Há uma revolução em marcha, mas ao que parece, poucos ou ninguém lhe
está a dar a devida importância. Como não se vêem as metralhadoras G-3
empunhadas e a riscar no ar, e não há tanques pelas ruas, saídos dos quartéis,
há contudo, uma canção que volta, saída da casa e da boca de cada um e que a
solta como arma, nos alerta como um grito, e nos mobiliza. Em Portugal, que não
está só nem orgulhoso, vive-se agora num estado de permanente conflito, de
pré-derrocada geral, e o povo move-se e pragueja por todo o lado, e à frente
dos governantes, por onde quer que eles apareçam. Tal como os rios, as
revoluções começam na gota de água, e por vezes transbordam, são indomáveis, e
dão lugar a medidas repressivas, ensaiadas nas mentes perversas dos que não se
dão bem com a democracia, e as manifestações populares, e que a partir duma
vontade recalcada que vem de Abril, ordenam o avanço das polícias de viseira e
capacete, que não são cravos nem rosas, própriamente, para as conter. O hino
nacional que nos liberta, no tempo actual, chama-se, Grândola Vila Morena. Uma
canção de dor sem lágrimas, que apela à fraternidade e ao direito à felicidade.
Quem está no poder, que se cuide, arrepie caminho, pois esta arma que baila na
boca do povo, irá persegui-los, até que a paz social, laboral, na saúde,
educação, regresse à casa de cada um, tal com o rio que se quer dentro das suas
margens. Antes e depois do adeus.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Até que enfim!
O homem comum, aquele que procura no dia-adia, uma resposta para a sua
frustração, como quem procura alimento no caixote dos desperdícios, para
sossegar o corpo e a alma, e pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado,
interroga-se por que razão só agora é que a magistrada Cândida Almeida
"vai a despacho", com pré-aviso, se ao fim de mais de uma dezena de
anos, fartou-se de procurar ser protagonista na área, que requer maior sigilo,
discricção, e pouca conversa? Achei sempre que essa personagem, vá-se lá saber
porquê, uma vez que sou um néscio na matéria delicada e de élite, como é a área
da Justiça, que a digníssima mulher, comportava-se, mais como, almeida do que
como cândida, quando lhe apontavam um microfone áqueles lábios de Betty Boop.
Vi sempre nela, uma tagarela, que falava pelos cotovêlos, e num misto de
ingenuidade e de leviandade, teatral. Sobre ela, repartem-se as opiniões. Uns,
que é uma mulher corajosa, por este ou aquele processo que enfrentou, ou deixou
prescrever. Outros, que proferia baboseiras, tais como - "em portugal não
há corrupção, nem políticos corruptos". Quer-me parecer, que nunca foi
isenta, e que, com as costas guardadas pelo seu superior, que também ele durou
tempo a mais no cargo, protegeu um ou outro membro do governo anterior. Joana
Marques Vidal, esta sim, parece-me uma Juíza com coragem e seriedade, que já
deu sinal, e já (lhe) comunicou, que não haverá recondução no cargo, da
Magistrada, que manifestava falta de visão, não sem antes a submeter a um
inquérito disciplinar. Esta relação estreita entre a Magistrada que está de
saída, e o anterior Procurador- Geral, tem similitude, com aquela que há, entre
Passos Coelho e Miguel Relvas. O que é que unia aquele par, e que ninguém ainda
sabe, e o que é que mantém unidos os actuais dois governantes, que ninguém os
desata? Será que há uma estória de "swing" pelo poder, por detrás
disto, ou uma simples caminhada académica, suspeita, de ganância teimosa, que
legitima a dúvida do homem comum, que procura no caixote da vida incerta, maior
justiça e pão para os seus, ou apenas modo de recuperar o que lhe foi roubado, e
o atirou para debaixo da ponte, e que vê nestes governantes da coisa pública,
os culpados pelo descalabro do país e do empobrecimento do povo? Quem me dera
saber, para pousar a cabeça no travesseiro, menos enganado.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
" Pastor da paróquia"
Morreu hoje com 82 anos, o padre Gabriel da Costa Maia, ordenado em 1955 para o exercício de tão "terreno" ministério, e elevado à condição de Monsenhor Gabriel, da paróquia de s. martinho de Penafiel. Este homem sobretudo, e reverendo, não deixa na comunidade, grande saudade em todos os paroquianos, ao que se diz. Aqui e ali se ouviam queixas dele, enquanto esteve a administrar a Igreja Matriz desta cidade,e até onde o seu poder se estendia, e por onde espalhou, polémica Nunca privei com o homem e muito menos com o prelado, mas creio que ele não tinha todos os defeitos de que o acusam, e até me parece, que era um apóstolo preocupado com o rebanho que lhe coube em sorte ou que lhe calhou para pastorear. Prova disso, são os documentos que a seguir reproduzo, provenientes de uma troca de "correspondência" no final do ano 2001. Agora que o homem e padre, partiram, de regresso ao pó que levantaram, faço votos para que a terra lhe seja leve, e que tenha um eterno descanso, junto do seu Mestre e Senhor.
Carta Modelo do Páraco Gabriel:
Resposta Paterna à Carta:
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
De Papa em Papa
Bento XVI, abdica voluntáriamente do trono papal, tal como o fizera
Celestino V no séc.XIII. Outros foram os Papas, depostos por imperadores e mais
soberanos, e outros ainda, abdicaram, contra uma compensação financeira
vantajosa, tal como alguns políticos de hoje, fizeram, tipo Durão Barroso, e a
favor de uma "cadeira" menos missionária, mas mais confortável. O
Sumo Pontíficie, demitiu-se por razões de saúde, o que nem sempre aconteceu. Já
não tem o vigor exigido, para abençoar a "urbi", e dar a assistência
necessária, que cada vez mais, a "orbi" reclama aos gritos. O anúncio
da sua demissão, não foi dado a conhecer pelo arcanjo Gabriel, mas pelo seu
irmão, Georg Ratzinger. Família, é em qualquer circunstância, família, e deve
estar em primeiro. São Malaquias, não previu este desenlace, embora tenha
profetizado, que este Papa, será o penúltimo a ocupar o ministério de Pedro.
Venha quem vier, e paramentado por interesses vários, que melhoras pode esperar
o mundo, já que até hoje, a Igreja de Cristo, só tem arrastado de altar em
altar, escândalos atrás de escândalos, que pouco ou nada contribuíram para travar
conflitos de toda a ordem - bélicos, étnicos, laborais, sociais, e excepcionais
crises comportamentais? A debilidade do Bispo de Roma, espelha a fragilidade da
sociedade humana, na actualidade. Com a pobreza que grassa e a aumentar por todas
as esquinas, a Casa do Senhor volta a encher-se, e a ter sentados à mesa, os
novos famintos, e desempregados em comunhão com o desepero. O próximo e
"último" Papa , segundo o bispo S. Malaquias, será eleito pelo
processo habitual, dê as voltas que der, o que nos dá a garantia, de que nenhum
político e do governo de Portugal, interferirá no acto, nem nomeará para o
lugar, que será vago antes da Páscoa, nenhum familiar ou amigo do peito e do
mesmo credo. Os compadres da confraria política lusa, que desbarataram a
riqueza e condenaram os portugueses, ao inferno, ainda não chegaram todos a
"sucessores do Pedro", com direito a fumo branco, embora rezem
para isso, mas a serem levados à presença da Justiça, se Portugal fosse um
Estado de Direito, por terem "papado" tudo. Valha-nos Deus, por isso!
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