sexta-feira, 17 de abril de 2026

Homenagem de um AMIGO

HOMENAGEM a um AMIGO – O meu Amigo já prevenido, partiu, e nada mais disse. – Eu sabia que a sua idade não lhe dava Futuro – muito menos a saúde que precisava urgente – como é precisa para toda a gente; – mas a idade não perdoa e voa numa hora de silêncio; – a morte andava-o a rondar. Uma merdisse; – ele que foi meu mestre a tratar do limoeiro – e um ou outro ameixoeiro – que ele plantou no meu quintal com pouco proveito. – Andamos de sachola na mão a limpar o terreno – que dividia connosco nas traseiras da sua humilde casa. – Era a sua casa, o seu palacete, ou “pardieiro” – onde descansava enrolado no velho sofá – e ali deitado sem jeito, apoiado por sua filha – enquanto a esta, o tempo, lhe deixava acompanhá-lo – e dele tratava como podia. Paz à sua Alma! – (do grande amigo:- Moura)

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