sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Luz do Seixal!





OPINIÃO

Cartas ao director






Luz do Seixal- Temo aquela luz intensa que há de tirar do escuro o clube que carrega nas asas da ave, a esperança e a reconquista. Vieira segura Vitória. A águia tem nome redobrado. Mas aquela "luz" que raiou sobre o enigma, acabou surpreendente, apanhou o país todo, e faz-se correr em todas as caixas do correio electrónico, e juntou-se aos e-mail´s famosos. Tele-informação e jornais sprintam a divulgar o acontecimento. Desde o Seixal aonde fez cama o V maior, e que prometia a reconquista, saiu a decisão de segurar o V que estava de saída e que andou a dormir nos últimos jogos sem brilho. Mas aquele perturbador e estrebuchado "se", que nos acorda para a frase assassina, "...só se houver algum imprevisto...", é que nos mantém atentos, mas sob o pesadelo do dia D do descalabro, apenas adiado. "O Benfica é comandado de dentro para fora, e pelo meio pode acontecer mais surpresas". O V e V seguem de mão pouco dada e desconfiada, a caminho do êxito sonhado, em cima dum "feeling muito amadurecido", que cairá de podre, mal ressurja nova nuvem!*

-*(in Destak tb.03.12.018)          
-*(CMª.04.12-extracto)
-*(rev.SÁBADO.06.12)



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A toque da corneta

                                                          .(o pateta Alegre, impõe-se à manada).

- O Partido socialista (PS) acaba de perder um voto. O meu. Não sei quantas réplicas deste gesto e atitude, vão ser notícia e resultado nas próximas eleições, mas ao aceitar a baixa do IVA para 6%, nas touradas de marialva à portuguesa do sul, vai provar o veneno da medida consentida tomar, quando o correcto seria aumentá-lo para 23%. Mas o PS , é assim mesmo. Demagogo que baste. Um partido manhoso, leviano ao sabor de interesses grupais ou lobistas, sem fazer gala do seu reconhecimento. E se de dentro desses vaqueiros minoritários, surgirem nomes suspeitos que se julgam notáveis, e com manias de poeta com praça e "argélica e desertora" importância, então é que a sangria toma a forma de imposto próximo do insignificante, para forcado e ganadeiro pegar, sob as palmas floridas que esvoaçam desde a bancada mourisca. O Partido da foice e do martelo, também levará uma farpa nos costados, pois foi autor em conluio com os inimigos figadais e históricos da direita política, e a sua representação no parlamento será ainda mais reduzida, para valor idêntico ao da taxa agora aprovada pelos deputados da pretensa cultura civilizacional - a da-espeta ferro-sangra animal-e-foge - contrariando a filosofia legislativa, que condena quem maltratar o bicho doméstico ou vadio, que arruína campo lavrado e remexe lixo urbano. A direita, pelo contrário, aproveita, junta-se na oportunidade, levanta-se no coro, e quando chegada a hora eleitoral e da caça ao voto, vai disfarçar-se atrás das tábuas, e atribuir à actual governação e seu parceiro, que só a eles cabem as culpas da aprovação de tal cultura civilizacional, pois são eles que se estribam no poder da cor difusa e confusa. O da rosa tremida, e sem nome qualificável!*

-*(hoje,29.11.in DTK)
-*(DN.madª.30.11)

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Obrigações leoninas


Obrigações leoninas

23 NOV 2018 / 02:00 H.




    Tendo o SCPortugal, a urgente necessidade de desencantar 30 milhões de euros para fazer face a compromissos sérios herdados, e estando ainda a meio de atingir tal meta, não se compreende por que razão não recorre ao seu ex-atleta e ex-libris decorativo, o atleta mais rico de todos os tempos, CR7, simpatizante e antigo jogador do clube enrascado, e apelar-lhe que seja ele a subscrever o empréstimo obrigacionista, no valor que falta. Sim. Até por que tal multimilionário “italiano”, que gasta 30 mil euros em duas garrafas de vinho, achará uma pechincha, e não mau negócio, investir no seu antigo clube, a uma taxa de 5,25% por ano, a verba sofregamente desejada, e demonstrará o seu amor ao emblema que o lançou na vida desportiva e artística, com sucesso internacional. Aqui fica a sugestão para a resolução do “desfalque financeiro” em que ruge o Leão.*
    -*(hoje no DN,madª e CMª)





    OUTRAS NOTÍCIAS


    quarta-feira, 21 de novembro de 2018

    Dar em pedreira!

    - Agora vêm todos dizer da sua sapiência. Eles são geólogos, engenheiros, académicos, ministros, empresários e autarcas de várias cores, e autoridades da protecção civil. Todos armados em especialistas de pedreiras, e de mármores como se fossem Cutileiros. Fazem lembrar treinadores de bancada ou comentadores após os jogos e sabido o resultado. Que era assim, assim é que se devia ter ou não, procedido. Já se previa, mas ninguém quis ouvir-nos. Todos os alertas, as campainhas, os estouros, foram dados até à queda, ao desmoronamento, ao desastre fatal. Até eu, leiam bem, acabado de chegar, me pronuncio. Eu, que só conheço o mármore do altar da igreja, aonde se prestam cerimónias por quem casa ou morre, e ainda por onde escorre a água benta. A exploração do caso é feita, como o foram as pedreiras - até ao tutano. Até não ficar nada para rapar, e que sobrasse ainda para uma estátua, ou uma simples placa de homenagem a quantos lá morreram. Mais um inquérito às causas do acontecimento. Ao desleixo se o houve, às licenças se as passaram e quando e quem. Quem não barrou esta actividade e a estrada, por onde se escoava o lucro e a irresponsabilidade imperava. Por que ninguém se antecipa e vai já em cima das ilegalidades espalhadas pelo país, e ameaçadoras de morte? Os autarcas, deputados, e os ministérios, ficam sentados à espera de quê? De mais tragédias, para mais discursos? Agora os políticos pedem mapas e relatórios dos buracos do país, roto e ao Deus dará. O presidente já lá chegou. Pode-se descansar agora. O povo é sereno, e sabe que os lamentos não resolvem nada, mas consolam os órfãos e viúvas. O costume!*

    -*(pbcd.hoje 22.11. in DN.madª)
    -*(tb.no IMEDIATO.23.11)

    segunda-feira, 19 de novembro de 2018

    A Pobreza mata!





    A pobreza mata

    20 NOV 2018 / 02:00 H.





    Na aldeia de Fermentões e outras que se escondem atrás dos montes das labaredas, e até mesmo nas vielas das cidades, fermenta a morte. A pobreza mata que se farta, esteja-se ou não às portas do Natal que nos convoca a todos à reunião das bem-aventuranças. Por falta de condições mais básicas e prementes, famílias são dizimadas, em século de maiores avanços científicos e tecnológicos - séc.XXI. Morre-se em Portugal à fome e ao frio, desde Sagres até Porto Moniz. Por falta de pão certo, e de calor, até humano. Para que as desgraças não sejam maiores, os portugueses fazem milagres, e inventam conforto para cobrirem os dias duros e agrestes. Acendem braseiros e morrem envenenados. Ligam geradores de energia a gasóleo, e adormecem gaseados. Adormecem sob a luz ameaçadora de candeeiro velho, anestesiados por discursos de são Bento e de Belém. Até ao Natal, bom e mau, vão nascer mais tragédias como a que sobrou de Sabrosa, Vila Real. Portugal é feito de gritos de raiva abafada, e onde o sossego sofrido se reflecte, nos olhos baços, de onde caem as lágrimas, cheias de dor. Oh Portugal, Portugal!
    -*(DN.madª20.11)
    -*(JN.28.11)
    -*(Sábado -29.11)

    sábado, 17 de novembro de 2018

    Instrução de tiro

    - A primeira norma a observar quando se inicia um grupo de militares ou para-militares, numa "aula" de aprendizagem ou de aperfeiçoamento no manuseamento de armas de fogo, e se empunha uma pistola ou metralhadora, é identificá-la, conhecer o seu comportamento, e verificar se ela está carregada ou não. Para isso, é em 1º lugar necessário retirar o carregador, puxar a culatra atrás para extrair qualquer possibilidade de ter uma bala alojada, verificar se a arma em causa está com a patilha de segurança em posição de tiro-a-tiro, de descanso ou de rajada. Nunca se aponta a arma a ninguém durante a instrução, nem ter o dedo indicador no gatilho dentro do guarda-mato. A arma deve manter-se sempre ao alto, virada ao céu para onde partiu a Carla Amorim, e assente no quadril enquanto não é utilizada. Se um formador ou instrutor não fez estas mais elementares observâncias, numa carreira de tiro ou na caserna, ou no pátio do quartel, ou mesmo num acto de brincadeira, é porque não estava habilitado a dar aula de fogo a ninguém, e nem sequer usar uma fisga para matar o tempo. O instrutor executor de uma jovem guarda que exercia função na cadeia de Paços de Ferreira, deve ser submetido a inquérito rigoroso, pois praticou um crime por falta de formação e de responsabilidade. A jovem que foi morta ali a alguma distância do cano por onde saiu a metralha, foi vítima de enorme negligência e inconsciência, por um colega mal preparado para orientar o treino e aula para que foi nomeado. Tudo quanto se diga para além disto, não passa de entretenimento e tentativa de enganar, a família e os portugueses, que nunca foram sujeitos a treino de uso de armas e de técnicas de combate. A guarda prisional, Carla, foi morta vítima de falta de atitude de cuidados obrigatórios, respeito por regras, e não por uma bala esquecida já introduzida na câmara, o que agrava, e retira todas as justificações que pretendem determinar que o que aconteceu na carreira de tiro, foi uma morte acidental. Não. O resto que se diga, é fumo de pólvora criminosa e corporativa, para enganar as tropas em parada, e a família enlutada;*

    -*(pbcd.inDNmadª-19/11)


                                                           

    sexta-feira, 16 de novembro de 2018

    A corrida

    A corrida

    17 NOV 2018 / 02:00 H.
      O Partido Socialista (PS) ao que parece não sabe lidar com touros e muito menos com deputados da sua bancada parlamentar. Um grupo de enforcados em interesses de sangue e de sofrimento, pretende que as touradas se mantenham vigorosas e ainda as quer por a pagar um IVA reduzido de 6%. Segundo dizem, aquele espectáculo degradante e condenável, é Cultura e avanço civilizacional. A proposta apresentada quase na clandestinidade pelo líder parlamentar, experimentado nos curros da ilha Terceira, encabeça a reivindicação para baixar tal imposto, que o governo o quer nos 13%. O kaiser da ilha taurina à corda, quer assim comer de cebolada com rabo e orelha, a ministra Graça, que detém a pasta da Cultura e pregar-lhe uma faena que a impeça de aprovar tal imposto, já subscrito pelos deputados do seu círculo com assento naquela praça que anda às marradas por tal proposta. O 1.º ministro, António Costa, a quem alguns que se julgam notáveis, escrevem cartas para o entalar contra as tábuas, é que não está na mesma arena a aplaudir a pretensão do César, e de capa e espada corta-lhe a possibilidade de fazerem a pega ensaiada, e anuncia que votaria contra tal medida, caso ela se apresente a querer dar uma volta na praça floreada e triunfante sobre o mal. Agora quem merece a condecoração e os ramos de cravos e rosas, é o 1.º ministro de todos os portugueses, que andam às voltas pelo país inteiro, numa corrida pelo pão, e apostados em manterem a cabeça leve e limpa de crimes de sangue.*
      -*(hoje no DN.madª-17/11)

       
        
      OUTRAS NOTÍCIAS

      quinta-feira, 15 de novembro de 2018

      Um Natal às escuras


      - As luzes já brilham por ruas e avenidas, enquanto a calçada húmida reflecte os seus raios. Mas há silêncio esmagado que se julga ser uma expressão da paz em suspense, que a chuva arrefece. Homens e mulheres vão surgindo aos poucos como vultos, e por entre sombras espaçadas. Talvez estes tenham como rumo, o trabalho, e ainda a noite se demora na manhã que nasce. As montras ostentam algum luxo. Noutras, apenas grãos da vida, que se destinam à mesa pobre da ceia feliz, se a família se juntar e o Senhor não faltar. A água escorre em magros rostos, como lágrimas disfarçadas em pensamentos duros, que se arrastam passo a passo distraídos e pesados, mas no caminho do ganha-pão, que o patrão exige da mão-de-obra a baixo custo. Com este salário talvez a prenda dos filhos e dos demais que hão de chegar, fique mais uma vez adiada para uma festa que é de esperança antiga, e sempre também, de preocupação. A mãe e avó, está de cama, sob vigilância do postal da santa da sua devoção, emoldurada. O pai e marido sem trabalho. O bebé a precisar de fraldas, que as que há estão a secar na corda, ao tempo, que não ajuda. Não há lareira que aqueça, que onde ela se incendeia o perigo espreita, e o veneno mata. Por isso este frio por toda a casa e na alma que cala. Também não há chaminé que anuncie, que nesta casa mora gente, e por isso o Pai Natal não pode entrar por ela e deixar os presentes, que nos contaram nas histórias da infância ser uma tradição, haver, e que começavam todas por, “era uma vez”. O velho barbudo e gordo, carregador do saco da fantasia universal, não tem culpa, nem deste inverno nem desta forma de vida, magra. Este Natal, vai ser como sempre foi. Descolorido. A contar trocos, a desejar que não falte a luz, nem as velas, já tocos só, juntas aos medicamentos que a mãe nossa necessita, e quase a acabarem. Os meus meninos, ao menos têm saúde e o pai olha por eles, enquanto eu caminho, trabalho, e levo algum sustento de volta a casa, para repartir pelos que lá ficam. Talvez o Artur ainda venha a ter a mochila nova e as sapatilhas que lhe prometi no ano passado. Talvez. Tenho sorte. Sou rija e aguento todos os natais que um atrás de outro, nos castigam, e nos fazem comer o pão que o diabo amassa junto ao meu “presépio” que não se desfaz e aonde dependuro as agruras como se fossem rebuçados. Ainda bem que a Festa sagrada em honra do Menino Divino, só se comemora uma vez por ano. Deve ser Ele, que não quer, que a gente sofra mais vezes nesta época, que de fartura será por lá, mas dor esconde por aqui. Estou-lhe grata por isso. Por viver entre algum amor. Obrigada, meu Jesus. Louvado sejas!*

      -*(este "conto" integrará o 1º Vol. da Colectânea de contos de Natal da Editrª Chiado, a sair em 15 Dezº - "O Natal em Palavras")


      quinta-feira, 8 de novembro de 2018

      Cornos abertos ao Manel


      Ao Manel

      09 NOV 2018 / 02:00 H.
        O poeta está a uma estrofe de se tornar pateta. O Alegre se faz triste ao pretender cantar que as touradas são uma tradição nacional, quando às arenas e praças de barbárie pública, vão em romaria meia dúzia de campinos e outros marialvas citadinos da capital, e mais uns quantos aficionados com a cabeça ocupada com ornamentação de osso pontiagudo. Outros ainda com tempo e dinheiro, que lhes chega por via dum parasitismo histórico e do Orçamento estatal, aplaudem tal espectáculo para se inspirarem e fazer obra, tal como as guerras e todas as desgraças, deram origem ao aparecimento de grandes obras literárias e cinematográficas, e talentos reconhecidos, e agora este, e mais aquele bon vivant a desejá-lo vir a ser, quando regressarem da caça. Tudo à custa de sofrimento e de sangue, seja pela estocada da seta, da espada, da bala, ou da palavra desumana, e disfarçada com traje lírico, ao som do toque na corneta, como trombeta de circo e romano manchado. Lembremos ao “inteligente” e ao poeta, que uma praça de touros, não é uma “praça da canção”!
        Joaquim A. Moura
         
          

        - O poeta está a uma estrofe de se tornar pateta. O Alegre se faz triste ao pretender cantar que as touradas são uma tradição nacional, quando às arenas e praças de barbárie pública, vão em romaria meia dúzia de campinos e outros marialvas citadinos da capital, e mais uns quantos aficionados com a cabeça ocupada com ornamentação de osso pontiagudo. Outros ainda com tempo e dinheiro, que lhes chega por via dum parasitismo histórico e do Orçamento estatal, aplaudem tal espectáculo para se inspirarem e fazer obra, tal como as guerras e todas as desgraças, deram origem ao aparecimento de grandes obras literárias e cinematográficas, e talentos reconhecidos, e agora este, e mais aquele bon vivant a desejá-lo vir a ser, quando regressarem da caça. Tudo à custa de sofrimento e de sangue, seja pela estocada da seta, da espada, da bala, ou da palavra desumana, e disfarçada com traje lírico, ao som do toque na corneta, como trombeta de circo e romano manchado. Lembremos ao "inteligente" e ao poeta, que uma praça de touros, não é uma "praça da canção"! *

        -*(pubcd.hoje no DN.madª/"Ao Manel"/)