quinta-feira, 16 de abril de 2026
As palavras são como cerejas eróticas
- Pode-se dizer que as palavras são como algumas mulheres que quando desatam a palrar é um ver-se-te avias, e ninguém lhes escapa, seja branco ou preto, loiro ou moreno. E então se tiverem ponta por onde se lhes pegue, aí é que são elas. Os podres chegam de todas as partes de onde elas se coçam ou têm formigão. Isto que aqui se toma como generalidade não se deve levar a sério ou ser justo, pois as mulheres também se sabem defender e proteger-se contra as más línguas, e eliminam as de ponta afiada ou coiso pontiagudo e sem caroço. Mas quando um homem se interessa em saber quem é enquanto pessoa, basta perguntar-lhes, e se elas se abrirem, serem sinceras, o que não é fácil, a nossa imagem ou descriçã0,sai mais ou menos a cores ou a sépia e tremida. A gente por seguro, convém olhar para a mão delas e verificar se elas têm no anelar alguma argola ou ou uma coroa de espinhos dourados. Todo o cuidado é pouco, pois as raparigas mais "sabidolas", são capazes de tudo para nos entalar seja na rua ou no altar, se aí chegados de fato e gravata escondidos sob um ramo de flores brancos, numa armação de candura de bradar aos céus. Mas afinal onde entram as cerejas nesta crônica de mal-dizer e que não servem só para as aproveitar para fazer ginja, embora a gente veja-as como belas ginjinhas adocicadas mais à noite que de dia? Será que são os homens que só mandam caroço na hora de as desafiar a fazerem um joguinho de troca de olhares,desde a cabeça aos pés delicados que exibem e libidinosos que nos entontece, capazes ainda de nos meterem na "pildra" se fizerem queixa de que foram alvo de assédio quando a gente só pretende construir uma estória a dois com uns beijos à mistura, e o resto logo se verá se lá se chegar? Este enigma persegue a nossa condição mais angélica e talvez um pouco pecadora, mas sempre dentro da capela da inocência e até patriarcal com muito prazer, capaz de procriar ao som das sucessivas badaladas, ora para cima ora para baixo até cairmos para o lado sem estofo para roer mais uma cereja já sem caroço. Que raio de história eu fui arranjar e dela não saber sair sem assinalar com um ponto final Já pareço o casal Trump sem o Epstein à mistura!
(14/04)
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