terça-feira, 31 de março de 2020

Poema trágico

- Vivemos tempos de medo.
A Geração de hoje vive em casulo,
sem o calor dos seus e das visitas amigas.
Que Tempo de horror este,
isolados, sem o calor do sol, quase no degredo.
Tão chorosos, desde a Ásia até ao Leste,
e voando de ilha em ilha como corvo,
por Continentes no agoiro da fome e desgraça;
Vivemos no temor que uma peste,
nos impõe uma chaga, um corte desumano,
que percorre ruas, vilas, cidades, 
e nos obriga a esconder o rosto
no lugar aonde a alma chora e desespera a flor.
Vivemos dias de solidão e dor 
e na dúvida, de qualquer Salvação.
Que venham os Mestres e os Magos,
com a poção que nos salvará,
que os políticos, e outros governantes,
de pouco valem, e de ciência pouca são,
para tão gigante martírio e maldição;
- Que junto a nós não se demore o conforto,
anunciado desde o Céu, até de Roma em Oração,
e há muito prometido por Deus,
num qualquer elevado e Santo Sermão!-*

-*(JN-18.04.020)

                                                


quarta-feira, 25 de março de 2020

Sem sabão não há sabichão!



- Felizmente que hoje pelo menos, os jornais com escritores de cartas, não abusaram a correr atrás de tanto especialista em virulogia. Ultimamente todos deram palpites sobre o "coroa espinhoso" que se pega, e não encheu a folha própria e dedicada a tais "especialistas" de tudo e nada, ao encontrar em cima da secretária da redacção outros assuntos a merecer destaque. É que há uns "artistas" que já perceberem que os jornais(alguns mais sérios não foram na cantiga) agora publicam-lhes as suas diarreias epidemiológicas a infestar a "ciência" caseira. Esta atitude e escolha ou critério, estava e continua a transformar-se noutro vírus. que entope o conhecimento e o esclarecimento maior que as pessoas vulgares, necessitam e lhes é útil. Que falem os sábios e técnicos, está bem, mas trucidar e ocupar espaço de jornal, só com banalidades de quem sabe tanto de pestes epidémicas e dos seus maléficos efeitos e dos espinhos proteicos que nos entram por tal via, é dispensável e recomendável, e a desinfecção do leitor sai mais cuidada. Caso contrário ainda viremos a morrer de intoxicação "intelectual"! *

-*(DN.mdrª:30-03)

segunda-feira, 23 de março de 2020

"A Obra de Deus embargada"

domingo, 22 de março de 2020

A ignorância pede prudência

-Já muitos se pronunciaram sobre o "inferno" que nos cerca, quer em casa quer fora dela. Já quase todos adiantaram soluções e espertezas, que pertencem ao grupo do desenrasca. Eu não tenho como intenção vir aqui armar-me em milagreiro e alertar seja quem for para seguir o caminho certo. Se alguém o tentasse seguir, chegaria por certo ao abismo mais depressa do que é desejável e minha vontade. Limito-me dentro da minha condição de homem limitado, a suar medo por todos os poros, mas atento e respeitador dos avisos, que amiúde são espalhados por quem sabe ou pretende ser útil ao próximo. No momento que se vive perto de nós, e à volta do globo, giram uns "inteligentes" que avançam soluções para a crise que nos envolve e nos ameaça de males irreparáveis, e do avanço que tal crise, e mal, nos dá pior dormir e descanso. Dos vivos que habitam a Terra, não há uma só testemunha de semelhante ameaça à vida saudável no planeta azul, cheio de gente a preto e branco. Tais acontecimentos jazem na História da Civilização a ter bem presente. Tais crises graves são já passado e por esse não é preciso juntar-lhe Oração. Só o de hoje e do amanhã, que é agora, nos devemos cuidar e rezar se for necessário. Por isto que aqui confesso, resta-me dar ânimo aos trabalhadores e técnicos da Saúde e que investigam o melhor método de nos salvar da pandemia que nos agarra pelo simples abraço, pela palavra cuspida, pela respiração apertada, pela confraternização agendada, pelo contacto desaconselhado. Por isso a nós, os ignorantes, e daí o nosso medo, pede-se uma coisa simples. Respeitem os que sabem mais e se esforçam por descobrir como hão de fazer chegar a cura para todos nós os que sofremos, e que por nós padecem e até, morrem. A estes heróis que têm projectos, família constituída, sonhos a realizar, que desenharam um Futuro melhor, para eles, o meu maior reconhecimento e um sentido muito Obrigado. Aos "inteligentes" incito-os a fecharem a matraca ruidosa e própria de cavalgaduras, que nunca verão para lá da máscara que apenas os cega e os torna mais burros com orelhas virulentas!

sábado, 14 de março de 2020

"Era o o vírus meu Deus, era o vírus meu Deus..."


- Mais de dez milhões de ocupantes do país lusitano, incluindo brasileiros e ucranianos e outros desembarcados clandestinos e já escolarizados, já se pronunciaram sobre o ataque maldoso e mortífero do vírus, e agora do gémeo covid. Por favor. Tirem-me desse número, pois para mim já chega, e e eu não é com conversa que tolhe, que vou melhorar os meus rendimentos. Nem mentais, nem por as contas certas, nem os alimentos na mesa. Façam de conta que eu não sou de cá. Caí aqui por acidente há muito e nunca ninguém me ligou alguma coisa. Vivo entre vírus perniciosos quase desde que nasci, provocado pelos homens que administram o Poder, a Saúde e o Emprego. Para mim já chega o desconforto, em que sempre vivi. Eu quero é que o vírus vá é de férias e leve com ele os que dele tiram benefícios. Eu morro de desespero e vítima de injustiças, desde: "ainda eu era pequenino acabado de nascer". Eu que nem álcool especulado, hoje consigo, e o preço do bagaço está pelas horas da morte! *

-*(DN.Mdrª-15.03)
-*(CM-18-03)
-*(JN-09-04-020)

quinta-feira, 12 de março de 2020

O covid venezuelano

- Pode ser que agora,os portugueses, detractores da situação que vive o povo venezuelano, perceba melhor e com outro sentimento, as razões pelas quais as prateleiras dos seus mercados se esvaziassem de um momento a outro. Não estando o nosso país sujeito a boicotes, a sanções de espécie alguma, a crime de assalto ao poder por um auto arrogante e vaidoso apoiado pelo poder ianque, depara nestes dias de invasão por um vírus que nos atropela e amedronta, que nos faz correr aos super mercados e esvaziá-los de bens alimentares, e outra marcha em passo rápido, às farmácias a esgotar o simples álcool que por lá ainda haja em repouso, e já sujeito a especulação-(6 euros cda frasco). Daqui se deduz, que à mínima alteração da normalidade, os portugueses se comportam como pobres e famintos "venezuelanos", que com mais e maior razão, padecem de falta de abastecimento, embora por motivos bem diferentes daqueles que nos atacam. Enquanto que na Venezuela, são uns garotos a provocarem a crise que por lá resiste e se combate, por cá um caso, grave também, esvazia-nos as prateleiras de alimentos e de desinfectantes até para lavar as mãos. Embora estejamos na Europa rica, aonde dizem nada falta, a pandemia do corona vírus, que se espalha de casa em casa, desnudou-nos, e mostrou-nos a nossa dependência dos mercados e daquilo que não produzimos e nos faz pobres e doentes. Se o que se passa por cá, fosse no país de Chavez, as televisões e os cabrões, não se fartavam de repetir que a culpa de tal caos, era da responsabilidade do presidente Maduro. Como se constata, por cá a fartura tão propalada e que nos disfarça de ricos, esgota-se tão ou mais depressa que as prateleiras dos mercados ditos pomposos, que as fotos documentam através dos canais de informação. E não são da Venezuela submetida a ataques dos reaccionários, há já muito tempo. Tendo nós a certeza que o simples álcool por lá não se esgotou, como por aqui. Temos como solução a cachaça, para nos valer!

quarta-feira, 11 de março de 2020

Champions-:LIV.2 vs At.Mad3

- Impressionante jogo futebol de apuramento na Liga dos Campeões Europeus, da 2ª mão, entre o Liverpool e o At. Madrid no Estádio Anfield, em Liverpool. Jogo épico e cheio de bravos de ambos os lados. Mas de salientar mais uns do que outros. E os de Madrid foram uns valentes durante 120 minutos, e depois de entrarem a defender o resultado escasso, obtido em Espanha, que obrigava o Man.City a anulá-lo agora em casa. Porém os de El Cholo sabem o que é cerrar os dentes e lutar até cair no relvado, desfeitos se necessário. Simeone, o líder argentino dos colchoneros, assumem as indicações que o seu técnico lhes passa todo o tempo e a todo o vapor. Um jogo para não esquecer para quem o viu. Simeone sabe da poda e como ceifar um adversário que à partida era o favorito claro, e em todas as apostas que por ventura se fizeram nos casinos sérios e nos clandestinos. Mas Simeone e os seus muchachos, durante o tempo regulamentar e no prolongamento, e tal como um mágico, soube qual o momento em que foi necessário tirar do campo João Félix e meter LLorente e Morata, e elevou a sua equipa até ao altar aonde só chegam os deuses reconhecidos e abençoados pelos que gostam do verdadeiro Futebol. De um momento, em que pareceu o Liverpool estar qualificado para seguir em frente na prova maior, Simeone com as substituições operadas criou a magia de anular esse momento e mandar o Liverpool de Jurgen Klopp, com o rabo entre as pernas para casa curar as feridas, que Llorente e Morata lhes provocaram no tempo extra, que desempatou a disputa que fica para a história da Liga dos Campeões. Assim vale a pena o Futebol, mesmo se envolvidos em ameaças de impedimentos virulentos, mas de maneira nenhuma, violentos. Um jogo sobretudo travado entre cavalheiros, desde o relvado até às bancadas. Um jogo para sempre recordar!

                                                 

O The Special news special

- as capas também servem sobretudo, não para fornecer conhecimento mas sobretudo para nos alertar para a leitura da notícia que vem por dentro mais alargada. Mas, ultimamente, quer um ou outro luso matutino com pendor nacionalista, ignora os "grandes e gloriosos feitos dos bravos e pós magriços, que além terra e mar por obras grandiosas se destacam e deles se faz alarde com pretensões históricas de tasca avinhada". E é assim que Mourinho, o célebre e endeusado sadino mas nunca "elmano", de degrau em degrau lá vai encontrando o seu real valor, o seu lugar na tal história dos "bocas" de TV e de jornais virais e intoxicadores de mentes pensantes e esclarecidas, quase premonitórias. Desta vez com justificação para alcançar o insucesso - não gosta de se exibir para bancadas sem bonecos a cantar-lhe o seu hino anti covid. Não foi o 19, mas apenas o 3 a 0.Assim se define ainda um país do tamanho de anão arrogante, com manias de esperteza superior. Portugal, país de gente que nos enche de orgulho piolhoso, sem ser importado nem de Roma nem de Pavia, mas que nos põe os olhos em bico, após ligar os canais de desporto com uma data de comentadores reles, que nunca calçaram umas chuteiras, nem sequer daquelas de travessas e biqueira dura;

Leipzig 3 vs Mou 0

- As capas dos jornais, também servem sobretudo, não para fornecer conhecimento mas sobretudo para nos alertar para a leitura da notícia que vem por dentro mais alargada. Mas, ultimamente, quer um ou outro luso matutino com pendor nacionalista, ignora os "grandes e gloriosos feitos dos bravos e pós magriços, que além terra e mar por obras grandiosas se destacam e deles se faz alarde com pretensões históricas de tasca avinhada". E é assim que Mourinho, o célebre e endeusado sadino mas nunca "Elmano", de degrau em degrau lá vai encontrando o seu real valor, o seu lugar na tal história dos "bocas" de TV e de jornais virais e intoxicadores de mentes pensantes e esclarecidas, quase premonitórias. Desta vez com justificação para alcançar o insucesso - não gosta de se exibir para bancadas sem bonecos a cantar-lhe o seu hino anti covid. Não foi o 19, mas apenas o 3 a 0.Assim se define ainda um país do tamanho de anão arrogante, com manias de esperteza superior. Portugal, país de gente que nos enche de orgulho piolhoso, sem ser importado nem de Roma nem de Pavia, pelo perigo viral relatado, mas que nos põe os olhos em bico, após ligar os canais de desporto com uma data de comentadores reles, que nunca calçaram umas chuteiras, nem sequer daquelas de travessas e biqueira dura;

terça-feira, 10 de março de 2020

A Cª das Danças entre Amigos

- com algum esforço e muita imaginação, O JN, lá conseguiu arranjar um percurso e um curriculum à nova directora do Coliseu e antiga de Cultura da Câmara do Porto, e estampou com direito a foto em plano grande. A Associação Amigos, sabe escolher dentro do bailado, a intérprete certa para o papel que se exige, devido a baixa de especialista demissionário. Dele ainda se ouvirá ruído dentro de algum tempo que agora estamos no interlúdio. Podem todos ir até ao bar. As bebidas estão pagas pelo Moreira, já que ele foi a correr ler uma folha do volume, " O essencial sobre a Companhia Nacional de Bailado". Mudanças são precisas. Lugar aos novos, que a dança já está em palco!

segunda-feira, 9 de março de 2020

O covid proibido!


- Ele anda por aí e salta fronteiras. Já ganhou nome e foi rebaptizado, e apresenta-se agora com novo nome. Galga ruas e rusgas. Entra em casa e palácios, e apanha viajantes e presidentes de nações. Tinha nome de coroado, mas foi destronado por nome mais sintético. Nada que o faça suster em cativeiro por agora. É vadio e classicista ao mesmo tempo, e só se dá bem em pobre ou em turista. Peregrino de férias ou em negócios. Capaz de encerrar sem força bruta colégios e escolas aonde não sabem o que lhe fazer. Amedronta o poder e as polícias incapazes de o algemar e levar diante de juiz. Desperta laboratórios e cientistas que o querem sob domínio e enfiá-lo num tubo ou numa fórmula que o desactive ou o torne inócuo. Chamam-lhe corona ou covid numerado. Ninguém o quer para vizinho nem sequer para cumprimento social a quem não se estende a mão. Na Coreia do Norte, dele não chega notícia. Nem de mortos ou infectados. Por ali ele não entra. A nós quase acontece o mesmo se nos armarmos em vírus anti Kim jong- Il. Como é saudável e dá segurança um regime assim cauteloso. Não concordam?

(-DESTAK-11.03.020) 
(- JN.17-03)
(- CM.19-03)

terça-feira, 3 de março de 2020

Conversa em dia!



     

- Agora anda muita gente a treinar para, crítico. Um cada vez maior número de leitores-escritores com tempo disponível, vai como é seu costume, até ao café da cidade, vila ou até do bairro, abre o jornal da casa, e entre conversa com o vizinho do lado da mesa, e na esquina do assunto que faz página, trata de criticar tudo e todos os que intervêm na governação. Erguem-se como gente possuidora das soluções que nos afligem. Eles atacam ministérios, administrações diversas, directorias, magistérios da Saúde e da Cultura, com toda a sua sabedoria, e o cheiro a café no ar. "Eu também colaboro em tal alucinação doida e disforme", como diria o autor alentejano, Fialho. E escrevem, e aguardam a sua "obra" publicada por um qualquer generoso matutino, que tal como um certo vírus que viaja por aí, nos chegará de modo generoso ou de borla, quase perverso, mesmo sem beijocas. Queixam-se de tudo. Ou dos hospitais, do pessoal que nos trata se ali caídos, das condições que o país não tem e devia ter. São estes "artesãos de palavras virulentas", que têm o elixir para todos os males. Em vez de abordarem as questões pelo lado que eles causam, na Economia, Emprego, Ensino, etc. preocupam-se mais com coisas rasteiras. As máscaras que rareiam, a qualidade da assistência que é pouca, o número de infectados, os reduzidos mortos, o pessoal hospitalar insuficiente, as ambulâncias mal equipadas, etc. Meias verdades. Esquecem que sem investimento atempado, o Futuro é que vai apanhar uma doença de caixão à cova. E para que tais condições existam, é necessário de facto gente saudável e que possa trabalhar e render, criar riqueza, ganharem para sabão, e não só discutirem à mesa ou no jardim público, a falta do tudo e do nada. Fazem o alarido que podem e os consome. Tais "escritores e pensadores de café", julgam que o Estado, os governantes e demais responsáveis, devem sacar seja de onde for, normalmente do nosso bolso já roto, o antídoto para um mal importado, que voa por ar e por perdigoto, até nos entrar pela garganta abaixo. Eu também exijo deles mais acção. Mas sem riqueza que sai do trabalho, e isto sim, é histórico neste país, isto sim, é que deve ser discutido até bem antes do café arrefecer. Agora só criticar para não estar calado e armar em especialista, não leva o país a lado algum, o que dá uma vantagem em não o por a viajar. Não se expõe a trazer no regresso, um vírus mais grave, que obrigue à crítica dos reformados-pensadores de café, com solução para tudo. Deixem quem sabe o que quer, pedir o que entende ser urgente ter, para assistir quem precisa hoje e amanhã. Por agora deixem-se calmos e adociquem as palavras remexidas, sem perder de vista os objectivos sãos, e não especulativos só para armar ao pingarelho a norte ou carapau de corrida mais a sul!