Na aldeia de Fermentões e outras que se escondem atrás dos montes das labaredas, e até mesmo nas vielas das cidades, fermenta a morte. A pobreza mata que se farta, esteja-se ou não às portas do Natal que nos convoca a todos à reunião das bem-aventuranças. Por falta de condições mais básicas e prementes, famílias são dizimadas, em século de maiores avanços científicos e tecnológicos - séc.XXI. Morre-se em Portugal à fome e ao frio, desde Sagres até Porto Moniz. Por falta de pão certo, e de calor, até humano. Para que as desgraças não sejam maiores, os portugueses fazem milagres, e inventam conforto para cobrirem os dias duros e agrestes. Acendem braseiros e morrem envenenados. Ligam geradores de energia a gasóleo, e adormecem gaseados. Adormecem sob a luz ameaçadora de candeeiro velho, anestesiados por discursos de são Bento e de Belém. Até ao Natal, bom e mau, vão nascer mais tragédias como a que sobrou de Sabrosa, Vila Real. Portugal é feito de gritos de raiva abafada, e onde o sossego sofrido se reflecte, nos olhos baços, de onde caem as lágrimas, cheias de dor. Oh Portugal, Portugal!
-*(DN.madª20.11)
-*(JN.28.11)
-*(Sábado -29.11)
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