- Estatísticas e sondagens, são estudos que se
assemelham, e deles se aproveita o que melhor nos serve. Agora surgiu um
trabalho com vídeo e tudo, de uma empresa especializada em tratamento de
resíduos e coisas sem préstimo, a dizer-nos que somos todos fazedores de lixo.
Em média, cada português produz por dia cerca de 40 kg de emporcalhador do
ambiente. Obriga-me tal estudo, a reflectir. Sendo eu um austero consumidor de
tudo que enche prateleiras e montras comerciais, por razões de pobreza, que se
move a pão, por vezes com uma salsicha de lata, entalada, e água, que o mesmo é
dizer, um tipo que mal ganha para a côdea e para um caneco, como é possível
fazer parte da estatística agora divulgada em jeito de propaganda para fins
justificativos de certo mercado? Não tendo eu matéria usada ou podre, para
despejar no contentor, já que nem cascas sobram para deitar fora, ou largar em
saco à porta de casa para ser recolhido pelo camião próprio para o efeito, logo
pela noite ou pelo raiar do dia, não tendo dinheiro para comprar um kg por dia
de coisa alguma, como posso fazer tanta quantidade de lixo? Cá para mim, alguém
anda a comer duas santolas, dois bifes da rabada, duas bananas da Madeira, para
os quais não tenho dentes, e no entanto, a empresa dona do estudo revelado, diz
que eu desse manjar, comi metade. Será isto credível, já que nem um salário
tenho? A média diz que sim!
Estatísticas e sondagens, são estudos que se assemelham, e deles se aproveita o que melhor nos serve. Agora surgiu um trabalho com vídeo e tudo, de uma empresa especializada em tratamento de resíduos e coisas sem préstimo, a dizer-nos que somos todos fazedores de lixo. Em média, cada português produz por mês cerca de 40 kg de emporcalhador do ambiente. Obriga-me tal estudo, a reflectir. Sendo eu um austero consumidor de tudo que enche prateleiras e montras comerciais, por razões de pobreza, que se move a pão, por vezes com uma salsicha de lata, entalada, e água, que o mesmo é dizer, um tipo que mal ganha para a côdea e para um caneco, como é possível fazer parte da estatística agora divulgada em jeito de propaganda para fins justificativos de certo mercado? Não tendo eu matéria usada ou podre, para despejar no contentor, já que nem cascas sobram para deitar fora, ou largar em saco à porta de casa para ser recolhido pelo camião próprio para o efeito, logo pela noite ou pelo raiar do dia, não tendo dinheiro para comprar um kg por dia de coisa alguma, como posso fazer tanta quantidade de lixo? Cá para mim, alguém anda a comer duas santolas, dois bifes da rabada, duas bananas da Madeira, para os quais não tenho dentes, e no entanto, a empresa dona do estudo revelado, diz que eu desse manjar, comi metade. Será isto credível, já que nem um salário tenho? A média diz que sim!
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