sexta-feira, 17 de abril de 2026

Homenagem de um AMIGO

HOMENAGEM a um AMIGO – O meu Amigo já prevenido, partiu, e nada mais disse. – Eu sabia que a sua idade não lhe dava Futuro – muito menos a saúde que precisava urgente – como é precisa para toda a gente; – mas a idade não perdoa e voa numa hora de silêncio; – a morte andava-o a rondar. Uma merdisse; – ele que foi meu mestre a tratar do limoeiro – e um ou outro ameixoeiro – que ele plantou no meu quintal com pouco proveito. – Andamos de sachola na mão a limpar o terreno – que dividia connosco nas traseiras da sua humilde casa. – Era a sua casa, o seu palacete, ou “pardieiro” – onde descansava enrolado no velho sofá – e ali deitado sem jeito, apoiado por sua filha – enquanto a esta, o tempo, lhe deixava acompanhá-lo – e dele tratava como podia. Paz à sua Alma! – (do grande amigo:- Moura)

quinta-feira, 16 de abril de 2026

As palavras são como cerejas eróticas

- Pode-se dizer que as palavras são como algumas mulheres que quando desatam a palrar é um ver-se-te avias, e ninguém lhes escapa, seja branco ou preto, loiro ou moreno. E então se tiverem ponta por onde se lhes pegue, aí é que são elas. Os podres chegam de todas as partes de onde elas se coçam ou têm formigão. Isto que aqui se toma como generalidade não se deve levar a sério ou ser justo, pois as mulheres também se sabem defender e proteger-se contra as más línguas, e eliminam as de ponta afiada ou coiso pontiagudo e sem caroço. Mas quando um homem se interessa em saber quem é enquanto pessoa, basta perguntar-lhes, e se elas se abrirem, serem sinceras, o que não é fácil, a nossa imagem ou descriçã0,sai mais ou menos a cores ou a sépia e tremida. A gente por seguro, convém olhar para a mão delas e verificar se elas têm no anelar alguma argola ou ou uma coroa de espinhos dourados. Todo o cuidado é pouco, pois as raparigas mais "sabidolas", são capazes de tudo para nos entalar seja na rua ou no altar, se aí chegados de fato e gravata escondidos sob um ramo de flores brancos, numa armação de candura de bradar aos céus. Mas afinal onde entram as cerejas nesta crônica de mal-dizer e que não servem só para as aproveitar para fazer ginja, embora a gente veja-as como belas ginjinhas adocicadas mais à noite que de dia? Será que são os homens que só mandam caroço na hora de as desafiar a fazerem um joguinho de troca de olhares,desde a cabeça aos pés delicados que exibem e libidinosos que nos entontece, capazes ainda de nos meterem na "pildra" se fizerem queixa de que foram alvo de assédio quando a gente só pretende construir uma estória a dois com uns beijos à mistura, e o resto logo se verá se lá se chegar? Este enigma persegue a nossa condição mais angélica e talvez um pouco pecadora, mas sempre dentro da capela da inocência e até patriarcal com muito prazer, capaz de procriar ao som das sucessivas badaladas, ora para cima ora para baixo até cairmos para o lado sem estofo para roer mais uma cereja já sem caroço. Que raio de história eu fui arranjar e dela não saber sair sem assinalar com um ponto final Já pareço o casal Trump sem o Epstein à mistura! (14/04)

terça-feira, 7 de abril de 2026

Qual a razão?

- Alguma razão haverá para que quase todos os alentejanos ou os que ficam abaixo do Centro do país, que já vivem há largos anos em melhores condições, pelo menos desde a abrilada de "revolucionária" que se vem transformando de má memória, ocupam bons lugares e bons empregos, quer em Serviços estatais, quer nos diversos Canais de TV. Encontro uma das razões, é que eles, os saloios que descansam à sombra da azinheira, de facto são mais letrados que a população do Norte analfabeta e pouco expedita, longe do Poder Central. A gente abre um canal e assim que aparece um pivot a ler o "ponto" e descoberta a sua origem, surge-nos pela fala e pelos apoios, um elemento com origem no sul, abaixo de pelo menos Coimbra ou por aí. Os do Norte, apercebem-se mas nem pensam nisso e passam-lhes ao lado, que eles arranjam-se uns aos outros pelas qualidades ou pelos defeitos genéticos com que nascem. São solidários na verdade. Aqui diremos - "diz-me com quem andas dir te-ei quem és". Então entre os que por lá mandam logo lhes arranjam um tachinho, por ele se identificar com o tal defeito original, e por ser "tradição" pensar-se que os abaixo do Mondego passaram muito mal no tempo da "velho senhor de Sta. Comba" e deixaram de poder dormir à sombra do tal azinheiro. Ora como os habitantes do Norte são pouco audazes e ambiciosos não elegem um Presidente seja lá do que for, ficam e andam sem um personagem relevante que tenha grande influência para mudar esta situação, e por ser assim andam sempre atrás da côdea, de maus empregos e sem patronos capazes instalados em cargos que permitam abrir-lhes as portas de empregos satisfatórios e melhor pagos. Principalmente as mulheres, então essas sim. Para elas, abrem-se todos, raras são as excepções. É que elas têm "dois lados de um triângulo que fazem reclame a um vértice". Os mandões vêm nelas qualidades e características que as nortenhas não exibem e até tapam, como árabes ou muçulmanas, sendo que são mais celtas que as do Alentejo. Tudo vai no sentido inverso, mas é a vida, e não vislumbramos outra razão. Foi dito e se diz que os do norte são mais analfabetos e isso foi uma realidade mas hoje já não é. Os habitantes do Norte do país apresentam-se com habilitações Superiores como não acontecia no passado. Hoje filho de pobre não é necessariamente pobre e só pode ser trolha, ferreiro, carpinteiro, electricista, bombeiro, calceteiro e também "labrego" nos tempo que sobra após chegar do trabalho que o ocupou durante o dia e chegado ao seu casario, onde ainda tinha que arranjar o telhado por onde a água entrava e sem subsídio algum, mesmo se choramingava à porta do Município corrupto, quase sempre, onde se abrigavam os amigos também. Por quê é que isto tem de ser assim, e o povo não se revela nem dá sinais de insatisfação e de revolta. Responda quem souber que eu aceito qualquer explicação, mesmo sabendo já que os filhos que saem das Universidades e lhes são superiores terão que emigrar ou então acomodarem-se por cá a roer a tal côdea. Agora mais endurecida! -(pub.in !IMEDIATO -07.04)

sábado, 28 de fevereiro de 2026

É a Guerra e outro "poema(!)"

-( “Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio.”- Alb.Camus) ------ É a Guerra meu Deus é a guerra! - Aí está de novo a Guerra, que se repete já há muitos anos, e é feita sempre pelos mesmos que nunca cuidaram da terra lavrada, só com mãos e enxadas, mas eles a comem como cães danados tudo quanto ela nos dá, à Rica-Mesa da Trapalhada, e o pobre é quem a carrega e tira do lixo ou do contentor, a velha tão velha quanto a dor a côdea dura, bem sofrida e enlutada! xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx J.A. Moura - Homenagem-Light! -: Hoje é dia de feira, feira-dos-vinte, dizem os de cá mas eu encontrei outra maneira de dizer-lhe :-Olá! e não é brincadeira de nenhum zé-da-tasca; É uma saudade de estima deste "moura" que se desenrasca, em busca de curandeira ou mulher-mãe cristalina, de 3 filhos-coisa fina, e marido, Homem bom, e presente companhia, que do sol nasce e faz-se Dia no seu gentil Coração!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Um improviso ao nascer do dia

- Homenagem-Light! -: Hoje é dia de feira, feira-dos-vinte, dizem os de cá mas eu encontrei outra maneira de dizer-lhe :-Olá! e não é brincadeira de nenhum zé-da-tasca; É uma saudade de estima deste "moura" que se desenrasca, em busca de curandeira ou mulher-mãe cristalina, de 3 filhos-coisa fina, e marido, Homem bom, e presente companhia, que do sol nasce e faz-se Dia no seu gentil Coração!

terça-feira, 25 de março de 2025

Poema da Cruz

- A Cruz que me deste Senhor, não é tão pesada e feita de madeira dura, mesmo quanto a tua. - A que carrego não vai longe, nestas horas de um Tempo de dor, já sem cura, e nem arrastada chega perto da luz da Lua! - Já a Tua Vida vai além do Sol imenso, com seus raios estendendo-se pelo Universo sério, enquanto a que me coube é breve, mas onde porém "exalta" igual Mistério. - Prisioneiro nela, não sofro quanto alego, e nem fel ou prego, me cravaram, mas eu a carrego com algum sofrimento por entre o peito e as mãos dos que tanto mal fazem sem sinal de lamento; E outros ainda que erram ou pecaram em vão, sem as erguerem para Ti e para o Céu; suplicando o Teu perdão ou simples e agradecida compaixão!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Confissão, em jeito de Despedida (ao meu IRMÃO VÍCTOR)

-Sei que vou em sentido contrário, e não acerto com fiel direcção. Perdi os ponteiros que marcam o horário que me devolvem ao teu puro coraçã0! Já não sei que coisa fazer para que me aceites e de mim tomes cuidado, de dia e até ao rude escurecer com todo o jeito para não cair p´ró lado, pleno de vida, mas a caminho de morrer! -Quero ficar mais um pouco, se Deus o quiser também; Permanecer como mais ninguém no teu coração magoado, em sossego, bem aconchegado até partir, e no teu colo adormecer e assim depois acordar, só já no teu "além", e aí abraçar nossa Mãe, nosso Pai, e a ti meu Irmão mais velho, que tanto sofreste sem o Amor que tanto mereceste, e que eu jamais te soube dar; - Preciso do teu perdão amado, e na hora de chegada junto a ti, poder ouvir-te dizer: "Vem, que eu te aperto em mim... estás perdoado"!