nomeará para o lugar, que será vago antes da Páscoa, nenhum familiar ou amigo do peito e do mesmo credo. Os compadres da confraria política lusa, que desbarataram a riqueza e condenaram os portugueses, ao inferno, ainda não chegaram todos a "sucessores do Pedro", com direito a fumo branco, embora rezem para isso, mas a serem levados à presença da Justiça, se Portugal fosse um Estado de Direito, por terem "papado" tudo. Valha-nos Deus, por isso!